A Iguana iguana, tem uma grande área de distribuição geográfica, nos Países da América Central e do Sul. Em Países, como a Venezuela, Panamá, Nicarágua e a Guatemala as iguanas têm um papel no desenvolvimento socioeconômico das comunidades rurais, no aproveitamento do couro, carne e ovos. No Brasil, a espécie é conhecida como sinimbu ou camaleão, e tem distribuição na região Amazônica, parte da região Centro-Oeste, Pantanal, e na Caatinga.
A espécie pertence à família Iguanidae, alcança um grande tamanho e pode ser domesticada facilmente se criada desde pequena. As iguanas são animais herbívoros, alimentam-se de uma variedade de plantas, mas existem especulações de que os jovens de iguanas podem ser insetívoros, ou seja, alimentam-se de insetos. O comportamento das fêmeas de iguanas de realizar migrações para nidificar (fazer ninhos) ao longo das margens de rios, córregos e riachos, tem sido relatado como fator de sobrevivência da espécie. Praticamente não existem estudos da biologia, requisitos de habitats e do potencial de utilização da espécie no Brasil.
Há 10 anos, a Embrapa Pantanal realizou uma pesquisa para estudar a reprodução das iguanas no rio Paraguai, Pantanal Sul, Brasil. Observou-se alta densidade de ocorrência nas margens do Rio Paraguai, sendo a observação facilitada pelo comportamento de soleamento no final do período seco. Na época, foram encontradas fêmeas reprodutivas ao lado dos ninhos, com comprimento rostro-anal entre 31 a 39,5 cm. Todos os ninhos localizados nas margens do rio, estavam em sistemas de colônias, sendo a produção média de ovos por ninho de 14. A cobra, Eunects notaeus foi considerada predadora de ovos de iguanas.


