A soja é o vegetal com a melhor relação entre teor de proteína nos grãos e custo de produção existente, superando a carne, sendo que seu uso poderia aumentar o nível protéico de grande parte das famílias envolvidas em agricultura familiar ou nos assentamentos. A maioria das pessoas não sabe, mas a soja é classificada em dois grupos principais, tipo grão e tipo alimento, sendo o primeiro grupo o empregado nos grandes cultivos nos pólos produtores, principalmente no Paraná, Mato Grosso e Goiás. O segundo grupo diferindo principalmente pelo sabor, composição química, aparência das plantas e adaptabilidade às condições tropicais, ainda é desconhecido pelos brasileiros. Muitos cultivares da soja tipo alimento necessitam de técnicas de cultivo semelhante às de hortaliças. Este tipo de soja é amplamente consumido, principalmente nos países do extremo oriente (China, Japão, Taiwan, Coréias) e nos EUA. A soja também vem despertando interesse da sociedade médica mundial por apresentar, além dos resultados nutricionais excelentes, ação no combate a determinadas doenças (colesterol, ateroesclerose, arteroesclerose, renais, alguns tipos de cânceres, entre várias outras), estimulando a realização anual de Congressos Mundiais para expor e discutir os resultados de pesquisas.
O cultivo deste material é realizado em forma de canteiros, necessitando de todo o manejo empregado nas hortaliças, com semeadura, repicagem e transplante, posteriormente, em alguns casos, pode ser necessária a realização de podas, e a colheita é realizada ou com os grãos imaturos ou maduros, conforme o destino que se deseje para estes.
Deste modo, pequenas áreas são utilizadas para o cultivo, podendo ficar ao lado das outras hortaliças existentes na propriedade, não agredindo o ambiente como o cultivo intensivo da soja tipo grão. Por este motivo, deve-se ao menos tentar a introdução destes materiais em pequenas propriedades para serem avaliados nas condições da região Norte do País e oferecer a população carente mais uma opção nutricional.
Temas:

