Soja avança em Chicago com apoio do câmbio e clima
Os contratos mais líquidos registraram ganhos consistentes ao longo do dia
Os contratos mais líquidos registraram ganhos consistentes ao longo do dia - Foto: Bing
A soja negociada na Bolsa de Chicago encerrou a sessão desta quarta-feira em alta, refletindo um ambiente externo mais favorável aos preços e fatores climáticos relevantes na América do Sul. De acordo com a TF Agroeconômica, o movimento positivo foi impulsionado principalmente pela desvalorização do dólar e pelas preocupações com a seca na Argentina.
Os contratos mais líquidos registraram ganhos consistentes ao longo do dia. O vencimento março fechou com valorização de 0,73%, a US$ 10,75 por bushel, enquanto o contrato maio avançou 0,76%, encerrando cotado a US$ 10,87 por bushel. No mercado de derivados, o farelo de soja para março subiu 1,29%, a US$ 297,80 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja apresentou leve recuo de 0,18%, fechando a US$ 54,30 por libra-peso.
O desempenho da soja foi sustentado por uma combinação de fatores técnicos e fundamentos de mercado. Compras técnicas deram suporte adicional às cotações, ao mesmo tempo em que a valorização do real frente ao dólar tornou o produto brasileiro menos competitivo no mercado internacional. Esse cenário levou a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais a revisar para baixo sua estimativa de exportações brasileiras em janeiro, reduzindo o volume projetado de 3,79 milhões para 3,23 milhões de toneladas.
No campo produtivo, o mercado segue atento ao estresse térmico enfrentado pelas lavouras argentinas, fator que mantém um viés de suporte aos preços. Em contrapartida, o avanço da safra brasileira, estimada em 180 milhões de toneladas, continua atuando como o principal limitador para movimentos de alta mais intensos. Ainda assim, o contrato julho superou o patamar de US$ 11 por bushel, algo que não ocorria desde outubro, reforçando a influência do cenário climático e cambial sobre o mercado internacional da oleaginosa.