Bula Chopper Florestal - Basf
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Bula Chopper Florestal

Imazapir
6404
Basf

Composição

Imazapir 266,3 g/L
Equivalente ácido de Imazapir 250 g/L

Classificação

Terrestre
Herbicida
5 - Produto Improvável de Causar Dano Agudo
III - Produto perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Concentrado Solúvel (SL)
Sistêmico

Conteúdo: 1 L.

INSTRUÇÕES DE USO

Modo de Ação do Produto:
A ação herbicida do CHOPPER® FLORESTAL é resultado da redução dos níveis de 3 (três) aminoácidos alifáticos de cadeia ramificada, valina, leucina e isoleucina, através da inibição do ácido hidroxiacético sintetase (AHAS), uma enzima comum na via biossintética destes aminoácidos.
Esta inibição interrompe a síntese protéica, que por sua vez interfere na síntese de DNA e no crescimento celular. A biossíntese destes três aminoácidos e a enzima AHAS não ocorrem em animais.
CHOPPER® FLORESTAL é absorvido e translocado rapidamente através do xilema e floema para as regiões meristemáticas da planta, onde se acumula. Embora a interrupção de crescimento e a morte das regiões merismáticas ocorram logo após a aplicação, a clorose das folhas novas e a necrose dos tecidos podem demorar em algumas espécies até duas semanas. Em plantas perenes, CHOPPER® FLORESTAL é translocado para os rizomas, matando-os e impedindo a rebrota. O herbicida CHOPPER® FLORESTAL possui excelente atividade residual, proporcionando o controle pré-emergente de plantas infestantes em germinação durante vários meses.

PINUS: CHOPPER® FLORESTAL possui amplo espectro no controle da vegetação infestante de florestas de Pinus (Pinus taeda; Pinus oocarpa), onde foi testado durante e após a implantação destas espécies.


TIPO DE FLORESTA / PLANTAS INFESTANTES / DOSE / NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO

Tipo de Floresta: PINUS (Pinus taeda; Pinus oocarpa)
Método de Aplicação:
*Pré-plantio:
- Doses de Chopper® Florestal: 1,6 L/ha
- Época de Aplicação: 45 a 90 dias antes do plantio

*Pós-plantio:
- Doses de Chopper® Florestal: 2,0 - 3,0 L/ha
- Época de Aplicação: 60 dias após o plantio

Estágio das plantas infestantes: A aplicação inicial deve ser feita em condições de pós-emergência tardia das plantas infestantes, quando elas se encontram em uma fase ativa do crescimento. Aplicações em plantas em um estágio de florescimento e frutificação apresentam ação mais lenta. Tratamento de pré-emergência são recomendados para manutenção das áreas previamente tratadas, respeitando-se os intervalos de segurança para a espécie florestal.

MODO DE APLICAÇÃO

Tipo de Aplicação:
*Pré-plantio (Área total):
Equipamento:
- Costal: Bicos = 110.01 e 110; Volume da calda = 100 a 800 L/ha
- Mecanizado: Bicos = 110.02, 110.03 e 110.04; Volume da calda = 100 a 400 L/ha

*Pós-plantio com proteção de mudas
Equipamento:
- Costal: Bicos = anti-deriva; Volume da calda = 100 a 800 L/ha
- Mecanizado (com barra protegido): Bicos: 110.02, 110.03 e 110.04; Volume de calda = 100 a 400 L/ha

Erradicação de tocos de eucalipto:
O herbicida CHOPPER® FLORESTAL é recomendado para erradicação de tocos / cepas de eucalipto, uma vez que o mesmo é altamente sensível ao produto.

ERRADICAÇÃO DE TOCOS / CEPAS DE EUCALIPTO
- Método de Aplicação: Jato dirigido no toco / cepa
- Doses de Chopper®Florestal: 1 a 2% v/v (30 a 40 mL/toco) com total molhamento da região cambial
- Época de Aplicação: Até 72 horas após o corte

PREPARO DA CALDA

O responsável pela preparação da calda deve usar Equipamento de Proteção Individual (EPI) indicado para esse fim. Colocar água limpa no tanque do pulverizador (pelo menos 3/4 de sua capacidade) ou de tal forma que atinja a altura do agitador (ou retorno) e, com a agitação acionada, adicionar a quantidade recomendada do produto. Também manter a calda sob agitação constante durante a pulverização. A aplicação deve ser realizada no mesmo dia da preparação da calda.

APLICAÇÃO TERRESTRE

Seguir as recomendações abaixo para uma correta aplicação:

- Equipamento de aplicação:
Utilizar equipamento de pulverização provido de barras apropriadas. Ao aplicar o produto, seguir sempre as recomendações da bula. Proceder a regulagem do equipamento de aplicação para assegurar uma distribuição uniforme da calda e boa cobertura do alvo desejado. Evitar a sobreposição ou falha entre as faixas de aplicação utilizando tecnologia apropriada.

- Seleção de pontas de pulverização:
A seleção correta da ponta é um dos parâmetros mais importantes para boa cobertura do alvo e redução da deriva. Pontas que produzem gotas finas apresentam maior risco de deriva e de perdas por evaporação (vide CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS). Dentro deste critério, usar pontas que possibilitem boa cobertura das plantas alvo e produzam gotas de classe acima de grossas (C) em pré emergência da planta daninha e gotas de classe acima de muito grossas (VC) em pós emergência da planta daninha, conforme norma ASABE. Em caso de dúvida quanto a seleção das pontas, pressão de trabalho e tamanho de gotas gerado, consultar a recomendação do fabricante da ponta (bico).

- Velocidade do equipamento:
Selecionar uma velocidade adequada às condições do terreno, do equipamento e da cultura. Observar o volume de aplicação e a pressão de trabalho desejada. A aplicação efetuada em velocidades mais baixas, geralmente resulta em uma melhor cobertura e deposição da calda na área alvo.

- Pressão de trabalho:
Observar sempre a recomendação do fabricante e trabalhar dentro da pressão recomendada para a ponta, considerando o volume de aplicação e o tamanho de gota desejado. Para muitos tipos de pontas, menores pressões de trabalho produzem gotas maiores. Quando for necessário elevar o volume de aplicação, optar por pontas que permitam maior vazão (maior orifício) ao invés do aumento da pressão de trabalho. Caso o equipamento possua sistema de controle de aplicação, assegurar que os parâmetros de aplicação atendam a recomendação de uso.

- Altura de barras de pulverização:
A barra deverá estar posicionada em distância adequada do alvo, conforme recomendação do fabricante do equipamento e pontas, de acordo com o ângulo de abertura do jato. Quanto maior a distância entre a barra de pulverização e o alvo a ser atingido, maior a exposição das gotas às condições ambientais adversas, acarretando perdas por evaporação e transporte pelo vento.

- Aplicação com equipamento costal:
Para aplicações costais, manter constante a velocidade de trabalho e altura da lança, evitando variações no padrão de deposição da calda nos alvos, bem como a sobreposição entre as faixas de aplicação.


O aplicador do produto deve considerar todos estes fatores para uma adequada utilização, evitando atingir áreas não alvo. Todos os equipamentos de aplicação devem ser corretamente calibrados e o responsável pela aplicação deve estar familiarizado com todos os fatores que interferem na ocorrência da deriva, minimizando assim o risco de contaminação de áreas adjacentes.

CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS

- Velocidade do vento:
A velocidade do vento adequada para pulverização deve estar entre 05 e 10 km/h dependendo da configuração do sistema de aplicação. A ausência de vento pode indicar situação de inversão térmica, que deve ser evitada. A topografia do terreno pode influenciar os padrões de vento e o aplicador deve estar familiarizado com estes padrões. Ventos e rajadas acima destas velocidades favorecem a deriva e contaminação das áreas adjacentes. Deixar uma faixa de bordadura adequada para aplicação quando houver culturas sensíveis na direção do vento.

- Temperatura e umidade:
Aplicar apenas em condições ambientais favoráveis. Baixa umidade relativa do ar e altas temperaturas aumentam o risco de evaporação da calda de pulverização, reduzindo a eficácia do produto e aumentando o potencial de deriva.
Evitar aplicações em condições de baixa umidade relativa do ar (menores que 60%) e altas temperaturas (maiores que 30ºC). Não aplicar o produto em temperaturas muito baixas ou com previsão de geadas.

- Período de chuvas:
A ocorrência de chuvas dentro de um período de quatro (4) horas após a aplicação pode afetar o desempenho do produto. Não aplicar logo após a ocorrência de chuva ou em condições de orvalho.


As condições de aplicação poderão ser alteradas a critério do engenheiro agrônomo da região.
O potencial de deriva é determinado pela interação de fatores relativos ao equipamento de pulverização e ao clima (velocidade do vento, umidade e temperatura). Adotar práticas que reduzam a deriva é responsabilidade do aplicador.


LIMPEZA DE TANQUE

Logo após o uso, limpar completamente o equipamento de aplicação (tanque, barra, pontas e filtros) realizando a tríplice lavagem antes de utilizá-lo na aplicação de outros produtos / culturas. Recomenda-se a limpeza de todo o sistema de pulverização após cada dia de trabalho, observando as recomendações abaixo:
Antes da primeira lavagem, assegurar-se de esgotar ao máximo a calda presente no tanque. Lavar com água limpa, circulando a água por todo o sistema e deixando esgotar pela barra através das pontas utilizadas. A quantidade de água deve ser a mínima necessária para permitir o correto funcionamento da bomba, agitadores e retornos/aspersores internos do tanque. Para pulverizadores terrestres, a água de enxague deve ser descartada na própria área aplicada. Encher novamente o tanque com água limpa e agregar uma solução para limpeza de tanque na quantidade indicada pelo fabricante. Manter o sistema de agitação acionado por no mínimo 15 minutos. Proceder o esgotamento do conteúdo do tanque pela barra pulverizadora à pressão de trabalho. Retirar as pontas, filtros, capas e filtros de linha quando existentes e colocá-los em recipiente com água limpa e solução para limpeza de tanque. Realizar a terceira lavagem com água limpa e deixando esgotar pela barra.


Todas as condições descritas acima para aplicações terrestres poderão ser alteradas a critério do Engenheiro Agrônomo da região, observando-se as indicações de bula. Observar também as orientações técnicas dos programas de manejo integrado e de resistência de pragas.

INTERVALO DE SEGURANÇA

Não especificado devido à modalidade de emprego do produto.

LIMITAÇÕES DE USO

Fitotoxicidade: o produto é seletivo para a cultura de Pinus e não é seletivo para o eucalipto.
Recomendações:
• Não armazenar junto com sementes, fertilizantes, inseticidas e fungicidas.
• Aplicar somente em tocos/cepas de eucalipto, evitando derivas para o eucalipto implantado.
• Lavar cuidadosamente o equipamento de aplicação após o uso.
• Enxaguar diversas vezes o tanque, as tabulações, mangueiras e barras, removendo os bicos e filtros, lavando-os separadamente.
• Não aplicar o produto próximo as árvores e plantas úteis, a fim de evitar danos pela sua absorção foliar ou radicular.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

O manejo de plantas daninhas é um procedimento sistemático adotado para minimizar a interferência de plantas daninhas e otimizar o uso do solo, por meio da combinação de métodos preventivos de controle. A integração de métodos de controle: (1) cultural (rotação de culturas, variação de espaçamento e uso de cobertura verde), (2) mecânico ou físico (monda, capina manual, roçada, inundação, cobertura não viva e cultivo mecânico), (3) controle biológico e (4) controle químico tem como objetivo mitigar o impacto dessa interferência com o mínimo de dano ao meio ambiente.

O uso sucessivo de herbicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população da planta daninha alvo resistente a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e um consequente prejuízo.
Como prática de manejo de resistência de plantas daninhas e para evitar os problemas com a resistência, seguem algumas recomendações:
• Rotação de herbicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo B para o controle do mesmo alvo, quando apropriado.
• Adotar outras práticas de controle de plantas daninhas seguindo as boas práticas agrícolas.
• Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto.
• Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e a orientação técnica da aplicação de herbicidas.
• Informações sobre possíveis casos de resistência em plantas daninhas devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas (SBCPD: www.sbcpd.org), Associação Brasileira de Ação à Resistência de Plantas Daninhas aos Herbicidas (HRAC-BR: www.hrac-br.org), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).

GRUPO B HERBICIDA

O produto herbicida Chopper® Florestal é composto por Imazapir, que apresenta mecanismo de ação dos inibidores da ALS (Acetolactato sintase (ou acetohidroxiácido sintase AHAS), pertencente ao Grupo B, segundo classificação internacional do HRAC (Comitê de Ação à Resistência de Herbicidas).




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