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Inverno pode ter temperaturas acima da média em 2026

Previsões indicam inverno brasileiro de 2026 mais quente, sem frio extremo


Foto: Pixabay

Informações divulgadas recentemente sobre a possibilidade de o Brasil enfrentar “o inverno mais rigoroso da década” não encontram respaldo em dados climáticos. A avaliação é do portal meteorológico Meteored, que afirma que as previsões disponíveis indicam um cenário diferente para o inverno de 2026.

Segundo o Meteored, conteúdos com tom sensacionalista circularam nos últimos dias apontando que o país poderia registrar um frio intenso nos próximos meses. No entanto, o portal afirma que “não há dados que forneçam respaldo a essa informação”.

De acordo com a análise, o ponto central para compreender a tendência climática atual é a possibilidade de formação do fenômeno El Niño–Oscilação Sul (ENSO) nos próximos meses, evento que costuma influenciar o clima no Brasil.

Conforme indicado por diversos modelos de previsão dinâmicos e estatísticos utilizados por centros meteorológicos ao redor do mundo, há uma tendência de aquecimento nas águas do Oceano Pacífico Equatorial. A média das projeções aponta para a consolidação de um episódio de El Niño entre abril e junho, embora alguns modelos indiquem que o fenômeno pode se estabelecer mais tarde.

O fenômeno é caracterizado pelo aquecimento das águas superficiais do Pacífico Equatorial e está entre os eventos climáticos mais estudados no planeta. Em anos de El Niño, é comum que ocorram mudanças no regime de chuvas e nas temperaturas em várias regiões do Brasil.

Previsões de anomalia da temperatura da superfície do mar indicam que o aquecimento do Oceano Pacífico pode se consolidar já no trimestre entre abril e junho, marcando o início do fenômeno no final do outono. Os efeitos no clima brasileiro costumam ocorrer nos meses seguintes.

Modelos climáticos numéricos de centros meteorológicos dos Estados Unidos e da Europa apontam ainda que as temperaturas no Brasil tendem a permanecer acima da média durante o trimestre que abrange grande parte do inverno, entre julho e setembro. As projeções indicam anomalias de até 2 °C acima do padrão histórico.

Diante dessas previsões, o Meteored afirma que o cenário esperado para o inverno brasileiro não indica um período excepcionalmente rigoroso. Segundo o portal, “não há nenhum indício de que este inverno será o mais rigoroso da década”.

A análise ressalta, no entanto, que a possibilidade de geadas e de incursões de ar frio continua existindo. Massas de ar polar originadas na Antártida podem provocar quedas acentuadas de temperatura em alguns períodos do inverno, fenômeno considerado normal para a estação.

Apesar desses episódios pontuais de frio, as projeções climáticas indicam que a média das temperaturas durante o inverno de 2026 tende a ficar acima do padrão histórico no Brasil.

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