Ser oposição ou situação em relação ao governo federal deveria ser uma atitude calculada sob o ponto de vista mais amplo, que alcançasse toda a vida política de um parlamentar. Um homem público não pode simplesmente rasgar a sua própria história política para assumir uma posição que contraria toda a sua luta ideológica e partidária.
Um cidadão que tem na origem de sua família os ideais do PSD e do PL, mais tarde se filia ao PDS e constrói toda uma vida pública, de prefeito de São Borja e deputado federal, por três legislaturas, sempre sintonizado com os mesmos pensamentos partidários. Esta é a síntese de nossa vida pública. Note-se que, durante todo este período, não mudamos. O partido, sim. Era PDS, passou a PPR, PPB e hoje é PP. Mudou a sigla, mas, pelo que me consta, continua a ter os mesmos ideais de antes. Ideais que não estão afinados com os do Partido dos Trabalhadores, agremiação que sempre foi uma adversária ferrenha do atual PP, principalmente, no Rio Grande do Sul.
É verdade que o PT mudou o rumo do seu discurso rancoroso e extremista. Ainda assim, entendo que não há coerência em nos posicionarmos totalmente como situacionistas. Mesmo sabendo que existem inúmeras benesses governamentais para quem "muda de lado", precisamos nos conscientizar de que existem inúmeros prejuízos morais e eleitorais para quem se seduz oportunisticamente pela mudança. Por que no fundo seus ideais de esquerda ainda persistem.

