Bula Loop

acessos
Nicosulfuron
3810
FMC - Campinas

Composição

Nicosulfuron 240 g/L Sulfoniluréias

Classificação

Herbicida
III - Medianamente tóxico
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Suspensão Concentrada (SC)
Sistêmico
Milho Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Amendoim bravo
(Euphorbia heterophylla)
0,25 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha - Único. 45 dias. Pós-emergência da cultura e das plantas infestantes, quando a cultura do milho estiver de 2 a 6 folhas
Apaga fogo
(Alternanthera tenella)
0,2 a 0,25 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha - Único. 45 dias. Pós-emergência da cultura e das plantas infestantes, quando a cultura do milho estiver de 2 a 6 folhas
Beldroega
(Portulaca oleracea)
0,2 a 0,25 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha - Único. 45 dias. Pós-emergência da cultura e das plantas infestantes, quando a cultura do milho estiver de 2 a 6 folhas
Capim arroz
(Echinochloa crusgalli)
0,2 a 0,25 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha - Único. 45 dias. Pós-emergência da cultura e das plantas infestantes, quando a cultura do milho estiver de 2 a 6 folhas
Capim braquiária
(Brachiaria decumbens)
0,2 a 0,25 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha - Único. 45 dias. Pós-emergência da cultura e das plantas infestantes, quando a cultura do milho estiver de 2 a 6 folhas
Capim carrapicho
(Cenchrus echinatus)
0,2 a 0,25 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha - Único. 45 dias. Pós-emergência da cultura e das plantas infestantes, quando a cultura do milho estiver de 2 a 6 folhas
Capim colchão
(Digitaria horizontalis)
0,25 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha - Único. 45 dias. Pós-emergência da cultura e das plantas infestantes, quando a cultura do milho estiver de 2 a 6 folhas
Capim massambará
(Sorghum halepense)
0,2 a 0,25 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha - Único. 45 dias. Pós-emergência da cultura e das plantas infestantes, quando a cultura do milho estiver de 2 a 6 folhas
Capim pé de galinha
(Eleusine indica)
0,2 a 0,25 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha - Único. 45 dias. Pós-emergência da cultura e das plantas infestantes, quando a cultura do milho estiver de 2 a 6 folhas
Carrapicho de carneiro
(Acanthospermum hispidum)
0,2 a 0,25 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha - Único. 45 dias. Pós-emergência da cultura e das plantas infestantes, quando a cultura do milho estiver de 2 a 6 folhas
Caruru comum
(Amaranthus viridis)
0,2 a 0,25 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha - Único. 45 dias. Pós-emergência da cultura e das plantas infestantes, quando a cultura do milho estiver de 2 a 6 folhas
Corda de viola
(Ipomoea purpurea)
0,2 a 0,25 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha - Único. 45 dias. Pós-emergência da cultura e das plantas infestantes, quando a cultura do milho estiver de 2 a 6 folhas
Mentrasto
(Ageratum conyzoides)
0,2 a 0,25 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha - Único. 45 dias. Pós-emergência da cultura e das plantas infestantes, quando a cultura do milho estiver de 2 a 6 folhas
Nabiça
(Raphanus raphanistrum)
0,2 a 0,25 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha - Único. 45 dias. Pós-emergência da cultura e das plantas infestantes, quando a cultura do milho estiver de 2 a 6 folhas
Papuã
(Brachiaria plantaginea)
0,2 a 0,25 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha - Único. 45 dias. Pós-emergência da cultura e das plantas infestantes, quando a cultura do milho estiver de 2 a 6 folhas
Picão preto
(Bidens pilosa)
0,2 a 0,25 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha - Único. 45 dias. Pós-emergência da cultura e das plantas infestantes, quando a cultura do milho estiver de 2 a 6 folhas
Poaia branca
(Richardia brasiliensis)
0,2 a 0,25 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha - Único. 45 dias. Pós-emergência da cultura e das plantas infestantes, quando a cultura do milho estiver de 2 a 6 folhas
Rubim
(Leonurus sibiricus)
0,2 a 0,25 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha - Único. 45 dias. Pós-emergência da cultura e das plantas infestantes, quando a cultura do milho estiver de 2 a 6 folhas
Trapoeraba
(Commelina benghalensis)
0,25 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha - Único. 45 dias. Pós-emergência da cultura e das plantas infestantes, quando a cultura do milho estiver de 2 a 6 folhas

Frasco plástico: 0,25; 0,5; 1 e 5 litros. Bombona plástica: 5 e 20 litros. Balde plástico/metal: 10, 20 e 50 litros. Tanque plástico/metal: 100, 200 1000 litros.

INSTRUÇÕES DE USO:

LOOP é um herbicida pertencente ao grupo químico sulfoniluréia, seletivo para a cultura do milho e de ação sistêmica, sendo rapidamente absorvido através de folhas e raízes, com translocação por toda a planta. Age inibindo a enzima acetolactato sintase (ALS), responsável pela síntese dos aminoácidos vanila, leucina e isoleucina. A inibição desta enzima interrompe a produção de proteínas, interferindo na divisão celular e levando as plantas infestantes à morte.

LOOP é utilizado para o controle em pós-emergência de plantas infestantes na cultura do milho.

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO:

LOOP deve ser aplicado em pós-emergência da cultura e das plantas infestantes quando a cultura do milho estiver com 2 a 6 folhas.

No momento da aplicação as plantas infestantes devem estar com 4 a 6 folhas, para as folhas largas; e até 2 perfilhos para as gramíneas.

Folha estreita (Gramíneas):
Capim-braquiária (Brachiaria decumbens), capim-marmelada ou papuã (Brachiaria plantaginea), capim-carrapicho (Cenchrus echinatus), capim-pé-de-galinha (Eleusine indica), capim-arroz (Echinochloa crusgalli), capim massambará ou argentino (Sorghum halepense): Aplicar em pós-emergência das plantas infestantes quando estiverem nos seguintes estádios: até o perfilhamento – 0,2 L/ha; até 2 perfilhos – 0,25 L/ha.
Capim colchão ou milhã (Digitaria horizontalis): Aplicar em pós-emergência da plantas infestantes até o perfilhamento – 0,25 L/ha.

Folha larga:
Carrapicho de carneiro (Acanthospermum hispidum), apaga-fogo (Alternanthera tenella), caruru (Amaranthus viridis), mentrasto (Ageratum conyzoides), picão-preto (Bidens pilosa), corda-de-viola (Ipomoea purpúrea), beldroega (Portulaca oleracea), Nabiça (Raphanus raphanistrum), poaia-branca (Richardia brasiliensis), Rubim (Leonurus sibiricus): Aplicar em pós-emergência das plantas infestantes quando estiverem nos seguintes estádios: 2 a 4 folhas – 0,2L/ha; 4 a 6 folhas – 0,25 L/ha.

Trapoeraba (Commelina benghalensis), amendoim-bravo (Euphorbia heterophylla): Aplicar em pós-emergência das plantas infestantes de 2 a 4 folhas – 0,25 L/ha.


MODO E EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO:
Com pulverizador tratorizado ou costal manual: usar uma barra com bicos tipo leque (jato plano), aplicando-se em área total com volume de calda de 200 a 400 litros por hectare e pressão de serviço de 30 a 60 libras por polegada quadrada (psi). Sugere-se a utilização de bicos 80.02; 80.03; 110.02 ou 110.03, utilizando os de acordo com a recomendação do fabricante.

Preparo da calda herbicida:
Antes da diluição, o produto deve ser agitado em sua embalagem original.
Colocar água no tanque do pulverizador até a metade de sua capacidade com o agitador em movimento e adicionar o produto LOOP. Recomenda-se uma pré-diluição em água antes da adição ao tanque do pulverizador.
Se houver necessidade de interromper a pulverização por algum tempo é aconselhável manter o agitador funcionando. Se esta interrupção for mais longa, é necessário agitar novamente a calda herbicida antes de reutilizá-la.

Condições climáticas:
Devem ser respeitadas condições de velocidade do vento inferior a 10 km/hora, temperatura menor que 25 ºC e umidade relativa do ar maior do que 70%, visando reduzir ao máximo as perdas por deriva e evaporação.

Recomendações para evitar a deriva:
Não permita que a deriva proveniente da aplicação atinja culturas vizinhas, áreas habitadas, leitos de rios e outras fontes de água, criações e áreas de preservação ambiental. Siga as restrições existentes na legislação pertinente.

Importância do diâmetro de gota:
A melhor estratégia de gerenciamento de deriva é aplicar o maior diâmetro de gotas possível para dar uma boa cobertura e controle (>150 a 200 µm). A presença nas proximidades de culturas para as quais o produto não esteja registrado ou culturas sensíveis, as condições climáticas, o estágio de desenvolvimento da cultura, etc. devem ser considerados como fatores que podem afetar o gerenciamento da deriva e cobertura da planta. Aplicando gotas de diâmetros maiores reduz-se o potencial de deriva, mas não a previne se as aplicações forem feitas de maneira imprópria ou sob condições ambientais desfavoráveis. Veja instruções sobre condições de vento, temperatura e umidade e inversão térmica.

Técnicas Gerais Para o Controle do Diâmetro de Gotas:

Volume: Use bicos de maior vazão para aplicar o maior volume de calda possível, considerando suas necessidades práticas. Bicos com uma vazão maior produzem gotas maiores, de acordo com a pressão de trabalho adotada (ex.: XR Teejet).

Pressão: Use a menor pressão indicada para o bico. Pressões maiores reduzem o diâmetro de gotas e não melhoram a penetração na cultura. Quando maiores volumes forem necessários, use bicos de vazão maior ao invés de aumentar a pressão.

Tipo de bico: Use o modelo de bico apropriado para o tipo de aplicação desejada. Para a maioria dos bicos, ângulos de aplicação maiores produzem gotas maiores. Considere o uso de bicos de baixa deriva.

Temperatura e umidade: Quando aplicando em condições de clima quente e seco, regule o equipamento para produzir gotas maiores para reduzir o efeito da evaporação.

Inversão térmica: O potencial de deriva é alto durante uma inversão térmica. Inversões térmicas diminuem o movimento vertical do ar, formando uma nuvem de pequenas gotas suspensas que permanecem perto do solo e com movimento lateral. Inversões térmicas são caracterizadas pela elevação de temperatura com relação à altitude e são comuns em noites com poucas nuvens e pouco ou nenhum vento. Elas começam a ser formadas ao pôr-do-sol e freqüentemente continuam até a manhã seguinte. Sua presença pode ser indicada pela neblina ao nível do solo, no entanto, se não houver neblina, as inversões podem ser identificadas pelo movimento da fumaça originária de uma fonte no solo. A formação de uma nuvem de fumaça em camadas e com movimento lateral indicam a presença de uma inversão térmica; enquanto que, se a fumaça for rapidamente dispersada e com movimento ascendente, há indicação de um bom movimento vertical do ar.


INTERVALO DE SEGURANÇA:
Milho 45 dias.

LIMITAÇÕES DE USO:
LOOP é seletivo para a maioria das cultivares comerciais de milho, todavia alguns híbridos / variedades não devem ser tratados com o produto; por isso, antes de aplicar, consulte a "Lista de Híbridos e Variedades Recomendados para Tratamento com LOOP", que se encontra junto à embalagem ou com o fornecedor do produto.
Para os híbridos / variedades que são recomendados e constantes da lista que se encontra junto à embalagem, devido à sensibilidade ao produto em alguns casos poderão ser observados sintomas iniciais de fitotoxicidade, que desaparecem naturalmente sem interferir na produtividade. Recomenda-se consultar um Engenheiro Agrônomo para maiores informações. Realizar 1 (uma) única aplicação durante o ciclo/safra da cultura.

ADVERTÊNCIA: Qualquer híbrido / variedade de milho recém disponibilizado no mercado e que não conste da "Lista de Híbridos e Variedades Recomendados para Tratamento com LOOP", deverá ser previamente testado para avaliar a fitoxicidade do produto.

Compatibilidade: O uso de produtos organofosforados somente poderá ser realizado 7 dias antes ou depois da aplicação de LOOP. Caso não seja respeitado este limite, poderá ocorrer elevada fitotoxicidade na cultura do milho.

Os usos do produto estão restritos aos indicados no rótulo e bula.
Quando este produto for utilizado nas doses e condições recomendadas, não causará danos à cultura indicada.
Não aplicar em plantas infestantes ou cultura com estresse causado, por exemplo: por frio, período de seca, excesso de chuvas, seqüência de dias nublados, etc.
Não aplicar quando a temperatura estiver abaixo de 10º C.
Deverá ser respeitado intervalo de sete dias entre as adubações nitrogenadas e a aplicação de LOOP.
Não permitir que a deriva da aplicação de LOOP atinja plantações vizinhas de outras culturas.
Não aplicar quando houver orvalho nas folhas, ou quando elas estiverem molhadas pela chuva.
Para rotação de cultura observar o prazo de 90 dias após a aplicação de LOOP.
É requerido um período mínimo de 1 hora entre a aplicação e a ocorrência da primeira chuva e/ou orvalho abundante nas folhas das plantas infestantes.
Não utilizar o produto em desacordo às instruções do rótulo e bula.
Não aplicar LOOP através de sistema de irrigação.
Não aplicar em cultura de sorgo, nem em locais onde possa haver deriva para este cultivo.

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA ANTES DE USAR, LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES.

PRODUTO PERIGOSO.

USE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL COMO INDICADO.

PRECAUÇÕES GERAIS:
Produto para o uso exclusivamente agrícola.
Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto.
Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados.
Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte ordem: macacão, botas, avental, máscara, óculos, touca árabe e luvas.
Não utilize equipamentos de proteção individual (EPI) danificados.
Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos.
Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.
Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas.

PRECAUÇÕES NA PREPARAÇÃO DA CALDA:
Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em primeiros socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência.
Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingos.
Utilize equipamento de proteção individual -EPI: macacão com tratamento hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; avental impermeável; máscara com filtro mecânico classe P2; óculos de segurança com proteção lateral e luvas de nitrila.
Manuseie o produto em local aberto e ventilado.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO:
Evite o máximo possível o contato com a área tratada.
Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes do dia. Verifique a direção do vento e aplique de modo a não entrar na névoa do produto. Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança (intervalo de tempo entre a última aplicação e a colheita).
Utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão com tratamento hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; máscara com filtro mecânico classe P2; óculos de segurança com proteção lateral; touca árabe e luvas de nitrila.

PREOCAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO:
Sinalizar a área tratada com os dizeres: "PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA" e manter os avisos até o final do período de reentrada.
Caso necessite entrar na área tratada com o produto antes do término do intervalo de reentrada, utilize os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados para o uso durante a aplicação.
Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original em local trancado, longe do alcance de crianças e animais.
Antes de retirar os equipamentos de proteção individual (EPI), lave as luvas ainda vestidas para evitar contaminação.
Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser retirados na seguinte ordem: touca árabe, óculos, avental, botas, macacão, luvas e máscara.
Tome banho imediatamente após a aplicação do produto.
Troque e lave as suas roupas de proteção separado das demais roupas da família. Ao lavar as roupas utilizar luvas e avental impermeável.
Faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de proteção após cada aplicação do produto.
Fique atento ao tempo de uso dos filtros, seguindo corretamente as especificações do fabricante.
Não reutilizar a embalagem vazia.
No descarte de embalagens, utilize equipamento de proteção individual- EPI: macacão com tratamento hidrorrepelente com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha.

PRIMEIROS SOCORROS: procure logo um serviço médico de emergência levando a embalagem, rótulo, bula e/ou receituário agronõmico do produto.

Ingestão: se engolir o produto, não provoque vâmito. Caso o vâmito ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer.

Olhos: em caso de contato, lave com muita água corrente durante pelo menos 15 minutos. Evite que a água de lavagem entre no outro olho.

Pele: em caso de contato, tire a roupa contaminada e lave a pele com muita água corrente e sabão neutro.

Inalação: se o produto for inalado ("respirado"), leve a pessoa para um local aberto e ventilado.

A pessoa que ajudar deve proteger-se da contaminação usando luvas e avental impermeáveis, por exemplo.

INTOXICAÇÕES POR NICOSSULFUROM

INFORMAÇÕES MÉDICAS

Grupo químico:
Sulfoniluréia

Classe toxicológica:
III - Mediamente tóxico.

Vias de exposição:
Ocular, dérmica, oral e inalatória.

Toxicocinética:
Nicossulfurom é um herbicida de baixa toxicidade. Pertence à família das: sulfoniluréias, que são pouco absorvidas através do trato gastrintestinal dei animais e do homem. A biotransformação desses compostos é minima e ocorre, por processo de hidroxilação no anel aromático, desalquilação e conjugaçãoi com substratos endógenos, especialmente com o uridine 5-diphosphoglucuronic acid (UDPGA) e 3-phosphoadenosine-5-phosphosulfatei (PAPS). A maior parte da substância é excretada inalterada na urina e nas fezes.

Mecanismos de toxicidade:
Os mecanismos de toxicidade em humanos não são conhecidos. Apenas se conhecem os mecanismos de sulfoniluréias usados com hipoglicemiantes.

Sintomas e sinais clínicos:
Toxicidade aguda: Devido à baixa toxicidade, efeitos sistêmicos não São: esperados, a menos que grande quantidade da substância tenha sido ingerida.
Muitas uréias substituidas são irritantes aos olhos, pele e membranas mucosas.
A exposição ocular ao nicossulfurom pode causar irritação ocular comi desconforto, lacrimejamento ou visão borrada. Na exposição dérmica repetida pode ocorrer irritação com desconforto oul erupções. A ingestão repetida de doses elevadas pode levar à redução da produção dos' glóbulos brancos. Também podem ocorrer.
-Tosse e dificuldade respiratória (exposição inalatória).
- Náusea, vômito, diarréia, cefaléia, confusão e depleção eletrolítica.

Toxicidade crônica: distúrbios do metabolismo protéico, enfisema moderado e. perda de peso. Não há evidências de efeitos carcinogênicos, mutagênicos,: reprodutivos, endócrinos ou no desenvolvimento em modelos animais. Também não há indicação efeitos neurotóxicos.

Diagnóstico:
O diagnóstico é estabelecido pela confirmação da exposição e de quadro clínico compatível.

Tratamento:
Antídoto: não há antídoto específico.
O tratamento deve ser direcionado à descontaminação e ao controle dos: sintomas clinicos. Á critério médico pode ser usado carvão ativado e purgativos salinos (na intoxicação oral).

Contra-indicação:
O vômito é contra-indicado em razão do risco potencial de aspiração.

Efeitos sinérgicos:
Não relatados.

ATENÇÃO:
Ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001 para notificar o caso e obter informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento.
Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica
RENACIAT - ANVISNMS
Notifique ao sistema de informação de agravos de notificação (SINAN / MS)
Telefones de Emergência da empresa: 0800 77 20 320 e (00XX11) 5189-2100 (Horário Comercial)
Informações de Emergência Toxicológia: 0800 70 10 450 (24 horas).

MECANISMOS DE AÇÃO, ABSORÇÃO E EXCREÇÃO PARA O SER HUMANO:
Nos estudos de metabolismo realizados, cuja administração do produto ocorre via oral, os resultados obtidos evidenciaram que o produto é rapidamente absorvido (taxa de absorção 38 a 42%) e encontrado principalmente no plasma e sangue. Os estudos também mostraram que o produto foi rapidamente eliminado do plasma e sangue (meia vida de 4 a 8 horas) e também pelo organismo via urina (> 14%), biles (> 14%) e fezes (> 62%), sendo a última a principal via de excreção. Insignificantes quantidades do produto foram encontradas no ar expelido, trato intestinal, órgãos/tecidos e na carcaça dos animais analisados. A taxa de recuperação do produto e seus metabólitos variaram de 94,2 a 99,9%, sendo o Nicosulfuron o principal produto excretado.

EFEITOS AGUDOS E CRÔNICOS ARA ANIMAIS DE LABORATÓRIO

Efeitos agudos (Resultantes de ensaios com animais - Produto Formulado):
DL50 oral em ratos: maior que 2.000 mg/kg de peso corpóreo.
DL50 dérmica em ratos: maior que 2.000 mg/Kg de peso corpóreo.
CL50 inalatória em ratos (4 horas): maior que 2,15 mg/L de ar.
Irritação dérmica: no estudo realizado em coelhos, o produto causou uma moderada vermelhidão e edema na pele de todos os animais. As alterações foram reversíveis em até 10 dias.
Irritação ocular: no estudo realizado em coelhos, o produto causou irite, vermelhidão moderada da conjuntiva, quimose e descarga ocular moderada em todos os animais testados. As alterações foram reversíveis em até 72 horas.
Sensibilização cutânea: o produto mostrou-se não sensibilizante à pele de cobaias.

Efeitos crônicos:
Estudos realizados com animais em laboratório demonstraram que o produto não apresenta efeitos mutagênicos, carcinogênicos ou teratogênicos. Não há efeito acumulativo no organismo.

PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE:

• Este produto é:
- MUITO PERIGOSO AO MEIO AMBIENTA.

- Este produto é ALTAMENTE MÓVEL, apresentando alto potencial de deslocamento no solo, podendo atingir, principalmente, águas subterrâneas.-
- Este produto é ALTAMENTE PERSISTENTE no meio ambiente.
- Evite contaminação ambiental - Preserve a natureza.
- Não utilize equipamento com vazamento.
- Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes.
- Aplique somente as doses recomendadas.
- Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais
corpos d'água. Evite a contaminação da água.
- A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES:
- Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada.
- O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas, rações ou outros materiais.
- A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível.
- O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
- Coloque placas de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO.
- Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
- Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver embalagens rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados.
- Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções constantes na NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.
- Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal

INSTRUÇÕES EM CASOS DE ACIDENTES:
Isole e sinalize a área contaminada.
Contate as autoridades locais competentes e a Empresa CHEMINOVA BRASIL Ltda. telefone de emergencia 0800 111767.
Utilize o equipamento de proteção individual - EPI (macacão impermeável, luvas e botas de borracha, óculos protetor e máscara com filtros).
Em caso de derrame, estanque o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros, drenos ou corpos d'água. Siga as instruções abaixo:

Piso pavimentado: absorva o produto com serragem ou areia, recolha o material com auxílio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. ° produto derramado não deverá mais ser utilizado. Neste caso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para a sua devolução e destinação final.

Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa registrante, conforme indicado acima.

Corpos d'água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal, contate o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido.

Em caso de incêndio, use extintores de ÁGUA EM FORMA DE NEBLINA, de C02 ou PÓ QUíMICO, ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:
EMBALAGEM RíGIDA LAVÁVEL

LAVAGEM DA EMBALAGEM:
Durante o procedimento de lavagem o operador deverá estar utilizando os mesmos EPls - Equipamentos de Proteção Individual - recomendados para o preparo da calda do produto .

Tríplice Lavagem (Lavagem Manual):
Esta embalagem deverá ser submetida ao processo de Tríplice Lavagem, imediatamente após o seu esvaziamento, adotando-se os seguintes procedimentos:
- Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador, mantendo- a na posição vertical durante 30 segundos;
- Adicione água limpa à embalagem até % do seu volume;
- Tampe bem a embalagem e agite-a, por 30 segundos;
- Despeje a água de lavagem no tanque pulverizador;
- Faça esta operação três vezes;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica perfurando o fundo.

Lavagem sob pressão:
Ao utilizar pulverizadores dotados de equipamentos de lavagem sob pressão seguir os seguintes procedimentos:

Encaixe a embalagem vazia no local apropriado do funil instalado no pulverizador;
Acione o mecanismo para liberar o jato de água;
Direcione o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
- A água de lavagem deve ser transferida para o tanque do pulverizador;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.
Ao utilizar equipamento independente para lavagem sob pressão adotar os seguintes procedimentos:
- Imediatamente após o esvaziamento do conteúdo original da embalagem, mantê-Ia invertida sobre a boca do tanque de pulverização, em posição vertical, durante 30 segundos; - Manter a embalagem nessa posição, introduzir a ponta do equipamento de lavagem sob pressão, direcionando o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
- Toda a água de lavagem é dirigida diretamente para o tanque do pulverizador;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA:
Após a realização da Tríplice Lavagem ou Lavagem Sob Pressão, esta embalagem deve ser armazenada com a tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens não lavadas.
O armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo da chuva e com piso impermeável, ou no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA:
No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro do seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 (seis) meses após o término do prazo de validade.
O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

TRANSPORTE:
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

EMBALAGEM RíGIDA NÃO LAVÁVEL

ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA
O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em loca coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde guardadas as embalagens cheias.
Use luvas no manuseio dessa embalagem.
Essa embalagem deve ser armazenada com sua tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens lavadas. DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 meses após o término do prazo de validade.
O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

EMBALAGEM SECUNDÁRIA (NÃO CONTAMINADA)

ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA:
É obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida pelo estabelecimento comercial.

TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

PARA TODOS OS TIPOS DE EMBALAGENS VAZIAS

DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS
A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes.

É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILlZAÇÃO E A RECICLAGEM DESTA EMBALAGEM VAZIA OU O FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.

EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS:
A destinação inadequada das embalagens vazias, sacarias e restos de produtos no meio ambiente causa contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:
Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para a sua devolução e destinação final.
A desativação do produto é feita através de incineração em fornos destinados para este tipo de operação, equipados com câmaras de lavagem de gases efluentes e aprovados por órgão ambiental competente.

TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS:
O transporte está sujeito às regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação específica, que inclui o acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos ou outros materiais.

Sempre que houver disponibilidade de informações sobre programas de Manejo Integrado, provenientes da pesquisa pública ou privada, recomenda-se que estes programas sejam implementados.

Quando herbicidas com o mesmo modo de ação são utilizados repetidamente por vários anos para controlar as mesmas espécies de plantas infestantes nas mesmas áreas, biótipos resistentes de plantas infestantes, de ocorrência natural, podem sobreviver ao tratamento herbicida adequado, propagar e passar a dominar a área. Esses biótipos resistentes de plantas infestantes podem não ser controlados adequadamente. Práticas culturais como cultivo, prevenção de escapes que cheguem a sementear, e uso de herbicidas com diferentes modos de ação na mesma safra ou entre safras, pode ajudar a retardar a proliferação e possível dominância de biótipos de plantas infestantes resistentes a herbicidas.

Compatibilidade

Vide a seção Aplicação/Uso