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Pastagens mantêm desenvolvimento compatível com o período

Manejo ajustado impulsiona crescimento das pastagens


Foto: Canva

O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (1) aponta que o período recente foi marcado por ajustes no manejo das pastagens no Rio Grande do Sul, principalmente em relação à entrada dos animais e ao tempo de permanência nos piquetes. As decisões foram influenciadas pela resposta das forrageiras às condições de umidade e temperatura observadas nas diferentes regiões. De forma geral, houve recuperação do campo nativo, com manutenção do crescimento, e o desenvolvimento das pastagens cultivadas e naturais manteve-se compatível com a época do ano. Segundo o levantamento, os produtores deram continuidade às adubações de cobertura conforme a disponibilidade de umidade no solo.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, as áreas semeadas na primeira quinzena de novembro atingiram altura adequada para a entrada dos animais. O informativo registra rebrote expressivo nas áreas de campo nativo manejadas de forma apropriada, com aumento da capacidade de suporte animal, acompanhado por melhora na disponibilidade e no valor nutritivo da forragem.

Em Caxias do Sul, parte das pastagens cultivadas implantadas de forma antecipada alcançou altura considerada adequada para o pastejo. As pastagens perenes, especialmente de tifton, apresentaram oferta de matéria seca associada à rebrota. Nos campos nativos e nos campos nativos melhorados, a qualidade da forragem favoreceu o desempenho dos animais, enquanto áreas melhoradas com introdução de espécies exóticas, como trevos, permitiram maior produção de massa verde e suportaram lotações superiores às observadas nos campos nativos.

Nas regiões administrativas de Erechim, Frederico Westphalen e Soledade, as pastagens perenes e as anuais de verão apresentaram desenvolvimento compatível com o período, possibilitando a realização de pastejos. Já em Santa Rosa, o desenvolvimento vegetativo foi impulsionado pela umidade do solo, resultado de chuvas mais frequentes e bem distribuídas, o que favoreceu a emissão de novas folhas e de perfilhos, com maior densidade e uniformidade da cobertura vegetal.
De acordo com o informativo, os produtores também adotaram estratégias de manejo do rebanho, com ajustes nas alturas de entrada e saída dos animais nos piquetes, com o objetivo de evitar o sobrepastejo e estimular a rebrota uniforme das gramíneas.

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