A reforma tributária ganha mais premência, pois, por trás, está o seguinte quadro:
1) a década perdida de 2011 a 2020 registra um resultado ainda pior do que se calculava. O PIB médio do período deverá ser negativo em 0,1% ao ano;
2) dentre 197 países do mundo, 87% terão desempenho melhor do que o brasileiro;
3) nesta década, tivemos duas recessões profundas, sendo que ainda estamos vivendo a segunda delas;
4) diante da crise os investimentos, que já eram fracos, despencam. Neste segundo trimestre o recuo dos mesmos teria sido de 22,6% em relação ao mesmo período do ano passado, ficando em seu pior nível em 25 anos;
5) já antes da pandemia estes investimentos estavam 23,5% abaixo do registrado no início de 2014, às vésperas da primeira recessão da década;
6) no primeiro semestre o rombo das contas do governo federal ficou em R$ 417 bilhões. No ano, o mercado calcula que o rombo possa chegar perto de R$ 770 bilhões, contra uma previsão inicial de R$ 129 bilhões. Somando ainda os Estados e municípios, o déficit público total deverá se aproximar de R$ 1,0 trilhão;

