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Cargas de soja são desviadas da China


A burocracia chinesa forçou as transportadoras a desviar para outros mercados, cerca de 150 mil toneladas de soja, avaliadas em aproximadamente US$ 31 milhões, que estavam detidas nos portos do país, ameaçando as operações de algumas esmagadoras locais.

Pelo menos um navio deixou Guangdong para vender sua carga no sudeste asiático, informou um relatório do Centro Nacional de Informações de Grãos e Oleaginosas da China. Os compradores chineses cancelaram alguns carregamentos no porto, depois que a comissão de inspeção de qualidade começou a pôr em prática regras que exigem a obtenção de permissões antes do agendamento de pedidos, disse o relatório.

A China tenta reduzir as importações de soja, que mais do que duplicaram no primeiro semestre. O crescimento inesperado da demanda por óleo de cozinha e rações animais obrigaram as empresas, como a Cargill, Archer Daniels Midland e Cofco Inter-national, a expandir a capacidade de processamento na China.

Segundo disse Gary Qin, gerente da Chinatex Grains and Oils Import & Export, em Pequim, "as operações de esmagamento em larga escala dependem de um fluxo estável de grãos.

Mais de 15 navios do Brasil e Argentina estavam parados nos portos chineses, à espera da emissão de permissões pelo órgão expedidor. A capacidade de processamento de soja da China poderá avançar para 60 milhões de toneladas até o final de 2003, frente aos 45 milhões de toneladas no mesmo período de 2002, disse Bi Jingquan, diretor da Comissão Estatal de Reforma e Desenvolvimento.

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