Bula Poast - Basf

Bula Poast

CI
Setoxidim
1128798
Basf

Composição

Setoxidim 184 g/L

Classificação

Terrestre/Aérea
Herbicida
5 - Produto Improvável de Causar Dano Agudo
III - Produto perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Concentrado Dispersível (DC)
Seletivo, Pós-emergência, Sistêmico

Algodão

Calda Terrestre Dosagem
Brachiaria decumbens (Capim braquiária)
Brachiaria plantaginea (Papuã)
Cenchrus echinatus (Capim carrapicho)
Digitaria ciliaris (Milhã)
Digitaria horizontalis (Capim colchão)
Digitaria insularis (Capim amargoso )
Echinochloa colona (Capim arroz)
Echinochloa crusgalli (Capim arroz)
Eleusine indica (Capim pé de galinha)
Paspalum acuminatum (Grama doce)
Pennisetum setosum (Capim custódio)
Rottboellia exaltata (Capim camalote)
Zea mays (Milho)

Feijão

Calda Terrestre Dosagem
Brachiaria decumbens (Capim braquiária)
Brachiaria plantaginea (Papuã)
Cenchrus echinatus (Capim carrapicho)
Digitaria ciliaris (Milhã)
Digitaria horizontalis (Capim colchão)
Digitaria insularis (Capim amargoso )
Echinochloa colona (Capim arroz)
Echinochloa crusgalli (Capim arroz)
Eleusine indica (Capim pé de galinha)
Paspalum acuminatum (Grama doce)
Pennisetum setosum (Capim custódio)
Rottboellia exaltata (Capim camalote)
Zea mays (Milho)

Fumo

Dosagem Calda Terrestre
Brachiaria decumbens (Capim braquiária)
Brachiaria plantaginea (Papuã)
Cenchrus echinatus (Capim carrapicho)
Cynodon dactylon (Grama seda)
Digitaria ciliaris (Milhã)
Digitaria horizontalis (Capim colchão)
Digitaria insularis (Capim amargoso )
Echinochloa colona (Capim arroz)
Echinochloa crusgalli (Capim arroz)
Eleusine indica (Capim pé de galinha)
Paspalum acuminatum (Grama doce)
Pennisetum setosum (Capim custódio)
Rottboellia exaltata (Capim camalote)
Zea mays (Milho)

Gladíolo

Calda Terrestre Dosagem
Brachiaria decumbens (Capim braquiária)
Brachiaria plantaginea (Papuã)
Cenchrus echinatus (Capim carrapicho)
Digitaria ciliaris (Milhã)
Digitaria horizontalis (Capim colchão)
Digitaria insularis (Capim amargoso )
Echinochloa colona (Capim arroz)
Echinochloa crusgalli (Capim arroz)
Eleusine indica (Capim pé de galinha)
Paspalum acuminatum (Grama doce)
Pennisetum setosum (Capim custódio)
Rottboellia exaltata (Capim camalote)
Zea mays (Milho)

Milho

Calda Terrestre Dosagem
Brachiaria decumbens (Capim braquiária)
Brachiaria plantaginea (Papuã)
Cenchrus echinatus (Capim carrapicho)
Digitaria ciliaris (Milhã)
Digitaria horizontalis (Capim colchão)
Digitaria insularis (Capim amargoso )
Echinochloa colona (Capim arroz)
Echinochloa crusgalli (Capim arroz)
Eleusine indica (Capim pé de galinha)
Paspalum acuminatum (Grama doce)
Pennisetum setosum (Capim custódio)
Rottboellia exaltata (Capim camalote)
Zea mays (Milho)

Soja

Calda Terrestre Dosagem
Brachiaria decumbens (Capim braquiária)
Brachiaria plantaginea (Papuã)
Cenchrus echinatus (Capim carrapicho)
Digitaria ciliaris (Milhã)
Digitaria horizontalis (Capim colchão)
Digitaria insularis (Capim amargoso )
Echinochloa colona (Capim arroz)
Echinochloa crusgalli (Capim arroz)
Eleusine indica (Capim pé de galinha)
Paspalum acuminatum (Grama doce)
Pennisetum setosum (Capim custódio)
Rottboellia exaltata (Capim camalote)
Zea mays (Milho)

Bombona Polietileno coextrusado: 1 e 5 litros.
Lata de flandres: 5 litros.
Frasco de Alumínio: 1 e 5 litros.
Frasco de Polietileno coextrusado: 1litro.

INSTRUÇÕES DE USO

Poast® é um herbicida seletivo à base do ingrediente ativo setoxidim (Grupo A – HRAC), indicado para controle pós-emergente de plantas daninhas para as culturas de algodão, feijão, fumo, gladíolo, milho e soja. Poast® é um herbicida de ação sistêmica da classe dos ciclohexanodionas (DIMs) e do grupo dos inibidores da enzima ACCase (Grupo A). Após a aplicação sobre a superfície das folhas, o ingrediente ativo é rapidamente absorvido, ocorrendo um processo de translocação, com acúmulo em regiões meristemáticas, onde o produto inibe rapidamente a enzima ACCase, interferindo na formação de malonil-CoA, consequentemente bloqueando a reação inicial da rota metabólica da síntese de lipídios, o que resulta na paralisação do crescimento. O secamento das gramíneas completa-se num período de 1 a 3 semanas. Poast® controla as seguintes espécies de monocotiledôneas, incluindo os biótipos resistentes aos herbicidas inibidores da enzima ALS e resistentes ao herbicida glifosato.

Adição de adjuvantes: A adição de adjuvante específico, recomendado pelo fabricante, favorece a distribuição da calda sobre a folhagem, retarda a evaporação e favorece a penetração, o que resulta num melhor controle das plantas infestantes. Deve-se acrescentar sempre um adjuvante específico, recomendado pelo fabricante, nas caldas de Poast®.
- Em aplicação terrestre: 0,5 a 1,0 % do volume de calda.
- Em aplicação aérea: 1,0 % do volume de calda.
A adição de sulfato de amônia na concentração de 1 a 2% do volume da calda, tende a reduzir as dependências ambientais, bem como melhorar o controle das plantas infestantes, não substituindo a utilização do adjuvante específico, recomendado pelo fabricante.

MODO DE APLICAÇÃO: PREPARO DA CALDA

O responsável pela preparação da calda deve usar equipamento de proteção individual (EPI) indicado para esse fim. Colocar água limpa no tanque do pulverizador (pelo menos 3/4 de sua capacidade) ou de tal forma que atinja a altura do agitador (ou retorno) e, com a agitação acionada, adicionar a quantidade recomendada do produto. Também manter a calda sob agitação constante durante a pulverização. A aplicação deve ser realizada no mesmo dia da preparação da calda. Adicionar o adjuvante à calda após o produto, conforme dose recomendada no item anterior Adição de adjuvantes. Para os menores volumes de aplicação, não exceder a concentração de 1,0% v/v da calda ou a recomendação descrita na bula do adjuvante.

APLICAÇÃO TERRESTRE

Seguir as recomendações abaixo para uma correta aplicação:
- Equipamento de aplicação: Utilizar equipamento de pulverização provido de barras apropriadas. Ao aplicar o produto, seguir sempre as recomendações da bula. Proceder a regulagem do equipamento de aplicação para assegurar uma distribuição uniforme da calda e boa cobertura do alvo desejado. Evitar a sobreposição ou falha entre as faixas de aplicação utilizando tecnologia apropriada.
- Seleção de pontas de pulverização: A seleção correta da ponta é um dos parâmetros mais importantes para boa cobertura do alvo e redução da deriva. Pontas que produzem gotas finas apresentam maior risco de deriva e de perdas por evaporação (vide CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS). Dentro deste critério, usar pontas que possibilitem boa cobertura das plantas alvo e produzam gotas de classe acima de muito grossas (VC), conforme norma ASABE. Em caso de dúvida quanto a seleção das pontas, pressão de trabalho e tamanho de gotas gerado, consultar a recomendação do fabricante da ponta (bico).
- Pressão de trabalho: Observar sempre a recomendação do fabricante e trabalhar dentro da pressão recomendada para a ponta, considerando o volume de aplicação e o tamanho de gota desejado. Para muitos tipos de pontas, menores pressões de trabalho produzem gotas maiores. Quando for necessário elevar o volume de aplicação, optar por pontas que permitam maior vazão (maior orifício) ao invés do aumento da pressão de trabalho. Caso o equipamento possua sistema de controle de aplicação, assegurar que os parâmetros de aplicação atendam a recomendação de uso.
- Velocidade do equipamento: Selecionar uma velocidade adequada às condições do terreno, do equipamento e da cultura. Observar o volume de aplicação e a pressão de trabalho desejada. A aplicação efetuada em velocidades mais baixas, geralmente resulta em uma melhor cobertura e deposição da calda na área alvo. - Altura de barras de pulverização: A barra deverá estar posicionada em distância adequada do alvo, conforme recomendação do fabricante do equipamento e pontas, de acordo com o ângulo de abertura do jato. Quanto maior a distância entre a barra de pulverização e o alvo a ser atingido, maior a exposição das gotas às condições ambientais adversas, acarretando perdas por evaporação e transporte pelo vento.

APLICAÇÃO AÉREA

- Equipamento de aplicação: Utilizar aeronaves providas de barras apropriadas. Ao aplicar o produto, seguir sempre as recomendações da bula. Proceder a regulagem do equipamento de aplicação para assegurar uma distribuição uniforme da calda e boa cobertura do alvo desejado. Evitar a sobreposição ou falha entre as faixas de aplicação utilizando tecnologia apropriada.
- Volume de calda por hectare (taxa de aplicação): Recomenda-se o volume de calda entre 30 a 50 litros/ha.
- Seleção de pontas de pulverização: A seleção correta da ponta é um dos parâmetros mais importantes para boa cobertura do alvo e redução da deriva. Pontas que produzem gotas finas apresentam maior risco de deriva e de perdas por evaporação. Dentro deste critério, usar pontas que possibilitem boa cobertura das plantas alvo e produzam gotas de classe acima de muito grossas (VC), conforme norma ASABE. Bicos centrífugos produzem gotas menores, podendo favorecer as perdas por evaporação e/ou deriva das gotas (vide CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS). Em caso de dúvida quanto à seleção das pontas, pressão de trabalho e tamanho de gotas gerado, consultar a recomendação do fabricante da ponta (bico). Quando for necessário elevar o volume de aplicação, optar por pontas que permitam maior vazão (maior orifício) ao invés do aumento da pressão de trabalho.
- Altura de vôo e faixa de aplicação: Altura de vôo deverá ser de 3 a 6 metros do alvo a ser atingido, atentando à segurança da operação e à cobertura adequada do alvo. Evitar a sobreposição ou falha entre as faixas de aplicação utilizando tecnologia apropriada. O uso de marcadores humanos de faixa não é recomendado, pois trata-se de situação potencialmente perigosa devido à exposição direta destes marcadores aos agroquímicos. Atentar à legislação vigente quanto às faixas de segurança, distância de áreas urbanas e de preservação ambiental. A aplicação deve ser interrompida, imediatamente, caso qualquer pessoa, área, vegetação, animais ou propriedades não envolvidos na operação sejam expostos ao produto.

O aplicador do produto deve considerar todos estes fatores para uma adequada utilização, evitando atingir áreas não alvo. Todos os equipamentos de aplicação devem ser corretamente calibrados e o responsável pela aplicação deve estar familiarizado com todos os fatores que interferem na ocorrência da deriva, minimizando assim o risco de contaminação de áreas adjacentes.

CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS

- Velocidade do vento: A velocidade do vento adequada para pulverização deve estar entre 05 e 10 km/h dependendo da configuração do sistema de aplicação. A ausência de vento pode indicar situação de inversão térmica, que deve ser evitada. A topografia do terreno pode influenciar os padrões de vento e o aplicador deve estar familiarizado com estes padrões. Ventos e rajadas acima destas velocidades favorecem a deriva e contaminação das áreas adjacentes. Deixar uma faixa de bordadura adequada para aplicação quando houver culturas sensíveis na direção do vento.

- Temperatura e umidade: Aplicar apenas em condições ambientais favoráveis. Baixa umidade relativa do ar e altas temperaturas aumentam o risco de evaporação da calda de pulverização, reduzindo a eficácia do produto e aumentando o potencial de deriva. Evitar aplicações em condições de baixa umidade relativa do ar (menores que 60%) e altas temperaturas (maiores que 30ºC). Não aplicar o produto em temperaturas muito baixas ou com previsão de geadas.
- Período de chuvas: A ocorrência de chuvas dentro de um período de quatro (4) horas após a aplicação pode afetar o desempenho do produto. Não aplicar logo após a ocorrência de chuva ou em condições de orvalho.

As condições de aplicação poderão ser alteradas a critério do engenheiro agrônomo da região. O potencial de deriva é determinado pela interação de fatores relativos ao equipamento de pulverização e ao clima (velocidade do vento, umidade e temperatura). Adotar práticas que reduzam a deriva é responsabilidade do aplicador.

LIMPEZA DE TANQUE

Logo após o uso, limpar completamente o equipamento de aplicação (tanque, barra, pontas e filtros) realizando a tríplice lavagem antes de utilizá-lo na aplicação de outros produtos / culturas. Recomenda-se a limpeza de todo o sistema de pulverização após cada dia de trabalho, observando as recomendações abaixo: Antes da primeira lavagem, assegurar-se de esgotar ao máximo a calda presente no tanque. Lavar com água limpa, circulando a água por todo o sistema e deixando esgotar pela barra através das pontas utilizadas. A quantidade de água deve ser a mínima necessária para permitir o correto funcionamento da bomba, agitadores e retornos/aspersores internos do tanque. Para pulverizadores terrestres, a água de enxague deve ser descartada na própria área aplicada. Para aeronaves, efetuar a limpeza e descarte em local adequado. Encher novamente o tanque com água limpa e agregar uma solução para limpeza de tanque na quantidade indicada pelo fabricante. Manter o sistema de agitação acionado por no mínimo 15 minutos. Proceder o esgotamento do conteúdo do tanque pela barra pulverizadora à pressão de trabalho. Retirar as pontas, filtros, capas e filtros de linha quando existentes e colocá-los em recipiente com água limpa e solução para limpeza de tanque. Realizar a terceira lavagem com água limpa e deixando esgotar pela barra.

Todas as condições descritas acima para aplicações terrestres e aéreas poderão ser alteradas a critério do Engenheiro Agrônomo da região, observando-se as indicações de bula. Observar também as orientações técnicas dos programas de manejo integrado e de resistência de pragas.

INTERVALO DE SEGURANÇA

Algodão, Soja e Milho: 60 dias
Fumo e Gladíolo: Uso não alimentar
Feijão: 45 dias

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO

Poast® é indicado para uso em culturas num estado normal de sanidade e desenvolvimento; não apresenta limitações de uso desde que seja usado em plantas infestantes, conforme indicações de uso recomendadas. Poast® é recomendado no controle de milho voluntário, somente quando o mesmo não for oriundo de áreas plantadas com cultivar de milho resistente a SETOXIDIM. Poast® é seletivo para os cultivares de milho híbrido resistentes a SETOXIDIM, existem híbridos/variedades que não devem ser tratadas com o produto.

Antes de aplicar Poast® na cultura de Milho, consulte a empresa produtora de semente de milho hibrido, a BASF ou um Engenheiro Agrônomo, sobre os híbridos/variedades recomendadas para o tratamento.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

O manejo de plantas daninhas é um procedimento sistemático adotado para minimizar a interferência das plantas daninhas e otimizar o uso do solo, por meio da combinação de métodos preventivos de controle. A integração de métodos de controle:
(1) cultural (rotação de culturas, variação de espaçamento e uso de cobertura verde);
(2) mecânico ou físico (monda, capina manual, roçada, inundação, cobertura não viva e cultivo mecânico);
(3) controle biológico;
(4) controle químico tem como objetivo mitigar o impacto dessa interferência com o mínimo de dano ao meio ambiente.

O uso sucessivo de herbicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população da planta daninha alvo resistente a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e um consequente prejuízo. Como prática de manejo de resistência de plantas daninhas e para evitar os problemas com a resistência, seguem algumas recomendações:
• Rotação de herbicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo A para o controle do mesmo alvo, quando apropriado.
• Adotar outras práticas de controle de plantas daninhas seguindo as boas práticas agrícolas.
• Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto.
• Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e a orientação técnica da aplicação de herbicidas.
• Informações sobre possíveis casos de resistência em plantas daninhas devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas (SBCPD: www.sbcpd.org), Associação Brasileira de Ação à Resistência de Plantas Daninhas aos Herbicidas (HRAC-BR: www.hrac-br.org), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).

GRUPO A HERBICIDA

O produto herbicida Poast® é composto por setoxidim, que apresenta mecanismo de ação dos inibidores da ACCase (Acetil CoA carboxilase), pertencente ao Grupo A, segundo classificação internacional do HRAC (Comitê de Ação à Resistência de Herbicidas).