Bula Nemacur - AMVAC

Bula Nemacur

acessos
Fenamiphos
1508398
AMVAC

Composição

Fenamifós 100 g/kg Organofosforado

Classificação

Nematicida
II - Altamente tóxico
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Granulado (GR)
Sistêmico

Algodão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Nematóide das galhas
(Meloidogyne incognita)
30 a 50 kg p.c./ha - - Único. 30 dias. Juntamente com o plantio
Banana Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Nematóide carvenícola
(Radopholus similis)
20 a 30 g p.c. / cova - - Final do período das águas. 30 dias. Início do período das águas
Batata Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Nematóide das galhas
(Meloidogyne javanica)
40 kg p.c./ha - - Único. 100 dias. Juntamente com o plantio
Nematóide das galhas
(Meloidogyne incognita)
40 kg p.c./ha - - Único. 100 dias. Juntamente com o plantio
Cacau Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Nematóide
(Helicotylenchus dihystera)
0,5 g p.c. / planta - - Único. 45 dias. Por ocasião do transplante
Nematóide das galhas
(Meloidogyne incognita)
0,5 g p.c. / planta - - Único. 45 dias. Por ocasião do transplante
Café Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Nematóide das galhas
(Meloidogyne incognita)
15 a 45 g p.c. / cova - - Reaplicar caso necessário. 45 dias. No plantio ou período de outubro a janeiro
Tomate Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Nematóide das galhas
(Meloidogyne incognita)
30 a 40 kg p.c./ha - - Único. 90 dias. Juntamente com o plantio

Embalagem: 10 kg (peso líquido).

MODO/EQUIPAMENTO DE APLICAÇÃO: O produto é aplicado no sulco de plantio, cova ou incorporado ao redor da planta.

INÍCIO, NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇ��O: No plantio de café incorporar 15 g do produto na cova até 20 cm de profundidade. Em café com 2 anos de idade, fazer aplicações de 10 g/cova em outubro, janeiro e abril. Café com 3 anos ou mais, fazer aplicações de 15 g/cova nas mesmas épocas anteriormente citadas. No cacau deve ser aplicado por ocasião do transplante das mudas nos saquinhos. Na cultura de banana, o produto deve ser distribuído ao redor da planta e incorporado levemente. Duas aplicações devem ser feitas por ano, uma no início das águas e outra no final; a dose menor é para culturas em implantação. No algodão, batata e tomate industrial é feita juntamente com o plantio, devendo o produto ser distribuído numa faixa de 20 cm, ficando acima das sementes sem entrar em contato com a mesma. No tomate estaqueado, aplicar Nemacur na dose de 2 g/cova antes de se transplantar as mudas. O produto deve ser esparramado na cova e incorporado ao solo.

INTERVALO DE SEGURANÇA (dias): Algodão: não determinado por referir-se a tratamento do solo durante o plantio. Banana: 30 dias, Batata: 100 dias, Café e cacau: 45 dias, Tomate: 90 dias.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS: Visto o produto ser aplicado incorporado no solo não há necessidade de se observar o intervalo de reentrada.

LIMITAÇÕES DE USO: Além de observar os intervalos de segurança e reentrada, não aplicar o produto fora da época recomendada, pois o mesmo não terá uma boa performance.

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO: O produto pode ser aplicado com granuladeiras tratorizadas, manuais (matraca) ou manualmente com medidores apropriados de cabo longo.

PRECAUÇÕES GERAIS: Não coma, não beba e não fume durante o manuseio do produto. Não utilize equipamentos com vazamentos. Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca. Não distribua o produto com as mãos desprotegidas.

PRECAUÇÕES NO MANUSEIO: Se houver contato do produto com os olhos, lave-os imediatamente e VEJA PRIMEIROS SOCORROS. Produto perigoso se inalado ou aspirado. Use máscara cobrindo nariz e boca. Caso o produto seja inalado ou aspirado, procure local arejado e VEJA PRIMEIROS SOCORROS. Use luvas de borracha. Ao contato do produto com a pele, lave-a imediatamente e VEJA PRIMEIROS SOCORROS. Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar poeira. Use macacão com mangas compridas, luvas e botas.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO: Evite o máximo possível, o contato com área de aplicação. Use macacão com mangas compridas, luvas e botas.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO: Não reutilize a embalagem vazia. Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em local trancado, longe do alcance de crianças e animais. Tome banho, troque e lave as suas roupas. No descarte de embalagens use macacão de mangas compridas, luvas e botas.

PRIMEIROS SOCORROS: Ingestão: Provoque vômito e procure logo o médico, levando a embalagem, rótulo, bula ou receituário agronômico do produto. Olhos: Lave com água corrente em abundância e procure o médico levando a embalagem, rótulo, bula ou receituário agronômico do produto. Pele: Lave com água corrente e sabão em abundância e, se houver irritação, procure o médico levando a embalagem, rótulo, bula ou receituário agronômico do produto. Inalação: Procure local arejado e vá ao médico levando a embalagem, rótulo, bula ou receituário agronômico do produto.

TRATAMENTO MÉDICO DE EMERGÊNCIA/ANTÍDOTO: Sulfato de atropina é o antídoto de emergência em caso de intoxicação. Nunca administre sulfato de atropina antes do aparecimento dos sintomas de intoxicação. Se o acidentado parar de respirar, aplique imediatamente respiração artificial. Transporte-o imediatamente para assistência médica mais próxima.

ANTÍDOTO E TRATAMENTO (informações para uso médico): Sulfato de atropina, pelas vias intramuscular ou intravenosa (eventualmente também por via oral): 1 a 6 mg cada 5 a 30 minutos, até atropinização leve. Oximas (Contrathion): 1 a 2 g/dia, nos 3 primeiros dias. Contra-indicações: morfina, aminofilina, tranquilizantes.

MECANISMO DE AÇÃO, ABSORÇÃO E EXCREÇÃO PARA O SER HUMANO: Não se dispõe de dados referentes ao ser humano. Aproximadamente de 40 a 50% da dose administrada foi eliminada como CO2, o que indica a rápida hidrólise. Do restante, a maior parte foi eliminada via urina e uma menor quantidade via fezes, sendo eliminada de 12 a 15 horas após o tratamento.

EFEITOS AGUDOS E CRÔNICOS: O produto formulado apresenta dose letal oral aguda (DL50) para rato macho de 26 mg/kg. A DL50 dérmica é > 5000 mg/kg para rato macho e fêmea. Sendo o mesmo enquadrado na Classe Toxicológica II - Altamente tóxico. Os níveis sem efeito tóxico nos ensaios crônicos com ratos foram de 1 ppm.

EFEITOS COLATERAIS / SINTOMAS DE ALARME: Não existem informações sobre efeitos colaterais específicos para o ser humano. Os sintomas de alarme são: fraqueza, dor de cabeça, opressão no peito, visão turva, pupilas não reativas, salivação abundante, suores, náuseas, vômitos, diarréia e cólica abdominal.

PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE: Este produto é MUITO PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE (CLASSE II). Este produto é ALTAMENTE MÓVEL apresentando alto potencial de deslocamento no solo, podendo atingir áreas vizinhas às áreas tratadas, lençóis freáticos e águas superficiais. Este produto é ALTAMENTE PERSISTENTE no meio ambiente. Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para microcrustáceos. Evite a contaminação ambiental - Preserve a Natureza. Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes. Aplique somente as doses recomendadas. Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos de água. Descarte corretamente as embalagens e restos do produto.

INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES: Isole e sinalize a área contaminada. Contate as autoridades locais competentes e a Empresa. Utilize o equipamento individual de segurança - EPI (macacão de PVC, luvas e botas de borracha, óculos protetores e máscara contra eventuais vapores). Em caso de derrame siga as instruções: Piso pavimentado: recolha o material com auxílio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. Remova conforme orientações de destinação adequada de resíduos e embalagens. Lave o local com grande quantidade de água; Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado e adote os mesmos procedimentos acima descritos para recolhimento e destinação adequada; Corpos d'água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano e animal e contacte o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do recurso hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido. Em caso de incêndio, use extintores de água em forma de neblina, CO2 ou pó químico, ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES: Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada. O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas ou outros materiais. A construção deve ser de alvenaria ou de material não comburente. O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável. Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO. Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças. Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver embalagens rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados. Em caso de armazéns maiores deverão ser seguidas as instruções constantes da NBR 9843. Observe as disposições constantes da legislação Estadual e Municipal.

INFORMAÇÕES SOBRE O DESTINO FINAL DE EMBALAGENS E DAS SOBRAS DE AGROTÓXICOS E AFINS: Não reutilize embalagens. Observe as legislações Estadual e Municipal específicas. Fica proibido o enterrio de embalagens. Consulte o Órgão Estadual de Meio Ambiente.

MÉTODO DE DESATIVAÇÃO DO PRODUTO: Incineração em forno rotativo com temperatura variando de 800 a 1200ºC, durante 1 a 2 minutos.

INSTRUÇÕES DE TRANSPORTE: O transporte é feito observando-se as normas da legislação vigente, que inclui o acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, alimentos, rações, medicamentos ou outros materiais.

Incluir outros métodos de controle de insetos (ex. Controle Cultural, Biológicos, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Pragas (MIP) quando disponível e apropriado.

Qualquer agente de controle de inseto pode ficar menos efetivo ao longo do tempo se o inseto alvo desenvolver algum mecanismo de resitência. Implementando as seguintes estratégias de Manejo de Resistência a Inseticidas (MRI) poderíamos prolongar a vida útil dos inseticidas:
- Qualquer produto para o controle de inseto da mesma classe ou modo de ação não deve ser utilizado em gerações consecutivas da mesma praga.
- Utilizar somente as doses recomendadas no rótulo /bula.
- Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para direcionamento sobre as recomendações locais para o MRI