Consultoria recomenda reduzir estoques de milho
As recomendações refletem estoques americanos de 53,22 milhões de toneladas
As recomendações refletem estoques americanos de 53,22 milhões de toneladas - Foto: Divulgação
O mercado de milho enfrenta pressão de oferta e preços em queda, exigindo estratégias diferentes para vendedores e compradores. Segundo análise da TF Agroeconômica, a prioridade para quem mantém estoques é comercializar e reduzir a exposição a novas desvalorizações.
Aos agricultores com milho da safra 2026, a consultoria recomenda vendas escalonadas, aproveitando eventuais recuperações dos preços, sem apostar em uma alta expressiva. As cooperativas devem acelerar a saída de estoques, especialmente os de maior custo financeiro, oferecer vendas graduais aos associados e utilizar contratos futuros quando houver preços satisfatórios.
Para cerealistas, a orientação é comprar apenas com margem definida e possibilidade de proteção, manter giro rápido e evitar posições especulativas. Exportadores precisam acompanhar Chicago, câmbio, fretes, prêmios, preços FOB e a concorrência dos Estados Unidos e da Argentina, que restringe o espaço do milho brasileiro no mercado externo.
Na indústria, a queda favorece a aquisição de matéria-prima. As unidades de etanol podem ampliar a cobertura e proteger margens futuras, observando os preços do DDG, do óleo e do etanol. As fábricas de ração devem aproveitar os recuos para compras graduais, sem cobertura excessivamente longa, e monitorar a relação entre milho e farelo de soja.
As recomendações refletem estoques americanos de 53,22 milhões de toneladas, acima das 48,72 milhões esperadas, produção superior a 400 milhões de toneladas e exportações enfraquecidas. No Brasil, a menor participação nas vendas externas amplia a disponibilidade interna. O indicador CEPEA/B3 caiu da faixa de R$ 71 para R$ 68,50 a R$ 68,60, reforçando a necessidade de proteção.