Bula Tordon XT

acessos
Aminopiralide + 2,4 D triisopropanolamina
6215
Dow AgroSciences

Composição

2,4-d-triisopropanolamina 596.9 g/L Ácido ariloxialcanóico
Aminopiralide 76.9 g/L Ácido piridiniloxialcanóico

Classificação

Herbicida
I - Extremamente tóxica
III - Produto perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Concentrado Solúvel (SL)
Seletivo, Sistêmico
Pastagens Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Agriãozinho
(Synedrellopsis grisebachii)
1 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha 50 L de calda/ha (aéreo) Realizar uma aplicação ao ano. 1 dia. Época quente, quando as plantas infestantes estiverem em pleno desenvolvimento vegetativo
Assa peixe
(Vernonia polyanthes)
2,5 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha 50 L de calda/ha (aéreo) Realizar uma aplicação ao ano. 1 dia. Época quente, quando as plantas infestantes estiverem em pleno desenvolvimento vegetativo
Carqueja
(Baccharis trimera)
2,5 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha 50 L de calda/ha (aéreo) Realizar uma aplicação ao ano. 1 dia. Época quente, quando as plantas infestantes estiverem em pleno desenvolvimento vegetativo
Casadinha
(Eupatorium squalidum)
2 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha 50 L de calda/ha (aéreo) Realizar uma aplicação ao ano. 1 dia. Época quente, quando as plantas infestantes estiverem em pleno desenvolvimento vegetativo
Cheirosa
(Hyptis suaveolens)
1 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha 50 L de calda/ha (aéreo) Realizar uma aplicação ao ano. 1 dia. Época quente, quando as plantas infestantes estiverem em pleno desenvolvimento vegetativo
Fedegoso branco
(Senna obtusifolia)
1 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha 50 L de calda/ha (aéreo) Realizar uma aplicação ao ano. 1 dia. Época quente, quando as plantas infestantes estiverem em pleno desenvolvimento vegetativo
Gervão branco
(Croton glandulosus)
1,5 a 2 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha 50 L de calda/ha (aéreo) Realizar uma aplicação ao ano. 1 dia. Época quente, quando as plantas infestantes estiverem em pleno desenvolvimento vegetativo
Guanxuma
(Sida rhombifolia)
1,5 a 2 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha 50 L de calda/ha (aéreo) Realizar uma aplicação ao ano. 1 dia. Época quente, quando as plantas infestantes estiverem em pleno desenvolvimento vegetativo
Guanxuma
(Sida santaremnensis)
1,5 a 2 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha 50 L de calda/ha (aéreo) Realizar uma aplicação ao ano. 1 dia. Época quente, quando as plantas infestantes estiverem em pleno desenvolvimento vegetativo
Guanxuma branca
(Sida glaziovii)
2 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha 50 L de calda/ha (aéreo) Realizar uma aplicação ao ano. 1 dia. Época quente, quando as plantas infestantes estiverem em pleno desenvolvimento vegetativo
Malva branca
(Sida cordifolia)
2 a 2,5 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha 50 L de calda/ha (aéreo) Realizar uma aplicação ao ano. 1 dia. Época quente, quando as plantas infestantes estiverem em pleno desenvolvimento vegetativo

Frasco de metal/plástico - 0,5; 1 Litros
Bombona Plástico - 5; 10; 20; 50 Litros
Balde Metal - 5; 10; 20; 25; 50 Litros
Tambor metal/plástico - 100; 200; 250 Litros
Mini Bulks plástco/metal - 420; 1000 Litros
Isocontainer Plástico/metálico - 10.000; 100.000 Litros e a granel

INSTRUÇÕES DE USO
CULTURA: Pastagens
Quando houver indicação de faixa de doses, utilizar a dose mais alta para plantas mais desenvolvidas ou provenientes de sucessivas roçadas (perenizadas).
A adição de adjuvante à calda na proporção de 0,3% v/v é obrigatória, para possibilitar melhor distribuição das gotículas na superfície foliar, melhor absorção e penetração do produto na planta invasora.

NUMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇAO:
Em pastagens deve-se fazer uma aplicação ao ano na época quente, quando as plantas invasoras a serem controladas estiverem em pleno processo de desenvolvimento vegetativo.

MODO DE APLICAÇÃO:
Crosser é aplicado em volume de água suficiente para uma distribuição uniforme e pulverizado por meio de equipamento tratorizado ou aéreo.
• Aplicação terrestre:
A aplicação em área total com pulverizadores tratorizados deve ser feita com pressão de 40 a 60 libras/polegada quadrada, aplicando-se 200 a 400 litros de calda/ha, observando que esteja ocorrendo uma cobertura uniforme. E proibida a aplicação com equipamento costal ou manual.
Aplicação aérea:
Bicos: Utilizar bicos de jato cônico cheio da série D, com uma deposição mínima de 30
gotas/cm2 e um DMV de 600 a 800 pm sobre as plantas invasoras a serem controladas.
Número de bicos na barra: Utilizar a disposição de bicos que permita a maior uniformidade de distribuição das gotas sobre a faixa de deposição, evitando a influência e perda das gotas pelos vórtices de pontas de asas, fechando apropriadamente os bicos próximos a estas.
Altura de voo: Para qualquer modelo de aeronave agrícola (aviões e helicópteros), utilizar o nível de voo no mínimo a 10 metros em relação ao topo da cultura ou das árvores ou plantas remanescentes, não ultrapassar a altura de 25 a 30 metros em relação ao solo.
Volume de aplicação: 50 L/ha. No efetuar aplicações com bicos rotativos tipo MICRONAIR.
Pressão de trabalho: Deverá ser mantida dentro da faixa de 15 a 30 psi (100 a 200 kPa), qualquer que seja o tipo de aeronave utilizada.
Faixa de deposição: Utilizar a faixa adequada a cada aeronave podendo variar de 18 a 25 metros. Em caso de dúvida, solicitar informações do Departamento Técnico ou Engenheiro Agrônomo da Dow AgroSciences.
Ângulo da barra: Utilizar o ângulo da barra de pulverização a 1350 em relação ao nível do solo, aumentando o mesmo até o máximo de 1800 de acordo a altura de voo.
Condições climáticas:
• Temperatura ambiente: abaixo de 32° C, no local da aplicação.
• Umidade relativa do ar: parar a pulverização quando atingir o mínimo de 60% na área de aplicação.
• Velocidade de vento: acima de 2 até o máximo de 10 km/hora.

Aplicações nas horas mais quentes do dia também deverão ser evitadas, pois causarão perdas das gotas devido à ação das correntes térmicas ascendentes.
O uso de adjuvante, na concentração de 0,3% v/v, misturado à calda de pulverização deverá ser utilizado para reduzir a evaporação das gotas e acelerar a absorção do produto pelas plantas.
INTERVALO DE SEGURANÇA:
Pastagens......................................1 dia

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:
(De acordo com as recomendações aprovadas pelo Órgão responsável pela Saúde Humana - ANVSA / MS).

LIMITAÇÕES DE USO:

Fitotoxicidade para a cultura indicada:
Crosser não é fito tóxico quando usado dentro das recomendações de uso aqui citadas.
Outras Restrições a Serem Observadas:
O produto só deverá ser aplicado, quando não houver perigo das espécies úteis a ele sensíveis, tais como dicotiledôneas em geral, serem atingidas.
No caso de pastagens tratadas em área total, deve-se permitir que o capim recupere-se, antes do pasto ser aberto ao gado. Dessa forma, a partir do início da aplicação, o pasto deve ser vedado ao gado pelo tempo necessário à sua recuperação; essa medida evita que os animais comam plantas tóxicas que possivelmente existam na pastagem e se tornam mais atrativas após a aplicação do produto.
Não utilizar, para aplicação de outros produtos, em culturas susceptíveis, o equipamento que foi utilizado para aplicação de Crosser.

RESTRIÇÕES ESTABELECIDAS POR ÓRGÃO COMPETENTE DO ESTADO, DISTRITO FEDERAL OU MUNICIPAL:
De acordo com as recomendações aprovadas pelos órgãos responsáveis.

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA:
ANTES DE USAR LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES.
PRODUTO PERIGOSO.
USE OS EQUIPAMENTOS, DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL COMO INDICADO.
PRECAUÇÕES GERAIS;
• Produto para uso exclusivamente agrícola.
• Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto.
• Não manuseie ou aplique, o produto sem os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados.
• Os equipamentos de proteção individual (EM) recomendados devem ser vestidos na seguinte ordem: macacão, botas, avental, máscara, óculos,, touca árabe e luvas,
• Não utilize equipamentos de proteção individual (EM) danificados.'
• Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos.
• Não desentupa bicos, orifícios e válvula com a boca.
• Não transporte o produto Juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas.

PRECAUÇÕES NA PREPARAÇÃO DA CALDA:
• Produto extremamente irritante para os olhos e leve irritante dérmico.
• Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em Primeiros Socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência.
• Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingos.
• Utilize equipamento de' proteção individual - EPI: macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; avental impermeável; máscara com filtro combinado (filtro químico contra vapores orgânicos e filtro mecânico classe P2); óculos de segurança com proteção lateral e luvas de nitrila.
• Manuseie o produto em local aberto e ventilado.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO:
• E proibida a aplicação cm equipamentos manuais ou costais.
• Evite o máximo possível o contato com a área tratada.
• Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes do dia. • Verifique a direção do vento e aplique de modo a não entrar na névoa do produto.
• Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança
(intervalo de tempo entre a última aplicação e a colheita).
• Utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; máscara com filtro combinado (filtro químico contra vapores orgânicos e filtro mecânico classe P2); óculos de segurança com proteção lateral;, touca árabe e luvas de nitrila.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO:
• Sinalizar a área tratada com os dizeres: 'PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA" e manter os avisos até o final do período de reentrada.
• Caso necessite entrar na área tratada com o produto antes do término do intervalo de reentrada, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.
• Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original em * local trancado, longe do alcance de crianças e animais.
• Antes de retirar os equipamentos de proteção individual (EPI), lave as luvas ainda vestidas para evitar contaminação.
• Os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados devem ser retirados na seguinte ordem: touca árabe, óculos, avental, botas, macacão, luvas e máscara.
• Tome banho imediatamente após a aplicação do produto.
• Troque e lave as suas roupas de proteção separado das demais roupas da família. Ao lavar as roupas, utilizar luvas e avental impermeável.
• Faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de proteção após cada aplicação do produto.
• Fique atento ao tempo de uso dos filtros, seguindo corretamente as especificações do fabricante.
Não reutilizar a embalagem vazia
• No descarte de embalagens, utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha.
PRIMEIROS SOCORROS: Procure logo um serviço médico de emergência levando a embalagem, rótulo, bula e/ou receituário agronômico do produto.
Ingestão: Se engolir o produto, não provoque vômito. Caso o vômito ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer.
Olhos: Em caso de contato, lave com muita água corrente durante pelo menos 15 minutos. Evite que a água de lavagem entre no outro olho.
Pele: Em caso de contato, tire a roupa contaminada e lave a pele com muita água corrente e sabão neutro.
Inalação: Se o produto for inalado ("respirado"), leve a pessoa para um local aberto e ventilado.
A pessoa que ajudar deve proteger-se da contaminação usando luvas e avental impermeáveis, por exemplo.

INTOXICAÇÕES POR AMINOPIRALIDE E 2,4-D
INFORMAÇÕES MÉDICAS

Grupo químico - Ácido ariloxialcanóico (2,4-D, componente do Agente Laranja) e Ácido piridiniloxialcanóico (Aminopiralide)
Classe toxicológica: I - Extremamente tóxico
Vias de exposição - Aminopiralide: Em um estudo realizado com animais, aminopiralide radiomarcado foi rapidamente absorvido, distribuído e excretado após a administração oral. Em 24 horas, cerca de 41-59% da dose administrada foi recuperada na urina e 33-43% foi recuperada nas fezes. A distribuição nos tecidos e a bioacumulação de aminopiralide foram mínimos. Os níveis mais elevados de radioatividade foram encontrados na pele e carcaça. Aminopiralide foi excretado de forma inalterada. Da radioatividade total na urina, o composto-parental representou cerca de 96%, e da radioatividade total nas fezes , o composto parental representou 100%, indicando uma ausência no mabolismo.
Absorção dérmica de aminopiralide ocorre com a exposição regular, resultando em níveis detectáveis na urina.
2,4-D: A exposição oral possui uma maior taxa de absorção em humanos, com uma menos taxa de absorção após exposição dérmica ou inalatória. Em seres humanos, o nível plasmático atingiu o pico entre 4-24 horas após administração oral de 5 mg/Kg. Exposição dérmica é considerada a via mais provável de exposição durante o uso do produto. A absorção de 2,4-D através da pele ocorre de forma mais lenta e é menos completa, variando de acordo com a dose aplicada, forma química, tipo de formulação do produto, a espécie e o local de aplicação. Em humanos expostos ocupacionalmente, absorção dérmica foi reportada ocorrer rapidamente baseada na detecção de 2,4-D na urina dentro de 4 horas, e embora a porcentagem absorvida seja variável, é geralmente menor que 6%. A absorção de ésteres de 2,4-D é mais lenta que a das formas ácidas ou sais, entretanto, as taxas de excreção são similares. Em humados, o 2,4-D tem um grande volume de distribuição, devido à sua solubilidade em água, mas não bioacumula em nenhum tecido. Embora o 2,4-D seja bem distribuído pelo organismo, seu alto rau de ligação às proteínas plasmáticas (aproximadamente 97% da dose administrada) resulta em um baixo volume aparente de distribuição. Estudos em humanos mostraram que o clearance plasmático de 2,4-D administrado oralmente segue a cinética da primeira ordem com meia-vida de excreção urinária de 10,2 a 28,4 horas. A farmacocinética seguindo a absorção dérmica é diferente do que a exposição oral. Níveis plasmáticos tendem a atingir um platô e declinar mais rapidamente seguindo a exposição oral. Além disso, o clearance plasmático de 2,4-D segue uma cinética bifásica iniciando 8 horas após a administração da dose com mais-vidas para vários tecidos na taxa de 0,6 a 2,3 horas para a primeira fase e 25,7 a 29 horas para a segunda fase. A excreção urinária cumulativa de 2,4-D aumenta mais lentamente seguindo a exposição dérmica do que a exposição oral. Metabolismo de 2,4-D é mínimo em humanos, com aproximadamente 82% da dose sendo excretada de forma inalterada na urina, e aproximadamente 13% na forma de conjugados ácidos. A excreção de 2,4-D é predominantemente pela via urinária, sendo secretada ativamente pelos rins. A taxa de excreção urinária é inversamente proporcional à dose. Após administração oral de 5mg de 2,4-D em humanos, 77% da dose foi excretada em 96 horas e 87 a 100% da dose foi excretada na urina em 6 dias. A depuração renal de 2,4-D é impactada pela saturação dose-dependente do transportador renal orgânico aniônico. Saturação do clearence renal parece ocorrer na dose de 50-60 mg/Kg. A excreção urinária é aumentada em urina alcalina e prolongada em urina ácida. Outra importante via de excreçãoem trabalhadores expostos ocupacionalmente é a perspiração.
- Mecanismos de toxicidade - Aminopiralide: Herbicidas piridinicos são considerados de baixa toxicidade. Há dados limitados de intoxicação humana com aminopiralide. Dados de toxicidade aguda em animais indicam que aminopiralide tem baixa toxicidade via oral, dérmica e inalatória. Em estudo de neurotoxicidade em ratos com aminopiralide, não houve efeitos sobre a atividade motora ou outras observações neuropatológicas.
- 2,4-D - A toxicidade relativa das formas sais e éster de 2,4-D é primariamente irritante à pele, olhos, aparelho respiratório e gastrointestinal. A neurotoxicidade é o efeito predominante na inalação aguda e na ingestão oral.
Os mecanismos propostos de toxicidade mais aceitos são os que dizem respeito aos efeitos associados à membrana plasmática, à interferência nas rotas metabólicas celulares que envolvem a acetil coenzima A (acetil CoA) e ao desacoplamento da fosforilação oxidativa (possivelmente como uma consequência nas rotas metabólicas celulares que envolvem a acetilCoA ou sugerindo o rompimento das membranas intracelulares pelo herbicida).
Em geral, 2,4-0 tem pouco potencial para induzir. efeitos adversos no sistema nervoso em doses abaixo do limiar de saturação do clearance renal Em estudos crônicos e subcrônicos realizados em -animais especificamente para investigar o impacto de 2,4-D no sistema nervoso, foi relatado miotonia de músculos esqueléticos com a administração de altas doses de 2,4-D. O mecanismo que pode explicar em parte a miotonia é que ácidos clorofenóis possuem estrutura correlacionada com ácidos. acéticos. e podem formar análogos da acetil CoA in vitro. Esses análogos podem entrar na via sintética da acetilcolina (ACh) com subsequente formação de ésteres colínicos (2,4-D-ACh) que podem atuar como falsos, mensageiros colinérgicos nas sinapses muscarínicas e nicotínicas. Estudos em animais também indicam que 2,4-O pode causar ruptura da junção neuromuscular.
O 2,4-O possui uma possível, porém discutida, ação tóxica sobre: os nervos periféricos. Há menções na literatura de possíveis neuropatias periféricas com paralisias completas, ou parciais de membros de animais intoxicados com 2,4-D, mas essas ocorrências são mais atribuídas aos efeitos miotóxicos do herbicida do que às prováveis ações neurotóxicas do mesmo. Os efeitos relatados em estudos com animais não são considerados indicativos de um. potencial do 2,4-D para induzir polineuropatia periférica em seres humanos.
Os ratos expostos a elevadas exibiram alterações nas doses de 2,4-D concentrações de neurotransmissores no cérebro, tais como serotonina e dopamina. Vários investigadores relataram acumulação de 2,4-D no cérebro ou no fluido cerebrospinal, após a administração de doses elevadas de 2,4-D. Em altas doses, o sistema de transporte de ácidos orgânicos: responsável pelo efluxo de 2,4-De dê metabólitos de neurotransmissores endógenos do cérebro e inibido. Além disso dano vascular tem sido reportado em ratos expostos a altas doses de 2,4-D, o qual pode facilitar o maior influxo de 2,4-D devido ao comprometimento da barreira hematoencefálica.
Saturação da ligação à proteína plasmática também pode contribuir para o aumento das taxas de 2,4-D no cérebro.
Sintomas e sinais clínicos - Aminopiralide: Há dados limitados sobre sinais clínicos da exposição humana ao aminopiralide. Em animais, é leve a moderado irritante dérmico Não sensibilizante dérmico. Severo irritante ocular.
2,4-D: População de risco: indivíduos portadores de doença hepática, renal, cardiovascular, dermatológica, epilepsias e neuropatias.
Exposição Aguda: após intoxicação por 2,4-D em humanos pode ocorrer:
Sinais e sintomas
Dérmica - Irritação, exantema; não é sensibilizante.
Ocular - Extremamente irritante (formas sais e ácido)
Inalatória - Sensação de queimação na nasofaringe e peito. Pode resultar em tosse. Inalação prolongada pode provocar tontura.
Oral - Sensação de queimação na língua, na faringe e no esôfago, vômitos, dor abdominal, dor no peito, gastrite aguda, diarreia e ocasionalmente hemorragia gastrointestinal
Sistêmicos a) Sinto mas gerais: Fadiga, astenia, anorexia, sudorese profusa, sensação de queimação na língua, faringe, tórax e abdômen, febre.
a) Sintomas neurológicos - a baixas doses: vertigem, dor de cabeça, mal-estar, letargia, alteração da marcha, dismetria, anestesia e parestesias; a doses elevadas: alteração na
regulação da temperatura corporal (hipotermia em ambientes frios e hipertermia em ambientes quentes), espasmos musculares, fasciculações, fraqueza profunda, hiporreflexia,
polineurite, paralisia flácida, hipotonia hipertonia, ou relaxamento de esfíncteres, nistagmo, midríase, convulsões com ou sem opistótono, podendo evoluir ao coma; reações idiossincráticas: neuropatias periféricas com ou sem dor intensa. Convulsões ocorrem muito raramente, mas a consciência retorna ao normal em 48-96 horas com excreção urinária efetiva. Miotonia e fraqueza muscular podem persistir por meses após a intoxicação aguda.
a) Outros: taquicardia, bradicardia, hipotensão e choque, miocardite tóxica, anormalidades no eletrocardiograma (achatamento da onda T), assistolia, outras disritmia; bradipnéía, insuficiência respiratória, hiperventilação (provavelmente secundária, a acidose metabólica), edema pulmonar e pneumonia; mioglobinúria, albuminúria e porfiria
sanguínea; impotência sexual (por semanas a meses); insuficiência renal e hepatite (elevação da ureia e creatinina séricas, elevação, das enzimas hepáticas); hipocalcemia, hipercalernia e hipofosfatemia, hípoglicemia e alterações ácido base (acidose metabólica); trombocitpenia, leucopenia; elevação da CPK e rabdomiólise maciça.
d) óbito: Após a ingestão suicida de grandes quantidades, o óbito pode decorre de fibrilação ventricular, falência renal, acidose metabólica, desequilíbrio eletrolítico e falência múltipla de órgãos.
Diagnóstico - O diagnóstico é estabelecido pela confirmação da exposição e pela ocorrência de
quadro clínico compatível. Em se apresentando sinais e sintomas indicativos de intoxicação aguda, trate o paciente imediatamente, não condicionando o início do tratamento à confirmação laboratorial.
Obs: O 2,4-O pode ser detectado na urina por cromatografia gasosa líquida, mas não está disponível em tempo suficiente para ajudar no estabelecimento do diagnóstico. Amostras de urina devem ser coletadas logo após a exposição, já que 2,4-O pode ser quase completamente excretado na urina em 24-72 horas sob as condições normais.
Outras análises laboratoriais úteis: eletrólitos, glicose, ureia, creatinina, CK, exame de urina (o teste de heme oculto será positivo na presença de mioglobina) enzimas hepáticas, ECG de 12 derivações e monitoramento do ECG.
Tratamento Antídoto: não há antídoto especifico conhecido para s substancias. Tratamento geral: as medidas gerais devem estar orientadas à remoção da forte exposição ao produto, descontaminação do paciente, proteção das vias aéreas, tratamento sintomático e de suporte. Deve ser evitado o contato do produto com os olhos, pele e roupas contaminadas.
Descontaminação Gastrointestinal:
Em casos de ingesta de grandes quantidades do produto:
Lavagem gástrica: na maioria dos casos não é necessária, dependendo da quantidade ingerida, tempo de ingestão e circunstância específica.
1. Considere logo após ingestão de, uma grande quantidade do produto (geralmente dentro de 1 hora). Atentar para nível de consciência e proteger vias aéreas do risco de aspiração em posição de Trendelenburg e decúbito lateral esquerdo ou por intubação endotraqueal. Controlar as convulsões anteriormente ao procedimento.
2. Contra-indicações: perda de reflexos protetores das vias respiratórias ou alteração de consciência em, pacientes não-intubados; após ingestão de compostos corrosivos; hidrocarbonetos (elevado potencial de aspiração); pacientes com risco de hemorragia ou perfuração gastrintestinal; e ingestão de quantidade não significativa do produto.
• Carvão ativado: liga-se à maioria dos agentes tóxicos e pode diminuir a sua absorção, sistêmica, se administrado logo após a ingestão (1 h). Em geral não atua com metais ou ácidos.
1. Dose: administre uma suspensão de carvão ativado em água (240 ml de água/30 g de carvão). Dose usual: 25 a 100 g em adultos/adolescentes, 25 a 50 g em crianças de (1 a 12 anos) e g/kg em crianças com menos de 1 ano;
2. O carvão ativado não deve ser. administrado a pacientes que ingeriram ácidos ou bases fortes. O benefício do carvão ativado também não é comprovado em pacientes que ingeriram substâncias Irritantes, onde ele pode obscurecer os achados endoscópicos, nos casos em que o procedimento é necessário.
• Não provocar vômito, entretanto é possível que o mesmo ocorra espontaneamente não devendo ser evitado, deitar o paciente de lado para evitar que aspire resíduos. ATENÇÃO: nunca dê algo por via oral para uma pessoa inconsciente.
Descontaminação Ocular:
Lave os olhos expostos com quantidades copiosas de água ou salina 0,9% à temperatura ambiente por peio menos 15 minutos. Assegure que não fiquem partículas na conjuntiva. Evitar, que a água da lavagem contamine o outro olho. Se à irritação, dor, inchaço, lacrimejamento ou fotofobia persistirem, o paciente deve ser encaminhado para o especialista
Descontaminação Dérmica:
Remova as roupas contaminadas e lave a área exposta com água e sabão. O paciente deve ser encaminhado para o especialista se a irritação ou dor persistirem. Cobrir queimaduras de pele com gazes estéreis secas após descontaminação.
Exposição inalatória:
Descontam inação: Remova o paciente para um local arejado. Cheque quanto a alterações respiratórias. Se ocorrer tosse ou dificuldade respiratória, avalie quanto a irritações no trato respiratório, bronquite ou pneumonia. Administre oxigênio e auxilie na ventilação, se necessário. Trate broncoespasmos com beta-2-agonistas via inalatória e corticosteroides via oral ou parenteral. Sintomas moderados de rinite respondem a anti-histamínicos orais.
Convulsões:
Indicado benzodiazepínicos IV: Diazepam (adultos = 5-10 mg; crianças 0,2-0,5 mg/kg e repetir a cada 10-15 minutos) ou Lorazepam (adultos 2-4 mg crianças 0,05-0,1 mg/kg). Considerar Fenobarbital ou Propofol na recorrência das convulsões em maiores de 5 anos.
Fluidos intravenosos: Administrar fluidos intravenosos (salina/dextrose) para acelerar a excreção de 2,4-D e limitar a sua concentração no rim. O fluxo urinário de 4-6 mL/minuto �� desejável.
Atenção: Monitorar proteína urinária, ureia, creatina e eletrólitos séricos, e entrada e saída de fluídos cuidadosamente para assegurar quê a função renal permanece intacta e a sobrecarga de fluidos, não ocorra.
Diurese: Diurese forçada e Alcalinização da urina com bicarbonato de sódio (44-88 mEq por litro) na solução intravenosa acelera a excreção de 2,4-D dramaticamente e deve ser considerada o mais cedo possível. O pH urinário deve ser mantido entre 7.6 e 8.8. E importante monitorar eletrólitos séricos cuidadosamente, especialmente potássio e cálcio.
Deve-se monitorar cuidadosamente a integridade da função renal e o balanço de fluido administrado pois a concentração urinaria de 2,4-D elevada pode ser tóxica aos rins. Falência renal pode ocorrer durante a diurese alcalina, em pacientes com severa intoxicação por 2,4D.
Hemodiálise: não oferece benefício significante em casos de intoxicação por 2,4-D.
Emergência, suporte e tratamento sintomático:
Manter as vias aéreas permeáveis: aspirar secreções administrar oxigênio e realizar
intubação se necessário. Atenção especial para parada cardiorrespiratória, hipotensão e arritmias cardíacas. Adotar medidas de assistência ventilatória, se necessário; uso de ventilação assistida pode ser requerido. Monitorar temperatura corporal, oxigenação (oximetria ou gasometria), ECG.
Manter observação por no mínimo 24 horas após o desaparecimento dos sintomas.
CUIDADOS para os prestadores de primeiros socorros: -
EVITAR aplicar respiração boca a boca caso o paciente tenha ingerido o produto; utilizar, um equipamento intermediário de reanimação manual (Ambú) para realizar o procedimento.
a pessoa que presta atendimento ao intoxicado, especialmente durante a adoção
das medidas de descontaminação, deverá estar protegida por luvas e avental, impermeável, de, forma a não se contaminar com o agente tóxico.
Exames clínicos pós-admissionais: devem incluir eletroneuromiografia e estudos de condução nervosa para detectar quaisquer mudanças neuropáticas e defeitos na junção neuromuscular.
Contraindicação
A indução do vômito é contraindicada em razão do risco de aspiração e de pneumonite química.
Efeitos sinérgicos - Em ovelhas tem-se demonstrado sinergismo tóxico entre o Picloram e o 2,4-D.
Probenecida aumentou a toxicidade aguda dos ácidos clorofenoxiacéticos (2,4D; 2,4,5-T e MCPA), havendo também uma aumento de seus níveis no cérebro em relação ao níveis plasmáticos, devido ao deslocamento dos ácidos clorofenoxiacéticos de seu sítio de ligação às proteínas plasmáticas pela probenecida.

ATENÇÃO As Intoxicações por Agrotóxicos e Afins estão incluídas entre as Enfermidades de
Notificação Compulsória.
Ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001 para notificar o caso e obter
informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento.
Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica RENACIAT -
ANVISA/MS
Telefone de Emergência da empresa 0800 7710032

Mecanismo de Ação, Absorção Excreção em Animais de Laboratório:
Taxas de absorção, após exposição oral, são doses-dependentes em animais de laboratório, com absorção mais rápida a baixas doses. Pele de camundongos sem pelo absorveu 39% de uma dose de 100 ml em 24, horas. A absorção dérmica pode ser significativamente aumentada com, aplicação de alguns filtros solares, repelentes de insetos, ou pelo consumo de álcool, como demonstrado em estudos de laboratório, utilizando ratos e camundongos. Em animais de laboratório, os principais órgãos-alvo para a toxicidade de 2,4-ID foram os olhos, tireoide, rins, glândulas suprarrenais, e os ovários/testículos após a exposição oral subcrônica. Alterações bioquímicas sugerem que danos no fígado e músculo ocorreram em ratos com doses aguda, subcrônica e crônica. Em doses elevadas (300 mg/Kg de peso corporal, dose acima do limiar de saturação do clearance renal), foi verificado um aumento da radioatividade no cérebro e líquido cefalorraquidiano (LCR) após a administração de [1 4C]-2,4-D, o que demonstra que o SNC é também um importante alvo dó 2,4-D. 2,4-13 foi reportado atravessar a barreira placentária em camundongos, ratos, e porcos, e tem sido detectado no útero, placenta, fetos, e fluido intrauterino dos animais expostos, mas foi rapidamente eliminado. Em estudos em ratos, hamsters e camundongos, o 2,4-D foi o principal composto urinário eliminado, sendo detectados em menor quantidade conjugad9s de glicida e taurina na urina de camundongos e hamsters, e um glicuronil conjugado apenas em hamsters; não foram relatados metabólitos de 2,4-D no rato. Em cães foram observados ao menos nove metabólitos do 2,4-D na urina, incluindo conjugados de taurina, serina, glicina, glicuronídeo, ácido glutâmico, sulfato e cisteína. Nenhum metabólito intermediário reativo foi identificado em qualquer espécie. Também foi reportada excreção no leite de ratas lactantes expostas ao 2,4-D.

EFEITOS AGUDOS E CRÔNICOS PARA ANIMAIS, DE LABORATÓRIO:
Efeitos Agudos:
Estudos realizados com animais de laboratório mostraram que CROSSER apresentou: DL50 oral: 1098 mg/kg
DL50 dérmica: > 5000 mg/kg
CL50 inalatória: não determinada devido às propriedades físico-químicas do produto. Irritação dérmica: levemente irritante à péle.de coelhos.
Irritação ocular severo irritante ocular, com opacidade de córnea persistente, irite, vermelhidão, edema e secreção da conjuntiva.
Sensibilização cutânea: não sensibilizante.
Efeitos crônicos:
Aminopiralide: Em estudo crônico de toxicidade reprodutiva em ratos, não houve nenhum efeito sobre os fetos e sobre o desenvolvimento fetal. Aminopiralide foi classificado pela EPA como "pouco provável" de ser cancerígeno para os seres humanos.
2,4-D: A exposição Crônica pode levar a alterações do sistema nervoso central no controle da função motora, dermatite de contato, hepatotoxicidade e cirrose, astenia, tonturas, alterações gastrointestinais e cardiovasculares, hipersialorreia, incremento da sensibilidade auditiva e gosto doce na boca.
Baseados em estudos que mostraram efeitos na tireoide e nas gônadas seguindo exposição ao 2,4-D, existe atualmente uma preocupação em relação ao potenciai de desregulação endócrina sendo necessários novos estudos. Em estudos crônicos e subcrônicos realizados em ratos para avaliar o potencial de toxicidade sobre as gônadas, mínimos efeitos foram observados apenas na dose de 300 mg/Kg, consistindo em diminuição do peso nos testículos acompanhado de atrofia histológica; não tendo tido nenhum efeito sobre os ovários. O mesmo estudo em cães revelou diminuição do peso dos testículos em dois níveis de dose, mas sem alteração histológica; nenhum efeito foi encontrado sobre os ovários.
E suspeito de causar efeitos reprodutivos e sobre o desenvolvimento. Em geral, os resultados de estudos disponíveis indicam que 2,4-D não é teratogênico e não possui efeitos adversos sobre a reprodução, exceto em doses tóxicas maternas ou doses acima do limiar de saturação do clearance renal Estudos experimentais em animais revelaram efeitos teratogênicos em altas doses, incluindo aumento da morte fetal, malformações do trato urinário, aumento da incidência de costelas lombares e flutuantes 'é atraso na ossificação. Quando fêmeas adultas foram exposta à 2,4-D durante os períodos de gestação e lactação, sua prole exibiu efeitos neurológicos, incluindo atraso no desenvolvimento neurocomportamental e mudanças nos' níveis de vários neurotransmissores e gangliosídeos no cérebro. Em coelhos, induziu abortos. Aumento na duração da gravidez também foi observada.
Baseados no padrão de respostas Observadas em estudos de genotoxicidade in vitro e in vivo, não demonstrou ser genotoxico nem carcinogênico em animais, entretanto, devido a preocupação com a carcinogenicidade do produto com base em estudos epidemiológicos antigos realizados em humanos, novos estudos prospectivos de coorte foram realizados sobre associação entre 2,4-D e sarcoma de tecido mole e linfoma não-Hodgkin, com resultados conflitantes. Os estudos epidemiológicos mais antigos descreviam a associação com esses tumores; os mais recentes, conforme revisão da IARCJWHO, apontam que a carcinogenicidade seja devida à presença de contaminantes do produto, especialmente a dioxina IARC/WHO classifica atualmente o 2,4-D como possível carcinogênico (grupo 2B).

3. DADOS RELATIVOS A PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE:
3.1. Precauções de uso e advertências quanto aos cuidados de proteção ao meio ambiente:
Este produto é:

( ) - Altamente Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE I).
( ) - Muito Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE II).
(x) - PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE (CLASSE III).
( ) - Pouco Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE IV).

Este produto é ALTAMENTE MÓVEL, apresentando alto poderde deslocamento no solo, podendo atingir principalmente águas subterrâneas.
- Evite a contaminação ambiental - Preserve a Natureza.
Não utilize equipamento com vazamentos.
• Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes. • Aplique somente as doses recomendadas.
Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d'água. Evite a contaminação da água.
A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.
• Não execute aplicação aérea de agrotóxicos em áreas situadas a uma distância inferior a 500 (quinhentos) metros; de povoação e de mananciais de captação de água para abastecimento público e de 250 (duzentos e cinquenta) metros de mananciais de água, moradias isoladas, agrupamentos de animais e vegetação suscetível a danos.
• Observe as disposições constantes na legislação estadual e municipal concernentes às atividades aeroagrícolas.
3.2. INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES:
- Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada.
- O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas, rações ou outros materiais.
- A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível.
- O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
- Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO.
- Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
- Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver embalagens rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados.
- Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções constantes da NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.
- Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.
3.3. INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES:
- Isole e sinalize a área contaminada.
- Contate as autoridades locais competentes e a Empresa DOW AGROSCIENCES INDUSTRIAL LTDA. - Telefones de emergência: 0800 7710032.
- Utilize equipamento de proteção individual - EPI (macacão impermeável, luvas e botas de borracha, óculos protetor e máscara com filtros).
- Em caso de derrame, estanque o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros, drenos ou corpos d'água. Siga as instruções abaixo:
Piso pavimentado: absorva o produto com serragem ou areia, recolha o material com auxilio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não deverá mais ser utilizado. Neste caso, consulte o registrante através do telefone indicado para a sua devolução e destinação final.
• Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa registrante pelo telefone indicado acima.
Corpos d'água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal, contate o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido.
- Em caso de incêndio, use extintores DE ÁGUA EM FORMA DE NEBLINA, CO2 ou pó químico, ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

3.4. PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO,
DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:
ORIENTAÇÕES PARA A EMBALAGEM RÍGIDA LAVÁVEL LAVAGEM DA EMBALAGEM:
Durante o procedimento de lavagem o operador deverá estar utilizando os mesmos EPI's - Equipamentos de Proteção Individual - recomendados para o preparo da calda do produto.
• Tríplice Lavagem (Lavagem Manual):
- Esta embalagem deverá ser submetida ao processo de Tríplice Lavagem, imediatamente após o seu esvaziamento, adotando-se os seguintes procedimentos:
- Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador, mantendo-a na posição vertical durante 30 segundos;
- Adicione água limpa à embalagem até 1/4 do seu volume;
- Tampe bem a embalagem e agite-a, por 30 segundos;
- Despeje a água de lavagem no tanque pulverizador;
- Faça esta operação três vezes;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica perfurando o fundo.
• Lavagem sob Pressão:
- Encaixe a embalagem vazia no local apropriado do funil instalado no pulverizador; - Acione o mecanismo para liberar o jato de água;
- Direcione o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos; - A água de lavagem deve ser transferida para o tanque do pulverizador;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.
Ao utilizar equipamento independente para lavagem sob pressão adotar os seguintes Procedimentos:
- Imediatamente após o esvaziamento do conteúdo original da embalagem, mantê-la invertida sobre a boca do tanque de pulverização, em posição vertical, durante 30 segundos;
- Manter a embalagem nessa posição, introduzir a ponta do equipamento de lavagem sob pressão, direcionando o jato de água para todas as paredes internas da embalagem! por 30 segundos;
- Toda a água de lavagem é dirigida diretamente para o tanque do pulverizador; - Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA:
Após a realização da Tríplice Lavagem ou Lavagem Sob Pressão, esta embalagem deve ser armazenada com a tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens não lavadas.
O armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, ou no próprio local onde guardadas as embalagens cheias.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA:
No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro do seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 meses após o término do prazo de validade.
O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

TRANSPORTE:
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

ORIENTAÇÕES PARA A EMBALAGEM RÍGIDA NÃO LAVÁVEL: ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA
ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
O armazenamento da embalagem vazia, até a sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde guardadas as embalagens cheias.
Use luvas no manuseio dessa embalagem.
Essa embalagem deve ser armazenada com sua tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens lavadas.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro do seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 meses após o término do prazo de validade.
O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.
ORIENTACÕES PARA A EMBALAGEM SECUNDARIA (NAO CONTAMINADA ESTA EMBALAGEM NAO PODE SER LAVADA
ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
O armazenamento da embalagem vazia, até a sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde guardadas as embalagens cheias.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
É obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida pelo estabelecimento comercial.
TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

ORIENTAÇÕES PARA TODOS OS TIPOS DE EMBALAGEM: DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS:
A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes.

É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E A RECICLAGEM DESTA EMBALAGEM VAZIA OU O FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.
EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS
A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causa contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:
Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.
A desativação do produto é feita através de incineração em fornos destinados para este tipo de operação, equipados com câmaras de lavagem de gases efluentes e aprovados por órgão ambiental competente.

TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS:
O transporte está sujeito às regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação específica, que inclui o acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos ou outros materiais.

Sempre que houver disponibilidade de informações sobre programas de Manejo Integrado, provenientes da pesquisa pública ou privada, recomenda-se que estes programas sejam implementados.

INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO DE RESISTÊNCIA:
O uso continuado de herbicidas com o mesmo mecanismo de ação pode contribuir para o aumento de população de plantas daninhas resistentes a esse mecanismo de ação.
Como prática de manejo de resistência de plantas daninhas, deverão ser aplicados, alternadamente, herbicidas com diferentes mecanismos de ação. Os herbicidas deverão estar registrados para a cultura. Não havendo produtos alternativos, recomenda-se a rotação de culturas que possibilite o uso de herbicidas com diferentes mecanismos de ação. Para maiores esclarecimentos, consulte um Engenheiro Agrônomo.

Compatibilidade

Vide a seção Aplicação/Uso