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Brasil, país do futuro, imediato, na reconstrução de uma economia mundial próspera e sustentável.


Paulo Braz de Andrade

 De repente, a história oferece ao homem – o desafio e a oportunidade de renovar a face da Terra, em algumas décadas, através da construção de uma ordem econômica onde a produção mundial integrada - de alimentos e de energias renováveis -  crie  as bases e os parâmetros de um novo desenvolvimento global,  próspero, avançado, dinâmico, democrático, equânime  e de  estabelecimento de um mercado justo e ajustado nas regras da sustentabilidade e de um novo Direito Mundial de Geração de Riquezas.

 Como o Brasil estará revelando os conhecimentos e os modos de passagem desta velha ordem econômica – insustentável – para a nova ordem de patamares sustentáveis,

                                        e,

 como o Brasil é o país  possuidor dos melhores e maiores recursos naturais para a  produção integrada de alimentos e de energias renováveis – cabe a ele a responsabilidade, o privilégio e a iniciativa, imediata, de apresentar as propostas de realização comercial construtora das estruturas de renovação da Agricultura, que influenciará a renovação das estruturas de renovação da economia industrial e da economia dos serviços.

 Faz parte do desafio, enfrentar a aparência de utópico e de absurdo  -  contidas nesta idéia da possibilidade de renovação – imediata e completa da Economia; 

 bem como,  soa inverossímil – caber ao Brasil e aos brasileiros – assumirem o desafio de proposição da coisa, isto é,  – liderar o esforço de pensar, de estruturar e de organizar os conhecimentos de proposição da aventura de construção de uma nova Geografia Econômica Mundial e de uma nova História Universal programada.

 Estamos diante de um movimento de características do fenômeno do Big-Bang de estruturação do universo, ou seja, da possibilidade de se organizar, previamente, -  um plano, um programa, e milhares de projetos  - capazes de permitirem o manejo de transformação, controlada, de todas as estruturas de construção de riquezas dos países e de contratação de novas relações sociais de produção entre os indivíduos e a Humanidade.

 Esta explosão de um movimento criativo de nova cultura e de nova sociedade – ensaiado, simulado, cenarizado, programado, contratado e executado – on line, é que permitirá que, num prazo de cerca de três décadas, seja feita a renovação da face da Terra, com a edificação de uma nova economia.

 O mais incrível é que os conhecimentos e os documentos de proposição da renovação das estruturas da economia e das novas relações sociais de produção, já estão formulados em algumas centenas de pequenos textos, que, através do site AGROLINK, queremos colocar à disposição de todos.

 Submeter à análise e ao julgamento uma proposta brasileira de desenvolvimento econômico sustentável, concreto, que pode ser praticado pela economia de todos os países, -  pese a aparência de utópico e de absurdo -  constitui  uma grande alegria de buscar a reparação das oportunidades de desenvolvimento perdidas, pelo Brasil, ao longo das três últimas décadas.

 Desde a década de oitenta, quando o Brasil parou de crescer a taxas,  anuais, significativas, vimos nos empenhando na formulação de um caminho alternativo para o seu desenvolvimento, enquanto se processava e se consolidava um modelo de desenvolvimento da agricultura, que se demonstrou, ultracompetitivo, e abriu a fórceps espaços e fatias majoritárias do mercado mundial alimentar e energético renovável, mas tornando mais agudas as desigualdades sociais e as defasagens de desenvolvimento entre as regiões e entre as classes produtoras, privilegiando apenas, e em parte, o grande agronegócio, sem oferecer nem a ele a estabilidade e a tranqüilidade.

 A demanda explosiva e abrupta, de combustíveis renováveis, especialmente, de álcool combustível da cana-de-açúcar, ocorrida neste ano de 2.006, é o fator que pode provocar a virada do jogo do desenvolvimento – a favor do Brasil e dos países intertropicais em desenvolvimento.

 Examinar as oportunidades de celebração de acordos comerciais de produção programada de alimentos e de energia renovável, entre o Brasil e outros países em desenvolvimento, com os ricos países desenvolvidos, e com os dois grandes e populosos países – Índia e China – é um exercício preparatório decisivo, para a realização da criação, imediata, das oportunidades de renovação e reestruturação de toda a base de sustentação da agricultura e do comércio agrícola;  tornando a economia sustentável em uma nova dinâmica, compatível com os grandes poderes de informação, de comunicação e de administração dos negócios.

 Junto com a luta contra a aparência de utópico e de absurda,  a idéia de uma imediata e grandiosa oportunidade do Brasil liderar um movimento econômico renovador, surge outro desafio, o desafio de lidar com a complexidade de organização dos pensamentos e dos conhecimentos de revelação da visão cheia, completa, da coisa.

 Ou seja, de nós brasileiros adquirirmos a consciência  desse fabuloso tesouro de oportunidades inesgotáveis (porque renováveis) de realização de negócios com a produção de alimentos e de energia renovável, e, poder com isso, e por isso, influenciarmos o pensamento mundial - com uma idéia salvadora do perigo cada vez maior - de um horrendo caos climático e de um horrendo quadro social – de miséria e de morte - que já tiraram o sossego e a esperança de futuro de quase todos.

 Para concluir esta abertura, frisando o aspecto da imediatiedade, queremos lembrar que - o tempo de transformação das idéias e das invenções – em práticas de geração de riquezas, sofreu abreviações progressivas geométricas ao longo da história.

 O desenvolvimento agora pode se dar em tempo real. Previamente, planejado e acompanhado dos programas de contratação antecipada da sua implementação.

 

 Fisicamente, o mundo e a economia estão preparados para uma grande mudança de eixo do desenvolvimento e que isto só terá chance de acontecer se um movimento catalítico, big-bangueano, orquestrar a engendração da sinfonia de montagem da economia sustentável, que se canta.

 Falta unificar a compreensão de que o conflito de interesses agrícolas, principalmente, provocado pelas políticas agrícolas dos países da OCDE, que, com cerca de 6 de trilhões de dólares de ajuda em subsídios e protecionismo aos seus agricultores (1 bilhão de dólares por dia, desde o final dos anos oitenta), arrasaram  a chance de lucro e de permanecer no mercado, de centenas de milhões de produtores e de trabalhadores rurais.

 Que, este conflito de interesses entre os agricultores dos países ricos e dos demais países, não pode mais ser resolvido pela liberação do mercado, como defende o governo brasileiro, desde 1986, insistindo em bater nessa única tecla, da competitividade.

 A competitividade brasileira, argentina e de alguns poucos outros países, incrementada, também nas últimas duas décadas, na realidade, sobre certos aspectos, tem agravado o problema.

 Ela, a competitividade, continua sendo muito importante, mas não pode mais, é impotente, para, sozinha, resolver o complexo problema de equacionamento dos interesses agrícolas.

 A competitividade precisa da cooperatividade e da sustentabilidade. Estes três fatores são necessários na economia e no comércio agrícola, mas, a junção dos três fatores exige uma compreensão do conjunto dos interesses e dos problemas de todos os agricultores e das agriculturas de todos  os países.

 Essa abordagem macroeconômica agrícola mundial, integrada com a abordagem microeconômica agrícola, na propriedade e na região (em todas as regiões), - já está estruturada e estampada.

 Redigimos, nos últimos anos, dezenas de textos sistêmicos sobre o tratamento micro e macro econômicos agrícola, global e regional; este tratamento conjugado da economia agrícola é que nos levou à facilidade de pensar com os grandes quantitativos, e saber, quantos hectares de terras precisa-se para produzir tais e quais alimentos, em que quantidades, agora e nos próximos 30 anos, aqui, e em todos os lugares.

 Dominar a visão e conhecimento destes grandes números e saber quanto cada propriedade deve produzir, de modo a determinar o equilíbrio de interesses de todos os agricultores e de todos os consumidores, é uma conquista ao alcance de todos que se interessarem por este estudo e este conhecimento.

 Temos dito que o AGROLINK, poderá divulgar uma proposta de desenvolvimento brasileiro da economia e do comércio agrícola, compatibilizando e integrando os interesses dos agricultores e das agriculturas dos países em desenvolvimento.

 Esta proposta, que avalia e respeita também os interesses dos agricultores, das agriculturas e das economias dos países ricos, está pronta, está escrita.

 Antes de divulgá-la e de submetê-la à análise, temos buscado despertar o interesse dos leitores do site, publicando artigos, como o SOJA & CANA, e outros, esperando formar uma massa crítica que ainda não aconteceu.

 Aproveitamos o ensejo do lançamento, no dia 26 de abril, 2006,  do Plano Nacional de Agroenergia, da criação do Consórcio Nacional de Agroenergia, e do Centro Nacional de Pesquisa de Agroenergia (Embrapa), para propor ao governo, às instituições e às empresas e aos agricultores – o exame da questão agrícola, no seu grande conjunto de faces, com um tratamento abarcante.

 Já desenvolvemos as ferramentalidades necessárias.

 Lidar com esta nova condição instrumental de abarcar todos os fenômenos do agronegócio e da agricultura, dominando o exame dos interesses e  das soluções comerciais e jurídicas, é um desafio que precisa ser considerado como oportunidade de desenvolvimento dos atuais problemas, agudos e angustiantes, para, entrarmos no estágio de transformação da economia agrícola brasileira – em campeã da excelência, da exuberância, e da  espelhagem;  para os outros países, mirarem, admirarem, copiarem acompanharem  e  realizarem, conjuntamente a organização da produção das riquezas agrícolas sustentáveis abundantes para o mundo inteiro.

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