Bula Onic 300 - Arysta Lifescience

Bula Onic 300

acessos
alanicarbe
5700
Arysta Lifescience

Composição

Alanicarbe 300 g/L Metilcarbamato de oxima

Classificação

Inseticida
II - Altamente tóxico
III - Produto perigoso
Não Classificado
Não Classificado
Concentrado Emulsionável (EC)
Contato, Ingestão

Tomate Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Traça do tomateiro
(Tuta absoluta)
150 a 200 mL p.c./100L água 800 a 1000 L de calda/ha - 7 dias. 5 dias. Iniciar o tratamento no aparecimento das primeiras pragas

Conteúdo: 0,25; 0,5; 1 e 5 L.

INSTRUÇÕES DE USO: ONIC 300 é um inseticida do grupo dos carbamatos, possuem ação de contato e ingestão no controle de pragas importantes (Lepidoptera) que causam danos ás culturas. O produto apresenta-se sob a forma de concentrado emulsionável e é estável em condições neutra ou levemente básica, e instável em meio ácido. A pressão de vapor é de 4,7 x 10-6 mmHg a 20 0C indicando que o produto é pouco volátil. Estudo de biodegradabilidade do Alanycarb no solo indica que o produto não é persistente e a sua meia-vida é menor que 30 dias. Quanto à mobilidade, o coeficiente de mobilidade foi zero, indicando que o Alanycarb é imóvel no solo.

EQUIPAMENTOS / MODO DE APLICAÇÃO: ONIC 300 deve ser aplicado em pulverização via terrestre. Utilizar pulverizador de barra tratorizada equipado com bicos cônico D2 ou D3 com pressão de 100 lbs/pol2.Utilizando-se outros tipos de equipamentos, procurar obter uma cobertura uniforme da parte aérea da planta. A variação do volume de calda é em função do estágio do desenvolvimento da cultura. OBS - Em caso de dúvida consulte um Eng. º Agrônomo.

INÍCIO, NÚMERO E ÉPOCAS APLICAÇÃO: O tratamento deve ser iniciado aos primeiros indícios do aparecimento da praga, pulverizando-se as plantas até o ponto de escorrimento, prosseguindo-se conforme a necessidade em intervalos de 7 dias, dependendo do grau de infestação da praga.

PERÍODO DE CARÊNCIA OU INTERVALO DE SEGURANÇA: 5 dias para a cultura de tomate.

FITOTOXICIDADE: Não há problema de fitotoxicidade para a cultura indicada e nas doses recomendadas.

OUTRAS RESTRIÇÕES: Não há.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NA CULTURA E ÁREAS TRATADAS: Mantenha afastadas das áreas de aplicação, crianças, animais domésticos e pessoas desprotegidas, enquanto as plantas estiverem molhadas pela aplicação do produto.

PRECAUÇÕES GERAIS: Não coma, não beba e não fume durante o manuseio do produto. Não utilize equipamentos com vazamentos. Não desentupa bicos, orifícios, válvulas, tubulações com a boca. Não distribua o produto com as mãos desprotegidas.

PRECAUÇÕES NO MANUSEIO: Use protetor ocular: Se houver contato do produto com os olhos, lave-os imediatamente e veja PRIMEIROS SOCORROS. Use máscaras cobrindo o nariz e a boca: caso o produto seja inalado ou aspirado, procure local arejado e veja PRIMEIROS SOCORROS. Use luvas de borracha: Ao contato do produto com a pele, lave-a imediatamente e veja PRIMEIROS SOCORROS. Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingo. Use macacão de algodão tratado com Teflon, com mangas compridas, chapéu de aba larga, óculos ou viseira facial, luvas e botas de borracha, avental impermeável e máscaras protetoras cobrindo o nariz e a boca.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO: Evite o máximo possível, o contato com a área de aplicação. O produto produz neblina, use máscara protetora cobrindo o nariz, a boca e os olhos. Não aplique o produto contra o vento, na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes do dia. Use macacão com mangas compridas de algodão tratado com Teflon; chapéu de aba larga e botas e luvas de borracha.

PRECAUÇÕES APÓS APLICAÇÃO: Não reutilize embalagem vazia. Mantenha o restante do produto adequadamente fechado, em local trancado, longe do alcance de crianças e animais. Tome banho, troque e lave as suas roupas separadamente das outras roupas da família.

PRIMEIROS SOCORROS: Ingestão: Não provoque vômito e procure logo o médico, levando a embalagem, rótulo, bula ou o receituário do produto. Olhos: lave com água em abundância, e procure o médico, levando a embalagem, rótulo, bula ou o receituário agronômico do produto. Pele: lave-a com água e sabão em abundância, e procure o médico, levando a embalagem, rótulo, bula ou o receituário do produto. Em caso de contato com o produto procure logo o médico. Inalação: procure local arejado. Sintomas de Alarme: dor de cabeça, tonturas, fraqueza, náuseas, pupilas não reativas, visão turva, cólicas abdominais, opressão no peito, diarréia, vômito, salivação e transpiração excessiva. Antídoto e Tratamento: Administrar Sulfato de Atropina 2 mg pelas vias intramuscular ou intravenosa. Administrar repetidamente até a atropinização leve. Contra indicação: Oxime (Contrathion, 2 PAM)

MECANISMO DE AÇÃO/ABSORÇÃO E EXCREÇÃO PARA O SER HUMANO: O Alanycarb, bem como os demais carbamatos, agem inibindo a ação da acetil colinesterase (AchE) nas terminações nervosas. Essa inibição da enzima é instável e a regeneração da AchE é relativamente rápida quando comparada com outras enzimas inibidas pelo organofosforados. O Alanycarb é quase completamente absorvido pelo trato gastrointestinal e muito pouco absorvido pela pele, é eliminado principalmente pela urina (34%), pelo ar expirado como acetonitrila (26%) e CO2 (16%), somente 2,6% pelas fezes e cerca de 13 % da dose ficou retida nos tecidos. A meia vida no sangue variou de 72 a 73 horas. Em ratos o Alanycarb é rapidamente metabolisado, por hidrólise, a metomil oxima, que por sua vez, é metabolisado a um intermediário instável. Eles são convertidos em acetonitrila e CO2, que são eliminados primariamente pela via urinária e respiratória.

EFEITOS AGUDOS: O Onic 300 apresenta um DL50 oral para ratos de 350 mg/kg, dérmica para ratos maior que 5000 mg/kg, irritante para os olhos e não irritante para a pele de coelho. Os animais apresentaram sinais clínicos compatíveis com a inibição da colinesterase. Nos estudos crônicos com camundongos, cães e ratos, o Alanycarb apresentou uma discreta inibição da atividade da colinesterase eritrocitária nos animais do grupo de dose mais elevada, acompanhado de sintomas de convulsão, tremores, salivação excessiva e fezes líquidas e descoradas. A atividade da colinesterase cerebral e plasmática foi menos afetada nestas mesmas doses.

EFEITOS COLATERAIS: Por não ser de finalidade terapêutica este produto, não há como caracterizar seus efeitos colaterais.

PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIA QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE: Este produto é Perigoso ao Meio Ambiente (Classe III). Este produto é Altamente Tóxico para Microcrustáceos. Evite a contaminação ambiental - Preserve a Natureza. Não utilize equipamento com vazamentos. Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes. Aplique somente as doses recomendadas. Não lave embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d'água. Descarte corretamente as embalagens e restos do produto.

INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO: Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada. O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas ou outros materiais. A construção deve ser de alvenaria ou de material não comburente. O local deve ser ventilado, coberto e Ter piso impermeável. Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO. Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças. Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver embalagens rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados. Em caso de armazéns maiores deverão ser seguidas as instruções constantes da NBR9843. Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES: Isole e sinalize a área contaminada. Contate as autoridades locais competentes e a empresa. Utilize o equipamento de proteção individual - EPI (macacão de PVC, luvas e botas de borracha, óculos protetores e máscara contra eventuais vapores). Em caso de derrame, estanque o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros, drenos ou corpos d'água. Siga as instruções abaixo: Piso pavimentado: coloque material absorvente (p.ex. serragem ou terra) sobre o conteúdo derramado e recolha o material com auxílio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não deverá ser mais utilizado. Neste caso, contate a empresa ou, o distribuidor ou qualquer representante da empresa ou região. O produto deverá ser desativado conforme orientação de destinação de resíduos e embalagens. Lave o local com grande quantidade de água; Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado e adote os mesmos procedimentos acima descritos para recolhimento e destinação adequada; Corpos d'água: interrompa imediatamente a captação para consumo humano e animal e contate o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, as características do recurso hídrico em questão e da quantidade de produto envolvido. Em caso de incêndio, use extintores de água em forma de neblina, CO2 ou pó químico, ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

DESTINAÇÃO DE RESÍDUOS E EMBALAGENS: As embalagens rígidas devem ser enxaguadas três vezes e a calda resultante acrescentada à preparação para pulverização. Não reutilize embalagens. As embalagens devem ser perfuradas de maneira a torná-las inadequadas para outros usos (Obs: exceto em caso de existência de recolhimento das mesmas pela empresa). Observe as legislações Estadual e Municipal específicas. Fica proibido enterrar embalagens. Consulte o Órgão Estadual do Meio Ambiente. Para desativação de restos do produto contate a empresa e o Órgão Estadual do Meio Ambiente. A desativação do produto é feita através de incineração em fornos destinados para este tipo de operação e provador pelo órgão estadual responsável, equipados com câmaras de lavagem de gases efluentes.

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado de pragas (MIP), envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle, como o controle cultural, controle biológico (predadores e parasitoides), controle microbiano, controle por comportamento, variedades resistentes e controle químico, sempre alternando produtos de diferentes grupos químicos, com mecanismos de ação distintos.
Recomenda-se, de modo geral, o manejo integrado de doenças, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle. O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, controle biológico, manejo da irrigação e outros, visam o melhor equilíbrio do sistema.

Qualquer agente de controle de insetos pode ficar menos efetivo ao longo do tempo se a praga-alvo desenvolver algum mecanismo de resistência. Implementando-se as seguintes estratégias de manejo de resistência a inseticidas (MRI) pode-se prolongar a vida útil dos inseticidas:
- Qualquer produto para controle de inseto da mesma classe ou modo de ação não deve ser utilizado em gerações consecutivas da mesma praga;
- Utilizar somente as doses recomendadas no rótulo/bula;
- Em caso de dúvidas, consultar sempre um Engenheiro Agrônomo para direcionamento sobre as recomendações locais para o Manejo de Resistência a Inseticidas (MRI);
- Incluir outros métodos de controle de insetos (Ex.: Controle Cultural, Biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Pragas (MIP) quando disponível e apropriado;
- Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para a orientação sobre as recomendações locais para o manejo de resistência.

Sempre que houver disponibilidade de informações sobre MIP, provenientes da pesquisa pública ou privada, recomenda-se que estes programas sejam implementados. Qualquer agente de controle de insetos pode se tornar menos efetivo ao longo do tempo, se a praga alvo desenvolver algum mecanismo de resistência a ele. O Comitê Brasileiro de Ação a Resistência a Inseticidas (IRAC – BR) recomenda as seguintes estratégias de manejo de resistência visando prolongar a vida útil do inseticida:
- Qualquer produto para controle de pragas, da mesma classe ou modo de ação, não deve ser usado em gerações consecutivas da praga;
- Usar somente as doses recomendadas na bula/rótulo;
- Consultar sempre um Engenheiro Agrônomo para orientação sobre o Manejo de Resistência a Inseticidas;
- Incluir outros métodos de controle de pragas (Ex.: controle cultural, biológico, químico, etc) dentro do programa de Manejo Integrado de Pragas, quando disponível e apropriado.