Bula Smite - Sumitomo
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Bula Smite

Etoxazol
15407
Sumitomo

Composição

Etoxazol 110 g/L

Classificação

Terrestre
Acaricida
5 - Produto Improvável de Causar Dano Agudo
III - Produto perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Suspensão Concentrada (SC)
Contato, Translaminar

Algodão

Calda Terrestre Dosagem
Tetranychus urticae (Ácaro rajado)

Citros

Calda Terrestre Dosagem
Brevipalpus phoenicis (Ácaro da leprose)

Crisântemo

Calda Terrestre Dosagem
Tetranychus urticae (Ácaro rajado)

Tomate

Calda Terrestre Dosagem
Tetranychus urticae (Ácaro rajado)

Frasco plástico com capacidade para 100; 150; 200; 250, 300 e 500 mL e 1; 1,5 e 2 L.

Bombona plástica com capacidade para 2, 5; 6, 10; 20, 25, 50 e 100 L.

Balde plástico ou de metal com capacidade para 5; 10; 20 e 50 L.

Tambor de ibra/plástico/metálico de 25, 50, 100, 110, 150 e 200 L

Isocontainer metálico de 100, 200, 500, 1000, 1100, 1200, 1300, 1500, 2000, 2500, 5000, 10000 L

INSTRUÇÕES DE USO

SMITE é um acaricida com excelente ação sobre os ácaros dos gêneros Brevipalpus e Tetranychus. O modo de ação do SMITE é de contato e ação translaminar, atua principalmente como ovicida, e no caso de larvas e ninfas atua inibindo o processo normal de mudança dos estádios dos ácaros, impedindo que as formas jovens tornem-se adultos. SMITE apresenta efeito esterilizante, ou seja, as fêmeas que entrarem em contato com o SMITE passam a colocar ovos inviáveis. SMITE apresenta baixo efeito adverso aos insetos benéficos, podendo ser utilizado como ferramenta para o Manejo Integrado de Pragas (MIP) nas culturas.

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO

As aplicações do SMITE devem ser iniciadas logo no início da infestação do ácaro praga, quando forem constatadas a presença de ovos ou as primeiras “ninfas” ou formas jovens nas folhas.
SMITE não controla ácaros adultos e, portanto, em condições de alta incidência deve-se intercalar as aplicações com outros produtos adulticida do programa de Manejo de Pragas, realizando no máximo 2 aplicações de SMITE, por ciclo da cultura.
Apesar de SMITE ter ação translaminar, as pulverizações devem ser feitas de modo a atingir os ovos e formas jovens ou ninfas, na face inferior das folhas para se obter máxima performance no controle. É importante observar o nível populacional de “adultos”, e se for alto, recomenda-se aplicar antes um produto que tenha ação sobre os adultos e logo em seguida aplicar o SMITE.
Frequência e Intervalos de Aplicação:
• ALGODÃO: Realizar a aplicação quando se atingir o nível de controle (10% das plantas atacadas), devendo utilizar o volume de calda variando entre 250 a 300 litros/ha, dependendo da variedade e o estágio de crescimento das plantas;
• CITROS: Realizar a aplicação quando atingir o nível de controle, utilizando-se de 1.800 a 2.000 litros de volume de calda/ha, devendo-se gastar de 5 a 10 litros de calda/planta dependendo da variedade, do espaçamento de plantio e estádio de desenvolvimento das plantas;
• TOMATE: Aplicar utilizando um volume de até 1.000 litros de calda/ha, dependendo do estádio de desenvolvimento das plantas;
• CRISÂNTEMO: Recomenda-se aplicar até 2 aplicações com intervalo de 7 dias, gastando-se de 1.000 a 1.600 litros de calda/ha, dependendo do sistema de cultivo e estádio de desenvolvimento da cultura.

MODO DE APLICAÇÃO

SMITE deve ser aplicado em pulverização via terrestre utilizando-se pulverizador costal manual, ou pulverizador tratorizado, munido de bicos adequados.
Em caso de aplicação com pulverizadores tratorizados dotado com barra/bicos, recomenda-se o uso de bicos cônicos tipo D2, D3 ou séries X2, X3, e pressão de 80 a 150 lbs/pol². Deve-se regular o pulverizador de tal forma que a altura da barra fique de 30 a 50 cm acima do topo das plantas, e a distância entre bicos de 30 a 50 cm entre si. Em caso de aplicação em plantas frutíferas tal como citros, recomenda-se o uso do equipamento pulverizador tipo Turbo Atomizador, devendo-se calibrar o equipamento para gastar o volume de calda suficiente para dar cobertura uniforme em toda a parte aérea das plantas até o ponto de escorrimento da calda.
Usando-se outros tipos de equipamento, procurar obter uma cobertura uniforme em toda a parte aérea das plantas.

Condições climáticas:
As aplicações devem ser feitas nas horas mais frescas do dia, de preferência na parte da manhã ou no final da tarde em condições de temperatura inferior à 30ºC, umidade relativa do ar acima de 70% e ventos abaixo de 10 km/hora, para evitar ao máximo, a perda por deriva e/ou evaporação.
OBS: Em caso de dúvidas, consultar um Engenheiro Agrônomo.

INTERVALO DE SEGURANÇA

Algodão e Citros: 14 dias;
Tomate: 1 dia;
Crisântemo: Uso Não Alimentar.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Mantenha afastados das áreas de aplicação, crianças, animais domésticos e pessoas desprotegidas. A reentrada pode ser feita logo após o secamento do produto sobre as plantas, desde que esteja usando os Equipamentos de Proteção Individual.

LIMITAÇÕES DE USO

Não misture SMITE com Calda Bordaleza. Após a aplicação do SMITE, não deve ser aplicada calda bordaleza ou vice-versa por pelo menos 2 semanas.
Fitotoxicidade: não há.

Outras Restrições

Não há, desde que siga corretamente as instruções da bula.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Sempre que houver disponibilidade de informações sobre programas de Manejo Integrado, provenientes da pesquisa pública ou privada, recomenda-se que estes programas sejam implementados.

A resistência de pragas a agrotóxicos ou qualquer outro agente de controle pode tornar-se um problema econômico, ou seja, fracassos no controle da praga podem ser observados devido à resistência.
O acaricida SMITE pertence ao Grupo 10B (inibidores de crescimento de ácaros - Etoxazol) e o uso repetido deste acaricida ou de outro produto do mesmo grupo pode aumentar o risco de desenvolvimento de populações resistentes em algumas culturas.
Para manter a eficácia e longevidade do SMITE como uma ferramenta útil de manejo de pragas agrícolas, é necessário seguir as seguintes estratégias que podem prevenir, retardar ou reverter a evolução da resistência:
Adotar as práticas de manejo à acaricidas, tais como:
• Rotacionar produtos com mecanismo de ação distinto do Grupo 10B. Sempre rotacionar com produtos de mecanismo de ação efetivos para a praga alvo.
• Usar SMITE ou outro produto do mesmo grupo químico somente dentro de um “intervalo de aplicação” (janelas) de cerca de 30 dias.
• Aplicações sucessivas de SMITE podem ser feitas desde que o período residual total do “intervalo de aplicações” não exceda o período de uma geração da praga-alvo.
• Seguir as recomendações de bula quanto ao número máximo de aplicações permitidas. No caso específico do SMITE, o período total de exposição (número de dias) a acaricidas do Grupo 10B não deve exceder 50% do ciclo da cultura ou 50% do número total de aplicações recomendadas na bula.
• Respeitar o intervalo de aplicação para a reutilização do SMITE ou outros produtos do Grupo 10B quando for necessário;
• Sempre que possível, realizar as aplicações direcionadas às fases mais suscetíveis das pragas a serem controladas;
• Adotar outras táticas de controle, previstas no Manejo Integrado de Pragas (MIP) como rotação de culturas, controle biológico, controle por comportamento etc., sempre que disponível e apropriado;
• Utilizar as recomendações e da modalidade de aplicação de acordo com a bula do produto;
• Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e para a orientação técnica na aplicação de acaricidas;
• Informações sobre possíveis casos de resistência em insetos e ácaros devem ser encaminhados para o IRAC-BR (www.irac-br.org.br), ou para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (www.agricultura.gov.br).

PT - Borneo Técnico registro nº 01307.