A antracnose é uma das doenças de maior importância da cultura do feijoeiro, podendo causar perdas de até 100%. E uma doença cosmopolita, ocorrendo em locais de temperatura baixa a moderada e alta umidade. Por este motivo, é mais problemática em regiões de clima temperado e subtropical.
Danos: Sintomas da antracnose podem ser observados em toda parte aérea da planta. Quando a doença afeta plântulas, observam-se lesões pequenas de coloração marrom ou preta nos cotilédones. O hipocótilo pode apresentar lesões alongadas, superficiais ou deprimidas, podendo ocorrer o estrangulamento do hipocótilo e morte da plântula. No entanto, os sintomas típicos desta doença são lesões necróticas de coloração marrom-escura nas nervuras na face inferior da folha. Às vezes estas lesões podem ser vistas na face superior das folhas, quando então uma região clorótica desenvolve-se ao lado das manchas necróticas e as folhas tendem a curvar-se para baixo. Em ataques severos, as lesões estendem-se ao limbo foliar ao redor das áreas afetadas nas nervuras, resultando em necrose de parte do tecido foliar.
Lesões produzidas no caule e nos pecíolos são alongadas, escuras e às vezes deprimidas. Nas vagens, são geralmente circulares e deprimidas, de coloração marrom, com os bordos escuros e salientes, circundados por um anel pardo-avermelhado. As lesões nas vagens podem ainda apresentar o centro de coloração mais clara ou rosada, devido à esporulação do fungo. As lesões podem coalescer e cobrir parcialmente as vagens. Sementes infectadas são geralmente descoloridas e podem apresentar lesões levemente deprimidas e de coloração marrom.
Controle: O uso de sementes sadias é fundamental no controle da doença. O tratamento de sementes apresenta bons resultados. A produção de sementes em regiões semi¬áridas é uma medida que tem reduzido a incidência e evitado a disseminação da doença em outros países. A rotação de cultura, por no mínimo 1 ano, deve ser feita para evitar a ocorrência da doença no plantio seguinte e a perpetuação do fungo na área. Restos de cultura infestados devem ser eliminados do campo. O uso de cultivares resistentes é outra medida importante que tem contribuído para reduzir os danos causados pelo patógeno. No entanto, a grande variabilidade patogênica apresentada por C. lindemuthianum dificulta a obtenção de cultivares de resistência durável.
A decisão sobre a aplicação de fungicidas na cultura do feijoeiro deve levar em consideração o nível tecnológico adotado e a finalidade do campo, o potencial de produção da lavoura, o retorno econômico, as condições da lavoura no momento da aplicação bem como a ocorrência de condições climáticas favoráveis à doença.
Clorotalonil 500 g/L
Clorotalonil 720 g/L
Piraclostrobina 50 g/L, Tiofanato-metílico 450 g/L
Piraclostrobina 50 g/L, Tiofanato-metílico 450 g/L
Azoxistrobina 40 g/L, Difenoconazol 40 g/L, Clorotalonil 500 g/L
Acibenzolar-S-metílico 500 g/kg
Clorotalonil 500 g/L
Azoxistrobina 200 g/L, Difenoconazol 125 g/L
Fluazinam 500 g/L
Clorotalonil 825 g/kg
Bacillus velezensis 894 g/L, Bacillus velezensis 5 x 10⁸ UFC/mL p. c.
Trifloxistrobina 150 g/L, Protioconazol 175 g/L
Benzovindiflupir 60 g/L, Ciproconazol 90 g/L, Difenoconazol 150 g/L
Fluxapiroxade 22.5 g/L, Mancozebe 440 g/L, Protioconazol 31.5 g/L
Fluazinam 500 g/L
Bacillus amyloliquefaciens 0.0032 g/L, Bacillus amyloliquefaciens 2 x 10⁸ UFC/mL p. c.
Azoxistrobina 500 g/kg
Azoxistrobina 200 g/L, Difenoconazol 125 g/L
Azoxistrobina 500 g/kg
Bacillus amyloliquefaciens 120 g/L, Bacillus amyloliquefaciens 1 x 10⁹ UFC/mL p. c.
Tiofanato-metílico 375 g/kg, Fluazinam 375 g/kg
Tiofanato-metílico 300 g/L, Fluazinam 300 g/L
Ciproconazol 40 g/L, Picoxistrobina 60 g/L, Oxicloreto de cobre 420 g/L
Cresoxim-metílico 100 g/L, Tebuconazol 125 g/L