"Mitos sobre 2,4-D precisam ser caçados", diz Osipe

Agronegócio

"Mitos sobre 2,4-D precisam ser caçados", diz Osipe

XXX Congresso Brasileiro da Ciência das Plantas Daninhas
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Professor da Universidade Estadual do Norte do Paraná, Robinson Osipe defende o uso do 2,4-D como ferramenta essencial no manejo de plantas daninhas. O Portal Agrolink conversou com o especialista durante o XXX Congresso Brasileiro da Ciência das Plantas Daninhas, onde esteve presente na semana passada.

“Hoje na agricultura estamos em um momento ímpar. Estamos em um congresso onde temos a presença de produtores rurais e consultores técnicos focados em resolver o problema da resistência de plantas daninhas aos herbicidas existentes. E isso ocorreu pelo uso continuado de apenas um produto – com só um mecanismo de ação”, apontou Osipe.

O Congresso teve, como tema destacado em quase todos os debates e discussões, a importância da rotação dos herbicidas. “Fala-se muito em novas moléculas, mas nós temos ‘velhos’ herbicidas que, dentro dos sistemas de produção, se tornam ‘novos’”, explica o professor. 

“A primeira a ser criada foi o 2,4-D, que entra hoje no manejo da buva e outras plantas daninhas que já não morrem facilmente. Quando ele é misturado com o glifosato, por exemplo, como os dois são sistêmicos, eles se potencializam e a ação de controle é maior. Então, ele é uma ferramenta importante, porque é um mecanismo diferente do que se usa hoje, e no Brasil não temos resistências de plantas a esse produto”, destaca ele.

Osipe, que também trabalhou na organização do evento, conta que as empresas que produzem o 2,4-D tem a missão de preservar a molécula com uso racional e correto do produto. Ele aponta a Iniciativa 2,4-D, que visa treinar o agricultor a usar o herbicida de forma segura, para desmistificar a ideia de que é perigoso.

“Há um mito de que o produto é volátil e carcinogênico, mas ele não é nenhum dos dois. As pessoas confundem outras moléculas que podem ter nomes parecidos. Mas hoje em toda a Europa e Estados Unidos ele continua a ser comercializado, assim como no Brasil, porque há segurança no uso. Esses mitos precisam ser caçados, bem como treinar o produtor a usar de forma correta, na hora certa, com todos os cuidados”, conclui.
 

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