“Precisamos prolongar as tecnologias atuais”, diz professora

EVOLUÇÃO

“Precisamos prolongar as tecnologias atuais”, diz professora

"O manejo integrado deve ser o pilar de qualquer prática"
Por: -Leonardo Gottems
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A maior preocupação da agricultura, atualmente, deve ser o surgimento de novas tecnologias e o prolongamento daquelas já existentes. Isso foi o que afirmou Camila Pinho organizadora do XXXI Congresso Brasileiro da Ciência das Plantas Daninhas e professora da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), quando questionada sobre o possível banimento do glifosato e o uso de manejo integrado de resistência. 

“Especificamente falando do glifosato, ele é hoje o pilar do controle químico de plantas daninhas no Brasil, é inviável se fazer o manejo de plantas daninhas sem o uso do glifosato. No momento que eu perco o glifosato eu perco a forma como se faz hoje produção, não só se perde no controle de plantas daninhas, mas teria maior erosão, teria que voltar a gradear o que seria retroceder no tempo”, explica. 

Nesse cenário, a professora afirma que a manutenção do glifosato é necessária, já que o processo de lançamentos de outras tecnologias é bastante demorado no País. No entanto, ela salienta que o manejo integrado de pragas deva ser o método principal de qualquer tipo de cultivo. 

“O manejo integrado, seja ele para pragas, doenças ou plantas daninhas, ele tem que ser o pilar de qualquer manejo. Hoje o nosso pilar é o controle químico porque ele é muito mais barato e eficaz. Como o lançamento de uma nova tecnologia leva muito tempo, nós temos que prolongar o máximo a vida útil das alternativas que nós temos”, comenta. 

Para finalizar, Camila salientou a importância de eventos como o Congresso unir os pesquisadores, o mercado e os agricultores. “É muito importantes termos as pessoas que trabalham diretamente com o campo dentro do congresso, não só para trazer as demandas do campo, mas para escutar e entender o que a ciência está fazendo para levar essa informação ao produtor”, finaliza. 

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