2021 deve ser favorável para suco de laranja
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Imagem: Pixabay
PERSPECTIVAS

2021 deve ser favorável para suco de laranja

Em relação à demanda global, os números apontam para uma recuperação
Por: -Leonardo Gottems

De acordo com o novo relatório de perspectivas de oferta e demanda do agronegócio brasileiro, realizado pelo Rabobank, o cenário do mercado de suco de laranja deve ser favorável para preços em 2021. A safra 2020/21 em São Paulo deve encerrar com volumes próximos de 275 milhões de caixas, queda de aproximadamente 28% em comparação ao ciclo anterior.

“Mais uma vez, o clima seco e as altas temperaturas por períodos prologados, somados a múltiplas floradas irregulares e ao estresse das árvores na safra 2019/20, foram os principais fatores para a redução da safra atual. A persistência de temperaturas próximas, ou inclusive acima dos 40 graus célsius, impactou severamente a região norte do estado de São Paulo, comprometendo a capacidade de recuperação das árvores na próxima safra. Como consequência da produção menor de laranja, a produção de FCOJ e NFC em São Paulo foi reduzida para aproximadamente 850 mil toneladas FCOJ equivalentes, comparada com 1,2 milhão em 2019/20”, comenta.

Em relação à demanda global, os números apontam para uma recuperação do consumo em 2020 em comparação ao ano passado. “No varejo nos EUA as vendas de suco de laranja avançam 15% em relação à 2019, o que pode ser explicado pelo maior consumo de bebidas e alimentos no lar com as quarentenas e restrições, mas também com uma procura por fontes de vitamina C e produtos saudáveis”, indica.

Na Europa, o aumento das vendas tem sido mais moderado, mas também reflete uma
demanda melhor por parte do consumidor final. “A grande questão com relação ao consumo, é como ela irá se comportar em 2021, considerando um cenário de volta à normalidade pós-pandemia e recuperação econômica em várias regiões. Grande parte do crescimento no varejo tem acontecido devido ao aumento do consumo no lar, principalmente no café da manhã, onde em mercados como o dos EUA responde por mais de 60% do consumo”, conclui. 
 


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