Nosso campo contra a fome

Nosso campo contra a fome

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A fome ainda mata, e muito. De acordo com a ONU, a maior parte das mortes de crianças com menos de 5 anos no mundo está relacionada a má nutrição. Cerca de 2 bilhões de pessoas têm deficiência de micronutrientes. Em todo o globo, um em cada nove cidadãos não tem o que comer.

Contra este triste cenário, o Brasil conquistou importantes avanços. Em 18 anos, reduzimos o índice de atingidos pela fome de 10,7% para 2,5%. Elevamos consideravelmente a oferta de alimentos. Com incentivo à tecnologia, a produtividade de grãos saltou de 1,7 mil quilos por hectare, em 1988, para quase 3,9 mil em 2017 – crescimento de quase 130%.

O mesmo se deu com a proteína animal. Em 1988, cada brasileiro consumia em média, por ano, 11,8 quilos de carne de frango e 7 quilos de carne suína. Hoje, respectivamente, atingimos a 42 e 14,7 quilos. Em três décadas, são 200% a mais dessas carnes nos pratos da nossa população. 

Dois fatores sustentam essa ascensão: melhora na renda e preços mais acessíveis. Inovação e grande oferta de insumos, como milho e soja, reduziram o custo de produção. Nos anos 70, demorávamos 49 dias para produzir uma ave de 1,7 quilo, demandando 2,15 quilos de ração para cada quilo de carne. Hoje, em 40 dias, produzimos 2,4 quilos de carne de frango, com taxa de conversão de 1,6 quilo de ração por quilo de ave. Ou seja, são menos recursos e custos para uma oferta maior de produtos, que chegamos mais baratos ao consumidor.

O Brasil é um expoente da luta contra a fome. A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) enxerga esse papel. Recebemos a responsabilidade de aumentar em 40% a oferta de produtos para alimentar a população mundial – que, em 2050, deve alcançar 9,8 bilhões.

O Brasil merece ser reconhecido como um player fundamental na luta contra a fome. Nossa competência se comprova pelos índices de produção e pelo aumento da oferta de alimentos. Em meio à atual onda de protecionismo global, nosso desafio é mostrar que não somos concorrentes, mas parceiros para garantia da segurança alimentar da população mundial.

Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

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