CI

Brasil precisará US$ 240 bilhões p/ 145 projetos SAF-Macauba


Climaco Cezar de Souza

Brasil precisará US$ 240 bilhões p/ 145 projetos SAF-Macauba

1) RESUMO -  

Este meu artigo exclusivo, conciso, altamente estratégico e detalhado apresenta e demonstra – com uma vasta gama de dados confiáveis ??– as excelentes oportunidades para muitos setores, principalmente combustíveis, aviação, navegação, ferrovias, além de todos os fundos de investimento e outras empresas, investirem fortemente em novos projetos de biocombustíveis, agroflorestamento e parcerias ambientais que salvam vidas – todos muito rentáveis ??e com baixíssimo risco – somente no Brasil. Nosso país tropical (que já possui vasta experiência em biocombustíveis, como etanol e biodiesel) necessita atualmente de US$ 240 bilhões em 145 novas biorrefinarias de grande porte para fabricar/vender volumes gigantescos de novos biocombustíveis SAF/HVO, com altíssima demanda mundial futura, principalmente devido ao cultivo da nossa árvore de macaúba. O Brasil já é um dos principais produtores mundiais de biocombustíveis/bioóleos sustentáveis ??para aviação (SAF) e/ou biocombustíveis marítimos/ferroviários (HVO), todos voltados para emissões zero e até mesmo para substituição total – tipos "drop-in" – ou substituição parcial do querosene de aviação e do diesel marítimo e VLS/B24 para navios, locomotivas e outros veículos.

Somente a ampliação prevista em curto prazo da demanda MUNDIAL por SAF aéreo é assustadora e as maiores empresas áreas têm prazos para cumprirem suas metas curtas de limpezas (exigências dos seus milhões de clientes). Somente entre 2025 e 2050, a demanda mundial por SAF aéreo pode ampliar, INCRÍVEIS, 11.742,1%, exigindo ofertar, inicialmente, pelo menos, 50,0 bilhões de litros de SAF em 2035 (450,0 bilhões de litros em 2050) a serem obtidos, além da Macauba - de formas menos produtivas ou bem mais caras – também com sebos bovinos, soja, sobras de óleos cozinhas, etanol e até lixo urbano. Atualmente, para uma demanda mundial total de 380,0 bilhões de litros/ano de combustível de aviação bastantes poluentes (a maior parte de querosene), a oferta de SAF somente representa 1,0% do total (= apenas 3,8 bilhões de litros/ano).

Para dar conta de tal demanda mundial futura inicial de 450,0 bilhões/litros/ano somente de SAF em 2050, segundo a Airbus Europa, se em “drop in” (uso direto e sem precisar misturar aos atuais querosenes), somente no Brasil (se fornecendo 35,0% de tal demanda inicial apenas de SAF, iguais a 150,0 bilhões/litros/ano/2050) precisaremos de novos investimentos gigantes e urgentes em, no mínimo, mais 145 novas biorefinarias altamente lucrativas de SAF e/ou HVO e com cada uma produzindo mínimo de 1,0 bilhão/litros SAF/ano (05 já estão planejadas e/ou em construção pela ACELEN). Todas no Brasil, contudo, terão que ter ótimas logísticas para baixos custos de transportes e de refinos. Todos estes novos biocombustíveis ambientais e emergenciais serão muito mais baratos de cultivar e de refinar do que extrair/refinar petróleo (serao projetos semelhantes aos da ACELEN RENOVÁVEIS/Grupo árabe Mubadala, esta, inicial, para 1,0 bilhão de litros/anos de SAF e a partir de apenas 180 mil hectares iniciais de Macauba bem cultivadas/bem processadas). Para tanto, mesmo somando todas possíveis 145 novas refinarias de grandes portes (com cerca de 22,0 milhões de hectares de pastagens a bem recuperar somente com macauba e em diversos locais), ainda sobrarão imensas áreas de pastagens degradadas de até 130,0 milhões/hectares e a bem recuperar no Brasil, se possível com cultivos de macauba e consorciando com pastagens, sempre priorizando a agricultura familiar como já são os projetos em fomento florestal da ACELEN.

Em termos de resultados financeiros em R$/hectare/ano (nivelados no 8º ano por serem cultivos com ciclos bem diferentes), meu artigo mostra com números sérios que a renda bruta propiciada pelo cultivo bem efetivado de Macauba para biooleos poderá ser até 20 vezes mais do que cultivar eucalipto na mesma área ou até 40 vezes mais do que os pinus. JÁ EM TERMOS DE RENDAS LIQUIDAS PREVISTAS, a Macauba pode propiciar renda liquida 7 vezes mais do que o eucalipto em R$/hectare/ano; 3 vezes mais do que a soja e 23 vezes mais do que os pinus. Assim, a Macauba, realmente, pode revolucionar nosso novo e futuro agronegócio/energético, isto se as petrolíferas e os concorrentes mundiais impeçam que/não tragam (como até já se provou que trouxeram, programada e criminosamente, para o cacau, palma/dendê, café, soja etc..) doenças antigas e altamente destrutivas contaminem essas novas plantações de Macauba.

JÁ EM TERMOS DE VALORES A INVESTIR somente nos 03 principais cultivos florestais brasileiros (não nas compras de suas áreas, pois se tratam de projetos de fomentos florestais próprios e semelhantes), em média, os investimentos APENAS na implantação dos eucaliptais temporários longos para celuloses são de R$ 5,5 mil/hectare – a diluir em 6-8 anos até o seu abate, exceto com manutenções/anuais - e os de pinus temporários muitos longos para serrarias são de R$ 4,0 mil/hectare e a diluir em até 10 anos. Já o custo médio de implantação de 01 hectare de Macauba, em cultivos perenes,  para bioóleo é bem mais elevado e de R$ 20,0 mil, mas a diluir por cerca de 42 anos de vida útil do 8º ao 50º ano e altamente produtivos (50% da renda vem do bioóleo da polpa para SAF/HVO e mais 50% da torta interna para rações animais), exceto com manutenções/anuais (investimento inicial entre R$ 10,0 mil e R$ 30,0 mil/hectare, conforme os locais, as topografias, as espécies, as precipitações de chuvas mais, sobretudo, as tecnologias de cultivos, colheitas e refinos etc..). Para outros detalhes, INCLUSIVE SOBRE ONDE, COMO E QUANTO INVESTIRES BEM MELHOR E ATÉ COM RISCOS “ZERADOS” (conheço e visitei 90,0% do interior do Brasil), contates-me apenas pelo e-mail [email protected].

2) ARTIGO CURTO - 

Este artigo - altamente estratégico e detalhado/comprovador - demonstra que o Brasil também já é um dos maiores líderes mundiais nas produções de biocombustíveis/biooleos aéreos sustentáveis (SAF) e/ou navais/locomotivos (HVO), todos para zero de “emissões” e até para suas substituições totais futuras - tipos “drop in” - ou mesmo parciais dos querosenes para aviação mais dos diesel “bunker” e até do VLS/B24 para navios, locomotivas e outros usos. Dadas suas naturezas renováveis, somente os usos de SAF podem propiciar reduções de até 90,0% nas emissões aéreas líquidas de GEE, com bases nos ciclos de vidas, a depender da origem da matéria-prima, rota tecnológica de produção e a eficiência do processo produtivo.

Na quinzena anterior, foram divulgados os avanços de 03 empresas no Brasil nos refinos de óleos brutos vegetais, animais e até de lixos urbanos para as fabricações   dos novos – fundamentais, muito exigidos e de altos valores – biooleos refinados SAF “Sustainable Aviation Fuel” (“Combustível Sustentável de Aviação” ou “Biodiesel Aeronáutico”) mais do novo bioóleo naval/locomotivo HVO “Hydrotreated Vegetable Oil” (Óleo Vegetal Hidrotratado).

A ampliação prevista ACIMA da demanda por SAF aéreo (sem contar com o HVO naval e locomotivo) é tão grande que até assusta, pois, as maiores empresas áreas do Mundo têm prazos para cumprirem suas metas de limpezas (exigências dos seus milhões de clientes mundiais). Assim, voarem muito mais e de forma sustentável trata-se de uma grande vitória para as marcas mais rápidas e que mais comprem ou mais invistam em SAF.

Segundo diagnósticos da Airbus Europa, até 2050, o Mundo precisará produzir 450,0 bilhões de litros/ano somente de SAF tudo para “zerar” as emissões do setor aéreo e com total eliminação dos usos de querosene de aviação e similares, o que quebraria muitas petrolíferas e que, então, devem retaliar pesado contra o SAF/HBO e os bioóleos de Macauba, soja, etanol e similares brasileiros. Para ser muito competitivo será preciso ofertar muito SAF para ganhar escala e muito reduzir custos (como já ocorre com a nova macauba da ACELEN RENOVAVEIS/Mubadala no Brasil), pois, atualmente, o SAF é de 04 a 06 vezes mais caro que o combustível fóssil (querosene). Alternativamente - e de forma bem melhor planejada e agindo em longo prazo, as petrolíferas atuais - ou algumas delas – replanejariam/mudariam/complementariam seus atuais business/negócios, vez que o consumo mundial de óleo combustível industrial e de outros itens ainda permanecerão elevado e por mais uns 200 anos, segundo especialistas. Então, elas passariam, também, a produzirem SAF a partir de itens agropecuários mais limpos ou mais sustentáveis e muito mais baratos (até com rendas triplas anuais por cultivos), aliás como o Grupo petrolífero árabe Mubadala/ACELEN – EXPERTAMENTE/ESPERTAMENTE - já faz no Brasil, pretendendo implantar aqui, pelo menos, 05 grandes Projetos de SAF/HVO e, para tanto, investindo a elevada soma de até Us$ 17,0 bilhões (média de Us$ 1,5 bilhão a US$ 2,5 bilhões/cada projeto, inclusive nos cultivos, tudo para 1,50 bilhão/litros/ano de SAF/01 projeto). Cada projeto ACELEN, envolve investimentos próprios (43,0%) mais 57,0% bem securitizados de até 12 instituições financeiras, sendo 10 internacionais MAIS BNDES mais Bradesco. Vide mais dados em https://www.novacana.com/noticias/producao-global-saf-menos-1-necessario-net-zero-airbus-221025

Se o Brasil (fundos de pensão, fundos de investimentos, bancos sérios e outros investidores, sobretudo externos), realmente, se interessarem e agirem rápido (parando de especular em bolsas e com cartões/financeiras/BETS, no que o Governo Federal/BACEN é muito falho em controlar e reduzir e com um jogando a culpa integral no outro) para explorarem nosso potencial gigante acerca, o País poderá produzir/exportar até 35,0% de tal demanda anual gigante mundial, chegando a 150,0 bilhões de litros de SAF em 2050 (seriam precisos, pelo menos, 145 novos Projetos de refinos e de cultivos de grande porte com cada produzindo/exportando, pelo menos, 1,0 bilhão/litros/ano somente de SAF) e, com tudo isto, provocando uma - REAL (não marqueteira) – reviravolta, socioeconômica e, sobretudo, ambiental, na agroindústria e, principalmente, na agricultura familiar do Brasil – esta ainda muito degradante real de pastagens e de outros biomas (com recuperações rápidas de milhões de hectares de pastagens muito degradadas da agricultura familiar, como a ACELEN mais a EMBRAPA já fazem nos cultivos de Macauba em Montes Claros - MG mais  no centro/nordeste da Bahia, podendo chegar a 4,0 milhões de hectares de pastagens recuperadas em seus 05 projetos gigantes futuros).

Fato é que o Brasil precisará - URGENTE (e aproveitando a atual maré de BEM MAIOR demanda futura mundial, já altamente positiva e até cara, tudo para altíssimos lucros e boas reformas socioambientais locais da agricultura familiar) - ter muito mais Empresas e Prefeituras/Governos de Estados incentivando os plantios, sobretudo com bons viveiros e boas logísticas (preferencialmente, somente em projetos PRIVADOS de fomentos florestais. O setor no Brasil precisará priorizar/dar preferência investimentos muito maiores em projetos PRIVADOS/PPP de desenvolvimentos direcionados e bem executados, como os que já são realizados por muitas gigantescas e experientes empresas de celulose com plantações de eucalipto para produção de celulose (mas agora em longo prazo = 50 anos), refinando, exportando e vendendo no mercado interno o óleo de macaúba e a torta de coco derivada para alimentação animal. Para outros detalhes, INCLUSIVE SOBRE ONDE, COMO E QUANTO INVESTIRES BEM MELHOR E ATÉ COM RISCOS “ZERADOS” (conheço e visitei 90,0% do interior do Brasil), contates-me apenas pelo e-mail [email protected].

O cultivo bem efetivado da nossa milagrosa palmeira Macaúba, sobretudo em sistemas agroflorestais bem fomentados (como dos eucaliptos, pínus e seringueiras atuais) pode revolucionar toda a produção agrícola futura do País mais o desenvolvimento regional socio ambiental - real e sustentado – de locais muitos pobres do País. A nossa palmeira Macauba é oriunda dos cerrados e, assim, já muito tolerante aos solos menos férteis e menos chuvosos, podendo ser bem consorciada com pastagens e diversos outros cultivos locais.

Como fatores agrícolas e de rendas altamente competitivos/fundamentais da nova Macauba melhorada pela EMBRAPA Montes Claros (ante a soja e ante outros cultivos e fontes para bicombustíveis), temos que:

  1. Ela é resistente e perene e, assim, pode ser bem cultivada e colhida anualmente dos 7º ao 50º ano (colheita de forma bem especial), isto sem precisar de replantios (o eucalipto precisa ser abatido, colhido e replantado aos 07 anos (assim, poluindo bem mais ao recultivar-se e ampliando muitos seus custos). A colheita da Macauba é maravilhosa/emocionante e feita por maquinas muito especiais (atual de forma manual e/ou por robôs que se agarram ao tronco e que sobem de forma autônoma, mas bem vigiada/bem programada) – e no futuro até por drones roedores especiais - e que ainda sendo bem desenvolvidas/melhoradas somente no Brasil, isto como já se faz com algumas frutas, como nas colheita das laranjas (o Brasil produz até 70,0% do suco mundial) mais do coco açaí da Amazonia (Açaibot), pois a altura da Macauba adulta fica entre 10 metros e 15 metros;
  1. A Macauba, embora muito resistente a falta de chuvas prolongadas, também exige boa chuvas anuais (entre 1.000 e 1.700 mm/ano) para ser muito mais produtiva. Nos 02 primeiros anos, ela pode até exigir irrigações semanais por inundações nas covas por caminhões/tanques e para bons pegamentos. No Sistema ZARC da nossa EMBRAPA podem ser bem investigados os locais com mais chuvas e, assim, os mais indicados, também considerando os melhores relevos para tanto. Vide “Macaúba conta agora com Zoneamento Agrícola de Risco Climático” em https://www.embrapa.br/en/busca-de-noticias/-/noticia/86749208/macauba-conta-agora-com-zoneamento-agricola-de-risco-climatico;
  1. Ela pode ser consorciada com diversos tipos de pastagens para bovinos para produções de carnes ou de leite, ovinos, cabras, cavalos, aves de campo soltas, avestruzes etc. e/ou com outros cultivos alimentares, ou não;
  1. Sua produção de óleo bruto chega a ser 07 vezes mais do que a soja em litros/hectares/ano (e isto desde o 7º ano até o 50º ano), mas como ainda não há um sistema de extração próprio e mais eficiente (se utiliza mais o HEFA). Além do SAF, o óleo de macauba também pode ser utilizado para fabricar tais HVO e BE8 Bevant (via outras rotas com tecnologias já bem dominadas mundialmente, mesmo com rendimentos industriais menores e produtividades inferiores) como a partir do óleo de soja também por HEFA (esta apenas com 01 produção anual por ser um cultivo temporário/cíclico/safra) em locais e anos com maiores produções MAIS de sebos animais, sobretudo de bovinos para corte (oferta apenas anuais) MAIS até de lixos urbanos (RSU), lixos rurais e biomassas (RSR), estes com ofertas elevadíssimos e constantes, mas com processo/rota industrial tipo - Fischer-Tropsch, vide abaixo - muito mais caro e com menor rendimento;
  1. Além do óleo na polpa/parte externa (equivalente a 40%-50% do peso), o fruto da macaúba libera uma torta residual altamente nutritiva e rica em proteínas para animais, equivalente a 50%-60% do seu peso inicial. Somente a amêndoa da macaúba pode conter níveis MUITO ALTOS de Proteína Bruta (PB), variando de 48,0% a 66,0%, em comparação com apenas 15,0% no mesocarpo e 4,0% na casca. (Comparativamente, a soja contém até 77,0% de farelo de soja, com apenas 23,0% de bio-óleo, mas este farelo Hi-Pro contém até 48,0% de PB, o que significa que tal cultivo é muito mais nutritivo do que uma cultura oleaginosa). Então, a venda de torta de macauba é bastante cara e muito rentável, pois adiciona cerca de 50,0% à receita bruta do setor de produção e de processamento de macauba, como já se faz com o farelo de soja e o atual DDG de milho para etanol;
  1. A renda bruta em hectare/ano propiciada pelo cultivo bem efetivado de Macauba para biooleos em R$/hectare/ano (no 7º ano para bem equivaler) é até 20 vezes maior do que cultivar eucalipto na mesma área ou até 40 vezes mais que do pinus.

Obviamente, aqui o Brasil também se destaca pois é um dos com melhor experiência internacional com rotas tecnológicas para as produções de biodiesel, glicerina, etanol e outros derivados, sendo tais comparações e apresentações de novas rotas o principal objetivo deste artigo.

Entre os 11 processos (rotas tecnológicas) de fabricação MUNDIAL de AS/HVO e outros atualmente já homologados/certificados, destacam-se: 1) HEFA (Hydroprocessed Esters and Fatty Acids), que já produz cerca de 95,0% das ofertas atuais, mas ainda com proporção máxima a querosene de 50,0%, segundo o diagnostico em inglês a seguir, podendo chegar ao “drop-in” = 100,% - e que produz SAF a partir de óleos vegetais como de soja e de macauba (“in natura” ou óleo de cozinha usado) e também de gorduras animais ou qualquer outro material de origem graxa; 2) ATJ (Alcohol to Jet) que consiste em um processo de transformação de álcoois (etanol e metanol) em SAF e com proporção máxima a incorporar ao querosene também de 50,0% -; 3) G + FT (Gaseificação de matéria orgânica sólida, associada à reação Fischer-Tropsch este com proporção máxima a incorporar ao querosene também de 50,0%; e 4) PtL (Power to Liquid) que consiste da produção de combustíveis líquidos a partir de dióxido de carbono (CO2), estes obtidos do ar atmosférico e/ou de efluentes de processos industriais (ex. siderurgia) mais de hidrogênio, preferencialmente obtido a partir da eletrólise de muitíssima água (H2O), estes também mediante o uso de muitíssima energia elétrica até que renovável, ou seja, por rotas MAS MUITO MAIS CARAS e, pior, socioambientalmente muitos danosos; 5) Também a Rota da hidrotermólise catalítica (CHJ), que converte ésteres de ácidos graxos e ácidos graxos livres (sebos e gorduras) em SAF, biooleos que também podem chegar a 50,0% da mistura final.
Ao contrário, já na rota das Isoparafinas sintetizadas (SIP) – que convertem, biologicamente, açúcares C6 em farneseno, que, somando com o H2, pode chegar ao SAF - a proporção máxima na mistura final com querosene e outros é apenas de 10,0%. Acerca vide em inglês: https://skynrg.com/sustainable-aviation-fuel/technology-basics/ .   

Adicionalmente, ainda apenas os óleos brutos extraídos da Macaúba já são considerados matérias-primas futuras do “drop-in”, isto é, que já podem ser refinados e misturados diretamente ao combustível fóssil (como querosene de aviação), pois apresentam uma pegada de carbono muito inferior à de outras commodities agrícolas (ou podem até serem usados diretamente e sem misturas). Não se tratam de testes de novas tecnologias, mas, já, de reais implantações de tais unidades fabris, vez que o Brasil já tem larga experiencia nas produções de biodiesel (de soja, gorduras animais etc..) mais de etanol de cana e, agora, bem mais de milho para etanol mais DDG. Com isto, mais uma vez, o Brasil deve ser o modelo/exemplo mundial de produções e de usos despoluentes de combustíveis SAF e HVO, realmente sustentáveis, mas, agora com elevadíssimos componentes socioambientais positivos; mais altamente demandados e muito mais lucrativos para todos.

Para autores - mais para a ACELEN RENOVÁVEIS do Grupo árabe Mubadala - para ficarem com 10,0% a 15,0% da renda liquida anual (livres de quaisquer custos) mais para a BASF Medicamentos/Cosméticos), a NOSSA Macauba JÁ é de 5 a 10 vezes mais produtiva em SAF/hectare/ANO do que a Soja e 30,0% mais do que o Dendê/Palma (cultivo anterior mais promissor para SAF, mas, agora já muito caro, pois com doenças de difícil controle. Adicionalmente, é bom saber para bem comparar que 1,0 vaca para corte/carne, que se alimenta apenas nestes pastos já muito degradados e e baixas qualidades, propicia – com seus bezerros abatidos no futuro - renda bruta de apenas R$ 1,2 mil/vaca/hectare, mas num total equivalente a 06 anos igual a apenas R$ 0,20 mil hectare/ano. A ACELEN trata-se do primeiro grupo que já está muito investindo - inicialmente, Us$ 3,0 bilhões, mas podendo elevar para Us$ 12,0 bilhões em seus 05 projetos futuros - na sua refinaria especial com a rota HEFA mais em plantios gigantes de até 4,0 milhões de hectares de macauba no Brasil (iniciando com 180 mil hectares para 1,0 bilhão/litros SAF/ano), todos em pastagens muito degradadas da agricultura familiar e também no modelo de fomento florestal continuado de eucaliptos em que os agricultores agora cederão suas terras degradadas - tipo aluguel anual – agora para cultivos de macauba e em longo prazo.

Todos consideram que apenas 1,0 hectare de Macaúba pode produzir entre 1,5 e 2,0 toneladas de SAF por ano, com média de 1,7 t. (10 vezes mais do que a soja), sendo tal rendimento calculado com base em uma produção média de 4.000 a 5.000 litros de óleo bruto por 1,0 hectare, que passam por processos de refino e de hidrorrefino para se converterem em bioquerosene SAF.  Já, ainda para eles, 1,0 hectare de Soja produz APENAS cerca de 0,15 a 0,20 toneladas/hectare/safra de SAF (média aproximada de 0,17/t./safra) e isto a partir de cerca de 3,5 toneladas de soja (apenas de 420 a 500 litros SAF por hectare), OU SEJA, apenas uma pequena fração do grão vira óleo SAF (entre 20,0% e 40%). Processando e refinando pelo processo HEFA (que já produz cerca de 95,0% das ofertas atuais), a densidade do SAF do óleo de soja é próxima a 0,8 kg = 1,0 litro.

Também, outros dados de alguns autores/pesquisadores apontam que apenas 01 hectare Macauba pode gerar renda média bruta anual, por, no mínimo, 30 anos, de R$ 80,0 mil por ano no auge da sua produção do 7º ao 50º ano e sem precisar renovar/replantar (Renda bruta com óleo e farelos de R$ 45,0 mil a R$ 130,0 mil/hectare/ano, conforme os locais, as idades e as tecnologias empregadas nos cultivos, colheitas e processamentos).

Ainda de forma comparativa/estratégica de futuro/nada ofensiva - como economista agrícola experiente (ESALQ/USP) há uns 35 anos - descrevo e analiso que 01 hectare de eucalipto com produtividade média de 40 m3 a 50 m3/hectare/ano para celulose (média de 45 m3 ou 27 t., sendo de 500 a 720 kg de sólidos por m3 e ainda com 70% umidade), segundo autores, produzirá renda bruta média acumulada no seu 7º-8º ano de apenas R$ 12,0 mil (até quando precisará ser abatido e replantado) – isto é, entre R$ 10,0 mil/07 anos e R$ 14,0 mil/07 anos -, ou seja, em média, equivalente a apenas R$ 1,6 mil/hectare/ano (entre R$ 1,4  mil e R$ 2,0 mil/hectare/ano, segundo a EMBRAPA Florestas ou painéis da CNA Brasil) e tudo isto fora os elevadíssimos custos/investimentos – financeiros e ambientais - com os necessários replantios. Nos pinus a renda bruta anual é baixíssima e somente de R$ 2,0 mil/hectare ano, segundo a a EMBRAPA Florestas ou painéis da CNA Brasil.

Ainda pior, o lucro líquido anual com eucalipto PARA CELULOSES – abatido aos 6 anos e segundo a a EMBRAPA Florestas ou painéis da CNA Brasil - é muito baixo e de apenas entre R$ 1,1 mil e R$ 1,6 mil /hectare/ano (média de R$ 1,35 mil /hectare/ano). Já o lucro líquido final com pinus com 30 m3/hectare/ano para serrarias é ainda pior e apenas, em média, de R$ 0,412 mil/hectare/ano, segundo a a EMBRAPA Florestas. No caso da Soja (produtividade de 51 sc/hectare) e em cultivo na atual Safra 2025/26 no MS, o custo reduziu um pouco para cerca de R$ 51,00/sc 60 kg CIF imóvel, mas, Como o preço de venda atual (junho/2026) é de R$ 115,00/sc FOB imóvel, a renda liquida propiciada é de R$ 64,00/sc e de R$ 3.264,00/hectare.

ASSIM (nivelando e comparando as 03 rendas liquidas no 8º ano, vez que a Macauba é perene de 8º ao 50º ano) MESMO COM ALTA RENDA real acima de cerca US$ 6.430/hectare (=R$ 3.264,00/hectare) na atual safra em fazenda no MS, A SOJA – ALÉM DE EXIGIR REPLANTIO ANUAL E BOAS CHUVAS E BONS SOLOS (e operações com muitas maquinas poluentes) - AINDA PERDE PARA A MACAUBA, ESTA COM RENDA MÉDIA ESTIMADA ACIMA EM R $ 9,5 MIL HECTARE/ANO, OU SEJA, ATÉ 3 VEZES MAIS QUE A SUPER SOJA APENAS ANUAL), ALÉM DE A MACAUBA SER PERENE e com vida útil de cerca de 42 anos (do 8º ao 50º ano). Em tempo informamos também que o eucalipto para celulose é temporário (corte do 6º ao 8º ano); o pinus para serraria é temporário (corte até o 10º ano) e a soja é anual/repetitiva/prazo safra).

Ainda comparativamente, e com base em outros dados do link abaixo, a renda líquida anual da Macaúba para bioóleos – já transformada em SAF - varia de elevados R$ 4,0 mil a elevadíssimos R$ 15,0 mil/por hectare/SAF/ano, segundo autores, conforme o ano do cultivo, o local E, sobretudo, DA EFICIÊNCIA do refino (média de R$ 9,5 mil /hectare/saf/ano), SENDO, assim, 7 x mais DO que o eucalipto para celulose e 23 vezes mais que O pinus para serraria).

Sintetizando e analisando melhor os itens de rendas e de produções da MACAUBA, temos que:

1) Produção firme de frutos (amêndoa/polpa para óleo + caroço para torta/ração + casca) de 30 a 40 toneladas/ano a partir do 8º ano (média de 35 t./ano) e até os 50º anos;

2) Produção de Óleo total (polpa + semente) de 2.500 a 4.000 litros/hectare/ano (média de 3.300 litros), ante média de apenas até 450 a 600 litros de soja/safra;

3) Receita Bruta Estimada de R$ 20,0 mil a R$ 50,0 mil/hectare/ano;

4) Custos de Manutenção e Colheita de R$ 6,0 mil a R$ 12,0 mil/hectare/ano;

5) Renda Líquida Estimada já como SAF de R$ 4,0 mil a R$ 15,0 mil/hectare/SAF/ano, tudo conforme o fundamental rendimento do refino.

       FIM

Brasília (DF) e Porto Seguro (BA) em 19 de junho de 2026 (versão em português)

Grato pelas Leituras, Analises e Compartilhamentos.

 “VIVAMELHOR AMBIENTAL A BRAZIL THINK TANK”

(a modern and faster socioambientalist/green & susteinable Energies Brazilian “think tank).

     Para outros detalhes, INCLUSIVE SOBRE ONDE, COMO E QUANTO INVESTIRES BEM MELHOR E ATÉ COM RISCOS “ZERADOS” (conheço e visitei 90,0% do interior do Brasil), contates-me apenas pelo e-mail [email protected]

Assine a nossa newsletter e receba nossas notícias e informações direto no seu email

Usamos cookies para armazenar informações sobre como você usa o site para tornar sua experiência personalizada. Leia os nossos Termos de Uso e a Privacidade.

2b98f7e1-9590-46d7-af32-2c8a921a53c7