1º Workshop de Influenza Aviária reúne mais de 200 pessoas em Nova Mutum

Agronegócio

1º Workshop de Influenza Aviária reúne mais de 200 pessoas em Nova Mutum

O evento reuniu mais de 200 pessoas no Centro de Eventos Quick.
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Mesmo sem qualquer registro da Influenza Aviária no território brasileiro, a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) em parceria com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), indústrias avícolas e Associação de Produtores realizaram nessa terça-feira (27), em Nova Mutum, o primeiro Workshop sobre a doença contagiosa Influenza Aviária (IA). O evento reuniu mais de 200 pessoas no Centro de Eventos Quick.

O objetivo é orientar os avicultores sobre a prevenção para a redução do risco de introdução do vírus IA, por aves migratórias em decorrência de casos nos Estados Unidos e alertar quanto ao período de migração de aves do Hemisfério Norte para o Hemisfério Sul.

O médico veterinário e analista de pecuária da Famato, Marcos de Carvalho disse que a realização do Workshop é importante para apresentar aos produtores os riscos econômicos e sanitários que a doença pode causar ao Brasil e o que ela já causou no mundo. Para a Famato, provocar um debate que esclarece ao avicultor as formas de transmissão, prevenção e controle da doença é fundamental. “A Influenza Aviária não tem cura e os cuidados para evitar a entrada da doença no estado são fundamentais para garantir a sanidade dos plantéis”, apontou Carvalho. 

De acordo com a representante do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Reni Braga Moreira, entre os anos de 2014 e 2015 os EUA tiveram um prejuízo de mais de U$ 879 milhões com erradicação da doença.  Foram registrados 211 focos em produções comerciais e 21 focos em criações de fundo de quintal. “Foi o maior foco acontecido e indiscutivelmente o mais significante evento de sanidade animal na história dos EUA. E se isso acontecer no Brasil estaremos preparados?”, questionou Moreira.

O diretor técnico da ABPA, Ariel Mendes destacou os impactos econômicos e as medidas de prevenção para o setor produtivo como, o controle pragas, a orientação aos trabalhadores quanto às medias de biossegurança, a restrição à entrada de veículos nos aviários e a adequação à estrutura produtiva.

Ainda de acordo com Mendes, os casos de mortes de aves ou de síndrome respiratória em pessoas que tenham tido contato direto com o aviário devem ser comunicados urgentemente aos serviços oficiais de saúde pública.

A ABPA criou em 2015 o Grupo Estratégico de Prevenção de Influenza Aviária (Gepia), que visa incrementar as medidas de prevenção, adequar estruturas produtivas, registros de granjas, atualizar o plano de contingência e ampliar a capacidade de diagnósticos. Mendes destacou ainda que em 2016 o Mapa criou um grupo de trabalho, ligado a Câmara Temática de Aves e Suínos, que se reúne uma vez por mês para discutir políticas púbicas para o setor avícola.

Moreira alertou os criadores de aves, comerciais ou não, quanto às boas práticas e cuidados de biossegurança, como a não proximidade entre as granjas e a necessidade de impedir, por meio de tela, o contato das aves da produção com aves silvestres. “A doença é considerada exótica. Essa é uma condição privilegiada e para não perder o título de estado livre da doença, medidas de prevenção e bom manejo devem ser adotadas, como a proteção dos aviários”, disse.

A médica veterinária do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT), Caroline Lemes Bourscheid falou sobre os dados da avicultura mato-grossense e sobre as ações de sanidade avícola. “Trabalhamos no controle das principais doenças avícolas, por meio de monitoramentos sanitários em estabelecimentos que alojem aves de produção. Desenvolvemos programas que abrangem o controle e erradicação de Newcastle e Influenza Aviária”, explicou.

Os programas de prevenção e controle de Salmonella foram destacados pelo médico veterinário e consultor técnico corporativo da Brasil Foods ( BRF), Marcos Antonio Dai Aprá. Segundo ele é imprescindível estabelecer um manejo específico contra a bactéria, conhecendo a situação da granja. Boas práticas de manejo e higiene devem ser adotadas como prioridade.

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