A era das Fintechs

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A tecnologia tem transformado nossas vidas de forma tão rápida que não nos damos conta de como isso influencia nosso comportamento. O celular e a internet talvez sejam os principais elementos dessa revolução e os principais instrumentos do nosso cotidiano. É difícil imaginar nossas atribuições no trabalho e na família sem essas tecnologias. 

Percebo o quanto isso tem poder no momento em que chego em casa e não consigo ficar cinco minutos na frente da televisão sem ser tentado pela internet no celular, mas principalmente quando preciso realizar alguma movimentação financeira e reluto em me deslocar até uma agência bancária. Certamente os grandes bancos já perceberam isso também dado que em 2014 apenas 10% das movimentações eram realizadas via mobile banking. Em 2016, esse número saltou para 34%. Esse dado é 11% superior às movimentações realizadas via internet banking e 26% maior que as movimentações realizadas na agência, segundo a Federação Brasileira de Bancos – Febraban.
 

Segundo o Banco Central do Brasil, se somadas as transações realizadas via computadores, smartphones e tablets em 2016 o total geral foi de 62%, ou seja, mais da metade das operações. Por conta disso os grandes bancos têm se preocupado em oferecer a melhor plataforma mobile possível e a mais segura visando atender esses números que já não são apenas tendência e sim realidade.

Porém, o problema dos grandes bancos são as fintechs. São empresas de tecnologia voltadas para o mercado financeiro e que possuem enorme know-how no desenvolvimento de novas formas de relação entre consumidor e empresas do setor financeiro.

Mas, esse não é o maior desafio dos grandes bancos. A questão é que as fintechs, por conta de sua estrutura digital, estão transformando o relacionamento do cliente e empresa principalmente no que diz respeito aos custos praticados no mercado. E isso se torna o ponto fraco dos bancos estabelecidos. Enquanto estes tentam migrar seus clientes para a plataforma digital, as fintechs estão à passos largos conquistando essencialmente o público mais jovem. O Facebook já está testando transferência de dinheiro através de aplicativos de mensagens como o Messenger e Whatsapp.

Uma maneira que os bancos estão utilizando para conter um pouco esse avanço da concorrência é a aquisição dessas fintechs.

Recentemente o Banco Itaú comprou 49,9% da XP Investimentos. Nesse caso específico era uma plataforma relacionada a investimentos, contudo, também totalmente digital. 

De qualquer modo, se por um lado é um desafio para as poucas empresas “donas” do setor bancário, por outro lado é um avanço para os consumidores que podem à partir disso ter disponível mais opções de relacionamento, de praticidade e de custos com as empresas do mercado financeiro.

Uma coisa é certa:  nosso contato com os bancos já mudou bastante e será totalmente transformado em pouco tempo.
 

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