Bula Surtivo Soja - Agbitech

Bula Surtivo Soja

acessos
Chrysodeixis includens nucleopolyhedrovirus (ChinNPV) + Helicoverpa armígera nucleopolihedrovirus (HaNPV = HearNPV)
23218
Agbitech

Composição

Baculovirus Helicoverpa armigera (HearSNPV) 202 g/L Inseticida biológico
Chrysodeixis includens nucleopolyhedrovirus (ChinNPV) 202 g/L Inseticida microbiológico

Classificação

Inseticida microbiológico
IV - Pouco tóxico
IV - Produto pouco perigoso ao meio ambiente
Não inflamável
Não corrosivo
Suspensão Concentrada (SC)
Ingestão

Todas as culturas com ocorrência do alvo biológico Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Falsa-Medideira
(Chrysodexis includens)
50 a 200 mL p.c./ha 100 L de calda/ha 30 L de calda/ha (aéreo) Realizar uma aplicação. Não determinado. Realizar uma aplicação com as doses menores no inicio de infestação, quando as lagartas estão pequenas até 11 mm (1° a 3º instar) para Chrysodeixis includens
Helicoverpa
(Helicoverpa armigera)
50 a 200 mL p.c./ha 100 L de calda/ha 30 L de calda/ha (aéreo) Realizar uma aplicação. Não determinado. Realizar uma aplicação com as doses menores no inicio de infestação, quando as lagartas estão pequenas até 13mm (1° a 3º instar) para Helicoverpa armigera

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO:

Momento de Aplicação: O vírus é mais eficaz em lagartas de tamanho entre 1 - 11 mm (1° e 3° ínstar) para a espécie Chrysodeixis includens, e entre 1-13 mm (1° a 3° ínstar) para a espécie de helicoverpa

armigera. Assim sendo, a aplicação deve ser realizada no início da infestação da praga e tão logo forem observadas lagartas de primeiro a segundo ínstar (muito pequenas a pequenas). Deve ser feito um monitoramento frequente e cuidadoso da lavoura, haja visto que acertar o momento de aplicação é fundamental para obter os melhores resultados.
Deve-se usar as menores doses em épocas de menor ocorrência das pragas alvo e em condições de infestação baixa e homogênea com lagartas de 1° e 2° intares. As maiores doses devem ser utilizadas quando já for observado um complexo de lagartas de 2° e 3° instares.
Recomenda-se o uso de SURTIVO® Soja como um componente em programas de Manejo Integrado de Pragas (MIP). Não se recomenda o o seu uso em aplicações curativas e com lagartas maiores que 3° ínstar. Opções alternativas de controle devem ser consideradas em condições de súbita e alta pressão da praga, quando é necessário um efeito mais rápido para evitar danos expressivos ao cultivo.

Condições de Aplicação: A primeira hora após a aplicação é muito importante pois é nesse período que se dá a maior parte da contaminação inicial das lagartas. Em condições propícias, as lagartas infectadas representam o inóculo e amplificam o vírus. Após a sua morte, estas lagartas liberam grande quantidade de partículas virais no ambiente, podendo infecções secundárias prover supressão prolongada da população da praga, em função da auto-replicação viral a campo.
A faixa de temperatura ideal para ação de SURTIVO® Soja é de 18 a 35°C. Não se deve aplicar o produto com temperatura abaixo de 18°C, pois nestas condições as lagartas tendem a não se alimentar e portanto, não ingerem as partículas virais. Evitar fazer a aplicação nas horas mais quentes do dia (>35°C), com condições de umidade relativa baixa (<40%) e/ou quando chuvas fortes (>20 mm) estiverem previstas dentro de uma hora após a aplicação. Chuvas mais leves e orvalho após a aplicação favorecem a multiplicação e dispersão do vírus.

MODO DE APLICAÇÃO:
SURTIVO® Soja é indicado para uso em aplicações foliares tanto terrestres quanto aéreas. Os parâmetros de aplicação (bicos, largura e altura de barra, pressão, velocidade, etc.) devem ser definidos de forma a garantir a melhor cobertura possível das partes das plantas a serem protegidas.

Preparo da Calda: Agitar bem a embalagem de SURTIVO® Soja antes de usar. O equipamento usado na aplicação de SURTIVO® Soja deve estar limpo e sem qualquer resíduo prévio de outros defensivos. O abastecimento do pulverizador deve ser feito enchendo o tanque até à metade da sua capacidade com água, adicionar o produto, e por fim, completar o volume com água. Agitação constante deve ser mantida durante todo o processo de preparo da calda e durante a sua aplicação. Deve-se preparar somente a quantidade de calda necessária para completar um tanque de pulverização, procedendo à aplicação o mais rápido possível após o preparo da calda.
O vírus em SURTIVO® Soja pode se tornar inativo se a calda for deixada no pulverizador por tempo prolongado (> 10 horas). Cuidado deve ser tomado com o pH da calda, pois pH > 8 danifica o vírus, reduzindo a eficiência de SURTIVO® Soja. Se o pH da calda estiver > 8, é necessário ajustar o pH, usando acidificadores registrados para esta finalidade.

Aplicação Terrestre
Utilizar um volume de calda suficiente para obter a melhor cobertura possível. Em aplicações com pulverizadores terrestres, recomenda-se um volume mínimo de 100 litros/ha.

Aplicação Aérea
Utilizar um volume de calda suficiente para obter a melhor cobertura possível. Em aplicações aéreas de calda misturada em água, recomenda-se um volume mínimo de 30 litros/ha. Este tipo de aplicação é particularmente vulnerável à evaporação das gotas, principalmente em condições de temperatura acima de 35ºC e umidade relativa abaixo de 40%. A perda por evaporação das gotas prejudica a cobertura e pode diminuir muito a quantidade de produto que efetivamente atinge as plantas, diminuindo a eficiência de SURTIVO® Soja. Em condições de clima quente (>35ºC) e seco (40%), deve-se evitar este tipo de aplicação. Em aplicações aéreas de calda misturada em óleo (ultra-baixo volume), recomenda-se um volume mínimo de 3 litros/ha. Neste tipo de aplicação onde o produto e diluído em óleo, não se deve misturar SURTIVO® Soja com outros pesticidas pois a forma não diluída destes produtos pode danificar a vírus e tornar o SURTIVO® Soja inativo.

Aplicação por Sistemas de Irrigação: SURTIVO® Soja pode ser aplicado através de sistemas de irrigação por aspersão. Como nas outras formas de aplicação, deve-se assegurar que a água esteja

limpa e que o pH esteja abaixo de 8. Manter a calda em constante agitação. Injetar a dose adequada, de modo contínuo e homogêneo ao longo do ciclo da irrigação, de forma a obter a maior concentração e retenção do produto sobre as folhas. Para melhores resultados com SURTIVO® Soja, a lâmina de água deve ser igual ou inferior a 10 mm.

Intervalo de Segurança: Não determinado em função da não necessidade de estipular o limite máximo de resíduo (LMR) para este ingrediente ativo.

Intervalo de re-entrada de pessoas nas culturas e áreas tratadas: Recomenda-se aguardar até a secagem completa da calda (mínimo de 2 horas), antes da re-entrada na área tratada, evitando-se sempre que possível, que pessoas alheias ao tratamento com a cultura e animais domésticos circulem pela área tratada. Caso haja necessidade de entrar na área tratada antes da secagem total da calda aplicada, utilizar os EPI’s indicados para uso durante a aplicação no item “DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA”.

Fitotoxicidade: o produto não causa fitotoxicidade segundo as recomendações de uso indicadas na bula.

Limitações de Uso: Evitar aplicar SURTIVO® Soja nas seguintes condições:
- Em situações curativas com alta infestação e lagartas maiores que 8 mm;
- Quando se antecipa chuva intensa (> 20 mm/hora) até 1 hora após a aplicação;
- Com temperaturas abaixo de 18°C ou acima de 35°C;
- Com umidade relativa abaixo de 40%;
- Com pH de calda acima de 8;
- Em aplicações via solo;

INFORMAÇÕES SOBRE O MANEJO DE RESISTÊNCIA E MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS:

PRAGAS:
O nucleopoliedrovírus ChinNPV e HearNPV em SURTIVO® Soja, tem um modo de ação distinto e complexo (IRAC Grupo 31, classificação de inseticidas por modo de ação).
Dentro do trato digestivo das lagartas, o envelope protéico é dissolvido, liberando as partículas virais que atravessam a membrana peritrófica, ligando-se a receptores específicos na membrana das células colunares do intestino médio do hospedeiro. Um grupo de 8 proteínas codificadas por Baculovírus NPVs específicos (PIFS, per os infectivity factors) formam um complexo de entrada macromolecular na superfície das partículas virais, iniciando a infeção primária no intestino médio. Estas proteínas são fundamentais em determinar a especificidade do vírus. Após a fusão, as células epiteliais do hospedeiro começam a produzir partículas virais que infectam outros tecidos via contato célula-a-célula e através da hemolinfa, levando à ruptura dos tecidos e morte do inseto.
Não são relatados casos de resistência de Chrysodeixis includens e Helicoverpa armigera ao vírus ChinNPV; HearNPV e o risco de desenvolvimento de resistência a SURTIVO® Soja é considerado relativamente baixo devido ao seu complexo modo de ação.
No entanto, boas práticas de manejo de resistência devem ser sempre seguidas para manter a eficácia e longevidade de SURTIVO® Soja como uma ferramenta útil de manejo de Chrysodeixis includens e Helicoverpa armigera.
As aplicações de SURTIVO® Soja devem ser sempre direcionadas à fase mais susceptível da praga alvo, ou seja, lagartas menores que 12 mm. SURTIVO® Soja deve ser usado como parte de uma estratégia de manejo de resistência de pragas que incluem a rotação de produtos eficientes e com diferentes modos de ação. Sempre que disponíveis e eficazes, devem-se integrar múltiplos métodos de controle de Chrysodeixis includens e Helicoverpa armigera (ex.: químico, biológico, cultural) dentro de programas de Manejo Integrado de Pragas (MIP). Qualquer agente de controle de insetos pode ficar menos efetivo ao longo do tempo se o inseto-alvo desenvolver algum mecanismo de resistência.
O Comitê Brasileiro de Ação a Resistência a Inseticidas - IRAC-BR recomenda as seguintes estratégias de manejo de resistência a inseticidas (MRI), visando prolongar a vida útil dos mesmos:
• Utilizar Utilizar somente as doses recomendadas e não utilizar inseticidas com o mesmo modoc de ação em gerações consecutivas da mesma praga.
• Consultar um Engenheiro Agrônomo para orientações mais detalhadas sobre o Manejo de Resistência a Inseticidas.
• Visitar o site do IRAC (www.irac-online.org.br) para obter mais informações sobre o manejo de resistência de pragas a inseticidas.

INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS:
Além dos métodos recomendados para o manejo de resistência inseticidas, incluir outros métodos de controle de insetos (ex.: Controle Químico, Cultural, Biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Pragas (MIP), quando disponíveis e apropriado.

RESTRIÇÕES ESTABELECIDAS POR ÓRGÃO COMPETENTE DO ESTADO, DISTRITO FEDERAL OU MUNICIPAL:
De acordo com as recomendações aprovadas pelos órgãos responsáveis

Precauções quanto a Saúde Humana

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

Precauções quanto ao Meio Ambiente

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS:

Além dos métodos recomendados para o manejo de resistência inseticidas, incluir outros métodos de controle de insetos (ex.: Controle Químico, Cultural, Biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Pragas (MIP), quando disponíveis e apropriado.

INFORMAÇÕES SOBRE O MANEJO DE RESISTÊNCIA:

PRAGAS:

O nucleopoliedrovírus ChinNPV e HearNPV em SURTIVO® Soja, tem um modo de ação distinto e complexo (IRAC Grupo 31, classificação de inseticidas por modo de ação).
Dentro do trato digestivo das lagartas, o envelope protéico é dissolvido, liberando as partículas virais que atravessam a membrana peritrófica, ligando-se a receptores específicos na membrana das células colunares do intestino médio do hospedeiro. Um grupo de 8 proteínas codificadas por Baculovírus NPVs específicos (PIFS, per os infectivity factors) formam um complexo de entrada macromolecular na superfície das partículas virais, iniciando a infeção primária no intestino médio. Estas proteínas são fundamentais em determinar a especificidade do vírus. Após a fusão, as células epiteliais do hospedeiro começam a produzir partículas virais que infectam outros tecidos via contato célula-a-célula e através da hemolinfa, levando à ruptura dos tecidos e morte do inseto.
Não são relatados casos de resistência de Chrysodeixis includens e Helicoverpa armigera ao vírus ChinNPV; HearNPV e o risco de desenvolvimento de resistência a SURTIVO® Soja é considerado relativamente baixo devido ao seu complexo modo de ação.
No entanto, boas práticas de manejo de resistência devem ser sempre seguidas para manter a eficácia e longevidade de SURTIVO® Soja como uma ferramenta útil de manejo de Chrysodeixis includens e Helicoverpa armigera.
As aplicações de SURTIVO® Soja devem ser sempre direcionadas à fase mais susceptível da praga alvo, ou seja, lagartas menores que 12 mm. SURTIVO® Soja deve ser usado como parte de uma estratégia de manejo de resistência de pragas que incluem a rotação de produtos eficientes e com diferentes modos de ação. Sempre que disponíveis e eficazes, devem-se integrar múltiplos métodos de controle de Chrysodeixis includens e Helicoverpa armigera (ex.: químico, biológico, cultural) dentro de programas de Manejo Integrado de Pragas (MIP). Qualquer agente de controle de insetos pode ficar menos efetivo ao longo do tempo se o inseto-alvo desenvolver algum mecanismo de resistência.
O Comitê Brasileiro de Ação a Resistência a Inseticidas - IRAC-BR recomenda as seguintes estratégias de manejo de resistência a inseticidas (MRI), visando prolongar a vida útil dos mesmos:
? Utilizar Utilizar somente as doses recomendadas e não utilizar inseticidas com o mesmo modoc de ação em gerações consecutivas da mesma praga.
? Consultar um Engenheiro Agrônomo para orientações mais detalhadas sobre o Manejo de Resistência a Inseticidas.
? Visitar o site do IRAC (www.irac-online.org.br) para obter mais informações sobre o manejo de resistência de pragas a inseticidas.