Bula Nico

acessos
Nicosulfuron
12612
BRA

Composição

Nicosulfuron 40 g/L Sulfoniluréias

Classificação

Herbicida
III - Medianamente tóxico
III - Produto perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Suspensão Concentrada (SC)
Seletivo, Sistêmico
Milho Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Amendoim bravo
(Euphorbia heterophylla)
1,5 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha - Único. 45 dias. Pós-emergência da cultura e das plantas infestantes estas entre 2 a 6 folhas
Apaga fogo
(Alternanthera tenella)
1,25 a 1,5 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha - Único. 45 dias. Pós-emergência da cultura e das plantas infestantes estas entre 2 a 6 folhas
Beldroega
(Portulaca oleracea)
1,25 a 1,5 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha - Único. 45 dias. Pós-emergência da cultura e das plantas infestantes estas entre 2 a 6 folhas
Capim arroz
(Echinochloa crusgalli)
1,25 a 1,5 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha - Único. 45 dias. Pós-emergência da cultura e das plantas infestantes estas até no máximo 2 perfilhos
Capim braquiária
(Brachiaria decumbens)
1,25 a 1,5 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha - Único. 45 dias. Pós-emergência da cultura e das plantas infestantes estas até no máximo 2 perfilhos
Capim carrapicho
(Cenchrus echinatus)
1,25 a 1,5 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha - Único. 45 dias. Pós-emergência da cultura e das plantas infestantes estas até no máximo 2 perfilhos
Capim colchão
(Digitaria horizontalis)
1,5 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha - Único. 45 dias. Pós-emergência da cultura e das plantas infestantes estas até no máximo 2 perfilhos
Capim massambará
(Sorghum halepense)
1,25 a 1,5 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha - Único. 45 dias. Pós-emergência da cultura e das plantas infestantes estas entre 2 a 6 folhas
Capim pé de galinha
(Eleusine indica)
1,25 a 1,5 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha - Único. 45 dias. Pós-emergência da cultura e das plantas infestantes estas até no máximo 2 perfilhos
Carrapicho de carneiro
(Acanthospermum hispidum)
1,25 a 1,5 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha - Único. 45 dias. Pós-emergência da cultura e das plantas infestantes estas entre 2 a 6 folhas
Caruru comum
(Amaranthus viridis)
1,25 a 1,5 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha - Único. 45 dias. Pós-emergência da cultura e das plantas infestantes estas entre 2 a 6 folhas
Corda de viola
(Ipomoea purpurea)
1,25 a 1,5 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha - Único. 45 dias. Pós-emergência da cultura e das plantas infestantes estas entre 2 a 6 folhas
Mentrasto
(Ageratum conyzoides)
1,25 a 1,5 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha - Único. 45 dias. Pós-emergência da cultura e das plantas infestantes estas entre 2 a 6 folhas
Nabiça
(Raphanus raphanistrum)
1,25 a 1,5 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha - Único. 45 dias. Pós-emergência da cultura e das plantas infestantes estas entre 2 a 6 folhas
Papuã
(Brachiaria plantaginea)
1,25 a 1,5 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha - Único. 45 dias. Pós-emergência da cultura e das plantas infestantes estas até no máximo 2 perfilhos
Picão preto
(Bidens pilosa)
1,25 a 1,5 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha - Único. 45 dias. Pós-emergência da cultura e das plantas infestantes estas entre 2 a 6 folhas
Poaia branca
(Richardia brasiliensis)
1,25 a 1,5 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha - Único. 45 dias. Pós-emergência da cultura e das plantas infestantes estas entre 2 a 6 folhas
Rubim
(Leonurus sibiricus)
1,25 a 1,5 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha - Único. 45 dias. Pós-emergência da cultura e das plantas infestantes estas entre 2 a 6 folhas
Trapoeraba
(Commelina benghalensis)
1,5 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha - Único. 45 dias. Pós-emergência da cultura e das plantas infestantes estas entre 2 a 6 folhas

Conteúdo: 1, 5, 10, 20, 25, 50 e 200 L.

INSTRUÇÕES DE USO:
NICO é um herbicida sistêmico, seletivo para a cultura do milho, para aplicação em pósemergência
da cultura e das plantas daninhas.

CULTURA: MILHO.

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO:
O produto deve ser aplicado em pós-emergência da cultura de milho e das plantas
daninhas.
Para gramíneas: aplicar em pós-emergência das plantas daninhas, quando estiverem nos
seguintes estádios:
· até o perfilhamento (1,25 L/ha)
· até 2 perfilhos (1,5 L/ha)
Para folha larga: aplicar em pós-emergência das plantas daninhas, quando estiverem nos
seguintes estádios:
· 2 a 4 folhas (1,25 L/ha)
· 4 a 6 folhas (1,5 L/ha)

MODO DE APLICAÇÃO:
Com pulverizador tratorizado ou costal manual, aplicando-se em área total.
Bicos de jato em leque (jato plano) tipo 80.03; 110.02 ou 110.03
Volume de calda: 200 a 400 L/ha.
Pressão de serviço: 30 a 60 libras por polegada quadrada (psi)
Tamanho de gotas: 200 a 400 micrômetros.
Densidade de gotas: 20 gotas/cm2.
Não aplicar o produto na presença de ventos fortes (acima de 10 km/h).

INTERVALO DE SEGURANÇA:
Milho: 45 dias.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:
(De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde
Humana – ANVISA/MS)

LIMITAÇÕES DE USO:
· Uso exclusivo para culturas agrícolas.
· O produto não deverá ser aplicado quando a planta estiver passando por estado de
estresse hídrico.
· Respeitar um período de sete dias entre a aplicação de NICO e a aplicação de produtos
organofosforados.
· A ocorrência de chuvas até uma hora após a aplicação do produto poderá diminuir sua
eficiência. Não aplicar em culturas de sorgo, nem em locais onde possa haver deriva
para este cultivo.

· Fitotoxicidade: NICO é seletivo para a maioria das cultivares de milho, mas existem
alguns híbridos/variedades que não devem ser tratados com o produto; por isso, antes
de aplicar, verificar junto às empresas produtoras de sementes a existência de
cultivares sensíveis ao nicossulfurom.
· Para os híbridos/variedades que são recomendados, em alguns casos poderão ser
observados sintomas iniciais de fitotoxicidade, que desaparecem naturalmente sem
interferir na produtividade.

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL A SEREM
UTILIZADOS:
(De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde
Humana – ANVISA/MS).

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO A SEREM USADOS:
Vide Modo de Aplicação.

DESCRIÇÃO DOS PROCESSOS DE TRÍPLICE LAVAGEM DA EMBALAGEM OU
TECNOLOGIA EQUIVALENTE:
Vide DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE.

INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO, DESTINAÇÃO,
TRANSPORTE, RECICLAGEM, REUTILIZAÇÃO E INUTILIZAÇÃO DAS EMBALAGENS
VAZIAS:
Vide DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE.

INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO E
DESTINAÇÃO DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:
Vide DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE.

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA
ANTES DE USAR, LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES.
PRODUTO PERIGOSO.
USE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL COMO INDICADO.

PRECAUÇÕES GERAIS:
Produto para o uso exclusivamente agrícola.
-Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto. Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados.
Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte ordem: macacão, botas, avental, máscara, óculos, touca árabe e luvas.
Não utilize equipamentos de proteção individual (EPI) danificados.
Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos.
-Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.
Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas.

PRECAUÇÕES NA PREPARAÇÃO DA CALDA:
-Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em primeiros socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência. Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingos.
Utilize equipamento de proteção individual -EPI: macacão com tratamento hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; avental impermeável; máscara com filtro combinado (filtro químico contra vapores orgânicos e filtro mecânico classe P2); óculos de segurança com proteção lateral e luvas de nitrila.
Manuseie o produto em local aberto e ventilado.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO:
Evite o máximo possível o contato com a área tratada.
Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes do dia. Verifique a direção do vento e aplique de modo a não entrar na névoa do produto.
-Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança (intervalo de tempo entre a última aplicação e a colheita).
-Utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão com tratamento hidrorrepelente
com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças
por cima das botas; botas de borracha; máscara com filtro combinado (filtro químico contra
vapores orgânicos e filtro mecânico classe P2); óculos de segurança com proteção lateral,
touca árabe e luvas de nitrila.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICACÃO:
- Sinalizar a área tratada com os dizeres: "PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA" e
manter os avisos até o final do período de reentrada.
- Caso necessite entrar na área tratada com o produto antes do término do intervalo de reentrada, utilize os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados para o uso
durante a aplicação.
- Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original em
local trancado, longe do alcance de crianças e animais.
- Antes de retirar os equipamentos de proteção individual (EPI), lave as luvas ainda vestidas
para evitar contaminação.
- Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser retirados na seguinte ordem: touca árabe, óculos, avental, botas, macacão, luvas e máscara.
- Tome banho imediatamente após a aplicação do produto.
- Troque e lave as suas roupas de proteção separado das demais roupas da familia. Ao
lavar as roupas utilizar luvas e avental impermeável.
- Faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de proteção após cada aplicação do
produto.
- Fique atento ao tempo de uso dos filtros, seguindo corretamente as especificações do
fabricante.
- Não reutilizar a embalagem vazia.
- No descarte de embalagens, utilize equipamento de proteção individual — EPI: macacão com tratamento hidrorrepelente com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de
borracha.

PRIMEIROS SOCORROS: procure logo um serviço médico de emergência levando a embalagem, rótulo, bula e/ou receituário agronômico do produto.
Ingestão: se engolir o produto, não provoque vômito. Caso o vômito ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer.
Olhos: em caso de contato, lave com muita água corrente durante pelo menos 15 minutos. Evite que a água de lavagem entre no outro olho.
Pele: em caso de contato, tire a roupa contaminada e lave a pele com muita água corrente e sabão neutro.
Inalação: se o produto for inalado ("respirado"), leve a pessoa para um local aberto e ventilado.
A pessoa que ajudar deve proteger-se contaminação usando luvas e avental
impermeáveis, por exemplo.

GRUPO QUÍMICO: Sulfoniluréia
VIAS DE EXPOSIÇÃO: Ocular, dérmica, oral e inalatória.
TOXICOCINÉTICA: Nicossulfuron é pouco absorvido através do trato gastrintestinal de animais e do homem. A biotransformação desses compostos é mínima e ocorre por processo de hidroxilação no anel aromático, desalquilação e conjugação. A maior parte da substância é excretada inalterada na urina e nas fezes. Não há bioacumulação.
MECANISMOS DE TOXIDADE: Os mecanismos de toxicidade em humanos não são conhecidos. Nas plantas age como herbicida por inibição da enzima acetolactato sintetase (ALS), o que leva ao bloqueio da produção de aminoácidos, valina e isoleucina, essenciais para produção de proteínas e de outros componentes na planta. A enzima ALS não é encontrada em animais ou no homem.
SINTOMAS E SINAIS CLÍNICOS: Toxicidade aguda: toxicidade sistêmica é improvável a menos que grandes quantidades tenham sido ingeridas. Em animais tem se observado:
DÉRMICA: lrritatação, desconforto ou exantema; sensibilização da
pele e sintomas alérgicos.
OCULAR: lrritatação, desconforto, lacrimejamento, visão borrada
INALATÓRIA: tosse e dispnéia.
ORAL: náuseas, vômitos, diarréia, cefaléia, confusão e depleção de eletrólitos
Toxicidade crônica: pode causar alterações eritrocitárias, diminuição na produção de leucócitos, produção de metahemoglobina, alteração do metabolismo protéico, moderado enfisema e perda de peso. Não há evidências de efeitos carcinogênicos, neurotóxicos, imunotóxicos ou endócrinos em humanos.
DIAGNÓSTICO: O diagnóstico é estabelecido pela confirmação da exposição e de quadro clínico compatível.
•Obs.: Em se apresentando sinais e sintomas indicativos de intoxicação aguda, trate o paciente imediatamente.
TRATAMENTO: Antídoto: não há antídoto específico.
Tratamento: remoção da fonte de exposição, descontaminação, proteção das vias respiratórias, de aspiração; tratamento sintomático e de suporte.
Exposição Oral:
•Lavagem gástrica: na maioria dos casos não é necessário.
1.Considere logo após ingestão de uma grande quantidade do produto (até 1 hora). Proteger as vias aéreas em posição de Trendelenburg e decúbito lateral esquerdo ou por intubação endotraqueal.
2.Contra-indicações: perda de reflexos protetores das vias respiratórias ou alteração de consciência em pacientes não-intubados; corrosivos e hidrocarbonetos; risco de hemorragia ou perfuração gastrointestinal.
•Carvão ativado: se liga à maioria dos agentes tóxicos e pode diminuir a absorção sistêmica deles, se administrado logo após a ingestão (1 h)
1. Dose. suspensão (240 ml de água/30 g de carvão). Dose: 25 a 100 g em adultos, 25 a 50 g em crianças de (1-12)a e 1 g/kg em < 1
•Não provocar vômito, caso ocorra espontaneamente não deve ser evitado; deitar o paciente de lado para evitar que aspire resíduos.
•Irritação: considere endoscopia em casos de irritação gastrointestinal ou esofágica para avaliar a wdensão do dano e guiar a lavagem gástrica.
•Fluidos intravenosos e monitorização laboratorial. Manter internação por no mínimo 24 horas após o desaparecimento dos sintomas.
EXPOSIÇÃO INALATÓRIA: Se ocorrer tosse/dispnéia, avalie quanto a irritação, bronquite ou pneumonia. Administre oxigênio e auxilie na ventilação. Trate broncoespasmos com B2-agonistas via inalatória e corticosteróides via oral ou parenteral.
EXPOSIÇÃO OCULAR: Lave os olhos expostos com quantidades copiosas de água ou salina 0,9%, à temperatura ambiente, por pelo menos 15 minutos. Se os sintomas persistirem, encaminhar o paciente para o especialista.
EXPOSIÇÃO DÉRMICA: Remova as roupas contaminadas e lave a área exposta com abundante água e sabão. Encaminhar o paciente para o especialista caso a irritação ou dor persistirem.
CUIDADOS para os prestadores de primeiros socorros:
•EVITAR aplicar respiração boca-boca em caso de ingestão do produto; usar equipamento de reanimação manual (Ambú).
•Usar equipamentos de PROTEÇÃO: para evitar contato cutâneo, ocular e inalatório com o produto.
CONTRA-INDICAÇÕES: A indução do vômito é contra-indicada em razão do risco de aspiração e de pneumonite química.
EFEITOS SINÉRGICOS: Nicossulfuron incrementa a toxicidade do Diazinon, um inseticida organofosforado, mas o mecanismo não parece ser associado à atividade acetilcolinesterase.
ATENÇÃO: Ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001 para notificar o caso e
obter informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento.
Rede Nacional de Centros de Informação e Assisténcia Toxicológica RENACIAT — ANVISA/MS
Notifique ao sistema de informação de agravos de notificação (SINAN / MS) Telefone de Emergência da empresa (51) 3029-1425

Mecanismo de Acão, Absorção e Excrecão para Animais de Laboratório:
Estudos com animais de laboratório evidenciaram que o Nicossulfurom é rapidamente absorvido (taxa de absorção 38 a 42%) e eliminado pelo organismo, principalmente pelas fezes (> 62%), quando absorvido pelo trato gastrointestinal. Outras vias de excreção são a urina (> 14%) e bile (> 14%). Após absorção o produto é encontrado principalmente no sangue. Não há efeito acumulativo no organismo. Insignificantes quantidades do produto foram encontradas no ar expelido, trato intestinal, órgãos/tecidos e na carcaça dos animais analisados. A taxa de recuperação do produto e seus metabólitos variaram de 94,2 a 99,9%, sendo o Nicossulfurom o principal produto excretado. Os mecanismos de toxicidade e não são conhecidos em animais.

Efeitos Agudos e Crônicos para Animais de Laboratório:

Efeitos Agudos (Resultantes de ensaios com animais Produto Formulado):
•DL50 oral em ratos = > 2000 mg/kg
•DL50 dérmica em ratos = > 4.000 mg/kg
•CL50 Inalatória = 2,635mg/L de ar - 4 horas
•Irritação Dérmica: no estudo realizado em coelhos, o produto causou uma leve vermelhidão na pele de todos os animais. A alteração foi reversível em 24 horas.
•Irritação Ocular: no estudo realizado em coelhos, o produto mostrou-se levemente irritante aos olhos, causando vermelhidão moderada da conjuntiva em todos os animais. Alguns animais também apresentaram edema leve da conjuntiva. Todas as alterações foram
reversíveis em 24 horas.
•Sensibilização cutânea: o produto mostrou-se não sensibilizante à pele de cobaias.

Efeitos crônicos (PT): a administração oral crônica do Nicossulfurom em animais causou distúrbios do metabolismo protéico, enfisema moderado, perda de peso e incremento no peso do fígado e rins (machos). Não há evidências de efeitos carcinogénicos, mutagênicos, ou endócrinos em modelos animais. Também não há indicações de efeitos neurotóxicos ou imonotóxicos. Em coelhos, em doses tóxicas maternas (abortos, sinais clínicos, diminuição no ganho de peso) foi observado diminuição do peso fetal e incremento nas perdas pós-implantação. Em ratos, a doses tóxicas matemas (diminuição no ganho de peso) também ocorreram efeitos nos filhotes da segunda geração (diminuição no tamanho ao nascer).

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente - IBAMA/MMA.

Sempre que houver disponibilidade de informações sobre programas de Manejo Integrado, provenientes da pesquisa pública ou privada, recomenda-se que estes sejam implementados.

INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO DE RESISTÊNCIA:
Quando herbicidas com o mesmo modo de ação são utilizados repetidamente por vários
anos para controlar as mesmas espécies de plantas daninhas nas mesmas áreas, biotipos
resistentes de plantas daninhas, de ocorrência natural, podem sobreviver ao tratamento
herbicida adequado, propagar e passar a dominar a área. Esses biotipos resistentes de
plantas daninhas podem não ser controlados adequadamente. Práticas culturais como
cultivo, prevenção de escapes que cheguem a sementar, e uso de herbicidas com diferentes modos de ação na mesma safra ou entre safras, pode ajudar a retardar a proliferação e possível dominância de biotipos de plantas daninhas resistentes a herbicidas.