Bula Chrysogen - ?

Bula Chrysogen

acessos
Baculovirus
15418
?

Composição

Chrysodeixis includens nucleopolyhedrovirus (ChinNPV) 404 g/L Inseticida microbiológico

Classificação

Inseticida microbiológico
IV - Pouco tóxico
IV - Produto pouco perigoso ao meio ambiente
Não inflamável
Não corrosivo
Suspensão Concentrada (SC)
Inseticida microbiológico

Geral Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Falsa-Medideira
(Chrysodexis includens)
50 a 200 mL p.c./ha 100 L de calda/ha 30 L de calda/ha (aéreo) Caso necessário, reaplicar o produto. Não determinado. O vírus é mais eficaz em lagartas de tamanho entre 1 - 11 mm (1° a 3° ínstar). Assim sendo, a aplicação deve ser realizada no início da infestação da praga e tão logo forem observadas lagartas de primeiro a terceiro ínstar (muito pequenas a médias pequenas, segundo o esquema abaixo). Deve ser feito um monitoramento frequente e cuidadoso da lavoura, haja visto que acertar o momento de aplicação é fundamental para obter os melhores resultados

MODO DE APLICAÇÃO:

CARTUGEN® é indicado para uso em aplicações foliares terrestres e aéreas. Os parâmetros de aplicação (bicos, largura e altura de barra, pressão, velocidade, etc.) devem ser definidos de forma a garantir a melhor cobertura possível das partes das plantas a serem protegidas.

Preparo da Calda: Agitar bem a embalagem de CARTUGEN® antes de usar. O equipamento usado na aplicação de CARTUGEN® deve estar limpo e sem qualquer resíduo prévio de outros defensivos. O abastecimento do pulverizador deve ser feito enchendo o tanque até à metade da sua capacidade com água, adicionar o produto, e por fim, completar o volume com água. Agitação constante deve ser mantida durante todo o processo de preparo da calda e durante a sua aplicação. Deve-se preparar somente a quantidade de calda necessária para completar um tanque de pulverização, procedendo à aplicação o mais rápido possível após o preparo da calda. O vírus em CARTUGEN® pode se tornar inativo se a calda for deixada no pulverizador por tempo prolongado (> 10 horas). Cuidado deve ser tomado com o pH da calda, pois pH > 8 danifica o vírus, reduzindo a eficiência de CARTUGEN®. Se o pH da calda estiver > 8, é necessário ajustar o pH, usando acidificadores registrados para esta finalidade.

Aplicação Terrestre

Utilizar um volume de calda suficiente para obter a melhor cobertura possível. Pulverizador Costal e de Barra Tratorizado: Utilizar volume de calda entre 100 a 2000 litros/ha, de acordo com a prática adotada para a cultura, com pontas/bicos que proporcionem boa cobertura e minimizem as perdas por deriva. Recomenda-se a utilização de pontas do tipo leque (série 80 ou 110), com pressão de 30 a 60 lb/pol², ou do tipo cônico (X2, X3, D2-23, D2-25, ou equivalente), com pressão de 60 a 90 lb/pol².


Aplicação Aérea
Volume de calda: mínimo de 30 litros/ha. Recomenda-se a adição de óleo mineral na concentração de 3 litros/ha. Recomenda-se fazer as pulverizações nas seguintes condições:
• Umidade relativa do ar acima de 55%
• Velocidade do vento entre 3 e 10 km/h
• Temperatura abaixo de 30°C
• Diâmetro de gotas: 250 a 300 µm. Use bico apropriado para obter uma boa cobertura das plantas e evitar derivas. A aplicação poderá ser com avião acoplado de barra aplicadora, com pressão de 25 lb/pol², com bicos cônicos, com pontas D6 a D12 e providos de caracóis e placas com orifícios, em ângulo de 90º. A altura do voo deve ser de 2 a 3 m, com faixa de deposição de 12 a 15 m.
• Diâmetro de gotas: Use bico apropriado para obter uma boa cobertura das plantas e evitar derivas.
NOTA: Este tipo de aplicação é particularmente vulnerável à evaporação das gotas, principalmente em condições de temperatura acima de 35ºC e umidade relativa abaixo de 40%. A perda por evaporação das gotas prejudica a cobertura e pode diminuir muito a quantidade de produto que efetivamente atinge as plantas, diminuindo a eficiência de CARTUGEN®. Em aplicações aéreas de calda misturada em óleo (ultra-baixo volume), recomenda-se um volume mínimo de 3 litros/ha. Neste tipo de aplicação onde o produto e diluído em óleo, não se deve misturar CARTUGEN® com outros pesticidas pois a forma não diluída destes produtos pode danificar o vírus e tornar o CARTUGEN® inativo.

Aplicação por Sistemas de Irrigação: CARTUGEN® pode ser aplicado através de sistemas de irrigação por aspersão. Como nas outras formas de aplicação, deve-se assegurar que a água esteja limpa e que o pH esteja abaixo de 8. Manter a calda em constante agitação. Injetar a dose adequada, de modo contínuo e homogêneo ao longo do ciclo da irrigação, de forma a obter a maior concentração e retenção do produto sobre as folhas. Para melhores resultados com CARTUGEN®, a lâmina de água deve ser igual ou inferior a 10 mm.

Intervalo de Segurança: Intervalo de segurança não determinado devido a não indicação de LMR para este produto.

Intervalo de re-entrada de pessoas nas culturas e áreas tratadas: Recomenda-se aguardar até a secagem completa da calda (mínimo de 2 horas), antes da re-entrada na área tratada, evitando-se sempre que possível, que pessoas alheias ao tratamento com a cultura e animais domésticos circulem pela área tratada. Caso haja necessidade de entrar na área tratada antes da secagem total da calda aplicada, utilizar os EPI’s indicados para uso durante a aplicação no item “DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA”.

Limitações de Uso: Evitar aplicar CARTUGEN® nas seguintes condições:
- Fitotoxicidade: o produto não causa fitotoxicidade segundo as recomendações de uso indicadas na bula.
- Em situações curativas com alta infestação e lagartas maiores que 8 mm;
- Quando se antecipa chuva intensa (> 20 mm/hora) até 1 hora após a aplicação;
- Com temperaturas abaixo de 18°C ou acima de 35°C;
- Com umidade relativa abaixo de 40%;
- Com pH de calda acima de 8;
- Em aplicações via solo;

Precauções quanto a Saúde Humana
De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

Precauções quanto ao Meio Ambiente
De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS:
Além dos métodos recomendados para o manejo de resistência inseticidas, incluir outros métodos de controle de insetos (ex.: Controle Químico, Cultural, Biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Pragas (MIP), quando disponíveis e apropriado.

INFORMAÇÕES SOBRE O MANEJO DE RESISTÊNCIA E MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS:

O nucleopoliedrovírus SfMNPV em CARTUGEN®, tem um modo de ação distinto e complexo (IRAC Grupo 31, classificação de inseticidas por modo de ação). Dentro do trato digestivo das lagartas, o envelope protéico é dissolvido, liberando as partículas virais que atravessam a membrana peritrófica, ligando-se a receptores específicos na membrana das células colunares do intestino médio do hospedeiro. Um grupo de 8 proteínas codificadas por Baculovírus NPVs específicos (PIFS, per os infectivity factors) formam um complexo de entrada macromolecular na superfície das partículas virais, iniciando a infeção primária no intestino médio. Estas proteínas são fundamentais em determinar a especificidade do vírus. Após a fusão, as células epiteliais do hospedeiro começam a produzir partículas virais que infectam outros tecidos via contato célula-a-célula e através da hemolinfa, levando à ruptura dos tecidos e morte do inseto.
Não são relatados casos de resistência de Spodoptera frugiperda ao vírus SfMNPV e o risco de desenvolvimento de resistência a CARTUGEN® é considerado relativamente baixo devido ao seu complexo modo de ação. No entanto, boas práticas de manejo de resistência devem ser sempre seguidas para manter a eficácia e a longevidade de CARTUGEN® como uma ferramenta útil no manejo de Spodoptera frugiperda.
As aplicações de CARTUGEN® devem ser sempre direcionadas à fase mais susceptível da praga alvo, ou seja, lagartas menores que 8 mm. CARTUGEN® deve ser usado como parte de uma estratégia de manejo de resistência de pragas que inclua a rotação de produtos eficientes e com diferentes modos de ação. Sempre que disponíveis e eficazes, devem-se integrar múltiplos métodos de controle de S. frugiperda (ex.: químico, biológico, cultural) dentro de programas de Manejo Integrado de Pragas (MIP).
Qualquer agente de controle de insetos pode ficar menos efetivo ao longo do tempo se o inseto-alvo desenvolver algum mecanismo de resistência. O Comitê Brasileiro de Ação a Resistência a Inseticidas - IRAC-BR recomenda as seguintes estratégias de manejo de resistência a inseticidas (MRI), visando prolongar a vida útil dos mesmos:
? Utilizar somente as doses recomendadas e não utilizar inseticidas com o mesmo modo de ação em gerações consecutivas da mesma praga.
? Consultar um Engenheiro Agrônomo para orientações mais detalhadas sobre o Manejo de Resistência a Inseticidas.
? Visitar o site do IRAC (www.irac-online.org.br) para obter mais informações sobre o manejo de resistência de pragas a inseticidas.