Mercado da soja reage a fatores comerciais
O contrato de soja com vencimento em março encerrou o dia em alta de 0,52%
O contrato de soja com vencimento em março encerrou o dia em alta de 0,52% - Foto: United Soybean Board
O mercado da soja registrou valorização na bolsa de Chicago em meio a ajustes nos principais contratos e a fatores externos que influenciaram o sentimento dos investidores. Segundo informações da TF Agroeconômica, o movimento refletiu principalmente a reação positiva do complexo soja diante de mudanças no comércio internacional e no setor de biocombustíveis.
O contrato de soja com vencimento em março encerrou o dia em alta de 0,52%, cotado a US$ 10,65,75 por bushel, enquanto o vencimento maio avançou 0,44%, para US$ 10,77,25 por bushel. No mercado de derivados, o farelo de soja para março teve recuo de 0,88%, fechando a US$ 291,9 por tonelada curta. Já o óleo de soja apresentou desempenho oposto, com valorização de 2,42%, alcançando US$ 54,5 por libra-peso.
A alta do grão foi sustentada principalmente pelo forte avanço do óleo de soja, impulsionado pelo acordo comercial entre Estados Unidos e Índia, que reduziu tarifas de importação de 25% para 18%. A medida amplia o acesso do produto americano ao maior mercado comprador mundial de óleos vegetais e reforça as expectativas de demanda. Outro fator de suporte veio das novas regras do crédito fiscal 45Z, que limitam benefícios a matérias-primas produzidas na América do Norte, favorecendo o esmagamento interno nos Estados Unidos.
O cenário também foi influenciado por condições climáticas adversas na Argentina, com a persistência da seca, além do registro de um esmagamento recorde em dezembro, estimado em 6,25 milhões de toneladas. Por outro lado, o avanço da colheita no Brasil, que já alcança 11,4%, e projeções privadas indicando produção de 181,6 milhões de toneladas atuaram como limitadores de ganhos mais expressivos no mercado.