‘Boicote’ tira R$ 3,3 mi de circulação

Agronegócio

‘Boicote’ tira R$ 3,3 mi de circulação

Das 26 milhões de cabeças bovinas de Mato Grosso, 18 milhões estão no bioma amazônico, o que representa quase 70%
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O posicionamento de algumas redes de supermercados e frigoríficos em não comprar boi produzido no bioma amazônico, seguindo sugestão do relatório divulgado recentemente pelo Greepeace, pode representar sérios impactos financeiros para Mato Grosso, já que cerca de 70% do rebanho estadual, está localizado em áreas consideradas integrantes do bioma amazônico. O primeiro deles seria a perda imediata do valor bruto de produção na região, estimado em R$ 3,3 milhões/dia.

Levando em conta que a cadeia da pecuária tem uma arrecadação estimada de ICMS em R$ 100 milhões/ano, o governo estadual ficaria sem R$ 70 milhões/ano, ou seja, perda de 69,5% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

"Essa posição de boicotar o boi produzido na Amazônia, sem definição das regras, vai afetar e muito Mato Grosso e tirar de circulação R$ 3,3 milhões ao dia da economia dessas regiões", aponta o vice-presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Vicente Falcão.

Das 26 milhões de cabeças bovinas de Mato Grosso, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), 18 milhões estão no bioma amazônico, o que representa quase 70%.

Nessa área existem 71 mil propriedades, 29 indústrias frigoríficas, com capacidade de abate diário de 23,6 mil cabeças, gerando 40 mil empregos diretos, 170 mil indiretos e 200 mil empregos induzidos, como os gerados aos caminhoneiros, nos açougues e supermercados.

"A Acrimat quer discutir a questão da denominação da expressão Amazônia Legal sobre aspecto ambiental", frisa Falcão. "Entendemos que a sustentabilidade da Amazônia está alicerçada em quatro pilares, que são econômico, ambiental, social e cultural. Diante disso, temos de ter regras claras para todas as ações desenvolvidas na região, pois corremos o risco de enfrentarmos situações como a criada por uma representante ambientalista (Greenpeace), que provocou o embargo à carne bovina produzida no bioma amazônico, com dados sem nenhuma consistência cientifica. A Associação dos Criadores de Mato Grosso sustenta a proposta de conscientizar a sociedade das verdades e mentiras do setor pecuário quanto a preservação do meio ambiente", disse Falcão. (MP)


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