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Use os juros a seu favor e fique milionário no Brasil


Cláudio Boriola

Por faltar à disciplina “Educação Financeira” nas escolas brasileiras, muitos não percebem o quanto é possível tornar-se milionário juntando moedas, isso não é só história de quadrinhos. Desvendando o segredo de Tio Patinhas, o pato mais rico do mundo, toda aquela fortuna em moedinhas de ouro pode ser mais acessível do que imaginamos e ninguém poderá impedi-lo de realizar seus planos de chegar ao primeiro milhão com determinação.

 

As pessoas precisam usar a taxa de juros a seu favor e voltar a poupar, principalmente quando se trata de investimento de longo prazo. Aplicações atreladas à taxa básica de juros rendem bons lucros e oferecem baixo risco abrindo as portas para o seleto grupo dos milionários. O juro composto é um meio fantástico que o consumidor tem para a formação de seu patrimônio. Há no mercado duas modalidades de juros: simples e composto. No primeiro caso, somente o principal rende juros. No segundo, os juros são incorporados ao principal a cada período. Se a rentabilidade da aplicação for mensal, por exemplo, os juros de um mês renderão mais juros depois de trinta dias.

 

Com um completo planejamento familiar (com a participação dos filhos), determinação dos produtos essenciais para compra, corte de supérfluos e pagamentos à vista, além da escolha de uma boa aplicação como investimento, é possível economizar e alcançar a casa do um milhão de reais. Mas nada deve ser forçado. O desejo de economizar e estar disposto a passar por todas estas etapas deve partir de você mesmo. A única pessoa responsável pelo seu sucesso financeiro é você mesmo. 

 

Infelizmente fomos educados a gastar muito dinheiro desnecessário e viver de crediário. O crediário é, para a grande parte da população brasileira, a única via para conseguir fazer suas compras. O hábito de comprar pelo carnê passa de geração para geração, mas esse costume pode atrapalhar ao invés de ajudar. Para evitar o ciclo vicioso e transformar os esforços em um excelente patrimônio, há casos em que o valor do produto é muito maior à prestação do que à vista. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 42 milhões de famílias de todo o país sofrem de endividamento crônico, mas existe reversão desde que o esforço parta de cada um. Por isso saber controlar os gastos e pesquisar antes de comprar, ajudará na hora da decisão de fazer um investimento que dure até a aposentadoria.

 

Exemplo de bons resultados: Um casal com uma filha de oito anos e uma renda mensal de R$ 1,8 mil seguiu todas as etapas de um planejamento familiar, efetuando cortes de gastos supérfluos e o não-endividamento por meio de carnês,  preferindo compras à vista. Agindo assim, o lucro que ia para os exploradores do mercado, passou a cortar o pagamento das altas taxas de juros cobradas nas parcelas e com isso o casal conquistou uma economia de um salário mínimo – R$ 300,00 mensais. Aplicando esta economia com juros de 1% ao mês, daqui a 30 anos, o casal terá o equivalente a R$1.031.039,78. Isso mesmo, mais de um milhão de reais!

 

Uma lata de ervilha, tamanho padrão, apresenta em seu preço de venda uma diferença de até 65%. Aquela chuva de anúncios encartados em jornais, revistas, durante a novela ou no telejornal e até mesmo aqueles panfletos distribuídos no sinaleiro, considerados marketing agressivo, deve ser visto com ótimos olhos pelo consumidor, já que permitem uma melhor pesquisa e planejamento de aquisições futuras. Antes de qualquer compra, é preciso pesquisar o mercado e verificar as reais necessidades desta aquisição. Pesquisar se o consumidor paga pelo produto ou pela marca é outro item que deve ser observado.

 

O próximo passo é cortar os gastos desnecessários. Precisamos parar de comprar produtos dispensáveis. Devemos avaliar o consumo essencial. Com o dinheiro na mão, passamos a ter um maior poder de negociação: pedir descontos em pagamentos à vista, que podem chegar a 60%.

 

Em alguns casos é preciso ter muito cuidado. As lojas estão elevando os preços à vista e dando a opção de pagamento em prestações. Se no futuro o consumidor desejar pagar essas parcelas antecipadamente, ele não obterá o desconto, pois o valor a prazo era o mesmo à vista. O importante é que sejam efetuadas várias pesquisas em lojas diferentes para saber a diferença nos valores à vista e a prazo. Muitas vezes, nas parcelas de pequenos valores são embutidos percentuais de juros assustadores, que o consumidor não percebe quando está fechando o negócio, mas perceberá quando for pagar o compromisso assumido.

 

Modernidade: O consumidor moderno deve utilizar, na prática, a elaboração do Planejamento Financeiro e evitar compras no crediário, priorizando as compras à vista. Muitas empresas atualmente estão promovendo campanhas de marketing que disponibilizam os preços à vista para pagamento em longo prazo e parcelado em várias vezes sem juros. Isto poderá implicar futuramente quando o consumidor quiser antecipar as parcelas. Uma boa dica é analisar todas as cláusulas do contrato de concessão do crédito na hora de fechar o negócio. Muitos consumidores que pretendem chegar à casa de um milhão, antes de comprar parcelado precisam estar cientes de que a quantidade de juros que iriam pagar beneficiará em suas economias futuras.

 

Aplicação certa: Sobre investimentos, o consumidor deve estar atento àqueles que pagam melhor pelo dinheiro aplicado. Pode ser uma poupança ou uma previdência privada que possui rendimento maior. Começar a fazer sacrifícios pode render boas projeções futuras.

 

Manter o poder de poupança ao longo dos anos é a principal meta de quem tentar investir para garantir uma aposentadoria tranqüila ou assegurar a educação dos filhos. O ideal é aplicar o máximo possível, sem comprometer o orçamento.

 

Os consumidores devem usar a taxa de juros a seu favor, principalmente quando se trata de investimento de longo prazo. Tornar-se um milionário não depende de conhecimento do mercado financeiro ou de uma carteira de investimentos sofisticada, mas de garra e determinação. O único risco da aplicação é o País quebrar, o que é muito improvável. Investimentos atrelados aos juros são uma boa opção, e para os próximos anos esse tipo de aplicação também continuará promissor.

 

Ensino nas escolas: O projeto de lei para inclusão da educação financeira como disciplina nas escolas brasileiras conta com apoio até da imprensa internacional. O plano é promovido por meio de abaixo-assinado - site www.boriola.com.br - que visa colher 1,8 milhão de assinaturas para serem entregues ao Ministro da Educação. Um dos princípios que norteiam o projeto é levar um melhor conhecimento e condições de vida à população, além de preparar os jovens de hoje para um mundo melhor. Uma pessoa melhor informada será um cidadão mais consciente e com uma vida financeira saudável. Por estarmos carentes da educação financeira, muitos entram no mercado despreparados, sem saber administrar sua renda e, quando decidem montar seu próprio negócio, quebram sem conhecer os reais motivos.

 

O conteúdo deste artigo faz parte da palestra "Vida Financeira Saudável".

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