Bula Keltor - Basf

Bula Keltor

CI
Saflufenacil
40718
Basf

Composição

Saflufenacil 700 g/kg

Classificação

Terrestre/Aérea
Herbicida
5 - Produto Improvável de Causar Dano Agudo
III - Produto perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Granulado Dispersível (WG)
Seletivo condicional

Algodão

Calda Terrestre Dosagem
Borreria verticillata (Vassourinha-de-botão)
Chamaesyce hirta (Erva de Santa Luzia)
Commelina benghalensis (Trapoeraba)
Euphorbia heterophylla (Amendoim bravo)
Gossypium hirsutum (Algodão)
Ipomoea grandifolia (Corda de viola)
Nicandra physaloides (Joá de capote)
Spermacoce latifolia (Erva quente)

Arroz

Calda Terrestre Dosagem
Aeschynomene rudis (Angiquinho)
Amaranthus viridis (Caruru comum)
Bidens pilosa (Picão preto)
Commelina benghalensis (Trapoeraba) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Fimbristylis dichotoma (Falso alecrim da praia)
Ipomoea triloba (Corda de viola)
Ludwigia octovalvis (Cruz de malta ) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Polygonum persicaria (Erva de bicho)
Portulaca oleracea (Beldroega)
Sagittaria montevidensis (Aguapé de flecha)

Batata

Calda Terrestre Dosagem
Solanum tuberosum (Batata)

Cana-de-açúcar

Calda Terrestre Dosagem
Ageratum conyzoides (Mentrasto)
Amaranthus viridis (Caruru comum) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Bidens pilosa (Picão preto)
Commelina benghalensis (Trapoeraba)
Ipomoea grandifolia (Corda de viola) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Ipomoea quamoclit (Corda de viola) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Portulaca oleracea (Beldroega)
Sonchus oleraceus (Serralha)

Feijão

Calda Terrestre Dosagem
Phaseolus vulgaris (feijão) (Feijão)

Girassol

Calda Terrestre Dosagem
Helianthus annus (Girassol)

Mamona

Calda Terrestre Dosagem
Ipomoea hederifolia (Corda de viola)
Tridax procumbens (Erva de touro)

Milho

Calda Terrestre Dosagem
Acanthospermum hispidum (Carrapicho de carneiro)
Alternanthera tenella (Apaga fogo)
Bidens pilosa (Picão preto)
Commelina benghalensis (Trapoeraba) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Conyza canadensis (Buva)
Ipomoea grandifolia (Corda de viola)
Sida cordifolia (Malva branca)

Soja

Calda Terrestre Dosagem
Artemisia verlotorum (Losna)
Bidens pilosa (Picão preto)
Commelina benghalensis (Trapoeraba)
Commelina diffusa (Trapoeraba)
Conyza bonariensis (Buva)
Conyza canadensis (Buva)
Euphorbia heterophylla (Amendoim bravo)
Glycine max (Soja)
Glycine max (Soja tiguera) (Soja tiguera)
Ipomoea acuminata (Corda de viola)
Ipomoea grandifolia (Corda de viola)
Ipomoea purpurea (Corda de viola)
Ipomoea quamoclit (Corda de viola)
Tridax procumbens (Erva de touro)

Trigo

Calda Terrestre Dosagem
Alternanthera tenella (Apaga fogo)
Bidens pilosa (Picão preto)
Ipomoea grandifolia (Corda de viola)

Tipo: Balde.
Material: Metálico/Plástico.
Capacidade: 0,3; 0,35; 0,4; 0,45; 0,5; 0,55; 0,6; 0,65; 0,7; 0,75; 1,0; 1,2; 1,25; 1,5; 2,0; 2,5; 3,0; 4,0; 5,0; 6,0; 7,0; 8,0; 9,0; 10 kg.
Tipo: Barrica.
Material: Papelão.
Capacidade: 20; 25; 30; 35; 40; 45; 50; 55; 60; 65; 70; 75; 80; 85; 90; 95; 100; 130; 140; 150 kg.
Tipo: Big-bag.
Material: Plástico.
Capacidade: 200; 250; 300; 350; 400; 450; 500; 550; 600; 650; 1.000 kg.
Tipo: Bombona.
Material: Plástico.
Capacidade: 2,0; 2,5; 3,0; 4,0; 5,0; 6,0; 7,0; 8,0; 9,0; 10; 15; 20; 25 kg.
Tipo: Frasco.
Material: Plástico.
Capacidade: 0,05; 0,1; 0,15; 0,2; 0,25; 0,3; 0,35; 0,4; 0,45; 0,5; 0,55; 0,6; 0,65; 0,7; 0,75; 1,0; 1,2; 1,25; 1,5 kg.
Tipo: Saco.
Material: Plástico aluminizado/Plástico/Papel/Multifolhado composto/Hidrossolúvel.
Capacidade: 0,005; 0,01; 0,015; 0,02; 0,025; 0,03; 0,035; 0,04; 0,045; 0,05; 0,1; 0,15; 0,2; 0,25; 0,3; 0,35; 0,4; 0,45; 0,5; 0,55; 0,6; 0,65; 0,7; 0,75; 1,0; 1,25; 1,5; 2,0; 3,0; 4,0; 5,0; 6,0; 7,0; 8,0; 9,0; 10; 15; 20; 25 kg.
Tipo: Tambor.
Material: Metálico/Plástico.
Capacidade: 75; 100; 150; 200 kg.
Tipo: Tanque.
Material: Metálico.
Capacidade: 2.500; 5.000; 7.500; 10.000; 15.000; 16.000; 17.000; 18.000; 19.000; 20.000; 21.000; 22.000; 23.000; 24.000; 25.000; 29.000; 30.000 kg.

INSTRUÇÕES DE USO

Keltor® é um herbicida seletivo condicional de contato, contendo o ingrediente ativo de nome comum Saflufenacil (Grupo E – HRAC), registrado com a marca global Kixor®. Kixor® é uma molécula desenvolvida para controle de plantas daninhas de folhas largas inclusive as infestantes de difícil controle, podendo ser utilizado também como dessecante de culturas com o objetivo de antecipar e/ou homogeneizar a colheita conforme instruções de uso.
Keltor® apresenta flexibilidade de uso quanto à época de aplicação, podendo ser utilizado em pré-plantio na dessecação de plantas daninhas, em jato dirigido sem que haja contato com as plantas cultivadas, na pós-emergência das plantas daninhas e da cultura em cana-de-açúcar, ou em préemergência de plantas daninhas.

MODO DE AÇÃO

Kixor® (Saflufenacil) é um potente inibidor da protoporfirinogênio oxidase (Protox), e pertence ao grupo químico pirimidinadiona (uracila), sendo um herbicida seletivo condicional de contato, que em doses altas tem ação de pré-emergência com atividade residual no solo.
A enzima Protox está presente na rota de síntese da clorofila e citocromos. Nas doses recomendadas, o uso de Keltor® interrompe a capacidade de síntese destes compostos em plantas sensíveis. O resultado desta ação é o aumento dos níveis de protoporfirinogênio no cloroplasto, que migram para o citoplasma e em seguida são convertidos para protoporfirina-IX, um pigmento fotodinâmico que em presença de luz e oxigênio gera radicais livres (oxigênio singleto). Estas moléculas são altamente reativas, provocando a peroxidação dos lipídeos das membranas, e consequente morte celular. Kixor® é rapidamente absorvido pelas raízes e partes aéreas das plantas em pleno crescimento vegetativo. Uma vez absorvido é rapidamente translocado via xilema, com algum movimento no floema. A seletividade é devido a barreira física e pelo metabolismo mais rápido do produto por espécies tolerantes.
Keltor® pode ser utilizado em dessecação de plantas daninhas antes do plantio de culturas anuais, em aplicação dirigida em culturas perenes, na pós-emergência da cana-de-açúcar, assim como em doses altas no controle em pré-emergência de plantas daninhas. Keltor® também pode ser utilizado como dessecante de culturas de folhas largas na pré-colheita com intuito de antecipar ou homogeneizar a colheita.
A seletividade difere dependendo da cultura, conforme as condições de aplicação, principalmente a época de aplicação e doses.
Em dessecação de pré-plantio para culturas de folhas largas como soja, feijão e o algodão, Keltor® tem seletividade por posicionamento ou física, por ser aplicado antes do plantio. Para o cultivo do algodão e do feijão as condições críticas de solo leve, baixo teor de matéria orgânica e altas precipitações pluviométricas essa barreira física é menor reduzindo a seletividade do produto.
As culturas da batata e do girassol são sensíveis ao produto sendo recomendado somente como dessecante do cultivo.
Para culturas gramíneas como milho, arroz e cana-de-açúcar o Keltor® tem alta seletividade nas aplicações recomendadas, o produto nessas culturas é rapidamente metabolizado.
Para a cultura perene da mamona o produto é seletivo em aplicações de jato dirigido cuidando para que não haja contato com as folhas da mamona.
Keltor® é recomendado para os seguintes usos e culturas conforme as especificações das recomendações desta bula:
Culturas: Algodão, arroz, batata, cana-de-açúcar, feijão, girassol, mamona, milho, soja e trigo.

Tipos de Manejo/Culturas
- Dessecação de plantas daninhas pré-plantio em plantio direto: soja, milho, algodão, feijão, trigo e cana-de-açúcar;
- Dessecação de plantas daninhas no manejo antes do plantio do arroz irrigado sistema de semeadura direta e sistema de arroz pré-germinado; Dessecação de cultura na pré-colheita: soja, algodão, feijão, batata e girassol.
- Dessecação de plantas daninhas na catação, em jato dirigido e antes da colheita da cana-de-açúcar para evitar problemas na colheita mecânica;
- Dessecação de plantas daninhas em jato dirigido: algodão e mamona.

Plantas Daninhas
As seguintes plantas daninhas têm sido controladas por Keltor® conforme estudos científicos realizados em diversas culturas especificadas nas recomendações desta bula: Angiquinho (Aeschynomene rudis), Apaga-fogo (Alternanthera tenella), Beldroega (Portulaca oleracea), Buva, Voadeira, Rabo-de-foguete (Conyza bonariensis, C. canadensis), Carrapicho-decarneiro (Acanthospermum hispidum), Caruru-de-mancha (Amaranthus viridis), Corda-de-viola, Corriola (Ipomoea grandifolia, I. hederifolia, I. purpúrea, I. quamoclit, I. triloba), Cruz-de-malta (Ludwigia octovalvis), Erva-de-Bicho (Polygonum persicaria), Erva-de-Santa-Luzia (Chamaesyce hirta), Erva-de-Touro (Tridax procumbens), Erva-quente (Spermacoce latifolia), Guanxuma (S. cordifolia), Joá-de-capote (Nicandra physaloides), Junquinho (Fimbristylis dichotoma), Leiteiro, Amendoim-bravo (Euphorbia heterophylla), Picão-preto (Bidens pilosa), Sagitária (Sagittaria montevidensis), Serralha (Sonchus oleraceous), Soja Guaxa/Tiguera (Glycine max), Trapoeraba (Commelina benghalensis, C. diffusa), Vassourinha-de-botão (Borreria verticilata), Losna (Artemisia verlotorum).

FATORES IMPORTANTES PARA O SUCESSO DO SISTEMA DE MANEJO DE PLANTAS DANINHAS OU DESSECAÇÃO DE CULTURAS COM O HERBICIDA KELTOR®

Aplique Keltor® conforme as recomendações de bula.
1. Aplicação em pós-emergência na dose recomendada adicione sempre adjuvante não iônico conforme descrito em cada cultura.
2. Faça a aplicação dentro das condições climáticas e do período ideal do estádio de desenvolvimento das plantas daninhas de folhas largas evitando que haja rebrotas de algumas espécies, incluir no manejo de plantas daninhas de folhas estreitas outros herbicidas devidamente recomendados e registrados.
3. Assegure o controle com:
a. Uma boa cobertura dos alvos a serem atingidos;
b. Uso de dose mais alta de adjuvante em condições mais críticas;
c. Aplicação em plantas daninhas em pleno desenvolvimento vegetativo;
d. Presença de luz solar intensa aumenta a velocidade de controle;
e. Condições de alta umidade relativa e temperatura entre 20 e 30°C.
4. Evite aplicações nas horas mais quentes do dia, temperaturas acima de 30°C, e com baixa umidade relativa do ar, umidade relativa abaixo de 55%, ou com ventos acima de 10 km/hora, principalmente quando essas condições causem estresse hídrico nas plantas e favoreçam a deriva da pulverização.
5. Aplique todo volume preparado no mesmo dia, não deixe o produto dentro do tanque de um dia para outro.
6. Logo após o uso limpe completamente o equipamento de aplicação (tanque, barra e os bicos) realizando a tríplice lavagem antes de utilizá-los com outros produtos.

MODO DE APLICAÇÃO

PREPARO DA CALDA:
O responsável pela preparação da calda deve usar Equipamento de Proteção Individual (EPI) indicado para esse fim. Colocar água limpa no tanque do pulverizador (pelo menos 3/4 de sua capacidade) ou de tal forma que atinja a altura do agitador (ou retorno) e, com a agitação acionada, adicionar a quantidade recomendada do produto. Também manter a calda sob agitação constante durante a pulverização. A aplicação deve ser realizada no mesmo dia da preparação da calda. Por se tratar de uma formulação do tipo WG (Grânulos dispersíveis em água) o produto deve ser adicionado lentamente no tanque do pulverizador sob agitação constante ou pré dissolvido em recipientes adequados.
Adicionar o adjuvante à calda após o produto, conforme recomendação para cada cultura descrita no item CULTURA / PLANTAS DANINHAS / DOSES / NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO.

APLICAÇÃO TERRESTRE

Seguir as recomendações abaixo para uma correta aplicação:
- Equipamento de aplicação:
Utilizar equipamento de pulverização provido de barras apropriadas. Ao aplicar o produto, seguir sempre as recomendações da bula. Proceder a regulagem do equipamento de aplicação para assegurar uma distribuição uniforme da calda e boa cobertura do alvo desejado. Evitar a sobreposição ou falha entre as faixas de aplicação utilizando tecnologia apropriada. Nas aplicações de jato dirigido, evitar que o produto atinja as folhas da cultura, sendo recomendado o uso de “Chapéu de Napoleão” ou barras laterais protetoras específicas para jato dirigido que evitem deriva de calda sobre as partes verdes das culturas.
- Volume de calda por hectare (taxa de aplicação):
Recomenda-se o volume de calda entre 150 a 400 L/ha, dependendo do cultivo e manejo a ser adotado. Seguir as recomendações do item CULTURA / PLANTAS DANINHAS / DOSES / NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO.
Volumes maiores de aplicação favorecem a deposição e cobertura dos alvos pela calda. Se for necessário aumentar o volume de aplicação, selecionar pontas de maior vazão como descrito nos itens Seleção de pontas de pulverização e Pressão de trabalho
- Seleção de pontas de pulverização:
A seleção correta da ponta é um dos parâmetros mais importantes para boa cobertura do alvo e redução da deriva. Pontas que produzem gotas finas apresentam maior risco de deriva e de perdas por evaporação (vide CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS). Dentro deste critério, usar pontas que possibilitem boa cobertura das plantas alvo e produzam gotas de classe acima de grossas (C), conforme norma ASABE S572.1. Em caso de dúvida quanto a seleção das pontas, pressão de trabalho e tamanho de gotas gerado, consultar a recomendação do fabricante da ponta (bico).
- Pressão de trabalho:
Observar sempre a recomendação do fabricante e trabalhar dentro da pressão recomendada para a ponta, considerando o volume de aplicação e o tamanho de gota desejado. Para muitos tipos de pontas, menores pressões de trabalho produzem gotas maiores. Quando for necessário elevar o volume de aplicação, optar por pontas que permitam maior vazão (maior orifício) ao invés do aumento da pressão de trabalho. Caso o equipamento possua sistema de controle de aplicação, assegurar que os parâmetros de aplicação atendam a recomendação de uso.
- Velocidade do equipamento:
Selecionar uma velocidade adequada às condições do terreno, do equipamento e da cultura. Observar o volume de aplicação e a pressão de trabalho desejada. A aplicação efetuada em velocidades mais baixas, geralmente resulta em uma melhor cobertura e deposição da calda na área alvo.
- Altura de barras de pulverização:
A barra deverá estar posicionada em distância adequada do alvo, conforme recomendação do fabricante do equipamento e pontas, de acordo com o ângulo de abertura do jato. Quanto maior a distância entre a barra de pulverização e o alvo a ser atingido, maior a exposição das gotas às condições ambientais adversas, acarretando perdas por evaporação e transporte pelo vento.
- Aplicação com equipamento costal:
Para aplicações costais, manter constante a velocidade de trabalho e altura da lança, evitando variações no padrão de deposição da calda nos alvos, bem como a sobreposição entre as faixas de aplicação. Nas aplicações de jato dirigido, evitar que o produto atinja as folhas da cultura, sendo recomendado o uso de “Chapéu de Napoleão” ou barras laterais protetoras específicas para jato dirigido que evitem deriva de calda sobre as partes verdes das culturas.

APLICAÇÃO AÉREA

- Equipamento de aplicação:
Utilizar aeronaves providas de barras apropriadas. Ao aplicar o produto, seguir sempre as recomendações da bula. Proceder a regulagem do equipamento de aplicação para assegurar uma distribuição uniforme da calda e boa cobertura do alvo desejado. Evitar a sobreposição ou falha entre as faixas de aplicação utilizando tecnologia apropriada.
- Volume de calda por hectare (taxa de aplicação):
Recomenda-se o volume de calda entre 30 a 50 L/ha.
- Seleção de pontas de pulverização:
A seleção correta da ponta é um dos parâmetros mais importantes para boa cobertura do alvo e redução da deriva. Pontas que produzem gotas finas apresentam maior risco de deriva e de perdas por evaporação. Dentro deste critério, usar pontas que possibilitem boa cobertura das plantas alvo e produzam gotas de classe acima de grossas (C), conforme norma ASABE. Bicos centrífugos produzem gotas menores, podendo favorecer as perdas por evaporação e/ou deriva das gotas (vide CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS). Em caso de dúvida quanto à seleção das pontas, pressão de trabalho e tamanho de gotas gerado, consultar a recomendação do fabricante da ponta (bico). Quando for necessário elevar o volume de aplicação, optar por pontas que permitam maior vazão (maior orifício) ao invés do aumento da pressão de trabalho.
- Altura de voo e faixa de aplicação:
Altura de voo deverá ser de 3 a 6 metros do alvo a ser atingido, atentando à segurança da operação e à cobertura adequada do alvo. Evitar a sobreposição ou falha entre as faixas de aplicação utilizando tecnologia apropriada.
O uso de marcadores humanos de faixa não é recomendado, pois trata-se de situação potencialmente perigosa devido à exposição direta destes marcadores aos agroquímicos.
Atentar à legislação vigente quanto às faixas de segurança, distância de áreas urbanas e de preservação ambiental.
A aplicação deve ser interrompida, imediatamente, caso qualquer pessoa, área, vegetação, animais ou propriedades não envolvidos na operação sejam expostos ao produto.
O aplicador do produto deve considerar todos estes fatores para uma adequada utilização, evitando atingir áreas não alvo. Todos os equipamentos de aplicação devem ser corretamente calibrados e o responsável pela aplicação deve estar familiarizado com todos os fatores que interferem na ocorrência da deriva, minimizando assim o risco de contaminação de áreas adjacentes.

CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS

- Velocidade do vento:
A velocidade do vento adequada para pulverização deve estar entre 03 e 10 km/h dependendo da configuração do sistema de aplicação. A ausência de vento pode indicar situação de inversão térmica, que deve ser evitada. A topografia do terreno pode influenciar os padrões de vento e o aplicador deve estar familiarizado com estes padrões. Ventos e rajadas acima destas velocidades favorecem a deriva e contaminação das áreas adjacentes. Deixar uma faixa de bordadura adequada para aplicação quando houver culturas sensíveis na direção do vento.
- Temperatura e umidade:
Aplicar apenas em condições ambientais favoráveis. Baixa umidade relativa do ar e altas temperaturas aumentam o risco de evaporação da calda de pulverização, reduzindo a eficácia do produto e aumentando o potencial de deriva. Evitar aplicações em condições de baixa umidade relativa do ar (menores que 55%) e altas temperaturas (maiores que 30°C). Não aplicar o produto em temperaturas muito baixas ou com previsão de geadas.
- Período de chuvas:
A ocorrência de chuvas dentro de um período de quatro (4) horas após a aplicação pode afetar o desempenho do produto. Não aplicar logo após a ocorrência de chuva ou em condições de orvalho.
As condições de aplicação poderão ser alteradas a critério do engenheiro agrônomo da região. O potencial de deriva é determinado pela interação de fatores relativos ao equipamento de pulverização e ao clima (velocidade do vento, umidade e temperatura). Adotar práticas que reduzam a deriva é responsabilidade do aplicador.

LIMPEZA DE TANQUE

Não deixe a calda de agroquímicos preparada de um dia para outro dentro do tanque de pulverização.
Certifique-se de que o tanque do equipamento de pulverização esteja limpo (isento de resíduos) antes de iniciar a operação.
Logo após a pulverização com Heat, limpe completamente o equipamento de aplicação (tanque, barra, pontas e filtros) realizando a tríplice lavagem, conforme procedimento abaixo:
- Esgote ao máximo a calda presente no tanque;
- 1ª. Lavagem: Enxague as paredes internas do tanque vazio e lave com água limpa, circulando a água em todo o sistema (tanque, barra, pontas e filtros) por no mínimo 15 minutos, esgotando o conteúdo do tanque pelas pontas de pulverização. A quantidade de água deve ser a mínima necessária para permitir o correto funcionamento da bomba, O aplicador do produto deve considerar todos estes fatores para uma adequada utilização, evitando atingir áreas não alvo. Todos os equipamentos de aplicação devem ser corretamente calibrados e o responsável pela aplicação deve estar familiarizado com todos os fatores que interferem na ocorrência da deriva, minimizando assim o risco de contaminação de áreas adjacentes. As condições de aplicação poderão ser alteradas a critério do engenheiro agrônomo da região. O potencial de deriva é determinado pela interação de fatores relativos ao equipamento de pulverização e ao clima (velocidade do vento, umidade e temperatura). Adotar práticas que reduzam a deriva é responsabilidade do aplicador. agitadores e retorno do tanque. Lavar com no mínimo de 20% da capacidade do tanque, garantindo uma boa agitação que auxilie na limpeza das paredes internas do tanque.
- 2ª. Lavagem: Complete o tanque com água limpa e adicione solução comercial de limpeza de tanque, conforme recomendação do fabricante. Acione o sistema de agitação e mantenha ligado por no mínimo 15 minutos. Não utilize como produto de limpeza, produtos a base de hipoclorito de sódio, conhecidos como água sanitária ou cloro. Com o equipamento ligado, esgote o conteúdo do tanque pelas pontas de pulverização.
- 3ª. Lavagem: Remova as capas, pontas de pulverização e filtros, e coloque-as em recipiente contendo água limpa e solução comercial de limpeza de tanque. Após remove-los, repita a lavagem com água limpa, visando retirar os resíduos no sistema, esgotando o conteúdo do tanque pelos porta bicos. Reinstale as pontas de pulverização, filtros e capas limpos na barra de pulverização.
Atenção à limpeza em “zonas mortas” dos equipamentos, como áreas terminais de linha, filtros, válvulas, mangueiras dobradas, além do tanque de pré-diluição e lavagem de embalagem de agroquímicos.
Todas as condições descritas acima para aplicações terrestres e aéreas poderão ser alteradas a critério do Engenheiro Agrônomo da região, observando-se as indicações de bula. Observar também as orientações técnicas dos programas de manejo integrado e de resistência de pragas.

INTERVALO DE SEGURANÇA

Arroz: 60 dias
Algodão, Batata, Cana-de-açúcar, Feijão, Girassol, Soja: 7 dias
Milho e Trigo: Não estabelecido devido à modalidade de aplicação
Mamona: Uso não alimentar.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO

Seletividade: O produto é seletivo dentro das recomendações de uso. Durante a aplicação, evite que a calda herbicida atinja as partes verdes das plantas cultivadas. Caules lignificados de plantas não são danificados pelo Keltor®.
1. PRECAUÇÃO: Para a cultura do algodão e do feijão NÃO APLICAR em condições de solo leve, arenoso (menos de 30% de argila) e não aplicar em períodos menores que 20 dias antes do plantio. Para a cultura da soja NÃO APLICAR em períodos menores que 10 dias antes do plantio em solos arenosos com mais de 70% de areia. Para a cultura da mamona NÃO APLICAR em solos arenosos com menos de 30% de argila.
2. Culturas subsequentes: Manter intervalo de 60 dias para o plantio subsequente do girassol e feijão.
3. Algumas espécies de plantas daninhas como corda-de-viola são sensíveis em qualquer estádio de desenvolvimento, outras plantas daninhas devem ser observadas as recomendações desta bula para que sejam evitadas rebrotas, como no caso da buva em condições de estresse climático como longos períodos de seca e geada. As aplicações de plantio direto onde o manejo é feito com herbicidas a base de glifosato, tem mostrado excelente complementação para controle de gramíneas e para estádios mais avançados de algumas espécies de plantas daninhas de folhas largas.
4. Assim como ocorre com outros herbicidas, em culturas perenes, podem ocorrer plantas daninhas perenizadas como a trapoeraba de difícil controle, podendo ocorrer rebrotas.
5. Não roçar ou capinar as áreas infestadas com plantas daninhas antes da aplicação do Keltor®, o produto é absorvido pelas folhas verdes da planta em estádio de crescimento vegetativo.
6. Durante a aplicação do produto evite a deriva para as culturas adjacentes e/ou limítrofes à área a ser tratada.
7. Para maiores esclarecimentos consulte representante técnico da BASF S.A.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

O manejo de plantas daninhas é um procedimento sistemático adotado para minimizar a interferência plantas daninhas e otimizar o uso do solo, por meio da combinação de métodos preventivos de controle. A integração de métodos de controle:
(1) cultural (rotação de culturas, variação de espaçamento e uso de cobertura verde);
(2) mecânico ou físico (monda, capina manual, roçada, inundação, cobertura não viva e cultivo mecânico);
(3) controle biológico;
(4) controle químico tem como objetivo mitigar o impacto dessa interferência com o mínimo de dano ao meio ambiente.

O uso sucessivo de herbicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população da planta daninha alvo resistente a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e um consequente prejuízo.
Como prática de manejo de resistência de plantas daninhas e para evitar os problemas com a resistência, seguem algumas recomendações:
• Rotação de herbicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo E para o controle do mesmo alvo, quando apropriado.
• Adotar outras práticas de controle de plantas daninhas seguindo as boas práticas agrícolas.
• Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto.
• Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e a orientação técnica da aplicação de herbicidas.
• Informações sobre possíveis casos de resistência em plantas daninhas devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas (SBCPD: www.sbcpd.org), Associação Brasileira de Ação à Resistência de Plantas Daninhas aos Herbicidas (HRAC-BR: www.hrac-br.org), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).

GRUPO E HERBICIDA

O produto herbicida Keltor® é composto por saflufenacil, que apresenta mecanismo de ação dos inibidores da fotossíntese no fotossistema II, pertencente ao Grupo E, segundo classificação internacional do HRAC (Comitê de Ação à Resistência de Herbicidas).