Sigoli CI

Geral
Nome Técnico:
Ácido Nonanóico
Registro MAPA:
37624
Empresa Registrante:
Globachem
Composição
Ingrediente Ativo Concentração
Octanecarboxyic acid 650 g/L
Classificação
Técnica de Aplicação:
Aérea, Terrestre, Drone
Classe Agronômica:
Inseticida
Toxicológica:
5 - Produto Improvável de Causar Dano Agudo
Ambiental:
IV - Produto pouco perigoso ao meio ambiente
Inflamabilidade:
Não inflamável
Corrosividade:
Não corrosivo
Formulação:
Concentrado Emulsionável (EC)
Modo de Ação:
Contato, Sistêmico
Agricultura Orgânica:
Não

Indicações de Uso

Café Recomendação Dosagem Produtos Similares
Hypothenemus hampei (Broca do café) veja aqui

Embalagens

Lavabilidade Tipo de Embalagem Material Características Acondicionamento Capacidade
Lavável Bombona Plástico Rígida Líquido 1; 5; 10 e 20 L
Lavável Bombona Metálico Rígida Líquido 1; 5; 10 e 20 L
Lavável Frasco Plástico Rígida Líquido 1; 5; 10 e 20 L
Lavável Frasco Metálico Rígida Líquido 1; 5; 10 e 20 L

INSTRUÇÕES DE USO DO PRODUTO

SIGOLI é um inseticida pertencente ao grupo químico dos ácidos caboxílicos com ação classificada como Modo de Ação Desconhecido ou Incerto (UNE) e indicado para o controle das pragas mencionadas nas culturas.


MODO/EQUIPAMENTO DE APLICAÇÃO

O Sigoli® pode ser aplicado por via terrestre, com pulverizadores costais ou tratorizados, e por via aérea, com aeronave tripulada ou aeronave remotamente pilotada (ARP), observadas, em cada caso, as recomendações desta bula e a legislação específica aplicável à modalidade de aplicação.

A boa cobertura dos alvos (todos os tecidos da parte aérea das plantas) é fundamental para o sucesso do controle das pragas, independentemente do equipamento utilizado. Assim, o tipo e a calibração do equipamento, o estágio de desenvolvimento da cultura e as condições ambientais em que a aplicação é conduzida devem balizar o volume de calda, a pressão de trabalho e o diâmetro de gotas a serem utilizados.

Equipamento de aplicação terrestre:
Utilizar pulverizador recomendado para cada tipo de cultura e topografia do terreno, com espaçamento, vazão, pressão de trabalho corretamente calibrados. Ajustar a velocidade do equipamento para a vazão/volume de calda desejada.
Seguir as recomendações técnicas que reduzam a deriva como a aplicação a uma altura de no mínimo 50 cm e velocidade reduzida.

Equipamento de aplicação aérea:
Equipamento de pulverização:
Deve-se considerar para cada aeronave utilizada uma altura mínima de 2 metros acima do topo da planta. A largura da faixa de deposição efetiva varia principalmente com a altura de voo, porte da aeronave e diâmetro das gotas.
Para drone, utilizar classe de gotas média a grossa, ajustada conforme ponta, pressão, rotação dos bicos e modelo do equipamento, visando reduzir deriva e assegurar deposição adequada no alvo.
A cobertura deve ser uniforme sobre o alvo, com adequada sobreposição das faixas de aplicação e sem falhas de deposição.
Volume ou taxa de aplicação com drone: 20–40 L/ha, condicionado à calibração do equipamento, à cobertura do alvo e à validação do responsável técnico.

Condições climáticas ideais:
Recomenda-se aplicar com temperatura próxima a 30°C, umidade relativa acima de 50% e vento entre 3 e 10 km/h, evitando inversão térmica, rajadas, orvalho, chuva iminente ou estresse hídrico das plantas.


PREPARO DA CALDA PARA PULVERIZAÇÃO

Deve-se encher o tanque do pulverizador com água até a metade de seu volume e adicionar SIGOLI na dose recomendada. Manter o misturador mecânico ou o retorno em funcionamento e completar o volume do tanque com água. Manter a agitação da calda de forma contínua durante todo o preparo e durante a aplicação do produto, para manter homogênea a calda de pulverização.
Prepare apenas a quantidade de calda necessária para completar o tanque de aplicação, pulverizando logo após sua preparação.
Realizar o processo de tríplice lavagem da embalagem durante o preparo da calda.


LIMPEZA DO TANQUE DE PULVERIZAÇÃO

Imediatamente após a aplicação do produto, proceda a limpeza de todo equipamento utilizado (tanque, barra, pontas e filtros) realizando a tríplice lavagem antes de utilizá-lo na aplicação de outros produtos/culturas.
Antes da primeira lavagem, assegurar-se de esgotar ao máximo a calda presente no tanque. Lavar com água limpa, circulando a água por todo o sistema e deixando esgotar pela barra através das pontas utilizadas. A quantidade de água deve ser a mínima necessária para permitir o correto funcionamento da bomba, agitadores e retornos/aspersores internos do tanque.
- Para pulverizadores terrestres, a água de enxague deve ser descartada na própria área aplicada.
- Para aeronaves, efetuar a limpeza e descarte em local adequado.
Encher novamente o tanque com água limpa e manter o sistema de agitação acionado por no mínimo 15 minutos. Proceder o esgotamento do conteúdo do tanque pela barra pulverizadora à pressão de trabalho. Retirar as pontas, filtros, capas e filtros de linha quando existentes e colocá-los em recipiente com água limpa. Realizar a terceira lavagem com água limpa e deixando esgotar pela barra.
Adote todas as medidas de segurança necessárias durante a limpeza e utilize os equipamentos de proteção individual recomendados para este fim no item “Dados Relativos à Proteção da Saúde Humana”.
Não limpe equipamentos próximo à nascente, fontes de água ou plantas úteis. Descarte os resíduos da limpeza de acordo com a legislação Municipal, Estadual e Federal vigente na região da aplicação.



INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:

Não permita que os trabalhadores entrem na área tratada durante as primeiras 4 horas após a aplicação. Em caso de necessidade da entrada antes dessas 4 horas, deve ser usado equipamento padrão de proteção pessoal (calças compridas, camisa de manga comprida, sapatos fechados e luvas).


LIMITAÇÕES DE USO:

Fitotoxicidade para as culturas indicadas: Nas culturas e doses recomendadas não houve qualquer efeito fitotóxico.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle. A integração dos métodos de controle cultural, mecânico ou físico, controle biológico e controle químico, juntamente com a adoção das boas práticas agrícolas, visam o melhor equilíbrio do sistema.

GRUPO UNE INSETICIDA

A resistência de pragas a agrotóxicos ou qualquer outro agente de controle pode tornar-se um problema econômico, ou seja, fracassos no controle da praga podem ser observados devido à resistência.
O inseticida SIGOLI pertence ao grupo UNE (Extratos botânicos – Monoésteres de ácidos graxos) e o uso repetido deste inseticida ou de outro produto do mesmo grupo pode aumentar o risco de desenvolvimento de populações resistentes em algumas culturas.
Para manter a eficácia e longevidade do SIGOLI como uma ferramenta útil de manejo de pragas agrícolas, é necessário seguir as seguintes estratégias que podem prevenir, retardar ou reverter a evolução da resistência.
Adotar as práticas de manejo a inseticidas, tais como:
• Rotacionar produtos com mecanismo de ação distinto do Grupo UNE. Sempre rotacionar com produtos de mecanismo de ação efetivos para a praga alvo.
• Usar SIGOLI ou outro produto do mesmo grupo químico somente dentro de um “intervalo de aplicação” (janelas) de cerca de 30 dias.
• Aplicações sucessivas de SIGOLI podem ser feitas desde que o período residual total do “intervalo de aplicações” não exceda o período de uma geração da praga-alvo.
• Seguir as recomendações de bula quanto ao número máximo de aplicações permitidas. No caso específico do SIGOLI, o período total de exposição (número de dias) a inseticidas do grupo químico dos Ácido carboxílicos não deve exceder 50% do ciclo da cultura ou 50% do número total de aplicações recomendadas na bula.
• Respeitar o intervalo de aplicação para a reutilização do SIGOLI ou outros produtos do mesmo Grupo UNE quando for necessário;
• Sempre que possível, realizar as aplicações direcionadas às fases mais suscetíveis das pragas a serem controladas;
• Adotar outras táticas de controle, previstas no Manejo Integrado de Pragas (MIP) como rotação de culturas, controle biológico, controle por comportamento etc., sempre que disponível e apropriado;
• Utilizar as recomendações e da modalidade de aplicação de acordo com a bula do produto;
• Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e para a orientação técnica na aplicação de inseticidas;
• Informações sobre possíveis casos de resistência em insetos e ácaros devem ser encaminhados para o IRAC-BR (www.irac-br.org.br), ou para o Ministério da Agricultura e Pecuária (www.agricultura.gov.br).

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