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Usineiros do Nordeste pedem liberação de verba


O Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Pernambuco (Sindaçúcar) cobrou do ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, a retomada do Programa de Equalização dos Custos da Produção da Cana-de-açúcar no Nordeste. O presidente do Sindaçúcar, Renato Cunha, sugeriu ao ministro que seja retomado o convênio com a Fundação Getúlio Vargas para recalcular o valor da equalização pago pelo governo.

"O valor de R$ 5,07 pago por tonelada de cana produzida no Nordeste não é corrigido desde agosto de 2000", diz Cunha, para quem o valor médio ideal seria R$ 10. O presidente do Sindaçúcar diz que ainda não foi liberado o saldo do programa de equalização da safra 2000/01 (R$ 90 milhões) e o valor integral referente à moagem 2001/02 (R$ 190 milhões).

"A liberação dos recursos é a garantia da manutenção dos empregos na agroindústria canavieira", diz. Para ele, o setor é responsável pela geração de 120 mil postos de trabalho em Pernambuco.

O ministro disse que a retomada do programa só deve acontecer depois que o ministério tiver assento no Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que será uma das entidades responsáveis pela definição de políticas para o setor.

Desde 1965 o governo desenvolve no Nordeste a Política de Preço Nacional Equalizado, que consiste no repasse de recursos aos produtores para garantir competitividade entre os usineiros do Centro-Sul, onde os custos para produzir a cana são até 50% menores. A topografia, o solo e o clima nordestinos são os principais fatores para esse incremento. Enquanto os custos no Centro-Sul atingem R$ 20 por tonelada, no Nordeste esse valor sobe para R$ 25. Isso sem falar na menor produtividade alcançada pela cana-de-açúcar nordestina, que é de 50 toneladas por hectare, em relação às 83 toneladas por hectare no Sudeste.

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