Energia X Etanol: qual a melhor opção?
A questão ambiental, a modernização da biotecnologia, o modo de atuação das usinas e o trabalho dos cortadores de cana, estão entre as preocupações acerca do tema
O mercado de cogeração de energia elétrica por bagaço de cana-de-açúcar, de enorme relevância para o setor energético, e inserido em um contexto mundial, tem sido um procedimento adequado por tratar-se de uma forma de mudança da queima de combustíveis fósseis por combustão de combustível renovável (bagaço). Isso implica em uma redução drástica de impactos indesejáveis causados ao meio ambiente.
Sob o aspecto da cogeração de energia elétrica excedente, baseada na queima de bagaço da cana, pesquisas mostram o quão ainda é premente a abertura de novos incentivos e, consequentemente, investimentos em projetos desta natureza, sobretudo se levarmos em consideração tratar-se de um mecanismo limpo e renovável.
Outro fator que deve ser lembrado, além da questão ambiental, é que não é de hoje que existe uma relevante preocupação com o tema geração de energia elétrica. Cada vez mais, ouvimos falar em racionamento de energia, haja vista nosso principal capital de geração ser as hidrelétricas, que dependem diretamente da natureza, além de que há um sério problema de logística, ou seja, a distância das hidrelétricas dos centros urbanos.
Por isso, tem sido maior a tendência pela opção de investimento na cogeração por meio do bagaço de cana-de-açúcar, uma vez que a maioria das usinas, principalmente as do estado de São Paulo, possui autossuficiência no consumo de energia, podendo inclusive prover todas as suas necessidades, além, ainda, de contribuir com o excedente na comercialização com as distribuidoras de energia.
Acredita-se que a cogeração continua sendo uma perspectiva positiva de crescimento, desde que haja mais incentivos pelo Governo Federal, aliado a procedimentos adequados utilizados pelo setor suco energético na questão das varias formas de poder vender a energia elétrica excedente, ou seja, buscar uma sinergia com os órgãos reguladores, observando sempre uma combinação de fatores e de estratégias.
Sintetizando, talvez haja a necessidade de os produtores de energia reavaliar com mais profundidade a maneira como o sistema de energia extraída do bagaço atua no mercado, no sentido de alavancar sua competitividade e alçar novos objetivos, e com mais eficiência. Um fato é que para se tornarem mais competitivas e eficientes neste tipo de demanda, as usinas, principalmente as já construídas, precisarão de uma modernização no seu parque fabril, seja por meio de deformações, seja pela aquisição de novos equipamentos. Precisará ainda, estrategicamente, tomar decisões importantes na questão de como será a forma mais vantajosa para se comercializar a energia, de maneira que o produtor tenha garantias operacionais e econômicas necessárias para conduzir o seu negócio.