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EUA Exporta US$ 3,4 TRILHÕES mas deixa 60 milhões na pobreza


Climaco Cezar de Souza

EUA Exporta US$ 3,4 TRILHÕES mas deixa 60 milhões na pobreza-abandono?

  1. INTRODUÇÃO E RESUMO –

Sem deméritos, os principais objetivos deste artigo curto (04 páginas) são tentar analisar e bem entender como o Pais mais rico e mais desenvolvido do Mundo, os EUA  - com PIB de US$ 30,3 TRILHÕES em 2025 = 2,2% mais que em 2024; ante US$ 2,26 TRILHÕES do Brasil idem, 2,3% mais que em 2024 -, ao tempo que exportou US$ 3,4 TRILHÕES em 2025, mantem cerca de 60,0 milhões de seus habitantes, já sendo 748 mil em grave situação de rua (de seus 347,2 milhões de habitantes totais, ante 213,4 milhões no Brasil) na pobreza ou mesmo no total abandono (sobretudo mendigos, sem tetos, viciados em drogas e até ex-combatentes, que deram tudo, até seu sangue e membros, por seu Pais). Ao mesmo tempo, os EUA ainda têm um gasto astronômico de U$$ 60,0 bilhões/ano com suas 750 bases mantidas em todo o Mundo, a título de protegerem alguns países (que pouco pagam ou mesmo quase nada agradecem por isto) mas, que na verdade, priorizam os EUA com suas vendas mais baratas de seus petróleos brutos, gás, minerais etc. MAIS com muitas importações dos EUA MAIS, e sobretudo, com elevadíssimas gerações de lucros internos (REMETIDOS QUASE QUE INTEGRAL E LIVREMENTE PARA OS EUA), tudo pelas fortes atuações das multis americanas e que faturam US$ 10,0 TRILHÕES/ano globalmente. Mesmo assim, como os EUA importam (US$ 4,3 TRILHÕES) muito mais do que exportam (US$ 3,4 TRILHÕES acima), a balança norte-americana foi deficitária em US$ 901,5 bilhões em 2025, o que tem que ser suportado pelo seu Tesouro, cada ano devendo bem mais e mesmo que imprimindo/emitindo bem mais moeda. A pergunta que todos atualmente fazem no Mundo é até quando e como o País suportará isto, e já quase que sozinho, após as fortes atuações do sul Global (BRICS ampliado)? MAIS da significativa e insistente redução da importância do dólar, enquanto moeda MUNDIAL de trocas/pagamentos?

Também, neste artigo tenta-se entender como e onde os norte-americanos estão cuidando de sua saúde corporal, inclusive bucal (sobretudo seus 60,0 milhões de pobres/abandonados acima), vez que quase todo seu sistema de saúde foi privatizado (nada foi vendido, no sentido real de privatizar, mas todos tais serviços, desde seus inícios, já foram estruturados, fundamentalmente, pela  iniciativa privada, aliás como idealizado/”mote” bem mais capitalista e da livre competição do País), tudo bem ao contrário do que se pratica no Brasil e em muitos países ricos e pobres, como no Reino Unido, Canadá, Austrália, Portugal e Espanha. Contudo, o Brasil é único do Mundo com grande população que já tem um sistema modelar e com atuação universal, integral e totalmente gratuito (inclusive para estrangeiros residentes ou em visitas/turismos). Tudo nos EUA foi pensado e deveria ocorrer em nome de uma provável auto regulação e possível livre competição interna, mas, pelo que parece, ainda não ocorre de verdade (com preços médios/hospitalares/odontológicos privados e internos caríssimos - não custos -, talvez pela elevadíssima cartelização de tais serviços/concessões e, praticamente, sem controles visíveis/possíveis dos Governantes). O sistema de saúde americano tem uma rede descentralizada, mas ainda fortemente dominada pelo setor privado e sem cobertura publica universal. Ele é movido pelas logicas/ideais de mercado capitalista e não por direitos universais dos seus povos (bem ao contrário dos Países acima, sobretudo do Brasil), o que gera custos altíssimos e altíssima dependências de Seguros de Saúde privados e muito ligados as empresas (grupos privados de saúde e que faturam US$ 5,7 TRILHÕES/ANO – vide abaixo) e com custos para o povo de, pelo menos, US$ 1,65 TRILHÃO/ANO (estes para pagamentos de seguros privados caríssimos, muito seletivos/exigentes e que, mesmo assim e até via o novo e bem mais popular  OBAMACARE/ACA (este com 233 milhões de norte-americanos contribuindo por ano para até 10 cuidados acessíveis) não funcionam bem - vide muitos dados e analises no artigo. Tudo isto, muito prejudica a população mais pobre/carente acima descrita e até já exporta muitas de tais pessoas para serem bem cuidadas/melhor tratadas e de forma até gratuita em muitos países, vizinhos ou não (Mexico, Costa Rica, Espanha, Portugal, Índia, Turquia, Tailândia e até no Brasil). O Governo somente presta um pouco de assistência médica via dois programas públicos bem modestos o “Medicare” para idosos acima de 65 anos e pessoas com deficiências mais o “Medicaid” para famílias de baixíssimas rendas). Aqui é sempre bom lembrar que o Salário Mínimo atual nos EUA é de Us$ 7,25/hora e isto sem alterar desde 2009 (mas, pago a/recebido por apenas 1,0% da população total), o que significaria cerca de US$ 360 = R$ 1.800,00 no Brasil (baseado em 40 horas de trabalho por semana = cerca de 50 horas/mês). No Brasil, nosso salário-mínimo atual e corrigido todo ano é de R$ 1.621,00 (junho/2026), mas aqui ele é pago/recebido por cerca de 35,3% da nossa população ocupada (índice muito elevado, comprovando nossa eterna e má distribuição de renda). No Brasil, 32,7% recebem de 01 a 2 SM; outros 7,6% da nossa população economicamente ativa percebe acima de 5 SM e apenas 0,7% ganham acima de 20 SM.

2) ARTIGO –

Nos EUA, em 2025, apenas as 500 maiores empresas do País (ranking Fortune 500) já tiveram uma receita recorde de US$ 19,9 TRILHÕES/ano, sendo que apenas suas muitas multinacionais já faturam cerca de US$ 10,0 TRILHÕES/ano globalmente. Em 2025, os EUA exportaram US$ 3,43 TRILHÕES, mas importaram US$ 4,67 TRILHÕES (boa parte de petróleo, minerais raros e outras matérias-primas para processarem internamente e reexportarem, espertamente). No mesmo ano, as exportações totais brasileiras atingiram US$ 348,7 bilhões (10% da dos EUA) e as importações US$ 280,4 bilhões.

Entretanto, enquanto as reservas internacionais do Brasil já chegam a US$ 371,2 bilhões agora em maio/2026, nos EUA somente alcançavam US$ 38,0 bilhões em ativos de reservas (segundo eles, como boa parte do Mundo ainda detém suas reservas denominadas ainda em US$ dos EUA (muitos já estão mudando para reservas em ouro e comprando muito tal metal e por preços anuais crescentes), isto dispensa o Pais da necessidade de manter grandes estoques específicas desta sua moeda.

Contudo, os custos apenas para manterem suas 750 base militares mantidas no Mundo (a título mais de proteções de suas multis MAIS de preferencias por seu comercio exterior MAIS de seus interesses por energias e minerais, sobretudo petróleo e gás) parece que muito sacrificam sua população interna e chegam a cerca de US$ 60,0 bilhões/ano (com receitas mínimas aproximadas de |US$ 8,0 bilhões/ano, pagas por alguns países nos acordos de proteções, sendo o Japão com US$ 4,0 bilhões/ano; Alemanha com Us$ 1,0 bilhão/ano e Coreia do Sul com US$ 1,0 bilhão/ano).

Aqui é sempre bom lembrar que o Salário Mínimo atual nos EUA é de Us$ 7,25/hora e isto sem alterar desde 2009 (mas, pago a/recebido por apenas 1,0% da população total), o que significaria cerca de US$ 360 = R$ 1.800,00 no Brasil (baseado em 40 horas de trabalho por semana = cerca de 50 horas/mês). No Brasil, nosso salário-mínimo atual e corrigido todo ano é de R$ 1.621,00 (junho/2026), mas aqui ele é pago/recebido por cerca de 35,3% da nossa população ocupada (índice muito elevado, comprovando nossa eterna e má distribuição de renda). No Brasil, 32,7% recebem de 01 a 2 SM; outros 7,6% da nossa população economicamente ativa percebe acima de 5 SM e apenas 0,7% ganham acima de 20 SM.

Para os EUA alcançarem e deterem um nível tão elevado de PIB MAIS de reservas MAIS de exportações para o Mundo, o Pais (assim como diversos outros) dependem muito de suas elevadíssima produtividades média horaria da mão-de-obra, esta, em geral, altamente treinada sobretudo para intensos usos de robótica; MAIS de muita IA - Inteligência Artificial completa e dirigida; MAIS de novos sistemas computacionais MAIS de  novíssimas tecnologias, ainda até não reveladas/liberadas para todas as empresas internas. Eles pesquisam, inventam e desenvolvem muito anualmente e patenteiam 5 vezes mais rápido do que no Brasil. De tecnologias e novos sistemas de patentes no Mundo já tenho todos os dados e pretendo analisar - também de forma comparativa com o Brasil - nos artigos a seguir e a publicar neste mesmo site.

Enquanto o elevadíssimo PIB norte-americano por hora trabalhada é de US$ 81,80/hora; no Japão reduz para US$ 52,00/hora e no Brasil, reduz muito e para apenas US$ 21,20 hora (ou seja, somente atinge cerca de 25,0%, ou 1/4, da dos EUA). Por outro lado, a Coreia do Sul na década de 1960 tinha nível semelhante ao do Brasil, após promoveu gigante evolução educacional e tecnologia, o que multiplicou sua produtividade média horária em US$/hora (contudo, após a COVID 2019 - tudo isto já está mudando e com tal produtividade média agora já sendo muito questionada e também reduzindo muito em tais países acima e, sobretudo, deve reduzir rápido e muito mais agora com as chegadas/fortes entradas nas mão-de-obra - e nas menores atuações/bem menos consumos das novas Geração Z mais Geração X). Até muitos favoráveis a tais reduções rápidas já afirmam que a medida tende a reduzir doenças cardiovasculares, estresse e síndrome de burnout, além de aquecer alguns setores. "Tempo livre não é tempo morto para a economia. As indústrias de entretenimento vão se beneficiar, porque para consumir nós precisamos de mais tempo livre”.

As elevadas diferenças na produtividade médias das mãos-de-obra entre os Países ocorrem porque produzir valor exige mais do que esforço do trabalhador. Nos EUA, no Japão e na Coreia do Sul, a soma de capital físico (maquinas, tecnologias) MAIS Capital humano (com obrigatórias e muito recicladas educação de base) MAIS de Infraestrutura Eficiente e de Ambiente de negócios PERMITEM eu o mesmo tempo de trabalho gere muito mais riquezas horarias/diárias/ciclos.

"Em 1950, um trabalhador brasileiro representava 25,0% de um trabalhador americano, e hoje continua o mesmo valor. Ou seja, a gente ficou estagnado em relação aos Estados Unidos. A Coreia do Sul era até mais pobre que o Brasil nos anos 1980 e, rapidamente em poucos anos, conseguiu passar de um país de renda baixa a um país desenvolvido”.  Em Portugal, a redução legal de 44 para 40 horas semanais em 1996 levou a uma diminuição de cerca de 10,0% nas horas trabalhadas por trabalhador, acompanhada por um aumento aproximado de 8,0% na produtividade por hora. Na França, a redução de 39 para 35 horas em 2000 resultou em uma queda de cerca de 6,0% nas horas trabalhadas por trabalhador, mas também esteve associada a uma redução de aproximadamente 1% no valor adicionado por trabalhador.

Além disso, em termos de horas médias totais trabalhadas/ano de 2025, enquanto no Mexico se trabalhou 2.246 horas/ano, no Brasil somente se operou por 1.684 horas/ano. Na Coreia do Sul foram 2.113 horas/ano; nos EUA trabalhou-se 1.779 horas/ano e no Japão 1.719 horas/ano. Vide vide também “Os 15 Países Que Mais Trabalham no Mundo em 2025 – E Onde o Brasil se Encaixa! https://www.aconteceuvn.com.br/2025/05/os-15-paises-que-mais-trabalham-no.html    

Contudo, já em 2020, analises do BBC de Londres apontavam que os EUA viviam um grande paradoxo dos nossos tempos em que o País mais rico do mundo, já tinha alguns dos piores índices de pobreza no grupo dos países desenvolvidos. Mais de meio século depois que o Presidente Lyndon B. Johnson declarou "guerra incondicional à pobreza", até hoje, os EUA ainda não descobriram como vencê-la. Para a BBC, desde a declaração de Johnson em 1964, o país teve conquistas surpreendentes, como chegar à Lua ou gestar a internet. Entretanto, nesse período, conseguiu uma tímida redução no índice de pobreza, que caiu de 19,0% para cerca de 12,0%. Isso significa que quase 40 milhões de americanos já viviam abaixo da linha oficial de pobreza em 2019. O problema já era muito maior e mais antigo do que se vê na pandemia do novo coronavírus, que também vinha revelando e intensificando as questões sociais do país. Os EUA tiveram o maior número de casos de Covid-19 no mundo e agora já enfrentam os piores níveis de desemprego desde a Grande Depressão de 1930.

Até 2020, segundo estudiosos, o aumento da pobreza foi contido nos EUA graças a uma expansão histórica de subsídios do Governo. Mesmo antes da crise na saúde, o país já destinava anualmente bilhões de dólares a programas de combate à pobreza em quantias até maiores do que o Produto Interno Bruto (PIB) de alguns países da América Latina.

Pesquisadores apontam para duas razões fundamentais por trás da pobreza nos Estados Unidos: uma tem a ver com simbologia e a outra é pragmaticamente econômica. Primeiro, os EUA carecem de uma rede de assistência social forte ou programas de apoio à renda como outros países (como o SAMU e o SUS no Brasil). Os programas de assistência social que os Estados Unidos implementaram nas últimas décadas, como vale-alimentação ou seguro desemprego, permitiram reduzir em alguns pontos a pobreza, mas são considerados limitados.

Também, muitos fatores culturais e religiosos são geralmente lembrados para explicar isso. "Nós tendemos a ver a pobreza nos EUA como um fracasso individual, ou seja, como se as pessoas não tivessem trabalhado duro o suficiente. Como se tivessem tomado decisões ruins ou não tivessem talento o suficiente. Assim, é algo como: cabe a você se erguer". "O resultado é que realmente não fazemos muito em termos de políticas sociais para tirar as pessoas da pobreza."

Somam-se a isso as desigualdades raciais: as minorias sofrem desproporcionalmente no País. Enquanto 11,0% das crianças brancas nos EUA vivem na pobreza, essa taxa chega a 32,0% para crianças negras e 26,0% para crianças latinas, segundo dados do censo levantados pelo Centro de Dados Kids Count.  "A pobreza é frequentemente vista como um problema para os não-brancos, e isso também reduz a vontade de ajudar os outros". "Existem estudos mostrando que em países mais homogêneos em termos de raça e etnia há uma rede de segurança mais robusta, porque as pessoas veem os outros como semelhantes — tendo maior probabilidade de querer ajudar." Vide mais dados e análises em: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-53562958  

Atualmente, os maiores sintomas de decadência social já em curso (ainda não econômica, pela forte detenções de novas tecnologias revolucionárias MAIS das elevadas presenças de suas multinacionais no Mundo (faturando cerca de US$ 10,0 TRILHÕES/ano globalmente) MAIS de suas potentes/muito empregadoras/bem pagas internamente, suas Forças Armadas com 750 bases protetoras/priorizadoras de suas exportações em todo o Mundo (exportações estas com o elevadíssimo valor de US$ 3,43 TRILHÕES, 10 vezes mais que pelo Brasil), situação em que os países protegidos por elas pagam – INDIRETAMENTE/PRIORIZADAMENTE, por tudo e muito caro) vindos dos EUA. Mesmo assim, relatam-se seu elevados descuidos e elevados custos/preços com seus sistemas de socorros emergenciais (do tipo nosso SAMU, uma grande revolução e exemplo social mundial e já muito copiado) MAIS médico-hospitalares e laboratoriais (tipo o nosso SUS, idem) e odontológicos (muitos bons exemplos de algumas nossas Prefeitura Municipais sociais e de Sindicatos rurais, muito bem focadas e até já em parcerias como SUS). 

Obviamente que a população que mais sofre e mais padece com tantos tais mau tratos e altíssimos custos nos EUA são, pela ordem: 1) Seus idosos; 2) Seus ex-combatentes; 3) Os hispânicos (inclusive brasileiros como se sabe, sendo boa parte desta mão-de-obra semiescrava atual até de brasileiros pequenos empresários mais antigos e já naturalizados), pois quase sempre bem menos preparada e baixamente remunerada.

Infelizmente, nos EUA, ainda cerca de 745.652 pessoas estavam em “situação de rua” em janeiro/2025, segundo o relatório oficial mais recente do Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano dos EUA (HUD). Desse total, aproximadamente 266.000 pessoas viviam completamente desabrigadas, dormindo nas ruas, em barracas ou em veículos. Segundo especialistas entre as Causas principais apontam-se a crise imobiliária; a falta de moradias a preços acessíveis e os altos custos de aluguel como fatores determinantes para a persistência desses números

Entretanto, tal situação AINDA não afeta o país de forma homogênea, pois quase um quarto (25,0%) de toda a população desabrigada do país está concentrada em apenas duas grandes metrópoles: Nova York (NY) e Los Angeles (CA). A Califórnia, por exemplo, registrou mais de 181.900 indivíduos sem moradia fixa no último levantamento “National Homelessness” em 2025, ou seja, reduziu 3,3% ante o ano anterior.

Nos EUA, atualmente, a pobreza' repentina faz com que milhões de pessoas dependam de ajuda para não passar fome.

"Exemplificando (infelizmente) vide o triste, e real, depoimento a seguir: “Nunca pensei que, depois de trabalhar tanto, acabaria dependendo do governo", lamenta uma ex-comissária de bordo aposentada. Sua pensão por invalidez só cobre os custos de moradia e de serviços. Há 04 meses (início de 2026), ela visitou pela primeira vez o maior banco de alimentos do sul do Estado, o “Feeding South Florida”. A organização abastece gratuitamente a despensa de 25,0% dos moradores da região que não conseguem custear suas necessidades alimentares. Para poder ficar em frente às prateleiras repletas de produtos que, já não podia comprar, ela precisou pedir ajuda pela primeira vez aos 62 anos. Ela recebe US$ 2,0 mil/mês (cerca de R$ 10,7 mil) da Previdência Social americana e este nível de renda a coloca acima da linha da pobreza nos Estados Unidos, hoje de US$ 15,65 mil/mês (R$ 83,5 mil por ano, ou cerca de R$ 7,0 mil por mês), segundo o Departamento de Saúde e Serviços Humanos do país. Assim, embora seja dona da sua casa e do seu carro, o valor da pensão não chega para comer.  Ela considera que este empobrecimento repentino tem sua origem em eventos inesperados que consumiram seu patrimônio. Dois tratamentos contra o câncer esgotaram suas economias e o recente diagnóstico de Parkinson a obriga a recorrer ao dinheiro da aposentadoria”. Vide nomes e mais dados em: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2025/12/01/a-pobreza-repentina-que-faz-com-que-milhoes-de-pessoas-nos-eua-dependam-de-ajuda-para-nao-passar-fome.ghtml?utm_source=share-universal&utm_medium=share-bar-app&utm_campaign=materias  

O mais horrendo  (que o Mundo todo já assiste e acompanha diariamente pelas redes sociais) é saber e comprovar que nos EUA, infelizmente, as pessoas pobres (sobretudo os hispânicos) MAIS os mendigos-abandonados nas ruas MAIS os veteranos de guerras MAIS os viciados em drogas já NÃO podem sequer serem atendidos/movidos por uma ambulância (situação diária comum e inteiramente gratuita pelo SAMU em todo o Brasil e que já muito assusta e alerta – positivamente - os turistas e estrangeiros que nos visitam e/ou investem e/ou negociam). Nos EUA, uma simples viagem de ambulância até um hospital ou um posto de atendimento médico/laboratório pode custar entre Us$ 1,0 mil e Us$ 3,0 mil/viagem.

Com isto, tais grupos acima de norte-americanos ou já se negam a serem atendidos por tais ambulâncias dos seguros e/ou dos sistemas de saúde privados (senão tem que pagar muito e caro, demostrando a gigante força capitalista/seguradora dos sistemas de tal pais) ou têm que viajarem e recorrerem para seus tratos de saúde nos vizinhos Mexico, Costa Rica, Espanha, Portugal e até nos distantes Índia, Turquia, Tailândia e até no Brasil (aqui sobretudo nos cuidados odontológicos e com cirurgias plásticas etc..).

A falta de pagamentos pessoais de suas dívidas médicas já é a principal causa de falência familiar/pessoal no País, pois todos os serviços médicos/odontológicos/hospitalares já foram – erroneamente pelo que se comprova atualmente – privatizados, gerando – sem nenhuma vergonha - imensas e inúmeras barreiras contra os pobres e as populações de ruas. Ainda POR QUESTÕES RELIGIOSAS/TRADIÇÕES, A MAIORIA DOS NORTE-AMERICANOS AINDA ACREDITAM QUE NASCER POBRE ou ser abandonado pelas famílias é um grave defeito pessoal ou familiar, pois o País dá oportunidades para todos. Alguns até falam/blasfemam que se isto ocorreu – ou ocorre - é por vontade de Deus (um absurdo de tanta ignorância pessoal, coletiva, religiosa e, sobretudo, governamental).

No caso dos custos com ambulâncias, o resgate solicitado (muitos já fogem das ambulâncias quando chegam), é cobrado “a parte” e, em geral, não é coberto (em outros, apenas parcialmente) pelo Seguro, deixando milhares de dólares em dividas pessoais/familiares. Também, em muitos casos, mesmo com o paciente tendo o seguro Governamental em dia (chamado de “MedicalAid”) sempre aparecem, ao final, as tais contas-surpresas, pois a empresa da ambulância pode ser de uma operadora “fora-da-rede” Governamental. Assim, para evitar chamar e pagar caro pelas ambulâncias (ou suas surpresas), os pobres e/ou de baixa renda recorrem muito aos amigos para transportes até seus tratamentos/exames/internações e até já usam muitos aplicativos não preparados para tanto, como o UBER e o 99 no Brasil.

Nos EUA, os faturamentos atuais de todo o Serviço de Saúde privados (hospitais, clinicas, laboratórios etc..) são gigantes e chegam a US$ 5,7 TRILHÕES/ano, sendo US$ 1,2 TRILHÃO somente com os serviços médicos e clínicos, ficando o restante gigante para os hospitais, medicamentos e seguros administrados pelo Setor Privado. O faturamento é muito impulsionado por negociações complexas de seguros, sendo composto por pagamento diretos pelos pacientes MAIS principalmente por repasses de grandes seguradoras privadas (situação que, infelizmente, também já amplia muito no Brasil e com todos nossos Governos ainda somente assistindo e até já apoiando) como “Unitedhealth Group”, “CVS Health” e “Elevance Health” MAIS por fundos federais (Medicare/Obamacare, Medicaid).

O custo do “MedicalAid” – para famílias de baixa renda (como o SUS no Brasil) - é financiado pelos impostos gerais pagos e, na soma dos custos federais mais os Estaduais, chegam a US$ 890,0 bilhões/ano, o equivalente a US$ 2,7 mil/total habitante/ano ou até US$ 6,0 mil/família de cada contribuinte/ano. Assim, o custo é elevado, mas o dinheiro desaparece rápido, porque os hospitais mais os serviços médicos/odontológicos (privados na maioria) são caríssimos, nunca tabelados e/ pouco fiscalizados. Em geral, o Governo Federal cobre 69,0% dos custos do “MedicalAid” e os Estaduais ficam com 31,0%. O custo médio de cada pessoa de baixa renda inscrita no Programa é elevadíssimo é de US$ 9.100/ano (igual a quase R$ 50.000,00/ano no Brasil = R$ 4.100,00/mês pelo câmbio atual de 1=5), mas ele pode ampliar ainda mais se for atendimento de crianças, de idosos ou de pessoas com deficiências.

Os custos médicos com planos de saúde privados (como o “Obamacare” = ACA “Affordable Care Act”) são astronômicos e também a maioria pouco funciona e/ou funcionam muito mal. Os norte-americanos gastam o elevadíssimo montante de US$ 1,65 TRILHÃO/ANO com Seguros de Saúde privados e e, que também funcionam muito mal, pois os recursos também somem e rápido (são embolsados/talvez quase que roubados). No caso do “Obamacare” cerca de 233 milhões de norte-americanos contribuem e compram, anualmente, os Planos de Saúde privados, apenas para cuidados acessíveis (ACA) comprados nos chamados “market places” = planos de mercados). Cerca de 45 milhões de americanos já utilizaram, ou são amparados, por tal programa (que melhorou um pouco a situação atual nos EUA). O ACA cobre obrigatoriamente 10 categorias essenciais de saúde. Sempre lembrando que nos EUA  o maior problema são os elevadíssimos custos/preços dos sistemas médicos privados (que tudo inviabilizam, embora nunca admitidos por aquelas nem pelos Governos e partes do povo), os Obamacares cobrem serviços ambulatoriais;  atendimentos de Emergência; internações  hospitalares; Custos com maternidade e recém-nascidos; Custos com Saúde Mental e Transtornos (inclusive de dependência química); Valores dos Medicamentos Receitados (“prescription drugs”;); Serviços de Reabilitação; Exames Laboratoriais; Custos Preventivos; Serviços Pediátricos.

Também, a saúde bucal (odontológica) é tratada quase como sendo “um luxo” nos EUA. A maioria dos planos de saúdes básicos não cobrem consultas, limpezas ou procedimentos dentários (situação também já comum e crescente no Brasil, infelizmente, exceto por alguns bons programas de algumas Prefeituras e de Sindicatos de trabalhadores etc..), tornando os custos também proibitivos, principalmente, para quem não tem renda estável.

O custo total anual do “Obamacare” para cada família depende da região (CEP = ZIP), da renda familiar e do tamanho da família, mas pode chegar a US$ 20,0 mil. Ele tem custo total anual – na verdade, trata-se mais de um teto federal de despesas – entre US$ 7.500 e US$ 9.200 individuo (= R$ 50 mil Brasil) e de US$ 18.400 (= R$ 90 mil Brasil) família. Assim, as mensalidades a pagar são elevadíssimas para os padrões brasileiros e ficam entre US$ 625 (= R$ 3.100,00) e US$ 752 (= R$ 3.700,00). Contudo, o Governo americano atual ainda oferece alguns benefícios fiscais (subsídios em declínios após Trump) para os bem mais pobres em alguns Estados e tais custos mensais podem ser reduzidos em alguns casos para apenas US$ 50 (= R$ 255,00) a Us$ 100/individuo (= R$ 510,00). Em geral, a mensalidade para quem tem mais de 64 anos não pode ser 3 vezes mais a de quem tem apenas 21 anos.

Aqui é sempre bom lembrar que o Salário Mínimo atual nos EUA é de Us$ 7,25/hora e isto sem alterar desde 2009 (mas, pago a/recebido por apenas 1,0% da população total), o que significaria cerca de US$ 360 = R$ 1.800,00 no Brasil (baseado em 40 horas de trabalho por semana = cerca de 50 horas/mês). No Brasil, nosso salário-mínimo atual e corrigido todo ano é de R$ 1.621,00 (junho/2026), mas aqui ele é pago/recebido por cerca de 35,3% da nossa população ocupada (índice muito elevado, comprovando nossa eterna má distribuição de renda). No Brasil, 32,7% recebem de 01 a 2 SM; outros 7,6% da nossa população economicamente ativa percebe acima de 5 SM e apenas 0,7% ganham acima de 20 SM.

Contudo, voltamos a insistir que no Brasil os custos totais com assistências médicas (perfeitas, em transição/melhorias ou imperfeitas em alguns estados) totais (SUS) e até os transportes (SAMU) são gratuitas para a maioria dos trabalhadores mais pobres. Aqui, já cerca de 25,0% da nossa população já paga/consegue pagar mensalmente por algum tipo de Plano ou de seguro Saúde, mesmo que com cuidados parciais (mas muito mais rápidos, mais eficientes e até mais confiáveis, se em alguns Estados mais ricos). Assim, cerca de 75,0% de nossa população tem, quase que obrigatoriamente, que recorrer aos sistemas SAMU e SUS MAIS aos programas/planos municipais e sindicais de odontologias, sendo que todos eles – por justiça deste consultor muito sério e nunca vendido/nunca comprado - tem melhorado muito seus níveis de boas assistências, de prestimosidades/velocidades e até de qualidades. Nosso grande problema ATUAL, ainda continua sendo nosso grave, sobrecarregado, ineficiente e sempre difícil Sistema de Aposentadorias/Pensões e de alguns tratamentos/licenças médicas (INSS).

Brasília (DF) e Porto Seguro (BA) em 29 de junho de 2026 (versão em português)

Grato pelas Leituras, Analises e Compartilhamentos.

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