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Agro c/ PIB R$ 0,83 tri já deve R$ 1,0 tri e precisa do PESA


Climaco Cezar de Souza

Agro c/ PIB R$ 0,83 tri já deve R$ 1,0 tri e precisa do PESA

  1. INTRODUÇÃO E RESUMO -

Ao meu ver, três FATOS ou situações/conjunturas negativas, MUNDIAIS E/OU INTERNAS, gravíssimas, muito podem afetar, NEGATIVAMENTE, e muito prejudicar o sucesso recente do agronegócio brasileiro (talvez um pouco ilusório, pois já muito injusto com o agro dentro-da-porteira, ou seja, com os produtores rurais) e nos próximos 05 anos, SE NÃO RESOLVIDAS DE FORA ESTRATÉGICA, COM VONTADE POLITICA REAL E URGENTE (aos poucos, muito dificultando nosso abastecimento futuro de alimentos Mais com  geração inflação diária e, pior, reduzindo exportações e nossos, milagrosos, empregos rurais remanescentes (estes fundamentais e já em forte queda neste momento). Assim, pela ordem de importância decrescente, analisemos a saber: 1) Elevadíssimo endividamento bancário de cerca de R$ 1,0 trilhão e somente do agro produtor dentro-da-porteira com os diversos bancos MAIS com as multis, tradings, cooperativas, frigoríficos, usinas, destilarias, processadoras, integradoras  etc.., sendo este o principal objeto deste meu novo artigo altamente estratégico, inteiramente gratuito, patriótico, justo e independente e em que, ao final, PROPONHO SOLUÇÕES VIÁVEIS, desde que implementadas URGENTES para o caso; 2) Elevadíssima e verdadeira fuga continuada da mão-de-obra rural em todos os tipos e tamanhos de imóveis rurais, a maioria por baixas remunerações, que para competir com o urbano precisaram ser de, no mínimo, R$ 3,0 mil/mês, mas que alguns donos até não têm como pagar (“ou dizem não ter”, talvez mesmo com muitos sinais de riquezas bem visíveis/comprováveis) e isto mesmo com possíveis ajudas justas e liberadas pelo Governo do Bolsa Família, mesmo com carteira assinada e sem exigências de limites de renda somada/outras MAIS via reduções dos custos familiares rurais com aluguel, luz, agua, quintal e hortas livres, criações livres de pequenos animais etc.) MAIS pelas más e até péssimas condições de moradias da maioria do emprego rural (não por, alegadas - política e desconhecidamente - apenas faltas de treinamentos e/ou por insegurança familiar), mas, pela forte e bem remunerada atração das grandes cidades, onde um simples pedreiro, pintor, carpinteiro etc. já ganha no mínimo R$ 200,00/dia e com tais demandas muito ampliando, seguidamente, sobretudo na beira mar (numa situação já muito difícil e nada divulgada/protegida em que no Brasil em que já 70,0% da nossa população já mora até 350 km da beira mar) e para onde os filhos e netos – ex rurais – já levam seus pais/tios/avós/tios/irmãos/pets etc. - e levarão muito mais se a renda familiar e as más/péssimas condições de moradias atuais da maioria dos trabalhadores rurais, seus parente, e/ou dos proprietário dos imóveis, assim continuarem e tudo à vista até consentidas/com muitas exigências como do Bolsa Família acima, e isto de todos os Governos, Empresas, Órgãos, Imprensa, políticos etc.. ou seja, de quase todo o Povo. Obs.: Em tempo, a EMBRAPA já entende que até 2030,40% dos imóveis serão esvaziados por sérios problemas de não-sucessões (não de abandonos, pois, quase que, certamente ,eles serão vendidos e rápido, e concentrando ainda mais), acho, que pelas ainda maiores migrações dos tais parentes etc.., mesmo que para favelas e/ou para as beiras das cidades, sendo levados pelos filhos e netos que já foram; 3) Forte reduções das demandas mundiais pelos nossos produtos agrícolas “in natura” e até já processados, sobretudo decorrentes da Guerra Trump-Iran MAIS pelos bloqueios de Ormuz (estes com fortes elevações dos custos com fertilizantes e agroquímicos etc.) MAIS pelas imposições de tarifas dos EUA contra o agro brasileiro MAIS pelos bloqueios/imposições de seguidas Cotas de compras futuras pela Uniao Europeia e, sobretudo, pela China (esta, a pior noticia, pois a China já afirmou que quer ser autossuficiente em alimentos processados e “in natura” em poucos anos).

  1. ARTIGO CURTO (03 PG.) E COM MUITAS PROVAS -

Recente, após a divulgação do novo Plano Safra Governamental, surgiram denúncias de que há um elevado nível de endividamento – somado, estocado e/ou prorrogado - dos agropecuaristas brasileiros (somente pessoas físicas mais algumas jurídicas, ou seja, “dentro da porteira”), cujos valores (somados, sendo alguns muitos chutados e até suspeitos, pois muito se esconde - por medos de evoluções patrimoniais suspeitas com recursos públicos e altamente subsidiados/tributários de muitos - e pouco, infelizmente, é, realmente, bem fiscalizado, inclusive nos custeios oficiais) já podem estar entre R$ 0,6 trilhão e R$ 1,2 trilhão (infelizmente, neste momento muito difícil do nosso agro, até já há diversos números pouco consistentes/contraditórios de falsos Consultores/Consultorias e até duvidosos (muitos talvez formados/pós-graduados nas esquinas ou nos péssimos EAD, todos bem liberados/nunca fiscalizados pelo MEC/Conselhos Professionais -, inclusive, talvez até de grandes universidades agrícola públicas – sendo alguns até dos tipos 03 enganações (finge que cobra, finge que ensina e finge que aprendeu), mas muito e muito lucrativas para seus organizadores/alguns professores copy-cola e de IA. Tais desconfianças decorrem de que os endividamentos totais dos agricultores já devem ter chegado a R$ 1,2 trilhão em setembro/2025, segundo dados do BACEN e conforme a AgroMais Consultoria. Vide mais dados do “Endividamento dos produtores rurais já chega a R$ 1,2 trilhão” na apresentação do final de 2025 em: https://www.youtube.com/watch?v=yiC0VOo0Ht8 .

Segundo meus levantamentos nesta semana, tais endividamentos somados (custeios mais investimentos mais demais tipos) podem ficar, como descrito, entre R$ 0,6 trilhão até R$ 1,0 trilhão (o que é gravíssimo, ainda mais diante das nossas enormes dificuldades futuras previstas a seguir). Do total da dívida acima de até R$ 1,0 trilhão seriam de R$ 175,0 bi a R$ 300,0 bi via novos instrumentos de créditos = todos altamente sigilosos e nada fiscalizados pelos Governos/bancos (exceto trocas físicas, vendas antecipadas, “barter” e similares, ou seja, sobretudo de formas com liquidações apenas financeiras, isto é, nas formas de custeios tradicionais obrigatórios (com base nas “exigibilidades bancárias”) mais CPF financeiras, CDA/WA, CRA etc.) MAIS cerca de R$ 256,0 bilhões de dívidas bancárias comprováveis no BACEN em junho/2026. Tudo confirmando, outros dados de outras fontes EM ABRIL/2026 também apontam que o endividamento total dos agricultores somente no Sistema Financeiro Nacional (SFN) ultrapassou a marca de R$ 570,0 bilhões (= R$ 0,57 trilhão). Desse total, o volume de operações problemáticas ou em processo de renegociação já chegava a R$ 188,0 bilhões. Vide mais dados da CBN/AGRO na apresentação: https://www.youtube.com/watch?v=RmJuS2jcEcg . CONTINUANDO, segundo dados do próprio BACEN os endividamentos rurais, ainda em fevereiro/2025, já chegavam a R$ 752 bilhões. Vide OFICIALMENTE em: https://www.bcb.gov.br/content/publicacoes/boletimderop/Boletim%20Derop%20-%20mar%C3%A7o2025.pdf

Em 2025, para o PIB total Brasil de R$ 12,7 trilhões, sabe-se que o Produto Interno Bruto (PIB) TOTAL do agronegócio (soma do antes, dentro e após-a-porteira) alcançou cerca de R$ 3,2 trilhões, impulsionado por safras recordes. Desse valor, o ramo DO AGRONEGÓCIO TOTAL estritamente agrícola (soma do antes, dentro e após-a-porteira agricolas) movimentou aproximadamente R$ 2,1 trilhões, enquanto, IDEM, a pecuária respondeu por R$ 1,1 trilhão.

Como o PIB agropecuário dentro da-porteira PRIMÁRIO (não o PIB do agronegócio total, este incluindo o antes-da-porteira = fertilizantes, semente, agroquímicos etc. mais o pós-porteira = processamentos, transportes internos e externos, armazenagens, vendas externas etc. ) chegou a R$ 0,87 trilhão pela soma da agricultura com a pecuária (dados mensais bem acompanhados pelo CEPEA/ESALQ-USP a pedido da CNA, tais endividamentos, elevadíssimos, já se tornam muito preocupantes para o futuro do nosso agro e tudo neste mau momento mundial das exportações de alimentos, grãos e produtos “in natura” pelo Brasil e, pior, no futuro já bem próximo. Vejam os dados completo dos PIB em:  https://cnabrasil.org.br/publicacoes/pib-do-agronegocio-cresce-12-20-em-2025-impulsionado-pela-pecuaria  .

Pior, recente, a EMBRAPA divulgou, oportunamente, que até 2030, cerca de 40,0% dos imóveis rurais terão sérios problemas de sucessão pelas migrações e/ou envelhecimentos de seus donos, pois, com os filhos e netos se negando a sucede-los, pelo contrário, mais que levando-os para as periferias das cidades (não são abandonos de imóveis, como alguns maus consultores divulgaram).

AINDA PIOR, recente diversos consultores muitos sérios, como eu, de Inteligência Competitiva Proativa (sobretudo, pelo mestre Jose Kobori) JÁ ALERTAM QUE O AGRO BRASILEIRO SERÁ MUITO PREJUDICADO E JÁ NOS PRÓXIMOS ANOS por, pelo menos 05 fatores EXTERNOS muitos negativos somados, ou não:  1) Fechamentos frequentes do Esteiro de Ormuz, o que muito amplia os preços dos fertilizantes e dos agroquímicos e impede que o fundamental petróleo de melhor qualidade chegue até a China; 2) Insistente guerra ‘Trump- Iran’, o que já reflete muito nas entregas e nas compras de nossos alimentos e itens “in natura” pelos países árabes e que pode atrair outros países (Turquia, Síria e outros vizinhos do Iran, reduzindo ainda mais as futuras ofertas de petróleo/fertilizantes, e idem tais ofertas) e, pior, reduzindo muito as demandas por alimentos brasileiros, em especial por carnes); 3) Estabelecimentos de novas barreiras em longo prazo, sobretudo tarifárias, pelos EUA ante as exportações de quaisquer tipos pelo Brasil; 4) Fortes pressões/subsídios/incentivos do Governo Trump para que muitas empresas processadoras do Brasil - sobretudo frigoríficos mais produtoras de insumos - migrem (ou voltem) para os EUA, visando a gerarem bem mais emprego por lá; idem exportarem bem mais de lá para  o Mundo, sobretudo para o Brasil; 5) Seguidos anúncios, tanto pela União Europeia (mesmo agora com o novo acordo deles com o MERCOSUL), como, sobretudo, pela China de que irá estabelecer cotas de importações de alimentos e de produtos “in natura” do Brasil e que a mesma China irá partir, forte, para sua autossuficiência alimentar futura, pois, não pode novamente ser pega de surpresas (sob riscos até de revoltas internas, até políticas).

Contudo, há denúncias, e até levantamentos por certa Consultoria, de que há elevada utilização recursos custeios rurais (financiamentos oficiais) – não desviados para construções rurais já fundamentais para fixar os empregados rurais (vez que os créditos para investimentos são mínimos /errôneos), MAS para expandir os patrimônios familiares em especial dos maiores (estes, principalmente, em outros Estados e bem mais como reservas de valor) e, talvez, das suas  receitas/faturamentos futuros (para diluírem  seus custos fixos), sobretudo, com compras de mais imóveis rurais, mas com recursos de Custeios Rurais (pouco fiscalizáveis e muitos deles já bastantes sobrepostos com outras fontes muito sigilosas/nada abertas e, pior, todas legais) com tudo isto altamente subsidiados pelo Povo = juros até negativos  (comprovadamente, também para compras de muitos imóveis urbanos nas periferias das cidades), sobretudo em nome, preferenciais, de filhos, noras e terceiros (inclusive até ameaçáveis, de futuro, conforme já há denúncias locais). Levantamentos recentes por conhecida Corretora de Credito Rural apontaram que, na sua carteira, até 92,8% dos recursos contratados/subsidiados via tal empresa já são utilizados para ampliarem patrimônios e/ou escalas produtivas. Vide mais dados RECENTES sobre “Crédito rural vira ferramenta de expansão de terras para produtores” em: https://www.cnnbrasil.com.br/agro/credito-rural-vira-ferramenta-de-expansao-de-terras-para-produtores/ .  

Assim, qualquer concessão de prorrogações ou mesmo de inclusões das dividas estocadas em um futuro novo PESA, que proponho (vide abaixo), bem antes, tudo precisará ser analisada caso-a-caso por CPF e local, sobretudo com boas investigações previas nos cartórios (compras pelos agricultores pleiteantes de imóveis rurais e idem urbanos) e até via Policia Federal, isto se devidamente autorizado pelos Juízos locais/regionais.

  1. BEM CONHECENDO O ANTIGO E ÓTIMO PROGRAMA GOVERNAMENTAL “PESA - PROGRAMA Especial de Saneamento de Ativos” (que, orgulhosamente, ajudei a estruturar/planejar pelo bem do Povo ainda em 1995, quando houve o programa anterior de Securitização dos menores valores das dívidas acumuladas dos pequenos agricultores mais da Agricultura Familiar) E QUE TAMBÉM PODERÁ SER A SOLUÇÃO ATUAL DO AGRO.

Como possível medicamente para, MAIS UMA VEZ, tudo bem solucionar (caso-a-caso e bem investigados como acima), se e quando, o Governo quiser, ele pode resolver tudo (elevadíssimos endividamentos e colocando em riscos nossos abastecimentos de alimentos mais exportações e o que sobra de empregos rurais) isto até que rapidamente, mantendo as produções de alimentos e idem as divisas das exportações e até segurando um pouco as elevadas migrações atuais dos campos para as cidades, como acima bem descritas.

A PALAVRA CHAVE SE CHAMA “PESA” (vide detalhes a seguir, inclusive de minha nova proposta modernizada e salvadora acerca), lembrando que participei da proposta inicial de sua criação para os pequenos devedores familiares e que foi chamada em 1995 (Lei 9.138/95) pelo Governo de Plano de Securitização de Dividas (quando, eu ainda atuava na Vice-Presidência de Agronegócios do BB, quando idealizei e demonstramos das suas possibilidades com base nos ensinamentos do emérito prof. Rodolfo Hofman da ESALQ/USP) e baseado nas transferências de rendas futuras dos Consumidores - “spreads” legais/incentivados/de valores totais mínimos pagos, mas livres de impostos e de outras obrigações legais - para beneficiarem os agricultores, mantendo-os nos campos para produzirem seus alimentos). Tratou-se, então, de uma proposta estatística/econômica-financeira, tipo o cálculo atuarial das aposentadorias, em longuíssimo prazo em que os agricultores pagariam à vista de 10,4% a 12,0% (parcelado) do seu saldo devedor total, COMPROVADO E NÃO ILEGAL, e este recursos bem marcados/acompanhados pelo Tesouro e com “custos zeros” (tipo de depósitos à vista e desde que já livres de compulsórios governamentais, IDEM de IOF idem de cumprirem exigibilidades bancarias etc.). ASSIM, TAIS PAGAMENTOS Á VISTA´(OU PARCELADO EM 3 ANOS E COM JUROS ANUAIS MÍNIMOS) DEVERIAM SER TOTALMENTE REAPLICADOS, ATÉ DIARIAMENTE, E POR TODO O PERÍODO PELOS BANCOS ADERENTES/PARTICIPANTES EM QUAISQUER DE SUAS CARTEIRAS ALTAMENTE RENTÁVEIS DE CONSUMIDORES AVIDOS, inclusive nos com encargos diários caríssimos DE CARTÕES DE CRÉDITOS, FINANCEIRAS, CHEQUES ESPECIAIS, FINANCIAMENTOS DIRETOS AOS CONSUMOS etc. (depois, o Tesouro gostou tanto da proposta que se apoderou desta parte muito e muito lucrativa PARA ELES e que seriam bem marcadas, também originárias dos bancos que aderiram, e ao contrário, quase que talvez os obrigando para tanto).

Assim, oficialmente, o PESA (Programa Especial de Saneamento de Ativos) foi uma política do governo brasileiro criada na década de 1990 para socorrer produtores inadimplentes. As dívidas foram reestruturadas através de alongamento de prazos, conversão, inicial, para uma moeda estrangeira (dólar, para nivelar, pois a inflação diária ainda era alta e de 21,98% no total do INPC de 1995) e, em seguida, assumidas pela União Federal, aliviando a crise de crédito da época.

Os detalhes, com dados oficiais no site abaixo, de como os débitos foram formatados e renegociados incluem seguintes passos bem coordenados/bem delineados:

) Alongamento de Prazos: Oficialmente (vide site abaixo), o saldo devedor de cada operação diferenciada e bem capitalizada/”spreadializada com “custo zero diário” (“não o valor de pagamento total pelos produtores à vista ou em até 3 vezes anuais e proporcionais, portanto, em até 03 anos”)  foi renegociado para ser pago em longos prazos, chegando até a 20 anos, com carência para o pagamento do principal (“na verdade, ao meu ver, parece que o Tesouro, espertamente - não foi este o prazo que idealizamos/propomos - até que lucrou muito com tal prazo excessivo de 20 anos de “spreadializações” continuadas, até semanais (“spread” = diferença entre o preço da compra e o preço da venda de uma transação financeira”) e sobre saldos cada vez crescentes, talvez via cobranças de um gigante IOF continuado, ou via ações/impostos similares, em cada operação, pois 10 anos, ao meu ver, já seriam mais que suficientes. Ao meu ver, para muito bem rentabilizar os 100,0%  de cada operação especial destas bastavam 05 anos após o pagamento por cada produtor rural/devedor - à vista ou em 3 vezes anuais seguidas e proporcionais -, conforme podem provar os cálculos estatísticos-financeiros bem feitos e isentos dos VPL – “Valor Presente Liquido” desta forma de liquidação especial (possível para qualquer atividade, desde que o Governo assim queira, sobretudo politicamente, pois abrindo mão de alguns impostos diretos - administrados/controlados pela Receita Federal/TCU/STF e não pelo Tesouro - e/ou de outras rendas públicas e pelos prazos estabelecidos), ou seja, em que com o pagamento de até 12,0% de uma dívida e com reaplicação/capitalização/”spredialização” até diária ou semanal. Tudo bem programado e numa situação inédita e altamente estratégica/fundamental – como esta do  momento – e para bem continuar alimentando bem o Povo mais para as exportações e empregos do País (assim, muito benéfica e até salvadora para todos) e SEM impostos (SEM quaisquer IOF, mas, com IRPJ) e SEM compulsórios sobre depósitos (estes estabelecidos/recolhidos/engessados pelo BACEN sobre cada deposito/pagamento, e a título de controle da inflação diária) e SEM exigibilidades (estas que obrigam todos os bancos a aplicarem, diariamente, em Credito Rural um bom % dos seus deposito à vista mais de alguns depósitos a prazo e até da Poupança-Ouro). Ao final, os tais 10,4% à vista ou os 12,0% em 03 parcelas anuais, se tornam - em operações bem isoladas, bem marcadas e bem acompanhadas diariamente - 100,0% e isto já até/somente 05 anos. Assim, 10 anos seria um bom prazo total, ai se acrescentando mais 05 anos para tornar as operações também muito atrativas/remunerativas, via aplicações bem marcadas, iguais e totalmente livres, tudo para atrair todos os bancos e/ou corretoras e/ou investidores participantes, sobretudo os privados”; Acerca da necessária “spreadialização”, ou seja, “Spread: entenda este conceito usado no mercado financeiro“ VIDE: https://conteudos.xpi.com.br/aprenda-a-investir/relatorios/spread-entenda-este-conceito-usado-no-mercado-financeiro/;  Acerca das Exigibilidades = recolhimentos legais diários/engessados ao BACEN sobre depósitos de quaisquer Bancos e até de Cooperativas de Créditos para aplicações obrigatórias em Crédito Rural (somente nestas operações de dividas estocadas/bem marcadas acima, e não nas novas operações) somente na Safra de grãos 2025/26, elas geraram recursos totais de R$ 455,2 bilhões  para o Crédito Rural do País (ou seja, com o Governo, realmente, ainda pouco aportando/raramente liberando tudo etc.. do propagandeado nos famosos Planos Safras anuais e isto sem falar nas diversas captações/aplicações via CPRs etc.) “a maioria com custos zero para o Governo” (devidamente incluídos nos tais Planos Safra Governamental, bem divulgados/propagandeados). Na última safra, os níveis de recolhimentos obrigatórios foram elevados, sendo de 31,5% de todos os depósitos à vista diários (assim, com valores elevadíssimos, originários dos cerca de R$ 0,65 trilhões -  R$ 656 bilhões - de depósitos a vista diários dos Bancos mais do papel moeda em poder do público, o chamado “Agregado Monetário Restrito” o M1 das contas do BACEN, mas que não vou detalhar aqui e agora) MAIS de 70,0% dos depósitos diários na Poupança Rural (também chamadas, espertamente, de Poupança Verde ou de Poupança Ouro) MAIS de 60,0% das LCA emitidas - Letras de Créditos dos Agronegócios, que são títulos emitidos pelos Bancos, lastreadas em títulos CDA-WA emitidos pelos produtores rurais e agrupados nos CDCA das empresas de insumos/fertilizantes/máquinas, cooperativas, agroindústrias diversas  etc..; Vide mais em:  https://www.cliquef5.com.br/noticias-do-agro/governo-decide-congelar-exigibilidades-bancarias-para-destravar-credito/419685 ;

B) Aquisição de Títulos (no valor de 10,4% do saldo devedor total): Para acessar o Programa e ter a dívida reestruturada, o devedor precisava adquirir Certificados do Tesouro Nacional (CTN) — títulos da dívida pública que eram utilizados como garantia do principal perante as instituições financeiras credoras. Vide no link abaixo um exemplo do Bacen de que um título com valor futuro acumulado em 20 anos de R$ 1.000,00 tinha que ser adquirido, na forma prevista pela legislação, pelo seu preço unitário descontado por 20 anos (prazo do CTN), totalizando apenas R$ 103,67 á vista. Desta forma, o mutuário pagaria na adesão, nesta modalidade de renegociação, 10,37% pelo principal de sua dívida, ficando devedor apenas dos juros anuais e durante o período alongado. Vide mais dados de “O que é o PESA e quem pode se utilizar do programa?”  em: https://www.gov.br/tesouronacional/pt-br/perguntas-frequentes/execucao-orcamentaria-e-financeira/securatizacao-agricola-pesa ;

C) Conversão Cambial: Muitas destas operações foram atreladas à variação cambial (dólar) e a taxas de juros prefixadas, o que gerou forte impacto aos produtores rurais nos anos seguintes devido à desvalorização do Real frente à moeda americana;

D) Transferência à União: Com o aprofundamento das dificuldades de liquidez de muitos produtores, as dívidas rurais foram renegociadas e, posteriormente, repassadas para a União Federal (Tesouro Nacional) por meio do Programa de Securitização.

Fim

Brasília (DF) e Porto Seguro (BA) em 13 de julho de 2026 (versão em português)

Grato pelas Leituras, Analises e Compartilhamentos.

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