Bula Cercobin 875 WG - Iharabras

Bula Cercobin 875 WG

CI
Tiofanato-metílico
9318
Iharabras

Composição

Tiofanato-metílico 875 g/kg

Classificação

Terrestre/Aérea
Fungicida
5 - Produto Improvável de Causar Dano Agudo
III - Produto perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Granulado Dispersível (WG)
Sistêmico

Abacate

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)

Abacaxi

Calda Terrestre Dosagem
Fusarium subglutinans (Fusariose)

Aveia

Calda Terrestre Dosagem
Fusarium graminearum (Fusariose)

Cacau

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)

Café

Calda Terrestre Dosagem
Cercospora coffeicola (Olho pardo)
Phoma costaricensis (Seca de ponteiros)

Centeio

Calda Terrestre Dosagem
Fusarium graminearum (Fusariose)

Cevada

Calda Terrestre Dosagem
Bipolaris sorokiniana (Mancha marrom)
Fusarium graminearum (Fusariose)

Citros

Calda Terrestre Dosagem
Elsinoë australis (Verrugose da laranja doce)
Guignardia citricarpa (Mancha preta)

Cupuaçu

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)

Feijão

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum lindemuthianum (Antracnose)

Guaraná

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)

Kiwi

Calda Terrestre Dosagem
Botrytis cinerea (Mofo cinzento)
Sclerotinia sclerotiorum (Podridão de esclerotinia)

Maçã

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)

Mamão

Calda Terrestre Dosagem
Asperisporium caricae (Varíola)

Manga

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)

Maracujá

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)

Milho

Calda Terrestre Dosagem
Exserohilum turcicum (Mancha foliar)
Phaeosphaeria maydis (Mancha foliar de phaoeosphaeria)

Soja

Calda Terrestre Dosagem
Corynespora cassiicola (Mancha alvo)
Microsphaera diffusa (Oídio)
Sclerotinia sclerotiorum (Podridão de esclerotinia)

Sorgo

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum sublineolum (Antracnose)
Exserohilum turcicum (Mancha foliar)

Tomate

Calda Terrestre Dosagem
Septoria lycopersici (Septoriose)

Trigo

Calda Terrestre Dosagem
Fusarium graminearum (Fusariose)

Triticale

Calda Terrestre Dosagem
Fusarium graminearum (Fusariose)

Uva

Calda Terrestre Dosagem
Botrytis cinerea (Mofo cinzento)

Tipo: Frasco.
Material: Plástico.
Capacidade: 0,05; 0,1; 0,2; 0,25; 0,35; 0,45; 0,5; 0,9; 1,0 kg.

Tipo: Saco.
Material: Plástico.
Capacidade: 0,05; 0,1; 0,2; 0,25; 0,35; 0,45; 0,5; 0,9; 1,0; 4,5; 5,0; 10; 20; 25 kg.

Tipo: Saco (contendo saco hidrossolúvel).
Material: Plástico.
Capacidade: 0,05; 0,1; 0,2; 0,25; 0,35; 0,45; 0,5; 0,9; 1,0; 4,5; 5,0; 10; 20; 25 kg.

Tipo: Saco.
Material: Hidrossolúvel.
Capacidade: 0,01; 0,02; 0,03; 0,04; 0,05; 0,07; 0,09; 0,1; 0,2; 0,3; 0,5; 0,7; 0,9; 1,0 kg.

INSTRUÇÕES DE USO

O CERCOBIN 875 WG é um fungicida sistêmico, utilizado em pulverizações preventivas para o controle de doenças de parte aérea das culturas de Abacate, Abacaxi, Aveia, Cacau, Café, Centeio, Cevada, Citros, Cupuaçu, Feijão, Guaraná, Kiwi (Quivi), Maçã, Mamão, Manga, Maracujá, Milho, Soja, Sorgo, Tomate, Trigo, Triticale e Uva.

MODO E EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO

Aplicar CERCOBIN 875 WG nas dosagens recomendadas, diluído em água, conforme o tipo de aplicação. Este produto pode ser aplicado por via terrestre, através de equipamentos pulverizadores costais (manuais ou motorizados), tratorizados e por via aérea, conforme recomendação para cada cultura. Utilize sempre tecnologias de aplicação que ofereçam boa cobertura do alvo desejado.
As recomendações para aplicação poderão ser alteradas à critério do Engenheiro Agrônomo responsável, respeitando sempre a legislação vigente na região da aplicação, a especificação do fabricante do equipamento e a tecnologia de aplicação empregada.
Preparo da Calda: O responsável pela preparação da calda deve usar equipamento de proteção individual (EPI) indicado para esse fim. Colocar água limpa no tanque do pulverizador (pelo menos 3/4 de sua capacidade) ou de tal forma que atinja a altura do agitador (ou retorno) e, com a agitação acionada, adicionar a quantidade recomendada do produto. Também manter a calda sob agitação constante durante a pulverização. A aplicação deve ser realizada no mesmo dia da preparação da calda.
Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo e respeitar as orientações quanto ao Gerenciamento de Deriva.

APLICAÇÃO VIA TERRESTRE:
Classe de gotas: a escolha da classe de gotas depende do tipo de cultura, alvo e tipo de equipamento utilizado na aplicação. Independente do equipamento utilizado, o tamanho das gotas é um dos fatores mais importantes para evitar a deriva e, portanto, aplique com o maior tamanho de gota possível, sem prejudicar a cobertura e eficiência do produto.
Ponta de pulverização: a seleção da ponta de pulverização (ou outro tipo de elemento gerador de gotas) deverá ser realizada conforme a classe de gota recomendada, assim como os parâmetros operacionais (velocidade, largura da faixa e outros). Use a ponta apropriada para o tipo de aplicação desejada e, principalmente, que proporcione baixo risco de deriva.
Ajuste da barra: ajuste a barra de forma a obter uma distribuição uniforme do produto, de acordo com o desempenho dos elementos geradores de gotas. Todas as pontas da barra deverão ser mantidas à mesma altura em relação ao topo das plantas ou do alvo de deposição. Regule a altura da barra para a menor possível a fim de obter uma cobertura uniforme e reduzir a exposição das gotas à evaporação e ao vento.
Faixa de deposição: utilize distância entre pontas na barra de aplicação de forma a permitir maior uniformidade de distribuição de gotas, sem áreas com falhas ou sobreposição.
Pressão: Selecionar a pressão de trabalho do equipamento em função do volume de calda e da classe de gotas.

APLICAÇÃO VIA AÉREA:
A aplicação via aérea é indicada para as culturas: Aveia, Feijão, Milho, Soja, Sorgo, Tomate, Trigo e Triticale.
Realize a aplicação via aérea com técnicas de redução de deriva (TRD) e utilização do conceito de boas práticas agrícolas, evitando sempre excessos de pressão e altura na aplicação. Siga as disposições constantes na legislação municipal, estadual e federal concernentes às atividades aeroagri´colas e sempre consulte o Engenheiro Agrônomo responsável.
Utilizar somente aeronaves devidamente regulamentadas para tal finalidade e providas de barras apropriadas. Regular o equipamento visando assegurar distribuição uniforme da calda, boa cobertura do alvo desejado. Evitar a falha ou sobreposições entre as faixas de aplicação.
Classe de gotas: a escolha da classe de gotas depende do tipo de cultura, alvo e tipo de equipamento utilizado na aplicação. Independente do equipamento utilizado, o tamanho das gotas é um dos fatores mais importantes para evitar a deriva e, portanto, aplique com o maior tamanho de gota possível, sem prejudicar a cobertura e eficiência do produto.
Ponta de pulverização: a seleção da ponta de pulverização (ou outro tipo de elemento gerador de gotas) deverá ser realizada conforme a classe de gota recomendada, assim como os parâmetros operacionais (velocidade, largura da faixa e outros). Use a ponta apropriada para o tipo de aplicação desejada e, principalmente, que proporcione baixo risco de deriva.
Ajuste de barra: ajuste a barra de forma a obter distribuição uniforme do produto, de acordo com o desempenho dos elementos geradores de gotas.
Altura do voo: de 3 a 4 metros em relação do topo das plantas ou do alvo de deposição, garantindo sempre a devida segurança ao voo e a eficiência da aplicação.
Faixa de deposição: A faixa de deposição efetiva é uma característica específica para cada tipo ou modelo do avião e representa um fator de grande influência nos resultados da aplicação. Observe uma largura das faixas de deposição efetiva de acordo com a aeronave, de modo a proporcionar uma boa cobertura.
Volume de calda: 10 a 40L/ha ou conforme recomendação do tipo de aeronave utilizada.

Condições Climáticas: Para quaisquer tecnologias de aplicação, devem-se observar as condições climáticas ideais para aplicação, tais como indicado abaixo. Os valores apresentados devem ser sempre as médias durante a aplicação, e não valores instantâneos:
- Temperatura ambiente abaixo de 30ºC.
- Umidade relativa do ar acima de 50%.
- Velocidade média do vento entre 3 e 10 km/hora.

LAVAGEM DO EQUIPAMENTO DE APLICAÇÃO

Imediatamente após a aplicação do produto, proceda a limpeza de todo equipamento utilizado.
Adote todas as medidas de segurança necessárias durante a limpeza e utilize os equipamentos de proteção individual recomendados para aplicação do produto, conforme consta no item “Dados Relativos à Proteção da Saúde Humana”.
Não limpe equipamentos próximo à nascente, fontes de água ou plantas úteis.
Descarte os resíduos da limpeza de acordo com a legislação Municipal, Estadual e Federal vigente na região da aplicação.

INTERVALO DE SEGURANÇA

Abacaxi, Citros, Feijão, Manga, Tomate, Trigo, Aveia, Centeio, Triticale e Uva: 14 dias.
Café: 28 dias
Cevada: 30 dias.
Maçã: 7 dias
Mamão, Abacate, Cacau, Cupuaçú, Guaraná, Maracujá, Kiwi (Quivi), Milho e Sorgo: 3 dias.
Soja: 21 dias.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes deste período, utilize os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO

Não há desde que siga corretamente as instruções de uso.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Sempre que houver disponibilidade de informações sobre programas de Manejo Integrado, provenientes da pesquisa pública ou privada, recomenda-se que estes programas sejam implementados.

O uso sucessivo de fungicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população de fungos causadores de doenças resistentes a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e consequente prejuízo.
O produto fungicida CERCOBIN 875 WG é composto por Tiofanato-metílico, que apresenta mecanismo de ação de Montagem de ß-tubulina na mitose, pertencente ao Grupo B1, segundo classificação internacional do FRAC (Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas).
Como prática de manejo de resistência e para evitar os problemas com a resistência dos fungicidas, seguem algumas recomendações:
- Alternância de fungicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo B1 para o controle do mesmo alvo, sempre que possível;
- Adotar outras práticas de redução da população de patógenos, seguindo as boas práticas agrícolas, tais como rotação de culturas, controles culturais, cultivares com gene de resistência quando disponíveis, etc;
- Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto;
- Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais sobre orientação técnica de tecnologia de aplicação e manutenção da eficácia dos fungicidas;
- Informações sobre possíveis casos de resistência em fungicidas no controle de fungos patogênicos devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira de Fitopatologia (SBF: www.sbfito.com.br), Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas (FRAC-BR: www.fracbr.org), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).