Destruição criativa foi expressão empregada por Gustavo Franco, que conduziu o Banco Central nos primórdios do Plano Real, para justificar a arquitetura desse plano econômico, utilizando-se de forte valorização do câmbio, para segurar a inflação. O real chegou a valer 0,83 por dólar. Franco achava que forçando a barra com o setor privado seriam eliminados os menos eficientes, resultando daqueles escombros os vitoriosos, que se incumbiriam de incrementar a produtividade e produção da economia nacional. A agricultura brasileira com o Plano Real sofreu um forte baque na safra 94/95. Todavia, tal qual Fênix ressurgiu posteriormente das cinzas. Desde então foi um caso de crescente e extraordinário sucesso, apesar dos governos. Aumentos de produtividade e produção de inúmeros alimentos, a partir de conhecimento, gestão e capital humano fazem hoje da agropecuária um player global altamente competitivo. Enfim, o setor primário se reinventou enquanto a indústria se manteve drogada na sua contínua ineficiência competitiva ancorada em subsídios, renúncias fiscais, etc, que somadas, à outras atividades, em 2023 atingiram 518,9 bilhões de reais, ou 4,8% do PIB. Nesse contexto, a agropecuária no ano passado recebeu “subsídios” tão somente de 13,6 bilhões ou 2,62%, desse montante acima. Foram destinados para apoiar principalmente a pequena agricultura com a equalização das taxas de juros, linhas de financiamento de máquinas, implementos, armazéns e, o seguro rural.


