Eficiência na limpeza eleva valor dos grãos pós-colheita
A limpeza vai além da simples retirada de resíduos visíveis
A limpeza vai além da simples retirada de resíduos visíveis - Foto: USDA
A eficiência na etapa pós-colheita tem papel decisivo na rentabilidade das principais culturas agrícolas, ao influenciar custos, qualidade e segurança do produto armazenado. Segundo Anderson Cesar Ferreira Gonçalves, especialista em gestão de projetos, a otimização dos processos de pré-limpeza e limpeza é uma operação de engenharia essencial para preservar o valor do grão e atender às exigências do mercado.
A limpeza vai além da simples retirada de resíduos visíveis e está diretamente relacionada à redução do teor de impurezas e de matéria estranha. Esses componentes interferem no consumo energético durante a secagem, já que palhas, pó e fragmentos retêm umidade que precisa ser eliminada antes do armazenamento. Quando esse material é removido antecipadamente, há economia de combustível ou eletricidade e maior eficiência operacional. Além disso, a presença de impurezas e grãos danificados favorece o desenvolvimento de fungos, pragas e micotoxinas, comprometendo a qualidade sanitária e a durabilidade do produto estocado.
O desempenho adequado das máquinas de limpeza depende do correto domínio dos princípios de separação por aspiração e por classificação. A aspiração utiliza o controle da velocidade e do volume de ar para retirar materiais mais leves, explorando diferenças de densidade e área superficial. Ajustes imprecisos podem resultar tanto na permanência de impurezas quanto na perda de grãos sadios, o que exige uniformidade no fluxo de alimentação para que a corrente de ar atue de forma eficaz. Já a classificação por peneiras requer a escolha adequada das aberturas, com retenção dos materiais grosseiros na peneira superior e separação do material miúdo na inferior. A inclinação das peneiras e a taxa de alimentação determinam o tempo de permanência do grão e o equilíbrio entre qualidade da limpeza e capacidade operacional.