Unnat CI

Geral
Nome Técnico:
Bacillus paralicheniformis, isolado CH2970; Bacillus paralicheniformis, isolado CH0273; Bacillus subtillis, isolado CH4000
Registro MAPA:
23622
Empresa Registrante:
UPL
Composição
Ingrediente Ativo Concentração
Bacillus paralicheniformis CH2970 (1,67 x 10¹⁰ UFC/ml p. c.) 33 g/kg
Bacillus paralicheniformis CH0273 (1,67 x 10¹⁰ UFC/ml p. c.) 33 g/kg
Bacillus subtilis Isolado CH4000 (1,67 x 10¹⁰ UFC/ml p. c.) 33 g/kg
Classificação
Técnica de Aplicação:
Terrestre, Tratamento de Sementes
Classe Agronômica:
Nematicida, Ativador de planta
Toxicológica:
Não Classificado
Ambiental:
IV - Produto pouco perigoso ao meio ambiente
Inflamabilidade:
Não inflamável
Corrosividade:
Não corrosivo
Formulação:
Suspensão Concentrada (SC)
Modo de Ação:
Microbiológico, Ativador de plantas
Agricultura Orgânica:
Não

Indicações de Uso

Embalagens

Lavabilidade Tipo de Embalagem Material Características Acondicionamento Capacidade
Lavável Frasco Plástico Rígida Líquido 1 L
Lavável Bombona Plástico Rígida Líquido 5 L
Lavável Bombona Plástico Rígida Líquido 10 L

INTRUÇÕES DE USO:

UNNAT é um nematicida microbiológico e ativador de planta de ação múltipla que combina propriedades de controle biológico de nematoide com estímulo ao desenvolvimento vegetal. Sua formulação reúne três cepas selecionadas de Bacillus Bacillus subtilis (cepa CH4000) e Bacillus paralicheniformis (cepas CH0273 e CH2970) que atuam de forma complementar na rizosfera da planta. Esses microrganismos têm alta capacidade de se estabelecer no solo, colonizando rapidamente a região das raízes, onde competem por espaço e recursos com os nematoides. Durante esse processo, formam uma camada protetora de biofilme ao redor da raiz e também liberam compostos bioativos que favorecem o crescimento vegetal. Entre os efeitos observados estão a inibição da eclosão dos ovos, paralisia e mortalidade de juvenis, além do melhor desenvolvimento de planta dos cultivos. Como resultado, há menor pressão de nematoides nas áreas tratadas e melhor desempenho no desenvolvimento inicial das plantas.
UNNAT é uma ferramenta que complementa o manejo integrado de nematoides e auxilia na promoção de um melhor desenvolvimento de planta em diferentes culturas e é indicado para o controle dos alvos biológicos indicados na bula.
(*) Produto com eficiência agronômica comprovada para as culturas: Soja (Pratylenchus brachyurus, Meloidogyne incognita e Heterodera glycines); Milho (Pratylenchus zeae) e Algodão (Rotylenchulus reniformis).
Observações: Utilizar a dose mais alta em regiões com histórico de nematoides e/ou em condições mais favoráveis ao desenvolvimento destes alvos (histórico de alta pressão, temperaturas e precipitações altas). As menores doses devem ser utilizadas em locais de menor pressão e/ou em condições climáticas menos favoráveis ao desenvolvimento da praga.

INDICAÇÃO DE USO POR CULTURA

Soja
Modalidade de tratamento de sementes utilizar dose de 150 mL/100 Kg de sementes.
Aplicação em sulco de plantio utilizar a dose de 100 mL/ha.
Milho
Modalidade de tratamento de sementes utilizar dose de 75 mL/60.000 sementes.
Algodão
Modalidade de tratamento de sementes utilizar dose de 400 mL/100 Kg de sementes.
Além do efeito na redução de ovos e juvenis e a redução da atratividade da raiz por nematoides, o UNNAT, através dos exudatos radiculares, estimula a síntese de fitormônios, como ácido indolacético, ácido abscísico, giberelinas e citocininas, favorecendo o número de pelos radiculares e o crescimento radicular de plantas, estimulando melhor desenvolvimento da planta.
Assim, UNNAT pode ser recomendado como bioestimulante.

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO

Para controle de alvos biológicos, o produto deve ser aplicado uma única vez, respeitando a época de aplicação para cada alvo e cultura. Indicado para aplicação no sulco de plantio e tratamento de sementes para o controle de Pratylenchus brachyurus, Meloidogyne incognita e Heterodera glycines e via tratamento de sementes para o controle de Pratylenchus zeae e Rotylenchulus reniformis.
Para efeito bioestimulante, o produto deve ser aplicado uma única vez, respeitando a época de aplicação para a cultura.

MODO DE APLICAÇÃO

Para controle de alvos biológicos, verificar a tabela 1 com os valores de referência. Consulte sempre um Engenheiro Agrônomo.
Valores de referência (pode variar conforme peneira de cada cultivar e fornecedor de sementes):
Algodão:
- Kg de sementes/ha: 15
- Volume de calda máximo (L/100 kg de sementes): 1,2

Amendoim:
- Kg de sementes/ha: 100
- Volume de calda máximo (L/100 kg de sementes): 0,8

Arroz:
- Kg de sementes/ha: 100
- Volume de calda máximo (L/100 kg de sementes): 1,5

Cevada:
- Kg de sementes/ha: 120
- Volume de calda máximo (L/100 kg de sementes): 1,0

Canola:
- Kg de sementes/ha: 6
- Volume de calda máximo (L/100 kg de sementes): 2,0

Feijão:
- Kg de sementes/ha: 50
- Volume de calda máximo (L/100 kg de sementes): 0,8

Milho:
- Kg de sementes/ha: 20
- Volume de calda máximo (L/100 kg de sementes): 0,8

Sorgo:
- Kg de sementes/ha: 8
- Volume de calda máximo (L/100 kg de sementes): 0,8

Trigo:
- Kg de sementes/ha: 150
- Volume de calda máximo (L/100 kg de sementes): 0,8

Soja:
- Kg de sementes/ha: 50
- Volume de calda máximo (L/100 kg de sementes): 0,8

Girassol:
- Kg de sementes/ha: 10
- Volume de calda máximo (L/100 kg de sementes): 1,2





Para efeito bioestimulante, verificar os valores de referência abaixo. Consulte sempre um Engenheiro Agrônomo.
Valores de referência (pode variar conforme peneira de cada cultivar e fornecedor de sementes):
Soja:
- Kg de sementes/ha: 50
- Volume de calda máximo (L/100 kg de sementes): 0,8

Milho:
- Kg de sementes/ha: 20
- Volume de calda máximo (L/100 kg de sementes): 0,8

Preparo de calda
Antes de iniciar o preparo, garantir que o tanque, mangueiras, filtros e pontas do pulverizador estejam devidamente limpos. Recomenda-se utilizar pontas ou bicos que possibilitem trabalhar com filtros de malha de 50 mesh, no máximo, evitando-se filtros mais restritivos no pulverizador. Não havendo necessidade de ajustes em pH e dureza da água utilizada, deve-se encher o tanque do pulverizador até um terço de seu nível. Posteriormente, deve-se iniciar a agitação e adicionar gradativamente a quantidade necessária do produto no tanque ou no pré-misturador. Após despejar todo o conteúdo do produto no preparo da calda, deve-se fazer a adição de água dentro de cada embalagem para garantir que todo produto seja usado na pulverização e facilite a etapa seguinte de tríplice lavagem. Feito isso, deve-se completar o volume do tanque do pulverizador com água, quando faltar 3-5 minutos para o início da pulverização. A prática da pré-diluição é recomendada, respeitando-se uma proporção mínima de 3 litros de água por litro de produto a ser adicionado no pré-misturador. A agitação no tanque do pulverizador deverá ser constante da preparação da calda até o término da aplicação, sem interrupção. Lembre-se de verificar o bom funcionamento do agitador de calda dentro do tanque do pulverizador, seja ele por hélices, bico hidráulico ou por retorno da bomba centrífuga. Nunca deixe calda parada dentro do tanque, mesmo que por minutos. Havendo a necessidade de uso de algum adjuvante, checar sempre a compatibilidade da calda, confeccionando-a nas mesmas proporções, em recipientes menores e transparentes, com a finalidade de observar se há homogeneidade da calda, sem haver formação de fases. Ao final da atividade, deve-se proceder com a limpeza do pulverizador. Utilize produtos de sua preferência para a correta limpeza do tanque, filtros, bicos, ramais e finais de seção de barra.

Aplicação no sulco de plantio
Nas culturas Algodão, Amendoim, Arroz, Ervilha, Feijão, Girassol, Milheto, Milho, Pastagens,
Soja, Sorgo e Trigo aplicar o produto no momento do plantio dirigindo a aplicação ao fundo do sulco de plantio das sementes e antes do fechamento deste.
Deve-se utilizar pulverizador de barra ou equipamento acoplado na semeadora, com deslocamento montado, de arrasto ou autopropelido. Utilize preferencialmente bicos que produzam jato leque ou cone vazio visando a produção de gotas grossas a extremamente grossas. Pode-se também utilizar bicos ou pontas que produzam jato sólido e contínuo, de modo que a calda não seja pulverizada, mas sim aplicada na forma de filete/jato contínuo ou "drench", não sendo necessária a formação de gotas. Seguir a pressão de trabalho adequada para a obtenção da vazão ideal e o volume de aplicação desejado, conforme recomendações do fabricante da ponta ou do bico. A faixa recomendada de pressão da calda nos bicos é de 2 a 5 bar. Usar velocidade de aplicação que possibilite boa uniformidade de deposição dos jatos, com rendimento operacional. Para diferentes velocidades, utilize pontas ou bocais de diferentes vazões para não haver variação brusca na pressão de trabalho, o que afeta diretamente o comportamento do jato e a qualidade da aplicação. A altura da barra e o espaçamento entre bicos deve permitir o direcionamento localizado e preciso dos jatos nos sulcos/linhas de plantio. Utilize tecnologia(s) e técnica(s) de aplicação que garantam a qualidade da pulverização com baixa contaminação ambiental. Consulte sempre um Engenheiro Agrônomo.

TRATAMENTO DE SEMENTES:

Pré-aplicação
O tratamento de sementes deve ser realizado em local arejado e específico para esse fim. Utilizar sementes limpas, livres de poeira e impurezas, e de boa qualidade, com alto poder germinativo e bom vigor.
Equipamentos de aplicação
Utilizar equipamentos específicos para tratamento de sementes que propiciem uma distribuição uniforme da dose desejada sobre as sementes sem danificar sua qualidade fisiológica. Utilizar a dose recomendada para o peso desejado de sementes e proceder a operação do equipamento de forma a obter uma distribuição uniforme dos produtos sobre as sementes.
Preparo de calda
Havendo a necessidade de acrescentar água, a ordem a ser seguida da confecção da calda deverá ser do produto adicionado em água, mantendo-se a mesma sob agitação constante, do início do preparo da calda até a aplicação nas sementes.
Aplicação
É obrigatória a utilização de EPI completo durante a operação de tratamento de sementes. Em sistemas de tratamento por batelada, deve-se colocar as sementes a serem tratadas dentro do equipamento, iniciar a agitação e adicionar gradativamente a dose do produto/calda. Manter as sementes misturando com o produto adicionado por 3 a 5 minutos. Ao final do tratamento, deve-se atentar para que as sementes estejam totalmente recobertas e secas e que não haja sobra de produto/calda no equipamento utilizado. Se atente para a quantidade de sementes a ser colocada no recipiente do equipamento tratador. Cada equipamento informa uma quantidade ideal de sementes a ser tratada por batelada. Respeite as recomendações e escolha o tamanho de equipamento mais adequado às necessidades. Nos equipamentos de fluxo contínuo, aferir o fluxo de sementes (peso) em um determinado período de tempo e regular o volume de calda desejado para este peso de sementes no mesmo período de tempo. Aferir periodicamente o fluxo de sementes e de calda, a fim de evitar erros na aplicação. Os mecanismos dosadores e pulverizadores destes equipamentos devem ser revisados e limpos diariamente ou a cada parada do equipamento. Resíduos de calda podem reduzir a capacidade das canecas ou copos dosadores ou afetar a regulagem de bicos e ou mecanismos de aplicação da calda sobre as sementes.
Para todos os métodos de tratamento de sementes é importante realizar medições periódicas dos equipamentos, fluxos de sementes e volume de calda para que o tratamento efetuado seja o mais uniforme possível. O tratamento de sementes danificadas mecanicamente ou sementes com baixo vigor ou de má qualidade, pode resultar em diminuição do stand final pela baixa germinação reduzida e/ou pelo baixo vigor de plântulas. Trate e realize testes de germinação em uma pequena porção de sementes antes de tratar todo o lote de sementes.
Pós-aplicação
Sementes umedecidas em excesso devem ser secas à sombra antes de armazená-las e/ou semeá-las. Acondicionar as sementes tratadas em sacos de papel ou em embalagens que permitam a respiração das sementes, evitando exposição ao sol. As sementes tratadas deverão ser semeadas em solo úmido que garanta germinação e emergência uniforme logo após o tratamento, seguindo sempre a recomendação técnica do produtor da semente quanto ao volume a ser utilizado por hectare ou metro linear. Obedecer às recomendações oficiais de profundidade de semeadura para cada cultivo. Realizar uma única aplicação em tratamento de sementes.
A semente tratada deve ser utilizada somente para o plantio, não podendo ser empregada na alimentação humana ou animal.
Condições meteorológicas
Realizar as pulverizações quando as condições meteorológicas forem desfavoráveis à ocorrência de deriva, conforme abaixo:
Temperatura do ambiente: máxima de 30°C.
Umidade relativa do ar: igual ou superior a 55%.
Velocidade do vento: de 2 a 10 km/h. Se o vento estiver abaixo de 2 km/h não aplique devido ao risco inversão térmica.
Direção do vento: Observe a direção do vento e evite aplicar quando este estiver no sentido de alguma cultura ou organismos sensíveis não-alvo, caso haja restrição nesta bula.

Limpeza do pulverizador:
Pulverizadores de barra:
1- Preencha todo o tanque com água limpa, ligue a agitação, adicione o produto limpante, agite por 20 minutos, e pulverize o conteúdo do tanque pelos bicos em local apropriado de coleta de água contaminada;
2- Remova e limpe todas as pontas da barra e suas peneiras separadamente;
3- Preencha todo o tanque com água limpa, ligue a agitação e pulverize o conteúdo do tanque pelos bocais abertos (sem os bicos) em local apropriado de coleta de água contaminada;
4- Limpe os filtros de sucção e de linha, recoloque os filtros de sucção, de linha e de bicos e recoloque todas as pontas. Neste momento, é importante escorvar o filtro de sucção com água para não entrar ar na bomba ao ser ligada novamente;
5- Preencha todo o tanque com água limpa, ligue a agitação e pulverize o conteúdo do tanque pelos bicos em local apropriado de coleta de água contaminada.
Observação: Nas etapas acima, ao perceber, pelo nível do tanque que o mesmo está quase vazio, desligue a bomba para que a mesma nunca trabalhe vazia. Se a bomba trabalhar a seco, mesmo que por segundos, esta poderá sofrer danos ou ter sua vida útil reduzida.

INTERVALO DE SEGURANÇA:

Não determinado em função da não necessidade de estipular o limite máximo de resíduo (LMR) para estes ingredientes ativos.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS ÁREAS TRATADAS:

Não entre na área em que o produto foi aplicado. Aguardar pelo menos 24 horas para reentrada na lavoura ou após a secagem da calda. Caso necessite entrar na área tratada antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para a aplicação do produto.

LIMITAÇÕES DE USO:

- Uso exclusivamente agrícola.
- Consulte sempre um Engenheiro Agrônomo.
- Os usos do produto estão restritos aos indicados no rótulo e bula.
- Em estudos laboratoriais, casa de vegetação e de campo não foram observados incompatibilidade com inseticidas e fungicidas testados.
- Quando sementes de soja foram tratadas com UNNAT, foram observados níveis dentro dos padrões esperados de UFC (unidade formadora de colônia) ao longo dos meses de armazenamento das sementes.
- Fitotoxicidade: O produto não é fitotóxico para as culturas indicadas, desde que observadas as recomendações de uso.

RECOMENDAÇÕES DE ARMAZENAMENTO E MANUSEIO:

- Armazenar o produto em local fresco, seco e livre da incidência direta de raios solares, sempre na embalagem original.
- Manter a embalagem fechada quando não estiver em uso.
- O produto deve ser utilizado em até 15 dias após a abertura da embalagem para evitar contaminação.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

UNNAT é uma ferramenta que complementa o manejo integrado de nematoides em diferentes culturas, o qual também pode incluir outros métodos de controle (ex.: controle varietal, rotação de culturas, controle químico, etc). Os princípios e práticas do Manejo Integrado de Pragas incluem avaliação do campo e sistema de monitoramento, correta identificação da praga-alvo, monitoramento populacional e rotação de nematicidas com diferentes mecanismos de ação.

Por se tratar de um nematicida microbiológico não se tem relatos da evolução da resistência de nematoides a Bacillus subtilis cepa CH4000 e Bacillus paralicheniformis cepas CH0273 e CH2970. Entretanto, outras práticas de controle, como rotação de culturas e controle químico devem ser considerados no manejo dos nematoides.

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