O ser humano é o resultado mais das suas emoções do que das suas habilidades técnicas. Nenhum conhecimento nos levará a um determinado objetivo se as nossas emoções forem inadequadas para alcançar esses objetivos. A relação com o dinheiro não é diferente. A nossa trajetória financeira se dá em três etapas: como ganhamos, como gastamos e como conservamos o dinheiro.
A maneira com que cada um ganha, gasta e conserva o dinheiro é resultado da combinação de emoções e habilidades. As emoções são traços de personalidade; já as habilidades são técnicas aprendidas pelo estudo da experiência ou são ensinadas pela própria vida cotidiana.
Nós, brasileiros, não fomos ensinados a separar a emoção da razão. Quando estamos com o dinheiro no bolso, tudo é sinal de emoção; passamos a gastar acima do limite que o próprio bolso, inconscientemente do conservadorismo, nos indica.
Ao exercitarmos o contrário, deparamos com a pergunta que nos corrói por dentro: estamos sem dinheiro! A família está passando por dificuldades! Onde buscar o dinheiro para comprar a comida de amanhã?
Existem várias formas fáceis e mágicas para buscar dinheiro emprestado nos dias atuais, sabemos que até os bancos estão divididos e não sabem mais para quem emprestam tanto dinheiro. O Governo escancarou as torneiras aos aposentados e, em fevereiro/05 emprestou R$ 2,7 milhões. Hoje observamos que a modalidade virou “a praga nacional” e demonstra que os brasileiros estão cada dia na pior. No último dia 2 de junho o valor emprestado foi de R$ 6,798 bilhões, em 3,084 milhões de operações.
A maioria dos empréstimos consignados é efetuada por aposentados que têm alguém na família com problema financeiro. Para que fique mais claro o que significa no bolso do aposentado que ganha um salário mínimo (R$ 300,00), o comprometimento de 30% de sua renda é de R$ 90,00 (limite máximo adotado pelos bancos) com o pagamento de um empréstimo por 36 meses. Como será sobreviver com apenas R$ 210,00 que lhe restarão nos próximos 36 meses?
A procura está maior do que a necessidade, essa é a realidade verdadeira do Brasil. Ah! O tempo passa rápido. Hoje sabemos que até cartão de crédito para os aposentados está sendo concedido pelo governo por meio dos bancos conveniados. Mas até lá, o Governo arrumará um outro jeitinho especial para endividar ainda mais a população tão sofrida.
Dívida não se paga fazendo dívidas, essa é a tomada de consciência realista. No futuro podemos mudar esse quadro tão perverso. A única maneira é conscientizarmos nossos filhos hoje para o amanhã. Muitas pessoas gastam mais do que ganham, e por esse motivo as emoções pós-gasto são as de arrependimento pelo consumismo na hora de pagar a conta. Quantas pessoas conhecemos comentaram ter levado anos construindo seus patrimônios e em tão pouco tempo perderam tudo?
Hoje, ao percorrermos as grandes cidades do país, temos o desprazer de observar a grande quantidade de pessoas endividadas colocando imóveis à venda. Alguns, em seus anúncios dizem: “Não alugo. Só vendo”; “Vendo por motivos de mudança”; “Vendo porque estou endividado”; “Ótima oportunidade de negócio. Quase de graça. Estou devendo ao banco”. Será essa mesmo a nossa realidade? Infelizmente, algumas combinações perversas de emoções impróprias colocam tudo a perder, como se fosse a última tentativa esperançosa da própria vida.
Razão, frieza e austeridade seriam as emoções necessárias para evitarmos o fracasso provocado pela deficiência de dinheiro. Se nós, brasileiros, agíssemos racionalmente com as novas situações e pautássemos as decisões por austeridade, poderíamos garantir, no futuro, o alto padrão de vida sustentável.
É muito cômodo colocarmos o traseiro na cadeira e botar a culpa em nossos governantes. A culpa é nossa mesmo. Concorda?
Quando o governo passar a incluir a Educação Financeira nos currículos escolares do país, não iremos deixar de comentar que o país será classificado como “O Brasil dos quebrados”. O brasileiro está quebrado, porém, vivendo um conto de fadas.
Se quisermos aprender a conservar tudo, será de um jeito simples: levando tombos e pancadas no mundo do capitalismo selvagem. Se dependermos do Governo, quem sabe, um dia as esperanças se realizem. Enquanto isso, faremos a nossa parte, vendemos tudo o que conquistamos ao longo da vida; senão der o montante para pagar as contas, vamos pedir empréstimos diretamente ao Governo, aqui fora os juros são impagáveis pela cobrança das altas taxas.
A maneira com que cada um ganha, gasta e conserva o dinheiro é resultado da combinação de emoções e habilidades. As emoções são traços de personalidade; já as habilidades são técnicas aprendidas pelo estudo da experiência ou são ensinadas pela própria vida cotidiana.
Nós, brasileiros, não fomos ensinados a separar a emoção da razão. Quando estamos com o dinheiro no bolso, tudo é sinal de emoção; passamos a gastar acima do limite que o próprio bolso, inconscientemente do conservadorismo, nos indica.
Ao exercitarmos o contrário, deparamos com a pergunta que nos corrói por dentro: estamos sem dinheiro! A família está passando por dificuldades! Onde buscar o dinheiro para comprar a comida de amanhã?
Existem várias formas fáceis e mágicas para buscar dinheiro emprestado nos dias atuais, sabemos que até os bancos estão divididos e não sabem mais para quem emprestam tanto dinheiro. O Governo escancarou as torneiras aos aposentados e, em fevereiro/05 emprestou R$ 2,7 milhões. Hoje observamos que a modalidade virou “a praga nacional” e demonstra que os brasileiros estão cada dia na pior. No último dia 2 de junho o valor emprestado foi de R$ 6,798 bilhões, em 3,084 milhões de operações.
A maioria dos empréstimos consignados é efetuada por aposentados que têm alguém na família com problema financeiro. Para que fique mais claro o que significa no bolso do aposentado que ganha um salário mínimo (R$ 300,00), o comprometimento de 30% de sua renda é de R$ 90,00 (limite máximo adotado pelos bancos) com o pagamento de um empréstimo por 36 meses. Como será sobreviver com apenas R$ 210,00 que lhe restarão nos próximos 36 meses?
A procura está maior do que a necessidade, essa é a realidade verdadeira do Brasil. Ah! O tempo passa rápido. Hoje sabemos que até cartão de crédito para os aposentados está sendo concedido pelo governo por meio dos bancos conveniados. Mas até lá, o Governo arrumará um outro jeitinho especial para endividar ainda mais a população tão sofrida.
Dívida não se paga fazendo dívidas, essa é a tomada de consciência realista. No futuro podemos mudar esse quadro tão perverso. A única maneira é conscientizarmos nossos filhos hoje para o amanhã. Muitas pessoas gastam mais do que ganham, e por esse motivo as emoções pós-gasto são as de arrependimento pelo consumismo na hora de pagar a conta. Quantas pessoas conhecemos comentaram ter levado anos construindo seus patrimônios e em tão pouco tempo perderam tudo?
Hoje, ao percorrermos as grandes cidades do país, temos o desprazer de observar a grande quantidade de pessoas endividadas colocando imóveis à venda. Alguns, em seus anúncios dizem: “Não alugo. Só vendo”; “Vendo por motivos de mudança”; “Vendo porque estou endividado”; “Ótima oportunidade de negócio. Quase de graça. Estou devendo ao banco”. Será essa mesmo a nossa realidade? Infelizmente, algumas combinações perversas de emoções impróprias colocam tudo a perder, como se fosse a última tentativa esperançosa da própria vida.
Razão, frieza e austeridade seriam as emoções necessárias para evitarmos o fracasso provocado pela deficiência de dinheiro. Se nós, brasileiros, agíssemos racionalmente com as novas situações e pautássemos as decisões por austeridade, poderíamos garantir, no futuro, o alto padrão de vida sustentável.
É muito cômodo colocarmos o traseiro na cadeira e botar a culpa em nossos governantes. A culpa é nossa mesmo. Concorda?
Quando o governo passar a incluir a Educação Financeira nos currículos escolares do país, não iremos deixar de comentar que o país será classificado como “O Brasil dos quebrados”. O brasileiro está quebrado, porém, vivendo um conto de fadas.
Se quisermos aprender a conservar tudo, será de um jeito simples: levando tombos e pancadas no mundo do capitalismo selvagem. Se dependermos do Governo, quem sabe, um dia as esperanças se realizem. Enquanto isso, faremos a nossa parte, vendemos tudo o que conquistamos ao longo da vida; senão der o montante para pagar as contas, vamos pedir empréstimos diretamente ao Governo, aqui fora os juros são impagáveis pela cobrança das altas taxas.
Por isso, se algo parecido estiver acontecendo com você, minha sugestão é:
Procure imediatamente o Governo Federal; vá até lá com um Plano Estratégico para Empréstimo Pessoal, quem sabe, você consiga recuperar o patrimônio familiar e a dignidade por causa da falta de Educação Financeira nas escolas.
* O conteúdo deste artigo faz parte da palestra