Bula Tango Cash - Basf

Bula Tango Cash

CI
Epoxiconazol
9701
Basf

Composição

Epoxiconazol 75 g/L

Classificação

Terrestre/Aérea
Fungicida
5 - Produto Improvável de Causar Dano Agudo
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Concentrado Dispersível (DC)
Sistêmico

Frasco de polietileno de 0,5; 0,6; 0,5; 1,0; 1,2; e 1,5 L;

Bombonas de polietileno de 3; 5; 10 e 20 L.

INSTRUÇÕES DE USO

Tango® Cash é um fungicida sistêmico e atua como inibidor da biosíntese do ergosterol, o qual é um constituinte da membrana celular dos fungos, bloqueando o funcionamento da enzima dimetilase a nível de carbono C14 interrompendo totalmente a síntese de ergosterol. Esse efeito se traduz em uma rápida eficácia e apresentando forte efeito curativo e erradicante. Apresenta rápida absorção pelas folhas sendo somente transportado sistemicamente da base para o ápice.

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO

Banana: o produto deverá ser aplicado preventivamente ou no início da infecção para o controle do Mal-de-Sigatoka, com intervalo de até 30 dias entre aplicações.

MODO DE APLICAÇÃO

A aplicação de Tango® Cash por equipamento costal é permitida exclusivamente na cultura da banana, restrita a situações onde outras formas de aplicação mais seguras ao trabalhador não possam ser implementadas.

PREPARO DA CALDA

Tango® Cash deve ser misturado com óleo mineral para pulverização agrícola ou “spray oil” com índice de não sulfonáveis mínimo de 90% como veículo de pulverização.

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO A SEREM USADOS

- APLICAÇÃO TERRESTRE
Para a cultura de banana com atomizador canhão modelo “AF 427 bananeiro” ou pulverizador costal motorizado onde outras formas de aplicação mais seguras ao trabalhador não possam ser implementadas, observando sempre que seja feita uma cobertura total das folhas.
Volume de calda de 15 litros de óleo de pulverização agrícola por hectare.

- APLICAÇÃO AÉREA
- Com uso de barra e bicos:
Utilizar bicos de jato cone vazio do tipo D5 com disco (core) de 45 graus, espaçados a cada 20 cm.
Pressão na barra ao redor de 30 libras.
Volume de calda de 15 litros de óleo de pulverização agrícola por hectare.
Largura da faixa de pulverização, devendo ser estabelecida por teste. Altura de voo de 2 a 3 metros sobre a cultura; em locais onde essa altura não for possível, fazer arremates com passadas transversais, paralelas aos obstáculos.
Vento máximo de 10 km por hora, sem ventos de rajada.

- Com uso de atomizadores rotativos (Micronair AU 3000):
Utilizar 4 atomizadores por barra. Ângulo das pás de 25° a 35°, ajustado segundo as condições de vento, temperatura e umidade relativa, para reduzir ao mínimo as perdas por deriva e evaporação.
Largura de faixa devendo ser estabelecida por teste. Altura de voo de 3 a 4 metros sobre a cultura.
Pressão conforme a vazão, seguindo a tabela do fabricante.
Volume de calda de 15 litros de óleo de pulverização agrícola por hectare.

INTERVALO DE SEGURANÇA

Banana: 3 dias.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Recomenda-se aguardar até que o produto aplicado esteja seco sobre as folhas das plantas tratadas, utilizando equipamentos de proteção individual recomendados pelo Ministério da Saúde.

LIMITAÇÕES DE USO

• A utilização de pulverizador costal para a cultura da banana deverá ser restrita àquelas situações onde outras formas de aplicação mais seguras ao trabalhador não possam ser implementadas.
• Fitotoxicidade ausente para a cultura, na dose e condição recomendada.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

A integração de medidas de controle é premissa básica para um bom manejo de doenças nas plantas cultivadas. As diferentes medidas de controle visam desacelerar, integradamente o ciclo das relações patógeno-hospedeiro. O uso de fungicidas adequados, variedades resistentes, rotação de culturas e controle do ambiente devem ser vistos como métodos de controle mutuamente úteis.
Dentro deste princípio, todas as vezes que seja possível devemos associar as boas práticas agrícola como: Uso racional de fungicidas e aplicação no momento e doses indicadas, fungicidas específicos para um determinado fungo, utilização de cultivares resistentes ou tolerantes, semeadura em épocas menos propícias para o desenvolvimento dos fungos, eliminação de plantas hospedeiras, rotação de culturas, adubação equilibrada, escolha do local para implantação da cultura, etc.
Manejo de doenças de plantas cultivadas deve ser entendido como a utilização de métodos químicos, culturais e biológicos necessários para manter as doenças abaixo do nível de dano econômico.

O uso sucessivo de fungicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população de fungos causadores de doenças resistentes a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e consequente prejuízo.
Como prática de manejo de resistência e para evitar os problemas com a resistência dos fungicidas, seguem algumas recomendações:
- Alternância de fungicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo G1 para o controle do mesmo alvo, sempre que possível;
- Adotar outras práticas de redução da população de patógenos, seguindo as boas práticas agrícolas, tais como rotação de culturas, controles culturais, cultivares com gene de resistência quando disponíveis, etc;
- Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto;
- Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais sobre orientação técnica de tecnologia de aplicação e manutenção da eficácia dos fungicidas;
- Informações sobre possíveis casos de resistência em fungicidas no controle de fungos patogênicos devem ser consultados e/ou informados à Sociedade Brasileira de Fitopatologia (SBF: www.sbfito.com.br), ao Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas (FRAC-BR: www.frac-br.org) e ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).

GRUPO G1 FUNGICIDA

O produto fungicida Tango® Cash é composto por Epoxiconazol, que apresenta mecanismo de ação das C14-desmetilase na biossíntese de esterol (erg11/cyp51), pertencente ao Grupo G1, segundo classificação internacional do FRAC (Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas).