Olho pardo

Cercosporiose (Cercospora coffeicola)

Culturas Afetadas: Café, Café (Mudas)

A cercosporiose, também conhecida como olho pardo, mancha circular, mancha parda ou olho de pombo, é uma das doenças mais antigas nas Américas, tendo sido relatada no Brasil em 1887. Atualmente está presente de forma endêmica em quase todas regiões que apresentem condições favoráveis (solos pobres), constituindo-se numa doença de importância econômica, causando desfolha e reduzindo a produção, além dos prejuízos na depreciação da qualidade do café. Em condições de viveiro, causa desfolha intensa, provocando atraso no desenvolvimento e raquitismo das plantas.

Danos: Os sintomas nas folhas manifestam-se como manchas de configuração mais ou menos circular, com 0,5-1,5 cm de diâmetro, de coloração pardo-clara ou marrom-escura, com centro branco-acinzentado, envolvidas por anel arroxeado, dando a idéia de um olho. No centro das lesões, em estádio mais avançado, geralmente são observadas pequenas pontuações pretas, que constituem as estruturas de frutificação do fungo. As folhas atacadas caem rapidamente, ocorrendo desfolha e seca dos ramos. A desfolha é causada pela grande produção de etileno no processo de necrose, bastando uma lesão por folha para causar sua queda.

Nos frutos, as lesões começam a aparecer quando estes estão ainda pequenos, aumentando o ataque no início da granação. As lesões permanecem até o amadurecimento dos frutos. Seu aparecimento ocorre principalmente nas partes mais expostas à insolação, na forma de pequenas manchas castanhas, deprimidas, que se alongam no sentido das extremidades. À medida que as manchas envelhecem, assumem um aspecto ressecado e escuro, fazendo com que a casca, nessa parte, fique aderente à semente, o que, em ataques mais severos, causa seu chochamento.

Controle: Não há referências sobre a existência de possíveis variedades ou cultivares com algum tipo de resistência ou tolerância à cercosporiose causada por C. coffeicola.

Deve-se iniciar o controle da doença com cuidados na formação das mudas. As sementes devem estar limpas, sadias e adequadamente tratadas. Os viveiros devem ser estabelecidos em lugares de solos bem drenados, ambiente bem arejado e sombreamento adequado, e evitar a irrigação excessiva. Nas lavouras deve-se manter uma fertilização equilibrada, com adequado nível de nitrogênio e de umidade do solo.

Deve-se realizar pulverizações com fungicidas protetores e sistêmicos tanto nos viveiros como nas lavouras, nestas últimas, as aplicações deverão ser realizadas desde o começo da granação para garantir uma boa proteção dos grãos sensíveis de ser infectados a qualquer momento do seu desenvolvimento.

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