A geração de riqueza de um país convencionalmente é medida pelo Produto Interno Bruto (PIB). Esta geração de renda é a soma de tudo o que foi produzido pelos nacionais e estrangeiros em território brasileiro. Em 2004, o Brasil conseguiu R$ 1,769 trilhão de PIB. A estimativa para 2005 é de que este valor tenha subido para R$ 1,809 trilhão. Deste total, o agronegócio brasileiro contribuiu com 30%, chegando a R$ 533,98 bilhões em 2004 e R$ 535,09 bilhões em 2005. Nota-se que, enquanto o PIB nacional projeta um crescimento de 2,3%, o PIB do agronegócio cresce apenas 0,2%, confirmando que 2005 não foi um ano bom para o setor primário em geral. A prova está no PIB da agropecuária, que é um componente do agronegócio. O mesmo, que havia sido de R$ 160,65 bilhões em 2004, deverá recuar para R$ 148,94 bilhões em 2005. Uma perda de 7,3% no ano passado. Assim, a participação da agropecuária, no conjunto da renda gerada pelo agronegócio nacional, deverá cair de 30% em 2004 para 27,8% em 2005. Um dos fatores centrais para tal recuo, além do clima, foi os preços dos produtos agrícolas em reais. Isto porque, em dólares todos eles subiram nos últimos dois anos, com exceção da soja. Em termos de preço médio, em fevereiro de 2004 o saco de trigo ao produtor gaúcho valeu US$ 7,55. Hoje vale US$ 8,58! O saco de milho valeu US$ 5,67. Hoje vale US$ 7,00! O litro de leite bruto (cota-consumo), valeu US$ 0,14. Hoje vale US$ 0,19! O quilo do suíno vivo valeu US$ 0,74. Hoje vale US$ 0,88! O quilo do frango vivo, valeu US$ 0,52. Hoje vale US$ 0,55! O saco de soja valeu US$ 14,42. Hoje vale US$ 11,21! Onde está a perda da renda? Além das perdas devido ao clima, o grande problema está na taxa cambial brasileira. O dólar médio, em fevereiro de 2004, era de R$ 2,93. Hoje, está ao redor de R$ 2,11. Se o câmbio tivesse ficado no patamar médio de fevereiro de 2004, o saco de soja poderia estar valendo hoje R$ 32,85. O trigo R$ 25,14! O milho R$ 20,50! O litro de leite R$ 0,56! O quilo do suíno vivo R$ 2,58 e o quilo do frango vivo R$ 1,61.
EQUIPE DA CEEMA

