Mancha foliar (Exserohilum turcicum)
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Mancha foliar

Helmitosporiose do milho (Exserohilum turcicum)

Culturas Afetadas: Milho, Sorgo

Sinônimos: Bipolaris turcica, Drechslera turcica e Helminthosporium turcicum
Teleomorfo: Setosphaeria turcica

O patógeno causador desta doença está largamente disseminado nas áreas de cultivo de milho do país. O problema tem sido maior em plantios de safrinha. As perdas podem atingir a 50% em ataques antes do período de floração. Se as condições forem favoráveis ao fungo (alta umidade e temperatura entre 18 e 27ºC) e se o cultivar utilizado não possuir nível de resistência satisfatório, o dano econômico pode ser bastante significativo. Os cultivares de milho pipoca utilizados atualmente no Brasil são bastante suscetíveis ao patógeno. O prejuízo econômico causado pela doença depende da severidade e do estádio de desenvolvimento da cultura na época da infecção. Incidência severa antes do embonecamento é altamente danosa.

Danos: Os sintomas da doença ocorrem principalmente nas folhas, onde é mais facilmente identificada. O prejuízo na cultura é maior em cultivares suscetíveis, ocasionando perdas de rendimento acima de 50%. As lesões necróticas de cor palha apresentam formato elíptico com bordas bem definidas.

Nas plantas adultas, a coloração passa para púrpuro avermelhada a castanho amarelada e o centro torna-se amarelado a cinza, com margens amareladas. Posteriormente, com a frutificação do fungo, a lesão fica cinza-escura ou preta. Estas podem variar de 2,5 a 15 cm comprimento e até 12,0 mm de largura e podem coalescer, dando à folha o aspecto de queima, principalmente  nas cultivares suscetíveis. 

Em condições de solos frios e úmidos, há possibilidade de ocorrer podridão de sementes e morte de plântulas.   

Controle: As medidas de controle devem ser baseadas no uso de cultivares resistentes, escolha de melhor época e local de plantio, adubação equilibrada e aplicação de fungicidas.

Existem no mercado nacional híbridos com níveis de resistência bastante satisfatórios. São conhecidas duas formas de resistência: uma de natureza monogênica (genes Ht), que se manifesta na forma de lesões clorótico-necróticas, com pouca ou nenhuma esporulação sobre as lesões, e outra poligênica, que se caracteriza pela ocorrência de lesões menores e em menor número sobre as folhas. Para o uso de cultivares com baixo nível de resistência, deve-se escolher a melhor época e local para plantio. Os meses de outubro e novembro e locais onde temperaturas amenas não sejam freqüentes podem resultar numa menor severidade da doença.

A adubação com excesso de nitrogênio favorece a maior incidência da doença. A aplicação foliar de fungicida pode ser utilizada para materiais de alto valor econômico ou estratégico.

As medidas de controle aplicadas conjuntamente constituem a melhor e mais eficiente prática de controle da doença.

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