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Renda Liq. Macauba pode ser 7 vezes Eucalipto e 3 vezes Soja


Climaco Cezar de Souza

A Macauba com renda liquida 7 vezes mais que eucalipto; 3 vezes mais que soja e 23 vezes mais que pinus vai revolucionar o agro familiar, se deixarem

  1. RESUMO (versão em português) -  

Este artigo - altamente estratégico e detalhado/comprovador -demonstra que o Brasil já é um dos maiores líderes mundiais nas produções, também, de biocombustíveis/biooleos aéreos sustentáveis (SAF) e/ou navais/locomotivos (HVO), todos para zero de “emissões” e para até substituições totais - tipos “drop in” - ou mesmo parciais dos querosenes para aviação e dos diesel “bunker” e até do VLS/B24 para navios, locomotivas e outros usos.

Somente a ampliação prevista da demanda MUNDIAL por SAF aéreo é assustadora, pois, as maiores empresas áreas têm prazos para cumprirem suas metas de limpezas (exigências dos seus milhões de clientes mundiais). Somente entre 2025 e 2035, a demanda mundial por SAF aéreo pode ampliar, INCRÍVEIS, 1.215,8%, exigindo ofertar até 50,0 bilhões de litros de SAF em 2035, o QUE MUITO PODE FAVORECER O BRASIL E A NOSSA MACAUBA (também a partir de nossos sebos bovinos, soja, sobras de óleos cozinhas, etanol e até lixo urbano, pois todos são transformáveis em SAF por diferentes rotas tecnológicas já bem testadas). Atualmente, para uma demanda mundial de 380,0 bilhões de litros/ano de combustível de aviação bastantes poluentes (a maior parte de querosene), a oferta de SAF somente representa 1,0% do total, igual a apenas 3,8 bilhões de litros/ano e ainda muito caro.

No Brasil, já se destacam as tecnologias para fabricações de bioóleos de Macauba adotadas da PETROBRAS desde 2023 mais da nova ACELEN RENOVÁVEIS (grupo árabe Mubadala) de Camaçari - BA com as mesmas fontes citadas. A ACELEN RENOVÁVEIS já incentiva grandes projetos de fomentos florestais para plantios/cultivos iniciais de 100 mil hectares de Macauba (pretende chegar, rapidamente, a 2,0 milhões de hectares, ou muito mais) e todas em terras com pastagens muito degradadas da agricultura familiar do norte de minas (Região de Montes Claros) mais do Leste e centro da Bahia (Recôncavo Baiano mais Chapada Diamantina mais Mucugê). A Macauba é de 5 a 10 vezes mais produtiva em SAF/hectare do que a Soja e 30,0% a mais do que o Dendê/Palma (cultivo anterior mais promissor para SAF, mas, agora já muito caro, pois com doenças de difícil controle - vide texto).

Em termos de resultados financeiroS em R$/hectare/ano (nivelados no 8º ano por serem cultivos com ciclos bem diferentes), A renda bruta propiciada pelo cultivo bem efetivado de Macauba para biooleos poderá ser até 20 vezes mais do que cultivar eucalipto na mesma área ou até 40 vezes mais que pinus. JÁ EM TERMOS DE RENDAS LIQUIDAS PREVISTAS, a Macauba pode propiciar renda liquida 7 vezes mais do que o eucalipto em R$/hectare/ano; 3 vezes mais do que a soja e 23 vezes mais do que os pinus. Assim, a Macauba, realmente, pode revolucionar nosso novo agronegócio/energético, isto se as petrolíferas e os concorrentes deixarem/não contaminarem tais novos cultivos de Macauba (como fizeram com a vassoura-de-bruxa do cacau; “anel vermelho” e “fusarioses” da palma/dendê; ferrugem do café; helicoverpa e mofo branco da soja etc..). Para outros detalhes, INCLUSIVE SOBRE ONDE, COMO E QUANTO INVESTIRES BEM MELHOR E ATÉ COM RISCOS “ZERADOS” (conheço e visitei 90,0% do interior do Brasil), contates-me apenas pelo e-mail [email protected].

2) INTRODUÇÃO -  

Este artigo, altamente estratégico e curto, apresenta, analisa e demonstra que o Brasil já é (e será ainda mais) um dos maiores líderes do Mundo nas produções de biocombustíveis/biooleos aéreos sustentáveis (SAF) e/ou navais/locomotivos (HVO), todos para zero de “emissões” e para até substituições totais - tipos “drop in” - ou mesmo parciais dos querosenes para aviação e dos diesel “bunker” e até do VLS/B24 (diesel verde) para navios, locomotivas e outros usos.

Tudo será obtido a partir de nossas fontes energéticas brutas e altamente disponíveis atuais, algumas até inéditas e estranhas, como de óleos vegetais, sebos, lixos urbanos, biomassas e até fontes de CO2. Já se destacam as tecnologias para fabricações adotadas – tendo como principais fontes os óleos brutos de soja, sebos e outras gorduras animais e de óleos de cozinha usados e, de futuro, processando volumes gigantes de óleo de Macauba etc. Tudo já ocorre em algumas refinarias da PETROBRAS desde 2023 mais da nova ACELEN RENOVÁVEIS (grupo árabe Mubadala) de Camaçari - BA e com as mesmas fontes citadas. Estas e diversas outras já estão se preparando, principalmente, para usarem as grandes produções futuras de óleo bruto da nossa palmeira Macauba, mas que ainda apenas a ACELEN RENOVÁVEIS já incentiva seus projetos de fomentos florestais para plantios/cultivos iniciais de 100 mil hectares (até 2,0 milhões de hectares, ou muito mais) e todas em terras com pastagens muito degradadas da agricultura familiar do norte de minas (região de Montes Claros) mais do leste da Bahia (Recôncavo Baiano mais Chapada Diamantina mais Mucugê). Vide mais em: https://www.biodieselbr.com/noticias/materia-prima/macauba/acelen-renovaveis-inicia-plantio-de-macauba-na-bahia-220525 .

O cultivo bem efetivado da nossa milagrosa palmeira Macaúba (oriunda dos cerrados e, assim, já muito tolerante aos solos menos férteis e menos chuvosos, podendo ser bem consorciada com pastagens e diversos outros cultivos locais), sobretudo em sistemas agroflorestais bem fomentados - como dos eucaliptos atuais - pode revolucionar toda a produção agrícola futura do País mais o desenvolvimento regional socio ambiental -  real e sustentado – de locais muitos pobres do País (a ACELEN RENOVÁVEIS prioriza parcerias/fomentos de áreas com pastagens muito degradadas da atual agriculta familiar, estas com, praticamente, “zero” de renda liquida anual” em tais pastagens). Como fatores agrícolas e de rendas altamente competitivos/fundamentais da nova Macauba melhorada pela EMBRAPA Montes Claros (ante a soja e ante outros cultivos e fontes para bicombustíveis), temos que:

1) Ela é resistente e perene e, assim, pode ser bem cultivada e colhida anualmente dos 7º ao 50º ano, isto sem precisar de replantios (o eucalipto precisa ser abatido, colhido e replantado aos 07 anos (assim, poluindo bem mais ao recultivar-se e ampliando muitos seus custos);

2) Ela pode ser consorciada com diversos tipos de pastagens e/ou outros cultivos alimentares, ou não; 3) Sua produção de óleo bruto chega a ser 07 vezes mais do que a soja em litros/hectares/ano, mas como ainda não há um sistema de extração próprio e mais eficiente (ainda se utiliza mais o HEFA) o rendimento industrial/refino para SAF ainda é apenas de 50,0% do da soja para o mesmo fim);

4) Além do óleo na polpa/parte externa (igual a 40%-50% do peso), o fruto libera uma torta residual e altamente alimentícia/proteica para animais, igual a 60%-50% do seu peso inicial, bem cara e que agrega 50,0% a renda bruta (como o farelo de soja e o DDG de milho para etanol);

5) A renda bruta em hectare/ano propiciada pelo cultivo bem efetivado de Macauba para biooleos em R$/hectare/ano (no 7º ano para bem equivaler) é até 20 vezes maior do que cultivar eucalipto na mesma área ou até 40 vezes mais que do pinus.

Assim, se os países concorrentes MAIS as gigantes empresas mundiais concorrentes (sobretudo petrolíferas) deixarem e se tivermos as proteções “guarda-costas” /parcerias fundamentais e reais das empresas áreas Mundiais mais de transportes marítimos, locomotivos e até das de celuloses reconvertidas, agora realmente sustentáveis (com ótimo apelos ambientais nas marcas, mesmo que parciais, e já não mais a serem chamadas pela BBC de Londres como “desertos verdes e/ou “infernos das águas”) etc.  MAIS dos ambientalistas sérios mundiais etc.., os resultados altamente positivos para todos, do novo Brasil agro energético sustentável e real desenvolvimentistas do agro familiar pobre poderão ser descritos como “antes e depois” da “Macauba”. Anteriormente, sabe-se e até confirma-se que muitas pragas e doenças foram introduzidas - comprovadas e criminosamente - aqui (boa parte vias sementes traficadas por passageiro de aviões) nas formas de diversas doenças e pragas devastadoras comprovadas, como trouxeram/introduziram os fungos da vassoura-de-bruxa no cacau MAIS do nematoide “anel vermelho” e da fusarioses fúngicas nos nossos dendezais MAIS da lagarta helicoverpa e do fungo “mofo-branco” ambos na soja MAIS da ferrugem do café.  Para outros detalhes, INCLUSIVE SOBRE ONDE, COMO E QUANTO INVESTIRES BEM MELHOR E ATÉ COM RISCOS “ZERADOS” (conheço e visitei 90,0% do interior do Brasil), contates-me apenas pelo e-mail [email protected].

3) ARTIGO DETALHADO/BEM COMPROVADO com 08 pg. –

Na quinzena anterior, foram divulgados os avanços de 03 empresas no Brasil nos refinos de óleos brutos vegetais, animais e até de lixos urbanos para as fabricações   dos novos – fundamentais, muito exigidos e de altos valores – biooleos refinados SAF “Sustainable Aviation Fuel” (“Combustível Sustentável de Aviação” ou “Biodiesel Aeronáutico”) mais do novo bioóleo naval/locomotivo HVO “Hydrotreated Vegetable Oil” (Óleo Vegetal Hidrotratado).

A ampliação prevista da demanda por SAF aéreo (sem contar com o HVO naval e locomotivo) é tão grande que até assusta, pois, as maiores empresas áreas do Mundo têm prazos para cumprirem suas metas de limpezas (exigências dos seus milhões de clientes mundiais). Assim, voarem muito mais e de forma sustentável trata-se de uma grande vitória par as marcas mais rápidas e que mais comprem ou mais invistam em SAF.

Somente entre 2025 e 2035, a demanda mundial por SAF aéreo pode ampliar, INCRÍVEIS, 1.215,8%, exigindo ofertar até 50,0 bilhões de litros de SAF em 2035, o QUE MUITO PODE FAVORECER O BRASIL E A NOSSA MACAUBA (também nossos sebos bovinos, soja, sobras de óleos cozinhas, etanol e até lixo urbano, pois todos são transformáveis em SAF por diferentes rotas tecnológicas já bem testadas, sendo algumas melhores e bem mais eficientes, mas que todos procuram biooleos do tipo “drop in”, ou do nosso novo “BE8 Bevant” para SAF (ambos possíveis com nossa Macauba, ou seja, que podem substituir diretamente já 100% do SAF e sem nenhum dano ou perda de potência). Atualmente, para uma demanda mundial de 380,0 bilhões de litros/ano de combustível de aviação (a maior parte de querosene), a oferta de SAF somente representa 1,0 % do total, igual a apenas 3,8 bilhões de litros/ano e ainda muito caro.

Fato é que o Brasil precisará - URGENTE (e aproveitando a atual maré de BEM MAIOR demanda futura mundial, já altamente positiva e até cara, tudo para altíssimos lucros e boas reformas socioambientais locais da agricultura familiar) - ter muito mais empresas incentivando os plantios (preferencialmente somente em projetos PRIVADOS de fomentos dirigidos e bem executados como dos eucaliptais atuais, mas, agora, em longuíssimos prazos) mais refinando, exportando e vendendo intErnamente o óleo de macauba mais sua torta ração alimentícia derivada. O fato atual de a ACELEN RENOVÁVEIS/Mubadala já estar investindo – com grande apoio de 08 mega investidores externos confiantes mais apenas do Bradesco e do BNDES, nacionais - US$ 3,0 bilhões na sua mega biorefinaria em São Francisco do Conde na Bahia (ao lado da sua Refinaria de petróleo Mataripe) para inaugurar já em 2029 e produzir 1,0 bilhão de litros de SAF/ano – rota HEFA - AINDA É MUITO POUCO DIANTE DA GIGANTE DEMANDA MUNDIAL PREVISTA E ENUMERADA ACIMA (até 380 bilhões/litros/ano) E JÁ EM CURTO PRAZO.  Vide mais em: https://clickpetroleoegas.com.br/gigante-chega-ao-brasil-com-r-75-bilhoes-na-mesa-para-construiu-megarefinaria-rpc95/#goog_rewarded .

Sobre nosso outro bioóleo - recente e também revolucionário, segundo seus fabricantes - o BE8 Bevant (desenvolvimento, fabricação, oferta e nova marca do ECB Group/Battistella de Passo Fundo - RS, a partir da antiga marca BSBIOS) -, para autores o Bevant tem custo 50,0% inferior ao diesel naval renovável acima (HVO); promove redução de 2,5 t de CO2 por 01 tonelada de BeVant; promove o corte de até 90,0% da fumaça preta e 85,0% do material particulado; tem como suas fontes atuais 43,0% das matérias-primas de agricultores familiares, fortalecendo comunidades locais. Acerca, vide melhor em: https://www.linkedin.com/pulse/be8-bevant-inova%C3%A7%C3%A3o-em-biocombust%C3%ADveis-2ozef/

Outras novidades é que boa parte das matérias-primas dos biooleos acima seriam de óleos brutos da nossa palmeira Macauba (produz até 07 vezes mais óleo por hectare/ano do que a soja mais de seus farelos para rações e isto desde o 7º ano até o 50º ano) MAIS do próprio óleo de soja em locais e anos com maiores produções MAIS de sebos animais MAIS até de lixos urbanos (RSU) e rurais/biomassas (RSR).

ada sua natureza renovável, somente os usos de SAF podem propiciar reduções de até 90,0% nas emissões aéreas líquidas de GEE, com bases nos ciclos de vidas, a depender da origem da matéria-prima, rota tecnológica de produção e a eficiência do processo produtivo.

Assim, o Brasil tem forte vocação para muito ampliar/desenvolver/melhorar estas tecnologias de refinos de bioóleos de Macauba e similares, devido à ampla disponibilidade nacional de óleos e de hidrogênio (gorduras hidrogenadas), sendo as empresas de vanguardas atuais: 1) A PETROBRAS que já possui projetos em andamento para implementar plantas de HEFA nas refinarias RPBC (SP) e REDUC (RJ) em parceria com a Honeywell UOP – vide detalhes a seguir; 2) A ACELEN RENOVÁVEIS que está muito investindo em sua biorrefinaria também em Camaçari - BA (perto da refinaria de petróleo da ACELEN/Mubadala) para produzir HVO e SAF a partir, inicialmente, de óleo de soja, óleo de cozinha usado e, futuramente, de óleo bruto de Macaúba - vide detalhes técnicos e de resultados a seguir.

Adicionalmente, os óleos brutos extraídos da Macaúba são considerados matérias-primas “drop-in”, isto é, que já podem ser refinados e misturados diretamente ao combustível fóssil, pois apresentando uma pegada de carbono muito inferior à de outras commodities agrícolas.

Não se tratam de testes de novas tecnologias, mas, já, de reais implantações de tais unidades fabris, vez que o Brasil já tem larga experiencia nas produções de biodiesel (de soja, gorduras animais etc..) mais de etanol de cana e, agora, bem mais de milho + DDG. 

Com isto, mais uma vez, o Brasil deve ser o modelo/exemplo mundial de produções e de usos despoluentes de combustíveis, realmente sustentáveis, mas, agora com elevadíssimos componentes socioambientais positivos mais altamente demandados e muito mais lucrativos para todos. As rendas liquidas empresariais anuais propiciadas pelas produções de SAF e/ou de HVO podem ser de 03 até 08 vezes mais do que as rendas liquidas anuais propiciadas pelas fabricações dos atuais biodieseis e de etanóis.

Para autores (mais a ACELEN e BASF Medicamentos/Cosméticos), a Macauba é de 5 a 10 vezes mais produtiva em SAF/hectare do que a Soja e 30,0% já a mais do que o Dendê/Palma (cultivo anterior mais promissor para SAF, mas, agora já muito caro, pois com doenças de difícil controle - vide texto).

Assim, impressionou muito a ACELEN mais a BASF medicamentos/cosméticos (que também utiliza o óleo de Macauba) a capacidade potencial de produção de SAF com apenas 01 tonelada de Macauba.  Consideram que 1,0 hectare de Macaúba pode produzir entre 1,5 e 2,0 toneladas de SAF por ano com média de 1,7 t. (10 vezes mais do que a soja, embora outros autores citam bem menos e de 0,75/t. a 1,0 t./hectare/ano, mesmo assim 5 vezes mais que a soja). O rendimento é calculado com base em uma produção média de 4.000 a 5.000 litros de óleo bruto por hectare, que passam por processos de refino e hidrorrefino para se converterem em bioquerosene. Vide mais dados em https://agriculture.basf.com/br/pt/conteudos/cultivos-e-sementes/soja/produtividade-na-lavoura ;

Já 1,0 hectare de Soja produz APENAS cerca de 0,15 a 0,20 toneladas/hectare/safra de SAF (média aproximada de 0,17/t./safra), isto a partir de cerca de 3,5 toneladas de soja (apenas de 420 a 500 litros SAF por hectare), OU SEJA, apenas uma pequena fração vira óleo (cerca de 20,0%). Processando e refinando pelo processo HEFA, a densidade do SAF do óleo de soja é próxima a 0,8 kg/litro.

A Macauba produz cerca de 5.000 litros de óleo/hectare/ano, ou seja, até 10 vezes mais do que a soja. Já o dendê (óleo de palma) - até então considerada como a cultura oleaginosa com maior rendimento em SAF - é capaz de produzir mais de 3,5/t./SAF/hectare/ano (iguais a cerca de 3,1 mil litros/hectare/ano com densidade média de 0,9 g/1,0 litro). A densidade do óleo de Macauba é um pouco menor do que a água, chegando a 0,910 g/1,0 ml/1,0 cm3 na polpa e a 0,918 g/1,0 ml/1,0 cm3 na amêndoa. Vide mais dados em inglês em: https://goldenagri.com.sg/wp-content/uploads/2019/01/Oil-palm-is-the-most-productive-vegetable-oil.pdf

Além disso, no caso da nossa palmeira nativa Macauba (nativa dos cerrados e pouco exigente em solos e em águas e que pode ser facilmente consorciada com pastagens no espaçamento de 10 m x 10 m e que além do óleo na sua polpa externa (igual a 40%-50% do peso), o fruto libera uma torta residual, bem cara e igual a 60%-50% do seu peso inicial (para bem alimentar muitos tipos de animais vizinhos) e com as rendas anuais propiciadas (até 7 vezes mais por hectare/ano do que por eucaliptos e pinus, além de ser por até 50 anos e não apenas por 7 anos, ao ter que replantar os eucaliptos). 

Então, talvez até já surja uma ótima opção local para os agricultores e, inclusive, para as empresas de celuloses (vide os porquês abaixo) também promoverem as reconversões dos seus atuais cultivos homogêneos - de baixos a médios resultados econômico-financeiros - de eucaliptos, de pinus e de outros (cultivo de eucaliptos, estes, também chamados pela BBC de Londres como “Desertos Verdes e/ou de “Infernos das Águas”).

Adicional e negativamente, nos casos dos eucaliptos, “segundo o Rabobank no final de 2025 – vide link a seguir -, o mercado mundial de celuloses funciona em ciclos, e o cenário recente de baixa nos preços e pressão sobre o setor já é impulsionado pelo excesso de oferta e por uma desaceleração pontual do consumo em mercados-chave”. Para o Rabobank, os principais motivos que explicam a queda atual da demanda e a desvalorização do produto incluem: 1) Superprodução Global: Houve uma expansão massiva na capacidade produtiva nos últimos anos com a entrada de novas e gigantescas fábricas de celulose na América do Sul e o aumento da capacidade de produção integrada na China. Isso gerou um excedente de oferta que superou o ritmo de crescimento do consumo; 2) Incertezas Econômicas e Tarifárias: Tensões geopolíticas e disputas comerciais (como as antigas tarifas norte-americanas até o início de 2026) geraram instabilidade na economia global, paralisando negociações e diminuindo o consumo de papéis e embalagens em grandes importadores, como a China e a Europa; 3)  Aumento dos Estoques: Em regiões como a Europa e os Estados Unidos, o consumo final de papel recuou, levando a um acúmulo de estoques nos portos e fábricas, o que freou novas encomendas; 4) Uso de Fibras Recicladas: O aumento na utilização de papéis reciclados e restrições a fibras virgens em algumas aplicações diminuíram a dependência imediata da celulose extraída da madeira”. Vide mais dados em: ‘Celulose - Perspectivas 2026” em: https://www.rabobank.com.br/conhecimento/d011503837-celulose-perspectivas-2026

Além disso, os dados recentes abaixo mostram que 01 hectare da nossa Macauba - bem conduzida – no Brasil pode propiciar renda bruta anual, no mínimo, até 20 vezes mais do que cultivar eucalipto ou até 40 vezes mais que do pinus – vide dados comprobatórios a seguir (além disso, em geral, o pinus demora o dobro do tempo de cultivo até ser abatido - do 10º ao 14º ano, mas tem custos bem menores do que os eucaliptos).

Também, a demanda mundial futura por óleo de Macauba para produção de SAF, HVO e outros será crescente (vide introdução), altamente remuneradora e por muitos e muitos anos mais, pois estes consumos – para setores fundamentais, em fortes crescimentos e sem soluções antipoluentes viáveis - serão muito mais sustentáveis e para todos.

Com isto - e vez que os cultivos e eucaliptos e pinus talvez não sejam, realmente, sustentáveis no Brasil, vez que já consomem muitos combustíveis fosseis nos seus cultivos (idem de suas industrializações e que geram muitos polutos locais para os solos, ar e biotas, até porque usam muitos produtos químicos altamente contaminantes, segundo diversos autores e denuncias) - a tendência é que tais empresas produtoras de celuloses optem – progressivamente - por também  produzirem biocombustíveis, até substituindo suas novas áreas por Macaúbas, que produz renda bruta  até 20 vezes maiores por hectare/ano do que os eucaliptos (ambos nivelados para um ciclo/data no 8º ano) e cujos sistemas produtivos se assemelham muito (nos eucaliptos são projetos de fomentos  florestais junto a produtores familiares e com todos os custos ficando por conta da Empresa e que, ao final, fica com 10,0% a 15,0% da renda liquida/hectare/ciclo de 06 a 07 anos).

Dados do IA do google apontam que apenas 01 hectare Macauba pode gerar renda média bruta anual, por, no mínimo, 30 anos, de R$ 80,0 mil por ano no auge da sua produção do 7º ao 50º ano e sem precisar renovar/replantar (Renda bruta com óleo e farelos de R$ 45,0 mil a R$ 130,0 mil, conforme os locais, a idade e as tecnologias empregadas nos cultivos, colheitas e processamentos). As primeiras produções comerciais começam por volta do 4º ano, com a estabilização e pico de safra atingidos entre o 7º e o 8º ano. Boa parte dos novos cultivos de Macauba já estão sendo programados pra serem bem implantados em consórcios com áreas de pastagens já até muito degradadas de uma pecuária de corte, quase que rudimentar e extrativista de agricultores familiares locais (uma vaca de corte propicia renda bruta de apenas R$ 1,2 mil, mas num total equivalente a 06 anos igual a apenas R$ 0,2 mil hectare/ano), sobretudo no norte de MG e no leste da BA pela ACELEN RENOVÁVEIS/Mubadala  – vide abaixo  (serão 100 mil hectares de recuperações iniciais, mas que podem chegar a 2,0 milhões de hectares em mais 05 anos). Já a torta de macaúba (resíduo da extração do óleo) possui alto valor nutricional e é vendida como subproduto para a indústria de ração animal, agregando cerca de 30,0% a 50,0% do faturamento total do macaubal. Vide muito mais dados sobre a ACELEN, mais produções de Macauba e sobre os bioóleos acima em: www.acelenrenovaveis.com.br/

De forma comparativa/estratégica de futuro/nada ofensiva - como economista agrícola experiente (ESALQ/USP) há uns 35 anos - descrevo e analiso que 01 hectare de eucalipto com produtividade média de 40 m3 a 50 m3/hectare/ano para celulose (média de 45 m3 ou 27 t., sendo de 500 a 720 kg de sólidos por m3 ainda com 70% umidade), também segundo a IA google, produzirá renda bruta média acumulada no seu 7º-8º ano de apenas R$ 12,0 mil (até quando precisará ser abatido e replantado) - entre R$ 10,0 mil/07 anos e R$ 14,0 mil/07 anos -, ou seja, em média, equivalente a apenas R$ 1,6 mil/hectare/ano (entre R$ 1,4  mil e R$ 2,0 mil/hectare/ano, segundo a EMBRAPA Florestas ou painéis da CNA Brasil) e tudo isto fora os elevadíssimos custos/investimentos – financeiros e ambientais - com os necessários replantios, como descrevo abaixo. Nos pinus a renda bruta anual é baixíssima e somente de R$ 2,0 mil/hectare ano, segundo a a EMBRAPA Florestas ou painéis da CNA Brasil. Vide bem mais dados em: https://www.embrapa.br/en/busca-de-publicacoes/-/publicacao/312932/indicadores-de-custos-produtividade-renda-e-creditos-de-carbono-de-plantio-de-eucaliptos-e-pinus-em-pequenas-propriedades-rurais

Ainda pior, o lucro líquido médio anual com eucalipto – abatido aos 6 anos e segundo a a EMBRAPA Florestas ou painéis da CNA Brasil - é muito baixo e de apenas entre R$ 1,1 mil e R$ 1,6 mil /hectare/ano (média de R$ 1,35 mil /hectare/ano). Já o lucro líquido final com pinus com 30 m3/hectare/ano para serrarias é ainda pior e apenas, em média, de R$ 0,412 mil/hectare/ano, segundo a a EMBRAPA Florestas. Vide link acima.

No caso da soja (produtividade de 51 sc/hectare) em cultivo na atual Safra 2025/26 no MS, o custo reduziu um pouco para cerca de R$ 51,00/sc 60 kg CIF imóvel. Como o preço de venda atual (junho/2026) é de R$ 115,00/sc FOB imóvel, a renda liquida propiciada é de R$ 64,00/sc e de R$ 3.264,00/hectare. Vide mais em: https://www.linkedin.com/pulse/custo-de-produ%C3%A7%C3%A3o-da-soja-20252026-como-evolu%C3%ADram-os-5umgf/

ASSIM (nivelando as rendas liquidas no 8º ano apenas para efeito comparativo, vez que a  Macauba é perene de 8º ao 50º ano;  o eucalipto para celulose é  temporário (corte no 7º ou 8º ano); o pinus para serraria é temporário (corte no 10º ano) e a soja é anual/repetitiva/prazo safra), MESMO COM ALTA RENDA (R$ 3.264,00/hectare), A SOJA – ALÉM DE EXIGIR REPLANTIO ANUAL E BOAS CHUVAS E BONS SOLOS (e operações com muitas maquinas poluentes) - AINDA PERDE PARA A MACAUBA E COM RENDA MÉDIA ESTIMADA ACIMA EM R $ 9,5 MIL HECTARE ANO, OU SEJA, ATÉ 3 VEZES MAIS QUE A SUPER SOJA APENAS ANUAL – vide a seguir), ALÉM DA MACAUBA SER PERENE e com vida útil de cerca de 42 anos (do 8º ao 50º ano).

Ainda comparativamente, e com base em outros dados do link abaixo, a renda líquida anual da Macaúba para bioóleos varia de elevados de R$ 4,0 mil a elevadíssimos R$ 15,0 mil/por hectare/ano, segundo autores conforme o ano do cultivo e o local (média de R$ 9,5 mil /hectare/ano; assim, 7 x mais que do eucalipto para celulose e 23 vezes mais que do pinus para serraria). O valor depende do nível tecnológico, da idade do pomar e do destino do óleo (destinos se para energias/bioóleos ou para cosméticos). Projetos integrados (com grãos/pecuária) mais com as vendas de subprodutos (torta para ração e torta/fibra para biomassa) maximizam a margem. Descrevendo e analisando melhor os itens de rendas temos que:

1) Produção firme de frutos (polpa + amêndoa) de 30 a 40 toneladas/ano a partir do 8º ano (média de 35 t./ano);

2) Produção de Óleo total (polpa + semente) de 2.500 a 4.000 litros/hectare ano (média de 3.300 kg), ante média de apenas até 450 a 600 litros de soja/safra;

3) Receita Bruta Estimada de R$ 20,0 mil a R$ 50,0 mil/hectare/ano;

4) Custos de Manutenção e Colheita de R$ 6,0 mil a R$ 12,0 mil;

5) Renda Líquida Estimada de R$ 4,0 mil a R$ 15,0 mil/hectare/ano. Vide mais estes novos dados diferenciados em https://www.agenciasp.sp.gov.br/sp-fomenta-producao-sustentavel-da-macauba-para-biocombustiveis/

Em média, o custo/investimento APENAS da implantação dos eucaliptais é de R$ 5,5 mil/hectare – a diluir em 6-7 anos, exceto com manutenções/anuais - e os de pinus de R$ 4,0 mil/hectare. Já o custo médio de implantação de 01 hectare de Macauba para bioóleos é bem mais elevado e de R$ 20,0 mil, mas a diluir por cerca de 45 anos de vida útil altamente produtiva, exceto com manutenções/anuais (investimento inicial entre R$ 10,0 mil e R$ 30,0 mil/hectare, conforme os locais, as espécies, as tecnologias etc..).

Contudo, as maiores dificuldades até agora não são com os cultivos de Macauba e de similares para biooleos (com clara superioridade da Macauba em R$/hectare/ano como visto acima) MAS com as rotas tecnológica adotadas nos processamentos/refinos de tais óleos.

Obviamente, aqui o Brasil também se destaca pois é um dos com melhor experiência internacional com rotas tecnológicas para as produções de biodiesel, glicerina e outros derivados, sendo tais comparações e apresentações de novas rotas o principal objetivo deste artigo.

entre os 11 processos (rotas tecnológicas) de fabricação MUNDIAL de SAF atualmente homologados/certificados, destacam-se: 1) HEFA (Hydroprocessed Esters and Fatty Acids) que produz SAF a partir de óleos vegetais (“in natura” ou óleo de cozinha usado) e gorduras animais ou qualquer outro material de origem graxa, 2) ATJ (Alcohol to Jet) que consiste em um processo de transformação de álcoois (etanol e metanol) em SAF; 3) G + FT (Gaseificação de matéria orgânica sólida, associada à reação Fischer-Tropsch) e 4) PtL (Power to Liquid) que consiste da produção de combustíveis líquidos a partir de dióxido de carbono (CO2), obtidos do ar atmosférico e/ou de efluentes de processos industriais (ex. siderurgia)mais de hidrogênio, preferencialmente obtido a partir da eletrólise da água (H2O), mediante o uso de energia elétrica até que renovável MAS MUITO MAIS CARAS. Vide bem mais dados em português em: https://agenciainfra.com/blog/cop30-e-o-brasil-no-mercado-de-combustiveis-sustentaveis-de-aviacao/

No Brasil, a rota mais usada para fabricação de biodiesel de óleo de soja é a transesterificação, especialmente por catalise básica (alcalina) homogênea. Contudo, tal rota alcalina gera muito ésteres pesados (FAME) e com alta reatividade e oxigênio residual (glicerina loira). Daí, os refinos de óleos para SAF e HVO utilizarem mais as rotas HEFA ou ATJ mais as novas rotas abaixo descritas/bem analisadas/bem comparadas.

Hoje, as melhores rotas tecnológicas já implementadas para biooleos estratégicos e altamente remuneradoras – ou em implantação - no Brasil, sem dúvidas, são as da ACELEN RENOVÁVEIS de Camaçari - BA MAIS as da PETROBRAS em Cubatão – SP.

A ACELEN (referida no contexto) utiliza a rota tecnológica HEFA (Hydroprocessed Esters and Fatty Acids ou Ésteres e Ácidos Graxos Hidroprocessados) para a produção de SAF (Combustível Sustentável de Aviação). A tecnologia consiste em converter óleos e gorduras em combustível de aviação. Os principais detalhes da sua Rota Tecnológica (HEFA) são: 1) Matéria-prima principal: Óleo vegetal (como o de macaúba ou de soja) e/ou de gorduras residuais (como óleo de cozinha usado); 2) Processo químico: Envolve a hidrodesoxigenação e o hidrocraqueamento, onde o óleo passa por reações com hidrogênio na presença de catalisadores para quebrar e ramificar as cadeias de hidrocarbonetos. Como resultados, o produto final da ACELEN já é quimicamente equivalente ao querosene de aviação convencional (QAV), permitindo que seja utilizado diretamente nas aeronaves atuais (“drop in”) sem a necessidade de modificar motores.

No caso da PETROBRAS, desde 2023, ela se prepara para produção de bioquerosene de aviação e diesel 100% renovável.

Em 2023, a Empresa gigante brasileira - das áreas de petróleo e de gás – “assinou contrato para aquisição TAMBÉM da tecnologia HEFA (Hydroprocessed Esters and Fat Acids) ACIMA junto à empresa Honeywell UOP, umas das licenciadoras mais reconhecidas mundialmente em soluções para produção de combustíveis. Tecnologia HEFA será adotada na primeira planta de biorefino da companhia na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão (SP). Tal Unidade terá capacidade de processar 2.700 m³ por dia de óleos vegetais e gorduras animais”. Com a implantação da tecnologia HEFA, a Petrobras poderá produzir, na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC) em Cubatão (SP), diesel 100,0% renovável “drop in” (HVO) mais Bioquerosene de Aviação - BioQav (SAF) a partir de fontes sempre renováveis, como óleo de soja, sebo bovino e, no futuro, de macauba. A unidade HEFA da RPBC será inédita no parque de refino da empresa e terá capacidade de processar 2.700 m³/d de carga com proporção de 70% de óleo de soja e 30% de sebo bovino produzindo BioQav e Diesel Renovável”.

“A iniciativa é um dos destaques do nosso Programa de BioRefino, crucial para entregarem produtos com menos emissões de gases de efeito estufa, em linha com as demandas da sociedade e com um mundo em transformação”. Trata-se de marco importante na trajetória de descarbonização da Petrobras. Já adaptaram algumas de nossas refinarias com unidades de coprocessamento capazes de produzir o Diesel R5, composto de diesel mineral com 5,0% de óleo vegetal”.”

“A produção de BioQav é estratégica para a Petrobras uma vez que agrega valor ao parque de refino com processos mais eficientes e novos produtos, em direção a um mercado de baixo carbono”. “O licenciamento desta tecnologia que será usada na unidade de Cubatão se soma a uma série de soluções que a Petrobras vem adotando para transformar seu parque de refino num parque industrial que concilia a produção de derivados de petróleo com menor pegada de carbono e a produção de combustíveis com conteúdo renovável. Dentro desta estratégia, esse projeto na RPBC é o primeiro visando a produção de bioquerosene de aviação e diesel 100% renováveis”.

“A produção estará atrelada aos compromissos assumidos pelas empresas de aviação com o CORSIA a partir de 2027. O CORSIA (Carbon Offsetting and Reduction Scheme for International Aviation) é o programa da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) para a redução e compensação de emissões de CO2 provenientes dos voos internacionais. Seu objetivo é garantir que as emissões sejam estabilizadas nos níveis observados em 2020, sem que o setor aéreo precise parar de crescer”.

“Tal Programa BioRefino da PETROBRAS previa em 2023 investimentos de US$ 1,5 bilhão nas refinarias para desenvolvimento de combustíveis mais modernos e sustentáveis. Entre os projetos, está a construção das 02 plantas dedicadas para produção de BioQAV e Diesel 100% Renovável, além da expansão da produção de Diesel R, gerado por coprocessamento de diesel mineral com óleo vegetal, que contém parcela de diesel verde (HVO em inglês), podendo variar de 5,0% (Diesel R5) até 10,0% (Diesel R10). O Plano Estratégico da companhia contemplava investimentos de US$ 11,5 bilhões com foco na transição energética direcionados a iniciativas de baixo carbono”.

Melhor descrevendo, internacionalmente, a tecnologia HEFA (Hidroprocessamento de Ésteres e Ácidos Graxos) converte óleos vegetais e gorduras animais em combustíveis renováveis de altíssimo desempenho, como o Diesel Verde (HVO) e o Bioquerosene de Aviação (SAF).

O termo HEFA se refere à hidrogenação que ocorre em refinarias convencionais sob alta temperatura e pressão: 1) Hidrodesoxigenação em que o oxigênio é removido da matéria-prima; 2) Isomerização e Craqueamento, quando as longas cadeias de carbono são quebradas e reorganizadas, transformando óleos pesados em parafinas puras, quimicamente idênticas aos combustíveis fósseis.

“Para tanto, e como fontes principais, as matérias-primas utilizadas (vasta gama de óleos e gorduras e até lixo urbano RSU (MSW -Municipal Solid Waste) são: 1) Óleos vegetais como de Soja, palma, macaúba e canola; 2) Gorduras residuais como óleo de cozinha usado (UCO) e sebo bovino”.

“Os principais bioóleos já refinados produzidos e vendidos são: 1) Diesel Verde (HVO): Substitui o diesel de petróleo sem exigir adaptações em motores ou frotas, oferecendo menor emissão de gases do efeito estufa (sistema “drop in”; 2) Bioquerosene de Aviação (SAF - Sustainable Aviation Fuel) e que é utilizado em aeronaves misturado ao querosene fóssil, reduzindo drasticamente a pegada de carbono do setor aéreo”.

        FIM

Brasília (DF) e Porto Seguro (BA) em 04 de junho de 2026 (versão em português)

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