A primeira experiência profissional que eu tive com a Nanotecnologia, foi quando Diretor de Novos Negócios de uma multinacional no Brasil, onde queríamos desenvolver um produto eficaz para o controle de formigas no mercado Florestal. Essa praga é o principal problema das florestas plantadas no Brasil, e os ativos que ainda funcionavam eram muito antigos e alguns com problemas de toxicologia e não permitidos para alguns países importantes e restringidos por certificações importantes nesse mercado, como o FSC, dentre outros.
O princípio ativo em questão era muito eficaz para as formigas, a tal ponto que o efeito dele era imediato e isso não fazia com que o produto fosse levado até o formigueiro, e precisávamos que sua liberação fosse lenta e ocorresse apenas dentro do formigueiro para que pudesse atingir o maior número de indivíduos. Tentamos fazer por métodos tradicionais,, mas mesmos as formulações mais modernas que ajudam nesse “slow-release” não foram satisfatórios.
O melhor resultado que tivemos na época foi desenvolvido por um grupo de pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos, por meio do Dr. Valtencir Zucolotto e sua equipe na área de Nanotecnologia. Os efeitos foram bastante promissores e rápidos. Valtencir Zucolotto é Professor Titular do Grupo de Nanomedicina e Nanotoxicologia do Instituto de Física de São Carlos / USP.

