Diante de tantos movimentos reivindicatórios, realizados pelos agentes do agronegócio brasileiro, na tentativa de atrair a atenção e obter ajuda do governo, se poderia pensar que o setor representa pouco ou quase nada, na economia do país. Entretanto, os números oficiais mostram que a realidade é diferente. Recentemente foram divulgadas, pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA, informações de que as exportações do agronegócio brasileiro, entre janeiro e abril deste ano de 2006, totalizaram US$ 13,3 bilhões, enquanto as importações ficaram em US$ 1,99 bilhão, resultam num superávit de US$ 11,31 bilhões. Se comparado a igual período do ano de 2005, o resultado é 8,2% superior. O destaque fica por conta do aumento nas exportações de produtos como soja (9,7%), carnes (5,4%), açúcar e álcool (20%), papel e celulose (15,5%) e couro e seus produtos (10,6%). Ao tomarmos como referência os últimos doze meses (entre maio/05 e abril/06), o resultado fica cerca de 10% superior aos doze meses anteriores, na medida em que se passou de US$ 40,57 bilhões para US$ 44,6 bilhões em exportação. Paralelo a isso, o setor produtor depara-se com o grave problema de preços baixos do produto (especialmente no momento da venda), baseado num câmbio que favorece cada vez mais a entrada de produtos de outros países; também o problema do endividamento; e dos altos custos de produção (devido ao preço dos insumos). Diante disso, é de se esperar que os movimentos realizados encontrem um respaldo por parte do governo para que o setor possa continuar ajudando o país.