“O clima sempre mudou. Já foi mais frio e mais quente do que é hoje”
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Agronegócio

“O clima sempre mudou. Já foi mais frio e mais quente do que é hoje”

Meteorologista Luiz Renato Lazinski defende que a principal causa para o aquecimento global é natural, e não a ação do homem
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O meteorologista mais solicitado para palestras a agricultores do Paraná, Luiz Renato Lazinski, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), defende que a principal causa para o aquecimento global é natural, e não a ação do homem. “A Terra está realmente aquecendo. Em relação a isso, não tem o que discutir. Mas o clima no mundo sempre mudou e vai continuar mudando. Já foi mais frio e mais quente do que é hoje.”


Ele também considera errado eleger o efeito estufa como o culpado por tudo, avaliando o fenômeno como essencial para o equilíbrio do planeta. Lazinski explica que, sem o efeito estufa, a temperatura média da Terra ficaria próxima de 33° C, mais que o dobro dos 15° de hoje.

O pesquisador afirma que o grande benefício da discussão sobre o aumento da temperatura é o despertar ambiental, a conscientização de que é necessário reduzir a poluição. “Poluir menos é essencial, mas é o gás do vapor d’água o grande causador do efeito estufa, responsável por 63% dessa formação”, esclarece.


Sobre o trabalho de pesquisa que busca lavouras mais adaptadas às características agroclimáticas regionais, Lazinski explica que isso nada mais é que evolução tecnológica. A pesquisa, na sua avaliação, busca menos influência das adversidades climáticas, como o stress hídrico, por exemplo.

“Quem diria que iríamos plantar na área tropical? E isso nada tem a ver com as mudanças no clima, mas com tecnologia para se produzir mais e melhor. O clima é dinâmico e vai mudar a cada ano.”

Segundo Lazinski, as situações extremas não devem se acentuar, mas devem continuar ocorrendo. No caso da produção agrícola, o desafio da pesquisa e da tecnologia é minimizar os efeitos adversos do clima. “Dizer que as mudanças climátivas vão deslocar a agricultura é um exercício de futurologia. Estão fazendo projeções e tratando-as como verdades absolutas, sem tomar o devido cuidado de analisar o clima cientificamente.” Ele se refere às tendências apontadas pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) de que até o final do século a temperatura vai aumentar entre 1,8° e 4°C. O pesquisador destaca que o próprio IPCC admite que os modelos climáticos atuais são muito limitados. “Como é que podemos discutir projeções de clima e temperatura para daqui a 100 anos, quando não conseguimos prever o tempo para 10 a 15 dias?”


De acordo com o meteorologista, a tecnologia dos modelos e cartas meteorológicas ainda é muito frágil e empírica. “Existem variáveis que ainda não se pode modelar, baseadas em históricos e experiências, que esbarram na questão conceitual, científica.”

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